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segunda-feira, 6 de julho de 2015 partidos | 14:03

Encontro de Serra com Temer abre caminho do tucano para o PMDB e aproximação do vice com a oposição

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Foto: Agencia Senado

Foto: Agencia Senado

Presidente nacional do PMDB e vice-presidente da República, Michel Temer tem mantido encontros com o ex-candidato do PSDB à Presidência José Serra.

Os encontros interessam aos dois. Não só para reavivar uma amizade antiga, como também para abrir caminhos para ambos na política nacional.

Temer, porque a gravidade do atual quadro político obrigam-no a procurar interlocutores de peso, não só entre os partidos governistas como também na oposição. Seja para, como coordenador Político do Palácio do Planalto, auxiliar no dia a dia do governo no Congresso, seja para o caso de um desfecho trágico do governo Dilma, buscar caminhos políticos para ele próprio.

Pelo lado de José de Serra, a aproximação com Temer também tem no mínimo dois propósitos.

O primeiro é estabelecer uma ponte com o PMDB capaz de ser cruzada, no caso de seu partido, o PSDB, fechar-lhe a porta para qualquer candidatura de eu interesse em 2018. Neste caso, Michel Temer, como principal cacique do partido em São Paulo, será decisivo.

Depois, porque a proximidade com o PMDB — que detém o comando do Congresso — tem sido fundamental para a tramitação e aprovação de projetos de Serra no Senado.

O último encontro entre os dois, no domingo dia 21, foi confirmado ao jornalista Andrei Meirelles do portal “Fato Online”, pelo próprio Serra e pela assessoria de Michel Temer.

A conversa ali avançou mais.

Serra quis saber de Temer se o PMDB lançará mesmo candidato à Presidência da República em 2018, e se o partido já tem nomes consolidados para a disputa. Temer respondeu que, sim, o PMDB lançará candidato. E também respondeu que não, não tem nomes consolidados.

Serra citou dois peemedebistas especificamente: o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Segundo Temer, Paes está mais interessado na disputa pelo governo do Rio. E, quanto a Cunha. Bem, em relação ao presidente da Câmara, tudo é possível, inclusive que nada ocorra. Mas Eduardo Cunha, definitivamente, está longe de ser uma unanimidade no partido.

Serra só não perguntou sobre o próprio Temer.

O vice-presidente bem que gostaria de ser candidato. Nesse caso, como principal cacique do PMDB em São Paulo, poderia ser um empecilho à candidatura de Serra pelo partido. Mas, como membro importante do atual governo, Temer amarga o passivo da popularidade de Dilma.

Enfim, não ficou nada acertado ao fim da conversa. Mas o certo é que Serra está pavimentando uma aliança com o PMDB. E Temer, que poderia ser um empecilho, já deixou de ser.

 

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sábado, 4 de julho de 2015 partidos | 10:58

Prestígio de Serra junto ao PMDB provoca desconfianças de Aécio

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Tudo acertado entre os principais caciques e possíveis candidatos do PSDB à Presidência da República, para a Convenção Nacional do partido que ocorre neste domingo em Brasília. Especialmente na distribuição dos cargos de comando no partido entre o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o senador Aécio Neves (MG).

Mas outro ex-candidato do PSDB a presidente da República, o senador José Serra (SP), não está parado. E sua proximidade com o PMDB do presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), já despertou ciúmes e temores de que Serra pode acabar saindo candidato em 2018 pelo PMDB.

Vamos por partes.

Na última quarta-feira,  dia 1º de julho, Renan colocou em pauta e o Senado aprovou um projeto de autoria de José Serra que eleva de 70 para 75 anos a idade da aposentadoria compulsória dos servidores públicos da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. O texto ainda será votado na Câmara, mas atinge um eleitorado enorme. Na prática, estende a todos os servidores públicos a chamada PEC da Bengala, que é aplicada ao Judiciário.

Renan Calheiros anunciou a intenção de votar naquele mesmo dia outro projeto importantíssimo de Serra: aquele que desobriga a Petrobras de ser operadora única e ter participação mínima de 30% na exploração do pré-sal. O PT se opõe, mas Serra jura que a proposta é capaz de destravar os leilões do pré-sal.

Somente depois de uma acirrada discussão entre os senadores a votação acabou sendo adiada. Mas Renan já conseguiu o apoio do líder do PMDB, Eunício Oliveira (CE), e até iniciou a discussão do tema com o ex-presidente Lula.

Serra também foi o convocado por Renan, em maio, para sistematizar as propostas de pacto federativo em tramitação no Congresso, junto com o senador Romero Jucá (PMDB-RR) e dois deputados indicados pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Outro projeto de Serra está prestes a ser votado: o que propõe a modificação no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), para ampliar o tempo de internação de menores que cometerem infrações graves e separá-los daqueles que praticarem infrações consideradas mais leves. A alteração no ECA estava sendo articulada como única opção à redução da maioridade penal, aprovada pela Câmara.

Mas a enxurrada de projetos de autoria de Serra que Renan está colocando em pauta despertou a atenção de outros senadores.

Em vez de votar apenas o projeto de alteração do ECA, os senadores Lindbergh Farias (PT-RJ), Randolfe Rodrigues (PSol-AP), Ricardo Ferraço (PMDB-ES) e próprio Aécio Neves pressionaram Renan a formar uma comissão para incluir na discussão outro projeto de autoria do senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP).

Trata-se de uma proposta de redução da maioridade penal para crimes hediondos, mas analisada caso a caso, com base na manifestação do Ministério Público, de um juiz e da vara especializada em criança e adolescência.

A ciumeira foi admitida explicitamente em plenário, na quarta-feira, em diálogo travado por Aécio Neves e Ricardo Ferraço com Renan Calheiros.

A coluna foi buscar lá nas notas taquigráficas do Senado. Veja:

AspasINICIO

O SR. AÉCIO NEVES (Bloco Oposição/PSDB – MG. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – (…) Nós, ao longo do ano passado, debatemos intensamente nesta Casa a PEC de autoria do Senador Aloysio Nunes, que, se aprovada aqui, certamente estaria pautando a Câmara dos Deputados, até porque ela é mais bem elaborada, ela é muito mais restritiva e adequada do que é essa que está sendo votada agora de forma – vamos chamar assim – improvisada, na Câmara dos Deputados.

Por isso, mesmo já, a meu ver, com algum atraso, acho que ela está pronta, amadurecida, Senador Renan, talvez como nenhum outro tema, para vir a este plenário, talvez ao lado da proposta de mudança no ECA, capitaneada pelo Senador José Serra.
A proposta de emenda à Constituição, se votada rapidamente, acredito que teria uma aprovação expressiva, acho eu, pelas conversas que tenho tido nesta Casa, porque ela restringe a diminuição da maioridade para 16 anos para os crimes hediondos, mas ouvido o Ministério Público e acatado pelo juiz, considerando aquele caso ou uma reincidência, ou que ele cometeu crime ciente e consciente dos atos que praticou. Esta PEC, a meu ver, facilitaria, inclusive, a tramitação deste tema na Câmara dos Deputados.

(…)

O SR. RICARDO FERRAÇO (Bloco Maioria/PMDB – ES. Sem revisão do orador.) (…) Nós estamos aqui diante de uma oportunidade, Sr. Presidente, porque o que a Câmara fez foi reduzir a maioridade a todo e qualquer custo, sem qualquer critério, como se isso fosse uma panaceia para resolver o problema da violência nessa faixa etária. Nós temos aqui, Sr. Presidente, uma iniciativa que tive o prazer de relatar na Comissão de Constituição e Justiça que estabelece critérios, que reduz a maioridade penal para crimes hediondos, que determina a manifestação do Ministério Público e da vara especializada em criança e adolescência, manifestação do juiz que terá que concordar e, aí sim, nesse caso específico, nós podemos combater a impunidade com critérios.

(…) Um apelo que volto a fazer a V. Exª: se eu não tiver prestígio com V. Exªs, que o Senador Aécio Neves tenha prestígio e nós possamos debater esse projeto em plenário.

(…)

O SR. AÉCIO NEVES (Bloco Oposição/PSDB – MG) – Senador Ferraço, se eu também não tiver, vou pedir apoio do Senador Serra para colocar esse projeto em votação.

O SR. RICARDO FERRAÇO (Bloco Maioria/PMDB – ES) – O Senador Serra, com certeza, dispõe desse prestígio, porque as suas iniciativas recebem aqui um fast track. Nós estamos todos, assim, com uma inveja muito positiva.
O Senador Aloysio Nunes Ferreira, há mais de um ano, fez esse recurso. Nós podemos até perder no debate, é da democracia. Mas não podemos impedir que o conjunto dos Senadores possa deliberar sobre esse tema. (…)  É o apelo que faço a V. Exª, na expectativa de que possa ter algum prestígio com V. Exª.
O SR. PRESIDENTE (Renan Calheiros. Bloco Maioria/PMDB – AL) – Terá. V. Exª terá sempre muito prestígio.

(…)
O SR. PRESIDENTE (Renan Calheiros. Bloco Maioria/PMDB – AL) – O que ocorreu com relação ao projeto que altera o ECA foi que nós votamos aqui a urgência para que o projeto fosse apreciado no plenário, com o parecer favorável do Relator, Senador José Pimentel. (…) Outras matérias, cuja apreciação aqui nós não podemos sonegar, foram rejeitadas na CCJ.
Então, é preciso que haja uma concertação para que a gente tenha um calendário, uma proposta de encaminhamento para esse debate, para essa votação.
Hoje, eu analisei as várias propostas e decidi que, na próxima terça-feira, nós vamos chamar os Líderes partidários para, definitivamente, acertarmos, com relação a essa matéria, o que nós vamos fazer.
AspasFIM

O SR. AÉCIO NEVES (Bloco Oposição/PSDB – MG) – Muito bem, agradeço a V. Exª, Senador Renan. (…) Mas leve em consideração essa nossa proposta.

 

 

 

Em tempo: Renan Calheiros e Aécio não morrem de amores um pelo outro desde que tiveram um forte bate boca, no início dessa legislatura, por conta da distribuição de cargos na Mesa Diretora do Senado:

Se o vídeo acima der problema, tente aqui:

Aecio=Renanhttps://youtu.be/2pTWi5wmmCk

 

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sexta-feira, 3 de julho de 2015 Congresso | 09:09

Em disputa por poder no PMDB, Cunha é acusado por Jader Barbalho de aprovar “jabutis que não são gratuitos, na extensão do termo”.

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Reunião do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), no gabinete do vice-presidente da República e coordenador político do governo, Michel Temer, para discutir o projeto de desoneração das folhas de pagamento.

O relator da matéria, designado por Cunha, era o líder do PMDB, Leonardo Picciani (RJ), que estava viajando.

Acertam-se ali algumas alterações para viabilizar a aprovação do projeto, quando Levy pergunta como fazer para o relator incluir o novo texto. Com caneta na mão, Cunha responde:

“Pode deixar que eu mesmo incluo.”

A relação quase simbiótica entre o presidente da Câmara e o líder do PMDB — que foi praticamente escolhido pelo próprio Cunha para o cargo — tem confundido políticos aliados até na discussão da distribuição de cargos no governo.

Circula no Palácio do Planalto que a dupla Cunha-Picciani reivindica indicações para cargos não só em órgãos públicos de seu estado, o Rio de Janeiro, como fazem os políticos da base governista em geral, mas também nos outros estados, o que tem provocado ciumes e algumas brigas.

Só na área portuária, Picciani e Cunha estariam disputando cargos de comando nos portos do Rio, de Santos, do Espírito Santo e de Belém.

Para se ter uma ideia das inimizades que isso atrai, o Porto de Santos tem sido ao longo dos anos uma capitania do grupo de Temer, que além do mais é o presidente nacional do PMDB.

No Espírito Santo, quem disputa com a dupla Cunha-Picciani é a senadora Rose de Freitas (PMDB-ES), presidente da Comissão do Orçamento.

No Pará, a situação tornou-se explosiva. Picciani e Cunha resolveram se juntar ao peemedebista paraense José Priante, e apoiá-lo para emplacar um apadrinhado na área portuária contra indicação do principal cacique do PMDB no estado, o senador Jader Barbalho.

Ex-governador, ex-presidente do Senado e pai do atual ministro da Pesca, o senador Jader Barbalho protagonizou no passado uma guerra sangrenta com o então todo-poderoso cacique do PFL, Antônio Carlos Magalhães.

O senador peemedebista agora resolveu bater pesado esta semana em Eduardo Cunha, durante uma intervenção de colegas de outros partidos no plenário, em que reclamavam da atuação do presidente da Câmara na votação do projeto de maioridade penal. Jader pegou o microfone e atacou projetos aprovados na Câmara que são apelidados de “jabutis”, porque só conseguem ficar pendurados em outros projetos se alguém os colocar lá:

“Eu quero me solidarizar aqui com o Senador Randolfe (Rodrigues, PSol-AP) e com o Senador Lindbergh (Farias, PT-RJ) com relação ao que está ocorrendo na Câmara dos Deputados. A Câmara decidiu ontem sobre um substitutivo e volta hoje a apreciar a matéria original. Eu não quero chegar ao ponto de dizer que o Procurador-Geral da República está certo. Eu não quero emprestar minha solidariedade ao Dr. Janot, mas o que está ocorrendo hoje na Câmara dos Deputados não me causa nenhum espanto, porque já vinha ocorrendo nas medidas provisórias, nos jabutis que vêm para cá. No meu entendimento, esses jabutis não são gratuitos na extensão do termo. Eles não são gratuitos! Então, o que está ocorrendo lá é que o Presidente da Câmara está achando que ele pode ser um ditador e eu vou ter que acabar dando razão ao Dr. Janot.”

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, tem ameaçado formalizar denúncia contra Eduardo Cunha por envolvimento na Operação Lava Jato

Vale sublinhar o que disse Jader sobre os tais jabutis, fazendo um gesto com os dedos: “Não são gratuitos na extensão do termo.”

 

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sexta-feira, 26 de junho de 2015 governo | 09:24

“Bancada não pode ser chamada só na hora de votar”, diz líder do PMDB após aprovação do ajuste fiscal

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Em entrevista ao iG, o líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ), faz um balanço positivo da votação dos projetos que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, considerava decisivos para o ajuste fiscal do governo este ano: as medidas provisórias 664 e 665 e a reoneração das folhas de pagamento, aprovada ontem.

Piccani calcula ter preservado 80% do que o Palácio pediu ao Congresso, o que em tempos de crise é bastante.

Ontem, o que o deixou mais irritado foi a derrota em um dos itens do projeto de reoneração das folhas: a proposta de acabar os créditos tributários que fabricantes de bebidas frias (refrigerantes) da Zona Franca recebem na produção de outras bebidas fora da região.

O líder diz que a relação com o governo melhorou desde que o peemedebista Michel Temer assumiu como coordenador político, mas que o partido não pode ser chamado somente quando o Palácio do Planalto precisa de seus votos. E agora ele espera a liberação das emendas ao Orçamento prometidas.

“Nossos pleitos estão lá. Aguardamos o governo.”

E a relação de Michel com o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, que é do PT… Como está?

“Melhorou muito. Esperamos que o Michel continue com autonomia e que não haja retrocesso.”

Assista:

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quarta-feira, 24 de junho de 2015 Congresso | 11:21

Eduardo Cunha deixa governo por um fio para aprovar a reoneração

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Plenario-camara-sessao-extraordinariaO presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), liberou os deputados, especialmente os do Nordeste, para participarem dos festejos de São João em seus Estados, cujo auge foi na madrugada de ontem para hoje.

Ele avisou que a partir das 19h de hoje, quem não estiver presente em plenário levará falta e, portanto, será descontado no salário.

Teoricamente é para garantir o quórum mínimo de votação do projeto de desoneração das folhas de pagamento, que ele marcou para hoje.

Na verdade, em sua nova proposta, o governo volta cobrar tributos de empresas que haviam sido liberadas do pagamento desde o ano passado, daí o projeto estar sendo chamado de “reoneração” das folhas de pagamento.

Não é garantido, no entanto, que os deputados ausentes devido às festas de São João em suas bases eleitorais resolvam comparecer agora apenas pelo medo do desconto.

Ontem, dos 513 deputados, somente 321 apareceram em plenário para a sessão noturna, a mais concorrida do dia. O quorum mínimo para votação é de 257 deputados. O projeto de “reoneração” seria aprovado com o voto favorável de metade mais um dos presentes.

Não são números difíceis de alcançar. Mas com a decisão de Eduardo Cunha de liberar parte dos deputados para o São João, os 321 presentes ontem estão longe de garantir o quórum. Deles, apenas cerca de 200 apoiam o governo. Os demais presentes em plenário eram integrantes da oposição, e se decidirem pela obstrução, podem impedir a votação do projeto. O que só não ocorrerá se o plenário encher hoje.

Mesmo assim, na semana passada, com o plenário cheio, a oposição conseguiu obstruir, graças ao apoio do PMDB e de boa parte da base governista à proposta de que se deveria priorizar a votação de uma moção de repúdio ao governo da Venezuela pelos incidentes envolvendo a visita de senadores brasileiros àquele país. Com isso, não houve tempo para votar a “reoneração”.

Resultado: Os articuladores do governo ainda não estão seguros de que conseguirão aprovar hoje o projeto.

Tudo vai depender da boa vontade e da mobilização do velho PMDB, comandado por Eduardo Cunha e pelo líder da bancada, seu fiel escudeiro Leonardo Picciani (RJ), que a propósito é o relator do projeto.

Picciani e Cunha já conseguiram arrancar do governo a manutenção de desonerações para quatro setores, o que diminuiu o corte de gastos do Tesouro de R$ 12,5 bilhões para apenas R$ 10 bilhões.

Na semana passada, a bancada se recusou a votar por causa das emendas parlamentares ao Orçamento que ainda não haviam sido liberadas. Mas esta semana o governo começou a liberar.

O problema é que muitos dos deputados recém-eleitos ainda não viram seus pedidos liberados. Eles totalizam 243 votos, boa parte dos quais, jovens da chamada “bancada baby face”, com forte concentração de peemedebistas.

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segunda-feira, 22 de junho de 2015 Congresso | 10:24

Nova força na Câmara, a “bancada baby face” chama atenção do governo como ameaça ao ajuste fiscal

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A composição atual da Câmara está repleta de deputados de primeiro mandato. São 243 no total, com idade média abaixo dos demais parlamentares.

Sempre que o plenário da Câmara enche, em dia de votação, logo as mesas da sala de cafezinho são tomadas por grupos desses jovens, misturando integrantes de quase todos os partidos.

Entre risos e piadas, marcam encontros em baladas e também articulam movimentações em conjunto em relação aos projetos em votação e em relação ao governo e aos líderes de seu partidos.

O Palácio do Planalto já identificou a força deste grupo. Tanto que o coordenador político do governo, Michel Temer, tem mantido reuniões específicas com o que classificou como jovens deputados.

Mas os velhos deputados preferem chamar seus novos colegas por um outro apelido: são os “Baby faces”.

“Eles estão fortes na Casa”, conta um desses deputados mais velhos, lamentando que se trata de um grupo sem ideologia definida, composto em boa parte por filhos de políticos, portanto já com experiência familiar nas barganhas de bastidores, e que, por isso, tende a se manter forte no cenário político durante longos anos.

Foi graças à bancada baby face que a Câmara aprovou, no projeto de reforma política, a diminuição para 18 anos, na idade mínima para eleição de deputados.

“Veja só. Vai ter deputado aqui que mal completou o segundo grau. O garoto não passaria no vestibular em seu Estado, aí o pai banca a campanha, elege o filho e manda para Brasília, onde terá direito, como deputado federal, a cursar uma universidade pública”, reclama outro deputado mais velho.

Na semana passada, a ala “baby face” do PMDB se rebelou contra o fato de o Palácio do Planalto não ter liberado suas emendas ao Orçamento. Depois de reclamar com o líder e ameaçar não votar o último projeto do ajuste fiscal previsto para este semestre, o que diminuiu as desonerações da folha de pagamento, o grupo aderiu silenciosamente à obstrução encampada pela oposição e a votação teve que ser adiada para esta semana.

O jornal “Folha de S.Paulo” revelou que os deputados de primeiro mandato agora têm até um fórum no WathsApp, criado pelo deputado Elmar Nascimento (DEM-BA), que o utilizou para conclamar os colegas: “Nos enganaram e não vão pagar nossas emendas. Precisamos nos mobilizar.”

Esta semana está prevista novamente a votação do projeto de desoneração das folhas de pagamento. Segundo o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o plenário deverá começar a decidir na quarta-feira e, possivelmente, no dia seguinte.

Mas o líder do PMDB, Leonardo Picciani (RJ), não garante a conclusão da votação nesta semana. Ele tem sido procurado por colegas da bancada “baby face” ameaçando novamente não votar por causa das emendas.

Em termos objetivos, a aprovação não é difícil, já que o projeto precisa apenas de maioria simples, se o plenário tiver quorum mínimo para votação. Ou seja, de 257 presentes, metade dos votos mais um são suficientes para aprovar.

Mas sempre é possível fazer corpo mole, como ocorreu na semana passada. Com a proximidade do recesso, a não-votação imediata pode significar que o texto que o governo queria fazer valer já em agosto só entre em vigor em setembro.

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sábado, 20 de junho de 2015 partidos | 09:32

Tucano Aloysio Nunes Ferreira assina embaixo texto de José Dirceu

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O iG levou para o senador Aloysio Nunes Ferreira o editorial de anteontem do Blog do José Dirceu.

Aloysio — vale lembrar — foi candidato a vice-presidente da República na chapa de Aécio Neves contra Dilma Rousseff.

A pergunta era o que ele achava do texto do petista.

O tucano leu e ficou espantado. E Brincou, dizendo que a situação no PT está de “vaca não reconhecer mais bezerro”.

Depois da gravação admitiu:

“Não sou só eu quem assinaria. Para desespero do Zé, até o Aécio assinava. E muita gente mais na oposição.”

Veja a reação de tucano ao oposicionismo de Dirxceu:

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quinta-feira, 18 de junho de 2015 governo | 12:17

PMDB volta a ameaçar governo em troca de cargos e verbas na votação do projeto de desoneração das folhas de pagamento

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O vice-presidente da República, Michel Temer, está reunido esta manhã com os líderes governistas na Câmara para tentar convencê-los a aprovar hoje o projeto que diminui as desonerações fiscais sobre a folha de pagamento. Mas vai enfrentar dificuldades.

As bancadas governistas estão ensaiando uma rebelião contra o fato de não estarem sendo cumpridas boa parte das promessas de liberação de verbas do Orçamento e das nomeações para cargos de segundo e terceiro escalão indicados pelos parlamentares.

O ensaio começou na noite de ontem, durante a votação da medida provisória 670, que reajusta a tabela do Imposto de Renda.

Os deputados aprovaram a MP, conforme havia sido acordado com o governo, mas surpreenderam o Palácio do Planalto com duas emendas que diminuem a arrecadação do governo.

A primeira — com 222 votos a favor, 199 contra e duas abstenções — concede isenção de imposto em despesas na aquisição de livros por professores e seus dependentes. A outra — por 231 votos a favor e 143 contra — isenta o óleo diesel das taxações do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o financiamento da Seguridade Social (Cofins).

Durante a votação da MP, um grupo de deputados do PMDB cercou o líder do partido, Leonardo Picciani, e avisou que iriam aprovar as emendas para dar um recado ao governo: estão dispostos a votar contra o Palácio no projeto de desoneração da folha de pagamento, previsto para hoje, se não houver um aceno concreto dos cargos e verbas prometidos.

Resultado. Na emenda com isenção para o óleo diesel, 29 dos 49 peemedebistas presentes em plenário votaram contra o governo, e na emenda com isenção para os professores, apenas 4 dos 45 presentes seguiram com a indicação do Planalto.

Ao final das votações, já no início da madrugada, os deputados voltaram a cercar o líder Picciani insistindo que levasse hoje o recado ao coordenador político do governo, Michel Temer: “Estamos cansados de promessas. Ou nos traz algo concreto, ou é melhor adiar a votação. Se não, corre o risco de perder aqui”.

(Atualização às 18h43: Depois de uma longa reunião da bancada rebelada, à tarde, em que até mesmo o ministro da Aviação, Eliseu Padilha, teve que comparecer com promessas de liberação de verbas e cargos, o projeto acabou não sendo votado hoje. Os peemedebistas fizeram corpo mole à obstrução exercida pela oposição, que usou como argumento o incidente com senadores brasileiros na Venezuela)

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quarta-feira, 17 de junho de 2015 Estados | 15:46

Haddad defende Chalita e diz que aliança com PMDB em SP “está ótima e vai continuar”

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O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, aposta na manutenção da aliança entre o PT e o PMDB.

Mesmo afirmando que as eleições do ano que vem ainda estão distantes, Haddad faz questão de defender seu secretário de Educação, o peemedebista Gabriel Chalita, contra quem o Ministério Público Estadual (MPE) abriu investigação por suposta fraude em licitação.

O foco está no período em que Chalita foi secretário de Educação do governo do Estado, entre 2002 e 2006, durante as gestões de Geraldo Alckmin (PSDB) e Cláudio Lembo (ex-DEM).

Fernando Haddad diz tratarem-se de “velhos fatos revolvidos” e que ele tem feito “um trabalho excepcional”.

Segundo Haddad, a relação com Chalita e o PMDB em São paulo está “ótima e vai continuar assim”. Ele diz acreditar que mesmo no nível nacional “as coisas vão se ajeitar”.

O prefeito de São paulo participou da reunião da Frente Nacional de Prefeitos com os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha, e do Senado, Renan Calheiros, em que voltou a defender a aprovação da chamada PEC dos Precatórios, que disciplina do pagamento de precatórios entre os entes da Federação.

assista:

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partidos | 13:06

“O natural é que eu seja candidato a governador em 2018”

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O segundo mandato de Eduardo Paes (PMDB) à frente da Prefeitura do Rio de Janeiro termina em 2016.

E qual será seu futuro?

O iG aproveitou a reunião de prefeitos de todo o país que está ocorrendo neste momento no Congresso com os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para perguntar ao próprio Eduardo Paes o que ele pensa do futuro.

Primeiro o prefeito afirma que vai tirar cerca de seis meses de férias em uma universidade norte-americana. Depois, diante da insistência, admite que o caminho natural é concorrer em 2018 ao governo do Estado, em 2018.

Eduardo Paes também disse que seu partido, o PMDB, terá candidato à Presidência da República. O que significa que a aliança nacional com o PT não deve se repetir, embora ele não afirme isto.

Mas e quanto à possibilidade de o prefeito ser este candidato a presidente?

E ele responde com um sorriso enigmático:

“Eduardo Paes é prefeito do Rio de Janeiro”

Veja:

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