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segunda-feira, 13 de julho de 2015 escândalos políticos | 05:58

Aliados de Aécio dividem a oposição com proposta de eleições já

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Nem bem ficaram claras ainda as consequências sobre Dilma Rousseff que terão as denúncias contra o PT, no caso da Lava Jato, e contra a área econômica de seu primeiro governo — no caso das pedaladas fiscais –, e os defensores do impeachment já estão divididos.

Tucanos aliados do senador Aécio Neves (PSDB-MG) afirmam reservadamente ao iG que interlocutores do vice-presidente da República, Michel Temer — que é presidente nacional do PMDB–, teriam procurado o senador mineiro para conversar sobre o futuro, caso Dilma não conclua seu mandato.

“Discutir o futuro”, neste caso, é também discutir a possibilidade de impeachment da presidente da República.

Na versão dos aliados de Aécio, ele não teria aceitado conversar neste momento com o PMDB porque sabe o que querem os peemedebistas: fazer de Michel o presidente da República, se Dilma for obrigada a deixar o cargo.

A tese defendida pelos aecistas é a da condenação da presidente da República pelo Tribunal Superior Eleitoral, por fraude na campanha. Aí o vice-presidente Michel Temer deixaria o comando do país junto com Dilma. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, assumiria interinamente o governo, mas teria apenas três meses para convocar novas eleições, com Aécio Neves como franco favorito.

O líder do PSDB no Senado, Cassio Cunha Lima (PB), foi o primeiro a expor publicamente essa proposta, na Convenção Nacional do partido, no último domingo, dia 5. E o próprio Aécio defendeu-a como uma “saída constitucional”, ao responder a ataques do PT de que se tratava de uma tentativa de golpe de Estado.

Mas a tese não conta com o apoio da totalidade dos tucanos. Os deputados Jutahy Magalhães Junior (PSDB-BA) e Duarte Nogueira (PSDB-SP), por exemplo, declararam ao iG que são contrários. Consideram que não se deve falar no pós-Dilma  antes que haja um pronunciamento não só do TSE, como também do Tribunal de Contas da União.

Jutahy é considerado, no PSDB, como um aliado do senador José Serra (SP), e Duarte Nogueira, ligado ao governador Geraldo Alckmin. As eleições para presidente, neste momento, interessariam a Aécio, mas não a Serra ou Alckmin, que também se colocam como possíveis candidatos à Presidência em 2018.

Já o caso das pedaladas fiscais, que teriam sido cometidas pela equipe econômica do primeiro governo Dilma, está sendo analisado pelo Tribunal de Contas da União. Parte da oposição acredita que as pedaladas podem enquadrar Dilma Rousseff em crime de responsabilidade fiscal. Aí, o vice-presidente Michel Temer seria preservado de uma eventual cassação.

Em outras palavras: os defensores do impeachment de Dilma Rousseff estão divididos.

A parcela do tucanato que venceu a Convenção Nacional no último domingo dia 5 — liderada por Aécio Neves — quer tirar Dilma do governo e realizar eleições para presidente o mais rapidamente possível, para não ter que entregar o comando do país ao PMDB.

Já o PMDB e uma boa parte do PSDB, defendem que a saída de Dilma passa pela negociação com o vice-presidente Michel Temer.

Uma boa parcela do PPS também se inclui neste time de integrantes da oposição que estão contra o grupo de Aécio. É o caso, por exemplo, do deputado Raul Jungmann (PPS-PE). Para ele, a estratégia dos aecistas joga Temer e o PMDB no colo do governo:

Ou: https://www.youtube.com/watch?v=PTR_TzDDRn4

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