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quarta-feira, 19 de agosto de 2015 partidos | 11:12

Nem Michel Temer, nem Aécio Neves receberam bem aceno de FHC para aproximação PSDB-PMDB

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A declaração do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em favor de um pedido de renúncia da presidente da República, Dilma Rousseff, foi entendida no pelos aliados do vice-presidente Michel Temer (PMDB) como um aceno dos tucanos para um acordo impossível no momento.

Em linhas gerais o acordo seria assim: tudo bem, sai Dilma e Michel assume um governo de união nacional com o respaldo do PSDB.

A impossibilidade deste acordo, segundo os peemedebistas, é que tanto o PSDB como o PMDB estão de olho na Presidência da República em 2018.

Temer trabalha sua própria candidatura ou de outro nome do partido a ser definido mais adiante. Que tanto pode ser o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, como um novo nome a se filiar à legenda, aí incluído até o do senador José Serra (PSDB-SP), que tem se aproximado do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e não parece ter espaço em seu partido para uma candidatura presidencial.

E os tucanos, por sua vez, já têm dois pré-candidatos à Presidência em plena campanha: o senador Aécio Neves (MG) e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

Para eles, a hipótese de Temer assumir o governo só seria aceita nos moldes da ascensão de Itamar Franco à Presidência quando do impeachment do então presidente, Fernando Collor de Mello: desde que houvesse o compromisso de que o vice-presidente da República, empossado na Presidência, não sairia candidato à reeleição.

No momento, nem Temer nem ninguém no PMDB cogita dessa hipótese. O partido não abre mão da disputa pelo poder real em 2018. Os peemedebistas avaliam que o PT sairá esfacelado do governo Dilma e que pode estar chegando a hora de um ciclo peemedebista na Presidência.

Já no PSDB, uma ala fortíssima, a do presidente do partido, Aécio Neves, acredita que sua maior chance de chegar à Presidência é agora, com a saída de Dilma Rousseff do cargo. Para os aecistas, a hipótese de renúncia de Dilma, levantada por FHC, só faria sentido se fosse com a saída de Temer. A posse do peemedebista só serviria para fortalecer o eventual candidato do PMDB à Presidência em 2018.

Tanto que Aécio ontem declarou à imprensa que está disposto a conversar com o PMDB, mas com a parcela oposicionista do partido, o que exclui Michel Temer.

Temer, por sua vez, teve ontem um encontro com o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) no Palácio do jaburu. O senador propôs que o vice tentasse promover uma conversa do PSDB da presidente Dilma Rousseff. Temer se dispôs a receber Aécio Neves e companhia, mas desde que ficasse claro que não seria um encontro de conspiração. Aí é o PSDB quem não aceita encontro às claras para solucionar crise do governo Dilma Rousseff.

Ou seja, tem muita gente, como o ex-presidente FHC, querendo promover o namoro entre o PSDB e o PMDB. Mas os prováveis candidatos dos dois partidos à Presidência não pretendem posar de mãos dadas neste momento.

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segunda-feira, 17 de agosto de 2015 partidos | 09:27

Divergências entre Alckmin e Aécio levaram PSDB dividido às manifestações

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Enquanto o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), apostou tudo nas manifestações pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff, outro dos principais caciques do partido,o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, manteve-se afastado.

Não se trata de um fato do acaso. E nem porque simplesmente Alckmin está no governo de um estado.

Os dois têm posições divergentes acerca de como deveria ter sido encaminhado o impeachment e da participação do PSDB no processo. Além, é claro, de disputarem o posto de candidato natural do PSDB à Presidência da República em 2018.

O auge da divergência foi o programa gratuito do partido na TV convocando para as manifestações.

O grupo de Alckmin considera que foi um erro o PSDB tentar assumir um protagonismo nos protestos de rua. Deputados do partido ligados a Alckmin pretendem, inclusive, levar a discussão até à Executiva do partido. A avaliação desse grupo é de que a convocação para as manifestações num programa de TV do PSDB foi até mesmo um dos culpados pelo esvaziamento dos protesto neste domingo.

Aécio discorda. Tanto que foi pessoalmente à manifestação de Belo Horizonte, “como cidadão”, com um discurso duro contra Dilma, o governo e o PT>

Os aliados de Aécio não pretendem abandonar a tese de “eleições já”. Eles acreditam que ainda há espaços para o impeachment da presidente da República pelo Tribunal Superior Eleitoral, ou mesmo para uma renúncia negociada dela e de seu vice, Michel Temer, o que provocaria novas eleições.

Na estratégia dos alckmistas a inclusão da saída de Temer é um erro dos aliados do Aécio, que afasta o PMDB de uma possível aliança com os tucanos em 2018.

No final, a conta é simples: Alckmin trabalha nos bastidores do partido para se viabilizar em 2018. Quanto mais tempo tiver para trabalhar, melhor. Aécio tem pressa. Quer aproveitar a memória das últimas eleições, quando perdeu do Dilma por uma pequena margem. Quanto mais próxima for a próxima eleição presidencial, melhor para ele.

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