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quarta-feira, 22 de abril de 2015 partidos | 20:19

Jucá desmente Renan e Temer: aumento de verbas para Fundo Partidário foi pedido do PMDB

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Despesas não contigenciáveis

Despesas não contigenciáveis

Relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) foi quem incluiu no projeto aprovado pelo Congresso o aumento de R$ 289,5 milhões para R$ 867,5 milhões na destinação de verbas para o chamado Fundo Partidário. Ou seja, um acréscimo de cerca de R$ 500 milhões para serem distribuídos entre os partidos políticos.

Nesta quarta-feira, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), declarou-se publicamente contrário ao aumento em época de crise econômica.

Renan disse que o projeto não foi suficientemente discutido e que a presidente Dilma Rousseff errou ao não ter vetado essa parte do texto.

E o vice-presidente da República, Michel Temer, que é presidente nacional do PMDB, defendeu o contigenciamento da verba (ou seja, sua não-liberação) pelo governo federal.

Mas, ouvido pelo iG, Romero Jucá simplesmente desmetiu os dois principais caciques de seu partido.

Primeiro, afirmou que o assunto foi, sim, “suficientemente discutido” e que ele incluiu a verba na LDO atendendo a um pedido formal de praticamente todos os partidos, entre os quais a direção nacional do seu PMDB.

Romero disse também que o jurista Michel Temer erra ao propor que a Presidência da República determine o contigenciamento do aumento de verbas para o Fundo Partidário.

Ele lembra que as verbas destinadas ao Fundo, segundo a Lei de Responsabilidade Fiscal, não podem deixar de ser empenhadas pelo Poder Executivo.

Veja o vídeo:

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segunda-feira, 20 de abril de 2015 governo | 05:55

“Não há base jurídica para impeachment no relatório do TCU” diz Michel Temer ao iG. Assista.

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Foto: Murilo Constantino

Foto: Murilo Constantino

O vice-presidente da República, Michel Temer, está na Europa para visitas a Portugal, hoje e amanhã, e à Espanha, na quarta-feira, em missão oficial para tratar de assuntos de natureza econômica e política.

Embora as visitas estivessem marcadas há um bom tempo, revestem-se de maior importância no momento em que Temer acaba de assumir oficialmente como o coordenador político do governo, função que acumula com a Vice-Presidência da República e a de presidente nacional do maior partido da base governista no Congresso, o PMDB.

Daí alguns analistas políticos dizerem que a presidente Dilma Rousseff terceirizou o poder, entregando a Temer o comando político e a Joaquim Levy, a Economia.

Foto: Murilo Constantino

Foto: Murilo Constantino


Na sexta-feira 17 Temer concedeu entrevista para este colunista, pelo Portal iG, em seu antigo escritório de advocacia em São Paulo. A entrevista vai ao ar hoje também no site do principal jornal de economia de Portugal, o Diário Económico — de propriedade do grupo mesmo Ongoing, a que também pertence o iG.

Na entrevista Temer declarou não ver risco de impeachment da presidente motivado pelo relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) que apontou descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal pela equipe econômica do primeiro governo Dilma por ter maquiado as contas de 2014.

Segundo Temer, trata-se apenas de um relatório que será submetido a um processo muito longo, com “três a quatro anos para chegar ao final”. O vice-presidente diz não acreditar que o relatório dará “ensejo jurídico para um pedido de impeachment”, e que falar em impeachment neste momento “cria um ambiente de instabilidade que não é útil para o país”.

Na entrevista — da qual participaram a editora de Política do jornal O Dia, Eugênia Lopes, e a repórter Patrícia Bull, do Brasil Econômico, veículos que têm a Ongoing como acionista — Temer revelou o interesse do governo brasileiro em que empresas aéreas do país participem da privatização da TAP, e que este será um dos assuntos de sua viagem. Assim como a privatização de portos portugueses e a possível venda, para a as Forças Armadas de Portugal, do cargueiro brasileiro fabricado pela Embraer, o KC-390 (na entrevista ele citou o KC-130, mas sua assessoria depois telefonou solicitando correção).

Temer afirmou ainda não acreditar que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), irá promover a reprovação pelo Senado da indicação de Luiz Fachin para ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O gesto de retaliação tem sido aventado pelo fato de o indicado de Renan para ministro do Turismo, Vinicius Lages, ter sido afastado do cargo a fim de abrir espaço ao atual ministro, o ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves (PMDB-PB). “O presidente Renan não teria essa pequenez, essa mesquinharia”, reage.

O vice-presidente admite que a crise econômica tem como base a crise política por que passa o Brasil, mas, como coordenador político do governo, aposta que “há solução”. Segundo ele, ela passa pelo entendimento de que o Legislativo e o Judiciário podem e devem ter pautas próprias, independentemente do Executivo. É o caso, do projeto de terceirização dos contratos de trabalho, que deverá ser votado na Câmara da próxima quarta-feira. Embora ele admita estar trabalhando “por uma solução intermediária”, afirma que o que está em jogo são teses dos partidos políticos e não do governo.

Assista abaixo ao vídeo com a íntegra a entrevista.

E leia os links com as matérias publicadas nos jornais O Dia (http://odia.ig.com.br/noticia/brasil/2015-04-20/nao-e-util-falar-em-impeachment-declara-michel-temer.html), Diário Económico (http://economico.sapo.pt/ ) e Brasil Econômico (http://brasileconomico.ig.com.br/brasil/2015-04-20/e-preciso-conviccao-de-que-o-executivo-nao-governa-sozinho.html).

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terça-feira, 14 de abril de 2015 governo | 17:30

Impasse no PMDB atrasa indicação ne Henrique Alves e obriga Dilma a decidir entre Renan e Eduardo Cunha

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A presidente Dilma Rousseff tentou ontem à noite mais uma vez acabar com o impasse em torno da nomeação do ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves (PMDB-PB) para ministro do Turismo, mas não conseguiu.

Dilma queria anunciar hoje a indicação de Henrique Alves.

Chamou ao Palácio o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), a fim de convencê-lo a escolher um novo cargo para o atual ministro, Vinicius Lages, abrindo espaços para o ex-presidente da Câmara. Mas Renan se recusou a chancelar a troca.

Dilma atendia a um apelo do vice-presidente República, Michel Temer — recém-nomeado coordenador político do governo e presidente licenciado do PMDB –, que no domingo também se encontrou com Renan para convencê-lo a indicar um cargo para Lages, mas o presidente do Senado não aceitou.

Na argumentação de Renan, se ele aceitar a troca vai parecer junto a opinião pública que esticou a corda contra o governo em votações recentes no Senado apenas para conseguir um lugar para seu afilhado politico.

Renan também argumentou que, se, como disse Temer a Dilma, o Henrique Eduardo Alves é uma indicação do atual presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), não faz sentido colocá-lo num ministério sob o comando do PMDB do Senado.

Eduardo Cunha, no entanto, tem dito que não está indicando Henrique Eduardo Alves. Que sua nomeação é uma promessa antiga do Palácio do Planalto e, portanto, um problema de Michel Temer, pois cabe a ele convencer a presidente a cumprir a promessa.

Renan, por sua vez, lançou definitivamente o problema para os ombros de Dilma. Disse a ela, no encontro de ontem, e a Temer, no domingo, que cabe à presidente da República resolver o impasse, simplesmente nomeando quem ela preferir. E que ele dá essa discussão como encerrada.

Em outras palavras, a presidente vai ter que decidir com quem brigar: com Renan ou com Cunha. No meio disso, está o vice-presidente Michel Temer, a quem caberia, como coordenador político, livrar a presidente do problema.

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sábado, 11 de abril de 2015 Congresso, governo | 09:53

Temer e Renan isolam Eduardo Cunha na cúpula do PMDB. Mas o presidente da Câmara reage

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Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Quarta-feira 8, um dia após a presidente Dilma Rousseff anunciar seu vice e presidente licenciado do PMDB, Michel Temer, como novo coordenador político do governo.

Não havia outro assunto nas rodas de conversas do Congresso: tudo girava em torno de Temer. Qual o significado da escolha de seu nome? Qual o futuro das relações entre o governo e o Congresso? Como ficará o PMDB?

No Cafezinho da Câmara, enquanto plenário fervia em votações, três deputados peemedebistas conversavam: Vitor Valim (CE), Soraya dos Santos (RJ) e Lúcio Vieira Lima (BA).

“E aí, o que vocês acharam do Temer?”, pergunta Valim.

“Não tenha dúvida de que ele está forte. Resta saber por quanto tempo”, responde Vieira Lima.

Foto: Gabriela Korossy/Ag Camara

Foto: Gabriela Korossy/Ag Camara

“Pra mim é evidente que ele foi escolhido para dividir a bancada do PMDB na Câmara. Nós temos que nos unir em torno do Eduardo Cunha (PMDB-RJ, presidente da Câmara) e escolher duas ou três votações para derrotar o governo e mostrar nossa força”, interveio Soraya.

A deputada, casada com o ex-deputado Alexandre Santos (PMDB-RJ), citado na Operação Lava Jato, faz parte da tropa de choque de Eduardo Cunha. Vieira Lima já fez parte desse grupo, mas foi atropelado pelo presidente da Câmara quando este trabalhou pela eleição de outro representante do Rio de Janeiro, Leonardo Picciani, como líder do partido.

“Não sei se vale a pena brigar com o Temer” contrapôs o deputado baiano.

Ao que o colega do Ceará respondeu: “Se vale a pena, eu não sei. Só sei que a escolha de Temer realmente divide o PMDB. Viram o Renan (Calheiros, PMDB-AL, presidente do Senado)? Já está aplaudindo a Dilma e o Temer. O Eduardo Cunha ficou sozinho.

Pano rápido.

Naquele mesmo horário Renan estava sendo chamado por Dilma Rousseff para um encontro tête à tête no Palácio. Somente os dois. Conversaram por cerca de uma hora. Renan saiu de lá calado. Não contou a ninguém detalhes da conversa. Dilma telefonou para Michel Temer logo a seguir:

“Tivemos uma ótima conversa. Acho que vai dar tudo certo”, disse a presidente a seu vice. Temer, que havia preparado o encontro, imediatamente telefonou para Renan. O presidente do Senado confirmou que a conversa “foi boa”, ao contrário das vezes anteriores. Marcaram de se encontrar neste domingo ou na segunda-feira.

Ainda não se sabem detalhes do que Dilma, Renan e Temer acertaram. Mas seus interlocutores dão como certo que, enfim, Renan aceitou a nomeação do ex-deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) para o comando do Ministério do Turismo. O atual ministro, Vinicius Lages, indicado pelo presidente do Senado, não ficará a ver navios. E Renan deverá receber um pacote de bondades de contrapeso. Além disso, formará com o agora poderosíssimo Michel Temer o núcleo de comando do PMDB nacional.

Vale lembrar que, entre as atribuições da extinta Secretaria de Relações Institucionais transferidas para as mãos de Temer estão as nomeações de quase todos os cargos de segundo escalão do governo e a priorização das benesses do Orçamento da União distribuídas para prefeituras, ou seja, a base eleitoral de todos os parlamentares.

Quinta-feira, 9. Dia seguinte à conversa de Soraya com os colegas no Cafezinho.

O plenário está lotado para a votação da medida provisória 661/2014, que auotorizou o Tesouro a conceder empréstimos de R$ 30 bilhões para financiar a solução de problemas causados por desastres naturais. “Duas ou três” — como diria a deputada Soraya — emendas votadas no plenário comandado por Eduardo Cunha pegaram o governo de surpresa.

Duas foram aprovadas à revelia do Palácio do Planalto. Uma emenda do PSDB que permite a “quebra de sigilo” de operações do BNDES. E outra, do partido Solidariedade, que destina à extensão rural 2,5% de todo o financiamento realizado pelo BNDES a taxas subsidiadas.

A terceira emenda estava quase sendo aprovada quando o deputado Silvio Costa (PSC-PE) conseguiu convencer o plenário de que ela era absolutamente inconstitucional. Autorizava o BNDES a destinar R$ 50 milhões para a reforma de um shopping center no Rio de Janeiro, o Nova América, que sofreu incêndio.

Em outras palavras: Dilma conseguiu isolar o oposicionista Eduardo Cunha na cúpula do PMDB, entregando o poder a Michel Temer e Renan Calheiros. Mas o governo que se prepare. A tropa de choque o presidente da Câmara não pretende ficar inerte.

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quarta-feira, 8 de abril de 2015 Congresso, governo | 03:02

Assista entrevista de Renan Calheiros: “Dilma está dando uma virada no governo”

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O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), tem sido apontado como um dos pivôs da crise entre a presidente Dilma Rousseff e sua base parlamentar. Dividiu com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), os principais momentos de tensão entre o Congresso e o governo nos últimos meses.

Mas agora, com a oficialização do vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB-SP), como o coordenador político do governo, Renan parece decidido a se diferenciar de Cunha, que nos bastidores continua com armas em punho contra a presidente.

Em entrevista ao iG, Renan Calheiros classificou como “uma demonstração de ousadia” de Dilma a escolha de Temer, pois “denota que ela está querendo dar uma virada” no relacionamento com os aliados:

“Primeiro na redução do número de ministérios, que é a primeira consequência prática da designação de Michel Temer. Segundo, porque é uma definitiva tentativa de aproximação com o Congresso e de aprimoramento da própria coalizão.”

O que Renan entende como “virada” na escolha de Temer é o fato de Dilma ter vencido as resistências do PT para a inclusão do PMDB no núcleo de decisões do governo.

Vale lembrar que foi anunciada a transferência para Temer de todas as atribuições da Secretaria de Relações Institucionais. Entre as principais atribuições desta Secretaria (também chamada de Secretaria de Coordenação Política) está o levantamento e a distribuição dos cargos de segundo escalão do governo. Com Temer comandando-a, será difícil para o PT armar barreiras contra o quinhão dos partidos aliados nos cargos do Executivo.

Vale também lembrar que quando Renan sublinha a diminuição do número de ministérios a partir da extinção do cargo de ministro da Secretaria de Relações Institucionais — até ontem ocupado por Pepe Vargas — ele está se referindo a outra reivindicação do PMDB, que é a de corte e fusão de pastas ministeriais.

Assista a entrevista e veja se Renan não parece convincente.

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terça-feira, 24 de março de 2015 governo | 16:57

Temer propõe edição de nova medida provisória do salário mínimo para ganhar tempo com o Congresso

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O vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), submeteu aos líderes governistas uma proposta para suspender o impasse entre o governo e sua base no Congresso em torno das regras de correção do salário mínimo. A ideia é editar uma medida provisória sobre o tema, adiando por 120 dias a discussão definitiva da matéria.

Há duas semanas a Câmara aprovou o texto base do projeto de lei que estende, até 2019, as atuais regras de correção anual do salário mínimo. Na votação em plenário, no entanto, o relator, André Figueiredo (PDT-CE), tentou estender a regra de reajuste do mínimo para os aposentados da Previdência Social. Este item ficou para ser votado hoje pelo plenário.

O governo não aceita a indexação do pagamento das aposentadorias às novas regras de reajuste do mínimo. Mas a base governista, especialmente o PMDB, está acenando em peso pela aprovação da indexação.

Temer mandou ontem à noite o ministro da Aviação, Eliseu Padilha, ao Congresso para levantar a situação do projeto. Padilha voltou com um quadro desanimador: a base em peso está propensa a votar contra o governo.

A ideia dos parlamentares peemedebistas, liderados pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), é deixar para a presidente Dilma Rousseff o ônus do veto à indexação aprovada pela Câmara. Seria mais um desgaste da presidente junto à opinião pública.

Diante desse quadro, Temer está propondo aos líderes, com o aval da área econômica do governo, a edição de uma medida provisória sobre o tema. MPs têm que ser depois votadas pelo Congresso. Mas o governo ganharia 120 dias, ou seja, quatro meses, para negociar com sua base as novas regras.

O Palácio dop Planalto submeteu esta manhã a proposta aos líderes governistas, que devem discutir o tema com suas bancadas hoje á tarde.

Temer não tratou do assunto só com os líderes governistas. telefonou também para líderes da oposição e até mesmo o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG). Não obteve garantia de apoio. Mas, pelo menos, iniciou a abertura de canais de negociação entre governo e oposição.

Hoje à noite será possível avaliar se a estratégia do vide de Dilma Rousseff deu certo.

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quinta-feira, 19 de março de 2015 governo | 19:50

PMDB proporá redução do número de ministérios. É o troco para paralisia de Dilma

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A cúpula do PMDB no Senado já tem na ponta da língua a reação ao fato de a presidente Dilma Rousseff postergar a reforma ministerial: os peemedebistas defenderão uma redução drástica no número de ministérios.

A estratégia de cobrar diminuição no número de ministérios serviria para dificultar a distribuição de cargos no primeiro escalão para outros partidos aliados ao governo, como o PROS do ex-ministro da Educação Cid Gomes, e o PSD, do ministro das Cidades, Gilberto Kassab, que disputam espaço com o PMDB na base governista. E também obrigaria o PT a abrir mão de cargos que já detém no primeiro e no segundo escalão.

A decisão foi tomada em um almoço hoje do qual participaram o peemedebista e vice-presidente da República, Michel Temer; o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB/AL); o líder do partido, Eunício Oliveira (PMDB/CE), e o ministro das Minas e Energia, Eduardo Braga, que é senador eleito pelo PMDB do Amazonas.

No almoço, Renan e Eunício disseram que chegou a hora de o partido parar de pleitear ministérios. Segundo eles, a demora da presidente Dilma em definir a reforma só serve para carimbar os peemedebistas como políticos à espera de cargos no governo.

Para os peemedebistas, foi uma deselegância de Dilma com seu vice ela ter declarado que não haverá reforma ministerial, justamente hoje, quando foi divulgada entrevista de Michel Temer ao jornalista Roberto D’Ávila, da Globo News, na qual o vice-presidente afirmava que a reforma realmente poderia vir a acontecer.

Renan relatou que ontem, quando se reuniu com a presidente Dilma, só ouviu pedidos de ajuda na tramitação de projetos do governo, mas não ouviu qualquer aceno de aproximação com o PMDB. Muito menos indicações de qual seria a participação do partido nos ministérios.

Eunício Oliveira contou que está com sérias dificuldades para encontrar alguém no partido interessado no cargo de líder do governo no Senado. Segundo ele, todos os senadores com quem conversou acham que o posto só serviria para se desgastarem junto aos eleitores, sem que tenham de fato autoridade para participar das decisões do governo.

As acusações do ex-ministro da Educação Cid Gomes ontem na Câmara, de que o partido está achacando o governo, só vieram a aumentar o mal estar. E apressar a decisão de reagir à lentidão do governo.

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sexta-feira, 3 de outubro de 2014 eleições, partidos | 20:19

A conferir: Temer jura que em 2018 PMDB lança candidato, mesmo contra Lula

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É isso mesmo que o vice-presidente da República, Michel Temer, disse na entrevista ao programa Opinião, da TViG: seu partido terá candidato em 2018, até mesmo contra o ex-presidente Lula.

Vale a pena guardar o vídeo para conferir… em 2018.

Marina se desconstruiu por suas contradições, diz Michel Temer ao iG


Por iG São Paulo | 02/10/2014 06:00

Ao programa Opinião, da TViG, vice-presidente da República diz que o eleitor percebeu incoerências no discurso da ex-senadora – que tem mudado de posição “de um dia para o outro” – e afirma que o PMDB terá candidato próprio em 2018, mesmo se o candidato do PT for o ex-presidente Lula

Em um reforço ao discurso crítico adotado pelo PT na reta final do primeiro turno, o vice-presidente da República, Michel Temer, afirma que a ex-senadora Marina Silva desconstruiu-se em decorrência das contradições que marcaram sua candidatura ao Palácio do Planalto. Para Temer, também candidato à reeleição ao lado da presidente Dilma Rousseff, o eleitorado brasileiro percebeu as incoerências nas declarações de Marina, alimentando assim sua recente queda as pesquisas de opinião.

Temer foi entrevistado no programa Opinião, pelo publisher do iG, Tales Faria; o diretor de Jornalismo, Rodrigo de Almeida; a diretora da sucursal de Brasília, Clarissa Oliveira; e o editor-chefe do Infomoney, site parceiro do iG, João Sandrini.

“Ao longo do tempo, ela (Marina) foi modificando posições. Não só posições em relação ao passado, como posições tomadas de um dia para o outro. E isso o eleitorado percebe”, afirmou Temer, citando como exemplos as posições da ex-senadora sobre temas como o Código Florestal e a CPMF. “Acho que em matéria política uma certa coerência é importante. E a coerência muitas vezes deriva da modificação de posição. Mas aí você tem que dizer: eu era assim no passado, hoje percebi que as coisas evoluíram.” Segundo ele, isso não ocorreu com a candidata do PSB.

Descrevendo a relação entre PT e PMDB como de “parceria”, Temer também defendeu uma candidatura própria de seu partido na próxima eleição. “O PMDB vai ter candidato em 2018”, disse. Ele nega que o quadro seja o mesmo de eleições passadas, em que a candidatura própria pautou o discurso peemedebista, mas não foi levada adiante. Segundo Temer, há neste momento um “patriotismo” crescente no PMDB, fazendo com que o partido esteja “praticamente fechado” em relação ao tema.

Temer afirma que a premissa de uma candidatura própria do PMDB existe mesmo que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se lance candidato na mesma eleição, como já planeja o PT. “E quem sabe se o Lula não for candidato, o PT não venha conosco e ocupe a vice?”, pergunta.

Segundo mandato

Ao falar sobre as perspectivas de um segundo mandato para a presidente Dilma Rousseff, Temer disse não ter preferências por enfrentar Marina Silva ou o tucano Aécio Neves num eventual segundo turno. Ainda assim, ele admitiu a necessidade de serem feitas “adaptações” no governo, caso a reeleição se concretize. Ele citou especificamente a necessidade de “novas formulações” na economia e na política. “Penso que num próximo governo estamos amadurecidos, nós todos, o País, para uma reforma tributária sistêmica. Isso dá segurança ao investidor.”

Questionado sobre a necessidade de Dilma melhorar a relação com a classe política e com o Congresso, o vice-presidente disse acreditar que há um “equívoco” em relação ao assunto. “Acho que ela vai ter um contato maior, mas quando se diz que ela não tem contato nenhum com a classe política não é verdadeiro”, afirmou. “O que talvez ela venha a fazer neste segundo mandato é intensificar, não o contato institucional, pois isso existe, mas o contato pessoal.”

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sexta-feira, 20 de junho de 2014 eleições, partidos | 13:41

Pezão no programa Opinião, da TViG

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Entrevista foi ao ar em 16 de junho de 2014

“PT saiu no pior momento do nosso governo. Isso magoou”, diz Pezão ao iG

Ao programa Opinião, governador critica o PT do Rio, defende apoio a Dilma, rejeita esconder Sérgio Cabral na campanha e diz que ordem é prender quem interromper trânsito na Copa

Uma no ferro, outra na ferradura: assim tem agido o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), quando o assunto é PT. Pezão é defensor fiel e solidário da presidente Dilma Rousseff, mas está amuado com o PT fluminense, especialmente o senador Lindbergh Farias, hoje pré-candidato petista ao governo do Rio. Lindbergh não só comandou o desmonte da duradoura aliança com o PMDB no Rio como voltou a atirar pedras contra Sérgio Cabral, de quem Pezão foi vice durante os últimos sete anos – mesma tática que o petista adotou quatro anos atrás, quando tentou sair candidato ao governo.

“Não sou contra candidatura de ninguém, acho natural o PT apresentar uma candidatura”, disse Pezão ao participar do programa Opinião, da TViG. O problema, diz ele, é que “o PT saiu num momento de maior dificuldade do governo. Começou um movimento no auge da crise. Isso magoou”. Criou uma dissidência que abriu feridas difíceis de cicatrizar, reconhece, ao fazer uma campanha “que agride companheiros nossos do interior”.

Pezão foi entrevistado no programa por Tales Faria, vice-presidente editorial e publisher do iG; Rodrigo de Almeida, diretor de jornalismo do iG; Fernando Molica, colunista do jornal “O Dia”; e Américo Martins, superintendente de jornalismo da RedeTV. “O Dia” e RedeTV serão parceiros do iG na realização de debates com os candidatos ao governo do Rio no segundo semestre.

Uma no ferro, outra na ferradura: assim tem agido o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), quando o assunto é PT. Pezão é defensor fiel e solidário da presidente Dilma Rousseff, mas está amuado com o PT fluminense, especialmente o senador Lindbergh Farias, hoje pré-candidato petista ao governo do Rio. Lindbergh não só comandou o desmonte da duradoura aliança com o PMDB no Rio como voltou a atirar pedras contra Sérgio Cabral, de quem Pezão foi vice durante os últimos sete anos – mesma tática que o petista adotou quatro anos atrás, quando tentou sair candidato ao governo.

“Não sou contra candidatura de ninguém, acho natural o PT apresentar uma candidatura”, disse Pezão ao participar do programa Opinião, da TViG. O problema, diz ele, é que “o PT saiu num momento de maior dificuldade do governo. Começou um movimento no auge da crise. Isso magoou”. Criou uma dissidência que abriu feridas difíceis de cicatrizar, reconhece, ao fazer uma campanha “que agride companheiros nossos do interior”.

Pezão foi entrevistado no programa por Tales Faria, vice-presidente editorial e publisher do iG; Rodrigo de Almeida, diretor de jornalismo do iG; Fernando Molica, colunista do jornal “O Dia”; e Américo Martins, superintendente de jornalismo da RedeTV. “O Dia” e RedeTV serão parceiros do iG na realização de debates com os candidatos ao governo do Rio no segundo semestre.

Jandira Feghali: ‘Queimação’ do PMDB do Rio prejudica Dilma

Segundo Pezão, se o gesto do PT prejudica a aliança com o PMDB no Rio, não chega a abalar o apoio a Dilma por parte do ex-governador Sérgio Cabral, do prefeito do Rio, Eduardo Paes, dele próprio e de boa parte dos prefeitos e deputados peemedebistas. “O que vejo são intrigas”, afirma.

Com isso, o governador tenta minimizar os efeitos do movimento criado pelo presidente regional do PMDB, Jorge Picciani, em apoio ao pré-candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, e ao governador Luiz Fernando Pezão. Há dez dias, Picciani lançou o “Aezão” numa churrascaria na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, com a presença do próprio Aécio.

Leia também: PMDB aprova aliança Dilma-Temer, mas voto ‘rebelde’ supera expectativa

Segurança na Copa

Durante a entrevista, Pezão afirmou também que mandou a Secretaria de Segurança Pública do Estado impedir que manifestantes fechem vias públicas durante a Copa. E que a ordem é prender quem interromper o trânsito carioca.

Segundo ele, é preciso adotar o que chamou de “padrão Fifa para manifestações”: protestos são permitidos, diz ele; mas transtornos à população, excessos e depredação devem ser punidos com rigor. O governador afirmou ter pedido ao prefeito Eduardo Paes a adoção de medidas que regulamentarem o direito de manifestações.

“Não preciso esconder Cabral”

Pezão prometeu não esconder o amigo Sérgio Cabral durante a sua campanha à reeleição, apesar de o ex-governador ter deixado o Palácio Guanabara chamuscado por uma sucessão de crises de imagem – entre elas a amizade com o empreiteiro Fernando Cavendish e os episódios de uso do helicóptero do governo para fins particulares.

“Fidelidade e generosidade não prescrevem”, diz Pezão. “Não preciso esconder ninguém. Não contem comigo para fazer um papel desses”. Para ele, Cabral “fez um governo brilhante”, os problemas “foram superdimensionados” pela oposição e, “se teve excessos ele soube corrigir e pedir desculpas”.

O governador disse que vai investir sua campanha na continuidade das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) e no investimento na Saúde, com o avanço de hospitais de alta e média complexidade e na ajuda aos municípios para fazer atenção básica. Pezão também promete levar fibra ótica de qualidade para todas as cidades do Estado, replicando o modelo que adotou quando prefeito na sua cidade, Piraí, em 1999.

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