Publicidade

Posts com a Tag Renan

quinta-feira, 27 de agosto de 2015 Congresso | 13:14

Para Renan Calheiros Congresso não aprova recriação da CPMF: “Brasil espera algo em direção contrária”

Compartilhe: Twitter

O presidente do Senado, Renan Calheiros, acaba de anunciar que é contrário a recriação do imposto sobre o cheque.

A inclusão da nova CPMF no Orçamento de 2016 está sendo estudada pelo Ministério do Planejamento a pedido do Palácio do Planalto, mas conta com a oposição do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que defende o equilíbrio nas contas através de cortes nos gastos públicos.

Considerado atualmente um dos principais elementos de apoio ao governo no Congresso, junto com o vice-presidente Michel Temer, Renan Calheiros afirma não considerar recomendável elevar a carga tributária com a economia em retração.

Ele até admite algum aumento de impostos quando a economia voltar a crescer. Mas não com o imposto sobre o cheque.

“Depois de aumentar a carga ainda criar a CPMF? Não são sinais coerentes. O Brasil espera algo em direção contrária”, disse.

Assista:

Ou: https://www.youtube.com/watch?v=FJDXyGHtbk4

Autor: Tags: , , ,

terça-feira, 25 de agosto de 2015 governo | 13:01

Crise econômica leva caciques do PMDB a preferirem Temer no governo

Compartilhe: Twitter
Foto: Agência Brasil

Foto: Agência Brasil

Depois da conversa de ontem com a presidente Dilma Rousseff, em que os dois acertaram sua saída do chamado varejo da coordenação política, o vice-presidente Michel Temer esteve na residência do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), acompanhado do líder do PMDB, senador Eunício Oliveira (CE).

Tiveram uma conversa franca sobre os destinos do PMDB e a situação de Temer.

Renan e Eunício concordaram com o vice-presidente em sua decisão de deixar o dia-a-dia da coordenação política e anunciar que passaria a tratar da chamada macropolítica.

Na avaliação de ambos, se Temer, como presidente nacional do PMDB, anunciasse uma saída efetiva da coordenação, seu movimento seria interpretado como um rompimento com o governo e, portanto, um rompimento do PMDB.

“Eu ficaria numa posição constrangedora, de quem estaria traindo a presidente da República na expectativa de assumir o lugar dela. Não quero ser acusado de golpista”, disse Temer.

O líder do PMDB, Eunício Oliveira, ainda arrematou:

“E provavelmente sem o apoio do PSDB, que está interessado em apressar as eleições”.

Renan concordou. O movimento do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, que cobrou do Ministério Público o aprofundamento das investigações sobre a campanha eleitoral de 2014, mostra que o PSDB não desistiu da ideia de cassar a chapa Dilma-Temer e realizar novas eleições o mais rapidamente possível.

Ficou claro na conversa que seria uma operação de alto risco para o PMDB. O rompimento com o governo poderia significar um enfraquecimento de tal ordem da presidente Dilma Rousseff que ou ela renunciaria, ou o Congresso acabaria aprovando o impeachment. O que levaria à posse de Temer como presidente.

Os três caciques do partido avaliam que o PMDB assumiria o governo com a economia do país em frangalhos e sem perspectivas.

Mais: com acusação dos petistas de golpismo, o que provocaria forte oposição dos movimentos sociais e das centrais sindicais ligados ao PT que em seis meses fariam proliferar os protestos nas ruas. E provavelmente sem a solidariedade do PSDB.

O quadro desenhado é de que uma tomada do poder no momento pode ser pior para o PMDB no médio prazo. Ao passo que, dando condições de governabilidade, mesmo que mínimas a Dilma Rousseff, o partido pode chegar a 2018 em condições de eleger o novo presidente, e com legitimidade para apaziguar a política e redirecionar a economia.

Autor: Tags: , ,

sexta-feira, 21 de agosto de 2015 governo | 22:35

Temer vai propor a Dilma, na segunda-feira, reformulação completa da coordenação política do governo. Com ele ou sem ele

Compartilhe: Twitter

Michel TemerAgora à noite o vice-presidente Michel Temer disse a amigos que foi mal interpretado por interlocutores que disseram ter ouvido dele que vai deixar a coordenação política do governo.

Segundo Michel Temer, a decisão de deixar a coordenação não está tomada, embora ele realmente esteja bastante irritado com o sistema “como um todo” de articulação do governo com a área política.

Michel Temer pretende conversar com a presidente Dilma Rousseff na segunda-feira. Normalmente, às segundas-feiras, Dilma reúne os  ministros da área política para traçar a estratégia da semana.

O vice-presidente vai relatar a Dilma os motivos sua insatisfação e comunicar que o  o ministro da Aviação e Portos, Eliseu Padilha (PMDB), não pretende mais acumular sua função com a chefe de Relações Institucionais do Palácio com a base parlamentar.

Padilha sente-se desautorizado pelo ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e da Casa Civil, Aloizio Mercadante, que seguidamente negam a liberação de cargos e emendas ao Orçamento prometidos por ele a parlamentares da base governista.

O próprio Michel Temer teve uma conversa que considerou “bastante desagradável” com Levy, na terça-feira, quando o ministro sugeriu que se abandonassem as negociações com o Congresso em torno do projeto de reoneração das folhas de pagamento.

Temer vai dizer à presidente Dilma Rousseff que só vê possibilidade de funcionamento da Coordenação Política se houver “uma profunda reformulação”. Mas o vice-presidente não explicou a seus interlocutores como seria essa reformulação.

De qualquer maneira, ele acha que sua permanência ou não à frente da coordenação política é uma decisão da presidente Dilma Rousseff, daí porque afirmou a amigos que não está com a decisão tomada.

Sua saída da função tanto pode ocorrer agora, como pode não ocorrer tão cedo. Muito embora, de fato, tenha sido chamado como coordenador político para cuidar principalmente da aprovação do ajuste fiscal pelo Congresso.

Na verdade, além dos problemas com Levy, Mercadante e outros ministros que têm protelado a nomeação dos indicados pelos deputados para cargos no segundo escalão, Michel Temer também não está satisfeito com o excesso de  atenção dada por Dilma ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Presidente nacional do PMDB, Temer sempre esteve mais próximo da ala do partido ligada à Câmara do que dos senadores. Ele considera que, ao se aproximar demais de Renan, Dilma sugere o enfraquecimento dos deputados peemedebistas e  acirra a guerra com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Enfim, num momento em que Cunha já está em pé de guerra com o governo pelo fato de ter sido denunciado na Operação lava jato e com a base parlamentar em frangalhos, tudo que Dilma Rousseff não precisava neste momento era de uma crise com seu vice-presidente e coordenador político do governo.

 

 

Autor: Tags: , , , , , , ,

quinta-feira, 20 de agosto de 2015 escândalos políticos | 09:26

Denúncia contra Cunha racha o PMDB

Compartilhe: Twitter

Os aliados de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) não esperavam que a denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra ele aparecesse nesta semana. Acreditavam que isto só ocorreria depois da sabatina a que o procurador-geral será submetido pelo Senado, na semana que vem.

Mas eis que ontem o jornal O Globo anunciou que a denúncia sai esta semana. Os outros jornais confirmaram, e o pânico se instaurou na Câmara, especialmente entre os peemedebistas e aqueles de outros partidos que se aliaram ao presidente da Casa.

Na procura de um discurso, o primeiro que eles têm à mão é da perseguição de Janot contra Cunha e de um acordão entre o procurador, a presidente Dilma Rousseff e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL):

Renan livraria Dilma da condenação pelo Tribunal de Contas da União (TCU), onde teria três dos oito votos; Dilma convenceria Janot a livrar Renan da denúncia na Lava Jato, e Janot ficaria livre para retaliar em cima de Cunha.

“É o acordão. Se esta semana sair a denúncia contra Cunha e não sair nada contra Renan, vai ficar evidente um acordão entre Dilma, Janot e Renan contra Cunha”, disse o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), um dos aliados do presidente da Câmara.

De fato, a denúncia de Janot contra Eduardo Cunha — e seu provável enfraquecimento — no mesmo período quem que a presidente Dilma se aproxima de Renan Calheiros têm um efeito positivo para o governo, conforme avalia o Palácio do Planalto. Mas esses dois fatos juntos têm também um efeito colateral perigoso: aprofundam a divisão da base governista, especialmente do PMDB.

O partido sempre foi rachado entre o grupo da Câmara, comandado por Temer e por Eduardo Cunha, e o grupo do Senado, comandado por Renan, pelo líder Eunício Oliveira (CE) e, mais recentemente, Romero Jucá RR).

Vale lembrar: Dilma e Renan vieram de um período de desentendimentos porque a presidente optou por um indicado de Temer para ministro do Turismo — o ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves — em detrimento do então ministro que havia sido indicado por Renan.

Temer acabara de assumir como coordenador político do governo e bateu pé por sua indicação. Hoje, os aliados de Renan costumam apontar para as derrotas do governo na Câmara argumentando que o grupo de Temer nada resolveu.

Pois bem. Os aliados de Cunha agora pretendem reforçar que, enquanto ele é denunciado por Janot, Dilma está fechando uma aliança preferencial com o PMDB do Senado. Com isso, Cunha busca reagrupar o PMDB da Câmara, incluindo Michel Temer, em torno de sua causa.

Vice-presidente da República e ainda coordenador político do governo, Temer resiste. Seu grupo não vêm motivos para um abraço de afogados com Cunha e também não quer desembarcar num momento de crise dando força às conspirações contra o governo. Mas também não vê com bons olhos a aproximação entre Dilma e Renan Calheiros.

No meio disso, a presidente da República terá que agir com muita habilidade. O PMDB sempre soube transformar sua divisão interna em crises para os governos que apoiava.

Autor: Tags: , , , , ,

terça-feira, 18 de agosto de 2015 Congresso | 10:32

Eduardo Cunha retoma pauta bomba e estuda aceitação do impeachment para quando Janot o denunciar

Compartilhe: Twitter

Aliados do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), calculam que a denúncia contra ele não deve sair enquanto o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, não tiver seu nome aprovado pelo Senado.

Ontem, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), anunciou que a sabatina de Janot na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) deverá ocorrer na semana que vem, assim como a votação em plenário da indicação de Janot.

Na avaliação dos aliados de Cunha, seria constrangedor para Janot ser sabatinado no mesmo momento em que forem divulgados pedidos de abertura de processos contra políticos. O presidente da Câmara e o senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) são considerados o alvo da vez do Ministério Público. Assim, a nova expectativa é de que a denúncia contra eles só saia no final do mês.

Enquanto isso, Cunha e seu aliados vão preparando novos lances na sua estratégia contra o governo.

O mais ousado, que estaria em gestação, seria reservar a aceitação, pelo presidente da Câmara, de uma dos pedidos de impeachment contra Dilma Rousseff para a mesma época em que Janot denunciar formalmente Eduardo Cunha.

O líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO), lembrou que o presidente da Câmara pode abrir processo contra Dilma apenas com base na análise dos pedidos que deram entrada na Casa. Segundo ele, Cunha poderia se basear, por exemplo, nos decretos não numerados com abertura de crédito especial em 2014 que autorizam as pedaladas fiscais, sem precisar esperar por uma decisão do Tribunal de Contas da União sobre as contas da presidente.

E, na outra ponta, os aliados de Cunha apostam no aprofundamento da chamada pauta bomba, como forma de neutralizar a agenda anticrise do presidente do Senado.

Esta semana a ofensiva de Eduardo Cunha começa pela votação do novo índice de correção das contas dos trabalhadores no Fundo de Garantia por tempo de Serviço (FGTS). Projeto em tramitação na Câmara propõe que elas passem a ser corrigidas pelo mesmo índice da poupança, ou seja, passaria de 3% ao ano mais a TR para 6% mais TR. O que, segundo o Palácio do Planalto, simplesmente enterraria o Minha Casa Minha Vida. O governo tentará apresentar uma proposta alternativa.

Amanhã, Eduardo Cunha quer colocar em pauta a redução da maioridade penal para 16 anos, o que também desagrada ao governo.

Já as pautas da agenda de Renan, Cunha tem deixado claro que pretende engavetá-las quando forem enviadas à Câmara. Ontem mesmo, ele afirmou: “Ali é muita espuma. Quando baixar a espuma, não sobra nada.”

Autor: Tags: , , , , , , ,

segunda-feira, 17 de agosto de 2015 Congresso | 18:05

Renan Calheiros recebe Janot e diz que votação da agenda anticrise começa amanhã

Compartilhe: Twitter

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), anunciou agora a pouco que pretende iniciar amanhã a votação da agenda anticrise.

Renan não quis comentar sobre o tamanho das manifestações deste domingo, embora tenha avaliado em conversas reservadas que foram menores do que as anteriores.

Segundo ele, o início da votação da agenda porá fim “às especulações” de que a agenda foi elaborada para salvar a presidente Dilma Rousseff do impeachment.

Pouco antes da entrevista ao iG, Renan havia recebido o procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Segundo ele, foi um encontro institucional em que não se falou da operação Lava Jato.

Renan afirmou em entrevista à imprensa que a sabtaina de Janot na comissão de Constituição e Justiça deverá ocorrer na próxima semana, assim como a votação de seu nome pelo plenário do Senado.

Autor: Tags: , , , ,

sexta-feira, 14 de agosto de 2015 escândalos políticos | 18:02

Janot encontra-se com Renan na segunda-feira e deve ter a recondução aprovada ainda esta semana

Compartilhe: Twitter

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), recebe na segunda-feira o procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

É o primeiro encontro dos dois depois que a presidente Dilma Rousseff decidiu pela recondução de Janot para um segundo mandato à frente do Ministério Público.

Apontado por um dos delatores na operação Lava Jato, Renan resolveu apressar a votação do referendo à indicação de Janot para que não se pensasse que ele estaria contra o procurador-geral.

A indicação de Janot chegou ao Senado na segunda-feira e Renan enviou imediatamente à Comissão de Cosnttituição e Justiça (CCJ). E a sabatina de Janot na CCJ deverá ocorrer já nesta quarta-feira.

A intenção do presidente do Senado é de submeter o nome de Janot ao plenário imediatamente após sua aprovação pela CCJ, ou seja, na própria quarta-feira ou, no máximo, na quinta-feira.

Autor: Tags: , , , , , ,

quarta-feira, 12 de agosto de 2015 escândalos políticos | 10:53

Apoio de Renan a Dilma faz relator das contas de Dilma no TCU propor adiamento da votação

Compartilhe: Twitter

Nardes PSDBRelator no Tribunal de Contas da União (TCU) do processo que analisa as contas de 2014 do governo Dilma Rousseff, o ministro Augusto Nardes disse a amigos que deve propor na sessão de hoje à tarde um  aumento de prazo de defesa do governo para responder a novos questionamentos que ele pretende fazer ao Palácio do Planalto.

Indicado pelo ex-presidente da Câmara Severino Cavalcanti, o então deputado Augusto Nardes (PP-RS) foi eleito ministro do TCU num ato de rebeldia do Congresso contra o nome indicado pelo governo Lula, que era o do hoje senador José Pimentel (PT-CE), na época deputado federal.

Tomou posse sob os protestos do então presidente do TCU, Adylson Motta, que escreveu a Lula pedindo para não sancionar a nomeação devido “à inobservância do requisito constitucional da reputação ilibada e idoneidade moral”. Mas Lula cedeu a Severino.

Nardes renan CedrazAs contas de 2014 de Dilma são as tais que incluem as pedaladas que teriam sido cometidas pela sua equipe econômica. E que poderiam ser enquadradas na lei de Responsabilidade Fiscal, ameaçando de impeachment a presidente da República.

Nardes é aquele mesmo ministro que perambulou pelo Congresso em julho pedindo aos presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que apressassem a votação de todas as contas presidenciais encalhadas há 20 anos no Congresso para que as contas de 2014 de Dilma sejam  votadas rapidamente.

Em outras palavras: Antes Augusto Nardes estava com pressa, muita pressa para ver votadas as contas de Dilma. E antes a expectativa era de que o tribunal de Contas da União recomendasse a rejeição das contas pelo Congresso Nacional.

O que mudou?

Mudou que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), passou a se declarar contrário à discussão do impeachment e, especialmente, contra a rejeição completa das contas com base apenas nas tais pedaladas fiscais.

Renan tem influência direta sobre três dos nove ministros do TCU. Como o governo já tinha possibilidade de obter outros dois votos, agora mudou o cenário: a expectativa é de que o plenário do TCU não rejeite as contas de 2015 de Dilma Roussef.

Deu para entender por que o ministro Nardes prefere adiar a votação?

 

 

Autor: Tags: , , , ,

terça-feira, 11 de agosto de 2015 governo | 12:13

Adesão de Renan a Dilma praticamente enterra o impeachment

Compartilhe: Twitter

Dilma RenanAntes quase na oposição, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), deu uma virada de posição na quinta-feira, após encontrar-se a sós com a presidente Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto.

Ele não revelou detalhes da conversa a ninguém. O pouco que se sabe do que os dois acertaram foi anunciado pela própria presidente, ao determinar que os ministros da Fazenda e do Planejamento acertassem com Renan uma agenda de projetos contra a crise.

Ou seja, esse foi um dos assuntos da pauta entre os dois: a necessidade de se dar à base parlamentar um discurso positivo para permitir que o Congresso aprove os projetos mais duros de corte de gastos.

Mas é claro que deve ter havido outros pontos de interesse de Renan, pois o presidente do Senado saiu dali contrário como nunca à condenação do governo pelo Tribunal de Contas da União (TCU). No mesmo dia, disse a amigos: “Cassar a presidente por causa das pedaladas? Impossível. Todo mundo já fez isso.”

Na sexta-feira e no sábado, Renan recebeu na Residência Oficial do Lago Paranoá dois ministros do TCU: Raimundo Carrero e Bruno Dantas.

Conforme esta coluna informou na sexta-feira 7, Carrero, Dantas e Vital do Rego são três ministros do tribunal muito ligados ao presidente do Senado. Os dois primeiros, ex-funcionarios da Casa. E o segundo, um ex-senador do PMDB que sempre foi aliado de Renan.

Sao nove os ministros com voto no TCU. O governo tem condições de garantir o voto de dois — Benjamin Zimler e Walton Alencar –, que somados aos votos de Renan já garantem maioria para Dilma. Sem contar dois votos que o ex-presidente Lula pode conquistar: do seu ex-coordenador político no Planalto José Múcio Monteiro, e da sua amiga pessoal Ana Arraes, mãe do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos.

A aprovação das contas no TCU praticamente enterra o impeachment. A outra possibilidade seria uma condenação pelo Superior Tribunal Eleitoral da chapa vencedora das eleições presidenciais. O que significaria a cassação também do vice Michel Temer, hipótese que juristas e analistas políticos consideram muito pouco provável num momento em que Temer se firma como um pólo de estabilidade na Câmara contra o ultraoposicionismo do presidente da Casa, Eduardo Cunha.

Autor: Tags: , , , , , , ,

sexta-feira, 7 de agosto de 2015 escândalos políticos | 10:10

Renan Calheiros pode livrar Dilma da condenação no TCU

Compartilhe: Twitter

Ontem, conforme revelou a coluna Poder Online, a presidente Dilma Rousseff chamou ao Palácio do Planalto o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Naquela madrugada, Dilma havia sido derrotada na Câmara, por 445 votos a 16, na votação de uma Proposta de Emenda Constitucional que poderia aumentar o rombo no ajuste fiscal em até R$ 10 bilhões.

De uma forma ou e outra, a tal PEC 443 não deverá entrar em vigor. Mas a votação mostrou a força do atual presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que se declarou formalmente na oposição, e a enorme dificuldade do governo em controlar sua base parlamentar.

Cunha também fez passar de roldão pelo plenário a aprovação de todas as contas de presidentes da República que estavam pendentes há 20 anos na Casa. Abriu a pauta para receber as contas de 2014 presidente Dilma Rousseff, que estão em análise do Tribunal de Contas da União (TCU). Tratam-se das  contas das chamadas “pedaladas fiscais”, que teriam sido cometidas pela equipe econômica do primeiro governo Dilma.

Se o TCU decidir pela reprovação das contas, é enorme a chance de que Eduardo Cunha comande no plenário a condenação da presidente e, consequentemente, o processo formal de impeachment.

Dilma correu, então, para Renan Calheiros. Parece ter descoberto o poder que o presidente do Senado tem em suas mãos.

Um poder que o PSDB também já descobriu. Tanto que os senadores tucanos levaram Renan para um jantar no dia anterior, na casa de Tasso Jereissati (PSDB-CE), no qual cercaram-no de mimos e promessas de amor caso Dilma Rousseff deixe o governo.

É simples assim: dos nove ministros do TCU que votarão as contas de Dilma, Renan tem influência direta sobre três.

São eles:

Bruno Dantas – Bruno Dantas

Foi o mais novo ministro a assumir o cargo, aos 36 anos de idade, em 2014, escolhido em substituição à indicação não aceita do ex-senador Gim Argello (PTB-DF),  acusado de irregularidades na época em que presidiu a Câmara Legislativa do Distrito Federal.

Consultor jurídico concursado do Senado, ele foi indicado por Renan Calheiros e pelo ex-senador José Sarney (PMDB-AP)

Raimundo Carrero

– Raimundo Carrero

Foi secretário geral do Senado e é também bastante próximo do ex-presidente José Sarney e de Renan.

Em 2013, quando o tribunal analisou o pagamento de supersalários a 464 funcionários do Senado, Carreiro não se considerou impedido de votar e defendeu que diretores da casa não fossem punidos. O TCU acabou determinando a devolução de parte desses valores.

Vital do Rego

– Vital do Rego

Foi senador pelo PMDB da Paraíba e assumiu o TCU em 2014 graças também ao apoio explícito de Renan Calheiros.

Anda estressado com o governo por não ter tido apoio contra denúncias envolvendo desvio de recursos na prefeitura de Campina Grande (PB), que teriam  irrigado sua campanha  ao Senado.

Dos demais ministros, o governo calcula obter, por conta própria, pelo menos o apoio de Benjamin Zimler e Walton Alencar. Precisaria de muito esforço do ex-presidente Lula para virar dois votos, hoje contrários: José Múcio Monteiro, e Ana Arraes. Já Augusto Nardes e Aroldo Cedraz são considerados votos perdidos.

Ou seja, se Renan trouxer seus três votos e o governo obtiver os dois votos com que conta, a vitória estaria garantida.

Por isso, o presidente do Senado, Renan Calheiros, é hoje o político mais importante para a manutenção de Dilma Rousseff no cargo, independentemente de sua força dentro do PMDB, dentro do Senado, ou mesmo no cenário político como um todo.

 

Autor: Tags: , , , , , , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. Última