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terça-feira, 1 de setembro de 2015 governo | 14:34

Irritados com o governo, Temer e Levy fecham pacto contra crise

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Foto Agencia Brasil

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Os dois têm em comum a irritação com o fogo cruzado dos ministros do PT e com a instabilidade no relacionamento com a presidente Dilma Rousseff, além de sofrerem resistências e derrotas desagradávis no Congresso.

Mas o vice-presidente da República, Michel Temer, e o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, ainda se veem como fiadores do que resta de governabilidade ao país no momento.

Foi levando em conta esses fatores que Michel Temer e Joaquim Levy acertaram, numa troca de telefonemas neste final de semana, um pacto de ajuda mútua para resistir à crise econômica e política, seja com a permanência de Dilma Rousseff no cargo, seja sem ela.

O empurrão inicial para o acerto entre os dois, por incrível que pareça, foi dado pela presidente Dilma na semana passada. Ao saber que Temer estava irritado com a proposta do governo de recriar o imposto sem consultá-lo, Dilma pediu a Levy para tentar convencer o vice a colaborar com a aprovação da proposta no Congresso.

Mesmo tendo sido derrotado no governo — pois defendia corte de gastos em vez de novos impostos — Levy ligou para Temer. Relatou que Dilma teria um encontro na sexta-feira com governadores, e que estes iriam ajudar na aprovação da proposta pelo Congresso.

Temer disse que continuava contrário à tese. Levy contou à presidente que, na quinta-feira,telefonou, ela própria, para o vice. Foi uma conversa difícil, em que Michel Temer respondeu que continuava não vendo chances de aprovação no Congresso e, portanto, que nada poderia fazer.

Depois que os governadores negaram ajuda ao Planalto para aprovar a CPMF, como se sabe, o governo resolveu divulgar que desistia do imposto.

Começou a ser discutida no governo, já na noite de sexta-feira, a proposta de enviar o Orçamento de 2016 ao Congresso com defícit, o que obrigaria os políticos a procurarem uma forma de aumentar a arrecadação, talvez com a própria CPMF.

Temer também não gostou dessa proposta e telefonou ao ministro da Fazenda, a fim de convencê-lo a não insistir nessa estratégia. Mas foi surpreendido com a irritação do ministro com o Palácio.

Levy revelou ao vice que sempre defendeu mais cortes e menos impostos, mas que Dilma e os ministros Nelson Barbosa (Planejamento), Aloizio Mercadante (Casa Civil) e Artur Chioro (Saúde) insistiram no aumento da arrecadação.

Que, voto vencido, ele se mantivera leal à presidente, deixando parecer que era dele a ideia da CPMF, inclusive quando ligou para Temer a pedido de Dilma. Mas que agora ele considerava “uma loucura” essa proposta de enviar ao Congresso o Orçamento de 2016 com déficit,.

Levy arrematou suas queixas dizendo a Michem Temer que temia por um rebaixamento da nota do Brasil pelas agências internacionais e que a perda do chamado “grau de investimento” poderia tornar a economia inadministrável.

Temer pediu, então, que o ministro se acalmasse. Disse que o que de pior poderia acontecer ao país, no momento, seria um dos dois anunciar sua desistência. Citou seu apreço pelo ministro e lembrou até de sua declaração nos EUA de que, se fosse presidente, manteria Levy no governo.

Trocaram ainda outros telefonemas no final de semana, discutindo as decisões do Planalto sobre Orçamento e novos impostos.

E foi nessas conversas que o pacto entre os dois se consolidou. Ambos concordando que há mesmo risco de uma crise inadministrável que leve à saída da presidente Dilma Rousseff.

Mas que — com Dilma ou sem Dilma — eles se consideram fundamentais para evitar uma crise maior no país. Levy, pelo apoio que ainda detém em parcelas significativas do empresariado. Temer, também pelo apoio do empresariado e pela penetração no Congresso, especialmente no PMDB.

Resta saber se Dilma vai se sentir confortável com essa proximidade entre Temer e Levy. Afinal, digamos que a presidente é um tanto ou quanto ciumenta.

 

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terça-feira, 25 de agosto de 2015 governo | 13:01

Crise econômica leva caciques do PMDB a preferirem Temer no governo

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Foto: Agência Brasil

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Depois da conversa de ontem com a presidente Dilma Rousseff, em que os dois acertaram sua saída do chamado varejo da coordenação política, o vice-presidente Michel Temer esteve na residência do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), acompanhado do líder do PMDB, senador Eunício Oliveira (CE).

Tiveram uma conversa franca sobre os destinos do PMDB e a situação de Temer.

Renan e Eunício concordaram com o vice-presidente em sua decisão de deixar o dia-a-dia da coordenação política e anunciar que passaria a tratar da chamada macropolítica.

Na avaliação de ambos, se Temer, como presidente nacional do PMDB, anunciasse uma saída efetiva da coordenação, seu movimento seria interpretado como um rompimento com o governo e, portanto, um rompimento do PMDB.

“Eu ficaria numa posição constrangedora, de quem estaria traindo a presidente da República na expectativa de assumir o lugar dela. Não quero ser acusado de golpista”, disse Temer.

O líder do PMDB, Eunício Oliveira, ainda arrematou:

“E provavelmente sem o apoio do PSDB, que está interessado em apressar as eleições”.

Renan concordou. O movimento do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, que cobrou do Ministério Público o aprofundamento das investigações sobre a campanha eleitoral de 2014, mostra que o PSDB não desistiu da ideia de cassar a chapa Dilma-Temer e realizar novas eleições o mais rapidamente possível.

Ficou claro na conversa que seria uma operação de alto risco para o PMDB. O rompimento com o governo poderia significar um enfraquecimento de tal ordem da presidente Dilma Rousseff que ou ela renunciaria, ou o Congresso acabaria aprovando o impeachment. O que levaria à posse de Temer como presidente.

Os três caciques do partido avaliam que o PMDB assumiria o governo com a economia do país em frangalhos e sem perspectivas.

Mais: com acusação dos petistas de golpismo, o que provocaria forte oposição dos movimentos sociais e das centrais sindicais ligados ao PT que em seis meses fariam proliferar os protestos nas ruas. E provavelmente sem a solidariedade do PSDB.

O quadro desenhado é de que uma tomada do poder no momento pode ser pior para o PMDB no médio prazo. Ao passo que, dando condições de governabilidade, mesmo que mínimas a Dilma Rousseff, o partido pode chegar a 2018 em condições de eleger o novo presidente, e com legitimidade para apaziguar a política e redirecionar a economia.

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segunda-feira, 24 de agosto de 2015 governo | 09:50

Prioridade do governo é debelar crise entre Dilma, Michel Temer e Joaquim Levy

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Foto Agencia Brasil

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A politica não é uma ciência exata por um motivo muito simples: é feita por seres humanos, gente que ama e odeia.

A presidente Dilma Rousseff não é diferente de ninguém. Também é capaz de sentir inveja, por exemplo, e com isso ameaçar seu próprio governo.

Se tem uma coisa que deixou a presidente irritada nesta crise foi a análise de boa parte da mídia de que ela entregou seu governo ao vice-presidente Michel Temer, na área política, e ao ministro da Fazenda, Joaquim Levy, na área econômica.

Por conta dessa irritação, Dilma sempre fez questão de cometer pequenos gestos de desautorização de ambos que só foi desgastando sua relação com os dois principais pilares de seu governo na estratégia de sobrevivência à crise.

Com Levy, cometeu gestos como o de exigir que o corte orçamentário do início do ano ficasse em R$ 69,9 bilhões, e não nos R$ 70 bilhões que Levy apontara como o mínimo aceitável, apenas para marcar sua autoridade.

Mais recentemente, obrigou o ministro a ceder mais do que queria na definição do novo superavit primário.

E tudo indica que vem por aí outra encrenca na definição da peça orçamentária do governo para 2016, que será enviada ao Congresso nos próximos dias.

Dilma reuniu-se neste final de semana, para discutir o assunto, com os ministros Nelson Barbosa (Planejamento) e Aloizio Mercadante (Casa Civil). Levy não esteve presente porque estaria de viagem aos EUA. Mas sabe-se que ele, Barbosa e Mercadante não são lá muito afinados. E nem se sabe quanto os dois e a presidente deixarão, de fato, o ministro da Fazenda decidir sobre o assunto na sua volta.

Com Michel Temer, a situação chegou a um ponto crítico que Dilma já começou a tentar administrar no final de semana, mandando interlocutores procurar o vice.

É que Temer concluiu ser  inviável cuidar da coordenação política sofrendo boicote dos ministros do PT na distribuição dos cargos de segundo e terceiro escalão. Boicote, em geral, com respaldo silencioso da presidente.

E ele deixou claro a esses interlocutores que cobrará de Dilma uma “mudança profunda” no sistema de coordenação política.

Para se ter uma ideia, além de Mercadante, Dilma colocou agora seu assessor especial, Giles Azevedo, para dar pitaco na articulação política. Giles até promoveu por conta própria reuniões com deputados para discutir formas de blindar o governo nas CPIs.

O resultado é que, por isso tudo e pelas dificuldades de negociação com o ministro da Fazenda, o principal auxiliar de Temer na coordenação política, o ministro da Aviação e Portos, Eliseu Padilha, já avisou que não quer mais atuar na área; prefere ficar só cuidando da sua pasta.

Ou seja, a presidente conseguiu juntar à crise econômica e à crise política uma crise dela própria com os principais avalistas do governo junto ao mercado e ao Congresso, Levy e Temer.

A informação no Palácio é de que Dilma tem consciência da gravidade do problema e vai atuar, esta semana, na tentativa de desfazer o que foi desfeito. Resta saber se ainda é tempo.

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segunda-feira, 27 de julho de 2015 Congresso | 12:23

Cunha prepara “Agosto Negro” na Câmara, mas governo aposta em Temer e Renan

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O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), jura de pés juntos que comandará a casa dos deputados federais com ponderação em relação ao governo, mesmo tendo se anunciado oficialmente na oposição à presidente Dilma Rousseff.

Você acredita?

Logo depois do anúncio Cunha deu andamento a 12 pedidos de impeachment contra a presidente que estavam parados na Câmara e autorizou a criação de duas Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) — a dos Fundos de Pensão, e a do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Ele também já pautou para agosto as votações de todas as prestações de contas de ex-presidentes da República que estavam encalhadas (desde o governo Fernando Collor de Mello), para poder votar a conta de 2014 do governo Dilma tão logo o Tribunal de Contas da União dê seu parecer sobre as chamadas “pedaladas” da equipe econômica da primeira gestão da atual presidente.

Pois é. O Palácio do Planalto também não acredita que Cunha agirá com ponderação e já estabeleceu como principal meta do coordenador político co governo, o vice-presidente da República Michel Temer, que também é presidente nacional do PMDB, driblar oposicionismo de Cunha.

E os primeiros testes virão logo na primeira semana do Congresso: a votação dos vetos presidenciais ao fator previdenciário e ao projeto que dobra o valor do reajuste do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço.

Os vetos são votados na Câmara e no Senado. Nesse dois casos, as previsões são de extrema dificuldade para manter o veto na Câmara, mas com maior possibilidade de vitória do governo no Senado.

O Senado, assim, presidido por Renan Calheiros (PMDB-AL), tornou-se o fiel da balança entre Eduardo Cunha e o Palácio do Planalto.

Não foi à toa que, durante o anúncio da nova meta de superavit fiscal, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, fez questão de citar o “bom diálogo” que vem mantendo com Renan Calheiros.

Renan e Temer são, portanto, as chaves do governo no PMDB para tentar frear o oposicionismo de Cunha.

Com Renan, a presidente mesmo pretende intensificar encontros e conversas visando amainar suas críticas, ouvir sugestões e atender reivindicações. Neste último item, dentro do possível. Porque, tal como o presidente da Câmara, o presidente do Senado também está sob ameaça de ser denunciado pela Operação lava Jato. E Dilma tem informado a todos que não dispõe de condições de interferir nas denúncias.

No caso de Eduardo Cunha, Temer está concluindo esta semana sua corrida para liberação de cargos e emendas dos parlamentares ao Orçamento, em troca do apoio nas votações na Câmara. Há discussões ainda no governo se vale liberar tudo agora ou ir soltando à medida em que avancem as votações.

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segunda-feira, 25 de maio de 2015 Congresso | 17:02

Michel Temer cobra e Dilma determina mutirão sobre a bancada do PT na votação do ajuste

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A presidente Dilma Rousseff determinou aos ministros de seu governo filiados ao PT — especialmente os que fazem parte da reunião de coordenação política toda segunda-feira no Palácio do Planalto — que tentem por fim à rebelião na legenda anunciada semana passada pelo senador Lindbergh Farias (PT-RJ), que em entrevista ao iG chegou a pedir a cabeça do ministro.

O recado de Dilma ao grupo de ministros foi dado hoje pela manhã, logo depois de uma reunião com o vice-presidente da República e coordenador político do governo, Michel Temer.

Temer argumentou que, na qualidade de presidente nacional do PMDB, não tem tanta influência como os ministros e líderes do partido sobre os senadores do PT. E que uma rebelião na bancada do Senado por servir como senha para todos os demais partidos da base governista votarem contra o ajuste fiscal.

Esta semana estão previstas as votações de pelo menos duas da três medidas provisórias do ajuste, a MP 665 e a MP 664. A 665 endurece as regras do seguro desemprego, seguro defeso e do abono salarial. E a MP 664 dispõe sobre o pagamento de pensões previdenciárias como pensão por morte e auxílio-doença, e teve incluído no Senado uma regra mais flexível para o fator previdenciário.

Depois do encontro a sós com Dilma e da reunião de coordenação política com ministros como Aloizio Mercadante (Casa Civil), Ricardo berzoini (Comunicações) e Jaques Wagner (Defesa), Michel temer almoçou com o líder do governo no Senado, o também petista Delcídio Amaral (MS).

Na frente de Temer, Delcídio telefonou para Lindbergh Farias e marcou de conversarem ainda hoje. Delcídio já começou a negociar também com outro rebelado na bancada petista, Paulo Paim (RS). Mesmo que não consiga mudar os votos dos dois — contrários às MPs — o objetivo do Planalto é que eles sejam “encapsulados”. Ou seja, não se propaguem na bancada do PT e, muito menos, na bancada governista como um todo.

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), também foi acionado e correu à tribuna no início da tarde para defender o voto favorável às MPs e passar o recado de que a maioria da bancada se comprometerá a votar com o governo.

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quarta-feira, 20 de maio de 2015 Congresso | 10:25

Apoio ao governo põe Renan Calheiros e líder do PMDB no Senado em rota de colisão

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Eunicio-Temer-e-Renan-by-Fabio-Rodrigues-PozzebomPouca coisa deixa o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), tão irritado quanto a versão que corre na Casa de que a aprovação de Luiz Edson Fachin para o Supremo Tribunal Federal foi uma derrota sua e uma vitória do líder do PMDB, o senador Eunício Oliveira (CE).

Eunício disfarça. Confrontado sobre o assunto, diz que a vitória foi do STF. “Nunca recebi tantos telefonemas de ministros do Supremo defendendo a aprovação de um candidato”, argumenta.

De fato, Eunício até tinha restrições a Fachin, devido às notícias da simpatia do novo ministro pelo Movimento dos Sem-Terra. O senador tem uma fazenda que chegou a ser invadida. Mas, depois que Fachin demonstrou moderação em suas posições durante a  sabatina na na Comissão de Constituição e Justiça, Eunício passou a apoiá-lo. “Ali ele ganhou o Senado”, argumenta pouco antes de ser puxado por uma assessor  e sair para atender telefonema de agradecimento do presidente do STF, Ricardo Lewandowiski.

Já Renan Calheiros — acossado pelos boatos de que trabalhou contra a indicação da presidente Dilma Rousseff para o Supremo — viu-se obrigado, antes de iniciar a sessão de ontem, a reafirmar que como presidente do Senado age com “total imparcialidade” no encaminhamento dos temas em debate na Casa.

Havia versões para todos os lados acerca dos movimentos de Renan. Magno Malta (PR-ES), que votou contra Fachin, disse que após a proclamação do resultado ouviu do presidente do Senado: “Turma sem coragem.”

Já Raimundo Lira (PMDB-PB) insistia: “Sou muito próximo do Renan. E ele nunca me pediu voto neste caso. Não conheço um só senador a quem ele pediu.”

Tendo pedido ou não, o fato é que Renan e Eunício saíram da votação nitidamente com humores diferentes diante da aprovação de Fachin com larga margem de votos no PMDB.

Os dois, por sua vez, não alimentarão versões de que estão em rota de colisão. Não interessa ao líder do PMDB no Senado promover uma briga com o presidente da Casa e  forte cacique no seu partido. E a recíproca também é verdadeira.

Mas a verdade é que o clima no PMDB não anda dos melhores, desde que Renan e o vice-presidente da República e coordenador político do governo, Michel Temer (PMDB), entraram em guerra aberta por causa do comando do Ministério do Turismo. Temer desalojou o ministro indicado por Renan para colocar o ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).

Desde então, os aliados de Renan suspeitam que Temer e o Palácio do Planalto decidiram inflar o poder de Eunício. Uma forma de incentivar o líder a manter o apoio do PMDB do Senado ao governo federal, apesar dos ataques explícitos e cada vez maiores de Renan Calheiros à política econômica.

Já os aliados de Eunício reclamam que Renan tem batido na tecla de que o PMDB não deveria aceitar cargos no governo como forma de chamar atenção para o fato de que o líder acaba de ser presenteado pelo Palácio do Planalto com a nomeação de Marcos Holanda para presidente do poderoso Banco do Nordeste do Brasil (BNB).

 

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quarta-feira, 13 de maio de 2015 Congresso | 18:29

Derrubada do fator previdenciário ainda ameaça ajuste fiscal

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Agência Câmara - votação da MP 664

Agência Câmara – votação da MP 664

Boa parte da bancada governista está mobilizada para impor uma nova derrota ao governo durante a votação da medida provisória 664, que integra o chamado pacote de ajuste fiscal editado pelo governo no final do ano e altera as regras para a concessão de pensão por morte e auxílio-doença.

O texto base da MP foi aprovado hoje por uma margem até maior que a da MP 665, que endurece as regras de acesso ao seguro-desemprego, ao abono salarial e ao seguro-defeso.

Mas o problema está na votação dos destaques, especialmente naquele apresentado pelo deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), propondo a doção de uma nova regra para o chamado fator previdenciário.

Arnaldo Faria de Sá  (Agência Câmara)

Arnaldo Faria de Sá (Agência Câmara)

Por sua proposta, a aposentadoria integral passa a ser concedida para mulheres que somarem 85 anos de idade mais contribuição, e para os homens quando a soma dos dois fatores chegar a 95.

A equipe econômica considera que, na prática, essa proposta derruba os ganhos atuais do fator previdenciário para os cofres do Tesouro.

O vice-presidente da República, Michel Temer, conseguiu dos líderes adiar para amanhã a votação dos destaques a fim de tentar convencer a base a votar com o governo.

A resistência principal reside na bancada do PT. Nomes de peso — como os deputados Arlindo Chinaglia (SP), Marco Maia (RS) e Paulo Teixeira (SP) — têm declarado publicamente que votam pela aprovação da emenda. Até o relator do projeto, Carlos Zaratini (PT-SP), é considerado pelo governo como um voto duvidoso.

Zaratini pelo menos fez um favor ao governo: não acolheu a emenda no corpo do projeto. Se tivesse acolhido, ela seria aprovada junto com o texto base e o governo teria que apresentar uma emenda supressiva.

Hoje pela manhã, em encontro com os líderes governistas, Temer chegou a acreditar ter conseguido convencer o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a não colocar a emenda em votação.

Presidente da Câmara têm essa prerrogativa, se julgarem que o assunto de que trata a emenda nada tem a ver com a medida provisória em votação.

Neste caso, no entanto, a emenda trata de Previdência que é o tema da MP. Arnaldo Faria de Sá argumentou e convenceu Eduardo Cunha de que, se ele não colocar a emenda em votação, poderá apresentar um recurso em plenário desautorizando-o.

O deputado aposta que, com o voto explícito de boa parte da bancada do PT, acabará tendo o apoio da grande maioria dos demais partidos da base, incluindo o PMDB, que t~em exigido uma exposição maior dos petistas em temas impopulares de interesse do Palácio do Planalto.

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segunda-feira, 11 de maio de 2015 Congresso | 11:36

Renan Calheiros pode impedir aprovação de ministro do Supremo pelo Senado

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Fachin-RenanA relação entre o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e a presidente Dilma Rousseff será posta em teste novamente esta semana.

Renan tem oscilado de eventuais gestos de simpatia com a presidente da República a um oposicionismo radical a teses do governo e ao vice-presidente e coordenador político do Palácio, Michel Temer.

No seu último encontro com Dilma, quando acertaram os ponteiros sobre desavenças anteriores, Renan acenou com o apoio à indicação do Palácio para ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Dilma, então, indicou o advogado Luiz Edson Fachin, reconhecido no meio jurídico como senão o maior, pelo menos um dos maiores especialistas do país em direito civil.

Mas depois disso Renan teve seu apadrinhado no comando do Ministério do Turismo, Vicente Lages, substituído a mando de Temer pelo atual ministro Henrique Eduardo Alves. O presidente do Senado abriu guerra então contra o vice-presidente da República e não se sabe ao certo qual será seu comportamento em relação aos interesses do Palácio do Planalto no Senado.

Esta semana o interesse do Planalto no Senado está voltado principalmente para dois assuntos: a sabatina a que Fachin será submetido na Comissão De Constituição e Justiça (CCJ); e a votação da medida provisória 665, aprovada na Câmara e que endurece as regras de acesso ao seguro-desemprego, ao abono salarial e ao seguro-defeso.

No caso da votação da MP, o resultado dependerá menos de Renan do que do plenário, se bem que o presidente do Senado sempre terá alguma influência.

Mas no caso de Luiz Edson Fachin, há uma decisão a ser tomada por Renan Calheiros que pode significar a aprovação ou reprovação do escolhido por Dilma para o STF. É que caberá a ele decidir — caso Fachin seja aprovado na CCJ, como é provável — quando ocorrerá a votação em plenário.

Até agora as avaliações são de que, no plenário, Fachin pode ser aprovado ou rejeitado por uma votação apertada.

E esta semana alguns dos principais caciques do PSDB — como os senadores Aécio Neves (MG), José Serra (SP) e Aloizio Nunes Ferreira (SP)  — deverão se ausentar do Brasil para participarem, amanhã em Nova York, da solenidade em homenagem ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, eleito Homem do Ano pela Câmara de Comércio Brasil-EUA, junto com o ex-presidente norte-americano Bill Clinton.  (Atualização às 17h: Aloizio Nunes Ferreira não viajou para Nova York. Ficou e participará da sabatina)

O governo gostaria que Renan marcasse a votação em plenário logo após a sabatina no Senado, o que tiraria alguns possíveis votos de reprovação ao nome de Fachin. Ou seja, para esta terça-feira mesmo ou para o dia seguinte.

Se o presidente do Senado assim o fizer, poderá ser o grande responsável pela posse do novo ministro. Mas se deixar para a semana que vem, quando o tucanato em peso estará presente, Renan poderá ser o responsável pela derrota do Palácio.

Sabendo dos riscos que corre a sua aprovação, Fachin tem rodado por todos os gabinetes do Senado. Não só em busca da simpatia dos senadores, como também para se explicar em relação às acusações de que seria excessivamente progressista e de que exerceu irregularmente a advocacia ao mesmo tempo em que era procurador do governo do Paraná.

Contra essas acusações, Fachin até está divulgando vídeos no Youtube:

 

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terça-feira, 14 de abril de 2015 governo | 17:30

Impasse no PMDB atrasa indicação ne Henrique Alves e obriga Dilma a decidir entre Renan e Eduardo Cunha

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A presidente Dilma Rousseff tentou ontem à noite mais uma vez acabar com o impasse em torno da nomeação do ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves (PMDB-PB) para ministro do Turismo, mas não conseguiu.

Dilma queria anunciar hoje a indicação de Henrique Alves.

Chamou ao Palácio o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), a fim de convencê-lo a escolher um novo cargo para o atual ministro, Vinicius Lages, abrindo espaços para o ex-presidente da Câmara. Mas Renan se recusou a chancelar a troca.

Dilma atendia a um apelo do vice-presidente República, Michel Temer — recém-nomeado coordenador político do governo e presidente licenciado do PMDB –, que no domingo também se encontrou com Renan para convencê-lo a indicar um cargo para Lages, mas o presidente do Senado não aceitou.

Na argumentação de Renan, se ele aceitar a troca vai parecer junto a opinião pública que esticou a corda contra o governo em votações recentes no Senado apenas para conseguir um lugar para seu afilhado politico.

Renan também argumentou que, se, como disse Temer a Dilma, o Henrique Eduardo Alves é uma indicação do atual presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), não faz sentido colocá-lo num ministério sob o comando do PMDB do Senado.

Eduardo Cunha, no entanto, tem dito que não está indicando Henrique Eduardo Alves. Que sua nomeação é uma promessa antiga do Palácio do Planalto e, portanto, um problema de Michel Temer, pois cabe a ele convencer a presidente a cumprir a promessa.

Renan, por sua vez, lançou definitivamente o problema para os ombros de Dilma. Disse a ela, no encontro de ontem, e a Temer, no domingo, que cabe à presidente da República resolver o impasse, simplesmente nomeando quem ela preferir. E que ele dá essa discussão como encerrada.

Em outras palavras, a presidente vai ter que decidir com quem brigar: com Renan ou com Cunha. No meio disso, está o vice-presidente Michel Temer, a quem caberia, como coordenador político, livrar a presidente do problema.

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