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Posts com a Tag PMDB

segunda-feira, 31 de agosto de 2015 partidos | 09:16

Governo vê Temer se afastando de Dilma no programa de TV do PMDB

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A série de inserções na TV que o PMDB exibirá nesta semana, e que já foi divulgada pelo partido, está causando desconforto e irritação entre os petistas do governo.

A começar pela temática escolhida, que é considerada de duplo sentido, no momento em que as oposições acusam a presidente Dilma Rousseff de ter mentido durante a campanha: “A verdade é sempre a melhor escolha”.

Os filmetes que mais irritaram são aqueles protagonizados pelo vice-presidente da República, Michel Temer, pelo ministro da Aviação, Eliseu Padilha, e pelo ex-ministro Moreira Franco.

O desconforto com Temer ocorreu principalmente em duas de suas várias aparições. Primeiro, quando ele diz: “O PMDB não tem medo da verdade que virá.” Depois, quando Temer afirma: “O Brasil sempre vai ser maior e mais importante do que qualquer governo. Esta é a verdade.

Neste último filmete, Temer também falou que é hora de reunificar a sociedade, um discurso muito semelhante àquela sua declaração segundo a qual é preciso aparecer alguém capaz de unir o país. A afirmação foi entendida por Dilma como uma insinuação de que a atual presidente não tem essa capacidade e de que ele próprio, Temer, talvez seja esta voz de união.

No caso do ministro da Avição Civil, Eliseu Padilha, a irritação foi a escolha da expressão “é preciso grandeza”, quase uma lembrança à expressão utilizada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, quando sugeriu que a presidente Dilma Rousseff devia ter “a grandeza” de renunciar.

E quanto ao ex-ministro Moreira Franco, atual presidente da Fundação Ulysses Guimarães, a irritação tem dois motivos. Primeiro, porque Moreira centrou sua fala na afirmação de que o país “quer mudar e vai mudar”. Numa hora em que se fala de impeachment, digamos que a frase ganha contornos mais ácidos. Depois, porque Palácio tem conhecimento de que, logo ao deixar o comando do Ministério da Aviação, Moreira se tornou um dos maiores opositores ao governo dentro do PMDB.

A interpretação geral entre os petistas do governo, incluindo a presidente, é de que nenhuma das falas foi gratuita, nem foi incluída ao bel prazer do marqueteiro Elsinho Mouco. Tudo, naturalmente, foi milimetricamente discutido pela cúpula do partido.

O tempo exagerado dado ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha, considerado o maior oposicionista do PMDB hoje, também foi entendido como um sinal claro de que o partido está com um pé fora do governo. Na melhor das hipóteses, preparando a sua saída, capitaneada pelo vice-presidente Michel Temer, que será quem vai decidir o momento exato.

Desde que deixou o dia a dia da coordenação política do Planalto e que — mais recentemente — se recusou a articular em favor da aprovação da nova CPMF pelo Congresso, Temer vem dando sinais claros de que é este o o seu caminho.

Veja alguns dos filmetes do PMDB:

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sexta-feira, 21 de agosto de 2015 governo | 22:35

Temer vai propor a Dilma, na segunda-feira, reformulação completa da coordenação política do governo. Com ele ou sem ele

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Michel TemerAgora à noite o vice-presidente Michel Temer disse a amigos que foi mal interpretado por interlocutores que disseram ter ouvido dele que vai deixar a coordenação política do governo.

Segundo Michel Temer, a decisão de deixar a coordenação não está tomada, embora ele realmente esteja bastante irritado com o sistema “como um todo” de articulação do governo com a área política.

Michel Temer pretende conversar com a presidente Dilma Rousseff na segunda-feira. Normalmente, às segundas-feiras, Dilma reúne os  ministros da área política para traçar a estratégia da semana.

O vice-presidente vai relatar a Dilma os motivos sua insatisfação e comunicar que o  o ministro da Aviação e Portos, Eliseu Padilha (PMDB), não pretende mais acumular sua função com a chefe de Relações Institucionais do Palácio com a base parlamentar.

Padilha sente-se desautorizado pelo ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e da Casa Civil, Aloizio Mercadante, que seguidamente negam a liberação de cargos e emendas ao Orçamento prometidos por ele a parlamentares da base governista.

O próprio Michel Temer teve uma conversa que considerou “bastante desagradável” com Levy, na terça-feira, quando o ministro sugeriu que se abandonassem as negociações com o Congresso em torno do projeto de reoneração das folhas de pagamento.

Temer vai dizer à presidente Dilma Rousseff que só vê possibilidade de funcionamento da Coordenação Política se houver “uma profunda reformulação”. Mas o vice-presidente não explicou a seus interlocutores como seria essa reformulação.

De qualquer maneira, ele acha que sua permanência ou não à frente da coordenação política é uma decisão da presidente Dilma Rousseff, daí porque afirmou a amigos que não está com a decisão tomada.

Sua saída da função tanto pode ocorrer agora, como pode não ocorrer tão cedo. Muito embora, de fato, tenha sido chamado como coordenador político para cuidar principalmente da aprovação do ajuste fiscal pelo Congresso.

Na verdade, além dos problemas com Levy, Mercadante e outros ministros que têm protelado a nomeação dos indicados pelos deputados para cargos no segundo escalão, Michel Temer também não está satisfeito com o excesso de  atenção dada por Dilma ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Presidente nacional do PMDB, Temer sempre esteve mais próximo da ala do partido ligada à Câmara do que dos senadores. Ele considera que, ao se aproximar demais de Renan, Dilma sugere o enfraquecimento dos deputados peemedebistas e  acirra a guerra com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Enfim, num momento em que Cunha já está em pé de guerra com o governo pelo fato de ter sido denunciado na Operação lava jato e com a base parlamentar em frangalhos, tudo que Dilma Rousseff não precisava neste momento era de uma crise com seu vice-presidente e coordenador político do governo.

 

 

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quinta-feira, 20 de agosto de 2015 escândalos políticos | 09:26

Denúncia contra Cunha racha o PMDB

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Os aliados de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) não esperavam que a denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra ele aparecesse nesta semana. Acreditavam que isto só ocorreria depois da sabatina a que o procurador-geral será submetido pelo Senado, na semana que vem.

Mas eis que ontem o jornal O Globo anunciou que a denúncia sai esta semana. Os outros jornais confirmaram, e o pânico se instaurou na Câmara, especialmente entre os peemedebistas e aqueles de outros partidos que se aliaram ao presidente da Casa.

Na procura de um discurso, o primeiro que eles têm à mão é da perseguição de Janot contra Cunha e de um acordão entre o procurador, a presidente Dilma Rousseff e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL):

Renan livraria Dilma da condenação pelo Tribunal de Contas da União (TCU), onde teria três dos oito votos; Dilma convenceria Janot a livrar Renan da denúncia na Lava Jato, e Janot ficaria livre para retaliar em cima de Cunha.

“É o acordão. Se esta semana sair a denúncia contra Cunha e não sair nada contra Renan, vai ficar evidente um acordão entre Dilma, Janot e Renan contra Cunha”, disse o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), um dos aliados do presidente da Câmara.

De fato, a denúncia de Janot contra Eduardo Cunha — e seu provável enfraquecimento — no mesmo período quem que a presidente Dilma se aproxima de Renan Calheiros têm um efeito positivo para o governo, conforme avalia o Palácio do Planalto. Mas esses dois fatos juntos têm também um efeito colateral perigoso: aprofundam a divisão da base governista, especialmente do PMDB.

O partido sempre foi rachado entre o grupo da Câmara, comandado por Temer e por Eduardo Cunha, e o grupo do Senado, comandado por Renan, pelo líder Eunício Oliveira (CE) e, mais recentemente, Romero Jucá RR).

Vale lembrar: Dilma e Renan vieram de um período de desentendimentos porque a presidente optou por um indicado de Temer para ministro do Turismo — o ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves — em detrimento do então ministro que havia sido indicado por Renan.

Temer acabara de assumir como coordenador político do governo e bateu pé por sua indicação. Hoje, os aliados de Renan costumam apontar para as derrotas do governo na Câmara argumentando que o grupo de Temer nada resolveu.

Pois bem. Os aliados de Cunha agora pretendem reforçar que, enquanto ele é denunciado por Janot, Dilma está fechando uma aliança preferencial com o PMDB do Senado. Com isso, Cunha busca reagrupar o PMDB da Câmara, incluindo Michel Temer, em torno de sua causa.

Vice-presidente da República e ainda coordenador político do governo, Temer resiste. Seu grupo não vêm motivos para um abraço de afogados com Cunha e também não quer desembarcar num momento de crise dando força às conspirações contra o governo. Mas também não vê com bons olhos a aproximação entre Dilma e Renan Calheiros.

No meio disso, a presidente da República terá que agir com muita habilidade. O PMDB sempre soube transformar sua divisão interna em crises para os governos que apoiava.

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quarta-feira, 19 de agosto de 2015 partidos | 11:12

Nem Michel Temer, nem Aécio Neves receberam bem aceno de FHC para aproximação PSDB-PMDB

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A declaração do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em favor de um pedido de renúncia da presidente da República, Dilma Rousseff, foi entendida no pelos aliados do vice-presidente Michel Temer (PMDB) como um aceno dos tucanos para um acordo impossível no momento.

Em linhas gerais o acordo seria assim: tudo bem, sai Dilma e Michel assume um governo de união nacional com o respaldo do PSDB.

A impossibilidade deste acordo, segundo os peemedebistas, é que tanto o PSDB como o PMDB estão de olho na Presidência da República em 2018.

Temer trabalha sua própria candidatura ou de outro nome do partido a ser definido mais adiante. Que tanto pode ser o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, como um novo nome a se filiar à legenda, aí incluído até o do senador José Serra (PSDB-SP), que tem se aproximado do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e não parece ter espaço em seu partido para uma candidatura presidencial.

E os tucanos, por sua vez, já têm dois pré-candidatos à Presidência em plena campanha: o senador Aécio Neves (MG) e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

Para eles, a hipótese de Temer assumir o governo só seria aceita nos moldes da ascensão de Itamar Franco à Presidência quando do impeachment do então presidente, Fernando Collor de Mello: desde que houvesse o compromisso de que o vice-presidente da República, empossado na Presidência, não sairia candidato à reeleição.

No momento, nem Temer nem ninguém no PMDB cogita dessa hipótese. O partido não abre mão da disputa pelo poder real em 2018. Os peemedebistas avaliam que o PT sairá esfacelado do governo Dilma e que pode estar chegando a hora de um ciclo peemedebista na Presidência.

Já no PSDB, uma ala fortíssima, a do presidente do partido, Aécio Neves, acredita que sua maior chance de chegar à Presidência é agora, com a saída de Dilma Rousseff do cargo. Para os aecistas, a hipótese de renúncia de Dilma, levantada por FHC, só faria sentido se fosse com a saída de Temer. A posse do peemedebista só serviria para fortalecer o eventual candidato do PMDB à Presidência em 2018.

Tanto que Aécio ontem declarou à imprensa que está disposto a conversar com o PMDB, mas com a parcela oposicionista do partido, o que exclui Michel Temer.

Temer, por sua vez, teve ontem um encontro com o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) no Palácio do jaburu. O senador propôs que o vice tentasse promover uma conversa do PSDB da presidente Dilma Rousseff. Temer se dispôs a receber Aécio Neves e companhia, mas desde que ficasse claro que não seria um encontro de conspiração. Aí é o PSDB quem não aceita encontro às claras para solucionar crise do governo Dilma Rousseff.

Ou seja, tem muita gente, como o ex-presidente FHC, querendo promover o namoro entre o PSDB e o PMDB. Mas os prováveis candidatos dos dois partidos à Presidência não pretendem posar de mãos dadas neste momento.

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terça-feira, 28 de julho de 2015 escândalos políticos | 16:35

PMDB suspeita ser o foco da investida da Lava Jato sobre Furnas

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Parlamentares do PMDB suspeitam de que as novas investidas da Operação Lava Jato sobre a Eletrobras e sobre Furnas Centrais Elétricas têm por trás a briga entre o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Uma história que circula em Brasília — e que já foi até alvo da mídia — dá conta de que a origem do desentendimento entre Eduardo Cunha e a presidente Dilma Rousseff está no setor elétrico. Setor que fez de Dilma secretária de estado no Rio Grande do Sul, ministra das Minas e Energia e depois ministra-chefe da Casa Civil.

O motivo: Uma guerra aberta por mudanças na diretoria do fundo de pensão de Furnas Centrais Elétricas, depois que Eduardo Cunha conseguiu nomear como presidente da estatal o ex-prefeito do Rio de Janeiro Luiz Paulo Conde, falecido há poucos dias.

Num de seus primeiros encontros como presidente da República com o então líder do PMDB, Dilma teria inquirido Cunha sobre quais seus interesses no fundo previdenciário da estatal. O deputado retrucou perguntando quais os interesses do PT, do ex-presidente Lula e do ex-ministro José Dirceu nos demais fundos de pensão do país. Daí em diante, os dois nunca mais se entenderam.

A história geralmente é contada para ilustrar o quanto Eduardo Cunha lutou para atuar no setor. Ele precisou assumir a relatoria da CPMF na Câmara e barrar por um tempo a votação da prorrogação do imposto sobre cheques — então importantíssimo no governo Lula — para conseguir empossar Luiz Paulo Conde em Furnas.

Mas o fato é que, mesmo desentendendo-se com Dilma, Eduardo Cunha conseguiu manter-se forte no PMDB e só acumulou poder até virar presidente da Câmara. Ele nunca perdeu sua influência em Furnas, e tem acompanhado cada passo da luta do PMDB contra o PT pelo controle da Eletrobras, assim como das demais estatais do setor energético.

O atual presidente da Câmara resistiu bravamente a denúncias, como a publicada pelo jornal O Globo, em 2011, segundo a qual Furnas pagou R$ 73 milhões a mais por ações vendidas a empresários ligados a ele.

A reportagem — que Eduardo Cunha contesta — relata que o negócio, ocorrido entre dezembro de 2007 e julho de 2008, favoreceu a Companhia Energética Serra da Carioca II, que pertence ao grupo Gallway:

“Um dos seus diretores, na época, era o ex-presidente da Cedae e ex-funcionário da Telerj Lutero de Castro Cardoso. Outro nome conhecido no grupo é o do doleiro Lúcio Bolonha Funaro, que se apresenta em negócios como representante da Gallway. (…) Lutero, também nome indicado por Cunha para a Cedae, chegou a ter bens bloqueados pela Justiça por operações ilegais na companhia de águas em 2007. Já Funaro, ao ser investigado pela CPI dos Correios, teve de explicar os motivos que o levavam a pagar aluguel, condomínio e outras despesas do apartamento ocupado por Eduardo Cunha no flat Blue Tree Tower, em Brasília, em 2003.”

É isso o que teme o PMDB: que fatos como este estejam sendo agora perseguidos pela Polícia Federal para ilustrar a nova leva de denúncias contra parlamentares.

Mas não é só o PMDB que está atento.

O setor elétrico é povoado por personagens poderosos do PT, do PMDB e de outros partidos. E sempre foi a menina dos olhos da presidente Dilma Rousseff.

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segunda-feira, 20 de julho de 2015 escândalos políticos | 05:57

Denúncias contra Cunha enfraquecem proposta de “eleições já” defendida por Aécio Neves

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Até a última sexta-feira os defensores do impeachment da presidente Dilma Rousseff estavam  divididos em dois grupos:

  • os aliados do presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), com a tese da condenação da chapa Dilma-Temer pelo Tribunal Superior Eleitoral, seguida de novas eleições para a Presidência da República em que, segundo as pesquisas Aécio seria o favorito; e
  • aqueles que apostam na condenação das contas da presidente pelo Tribunal de Contas da União, com sua cassação pelo Congresso e a formação de um governo em torno do vice-presidente Michel Temer (PMDB) até a data marcada para as próximas eleições, em 2018.

Os aliados do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), torcem pela tese de Aécio, pois, segundo a legislação, em caso de Dilma e Temer deixarem o governo, quem assume o comando do país é o presidente da Câmara, que ficará encarregado de convocar a eleição presidencial para 90 dias depois (haveria ainda uma discussão sobre a data da posse).

Os tucanos próximos a Aécio Neves achavam que tudo bem, entregar temporariamente a Presidência a Eduardo Cunha era um preço que se tinha de pagar para o PSDB assumir o poder o mais rapidamente possível. Seria menos perigoso do que entregar o poder nas mãos do vice-presidente da República até 2018, dando a Michel Temer tempo para viabilizar a si próprio ou outra alternativa à sua sucessão.

Foi o que ocorreu, por exemplo, quando o vice-presidente Itamar Franco assumiu o lugar de Fernando Collor de Mello, em 1992: O PT era franco favorito à sua sucessão, mas Itamar viabilizou, com o Plano Real, a eleição do tucano Fernando Henrique Cardoso.

Os aecistas pensavam assim até a sexta-feita 16, quando Eduardo Cunha anunciou seu rompimento com o governo da presidente Dilma Rousseff, de quem esperava proteção contra as acusações do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de envolvimento nos casos de corrupção levantados pela Operação Lava Jato.

As acusações contra Eduardo Cunha colocaram-no em rota de colisão com a opinião pública. E a decisão de romper com o governo foi vista como chantagem.

Para usar a linguagem do ex-presidente Lula, “nunca antes na história deste país” se viu um panelaço contra o pronunciamento em TV de um presidente da Câmara. E foi o que ocorreu na sexta-feira à noite mesmo.

Agora fica difícil defender uma eleição para entregar temporariamente o governo a Eduardo Cunha.

E vai interessar cada vez menos aos tucanos qualquer proximidade com o presidente da Câmara. Em entrevista publicada ontem mesmo pelo jornal “Correio Braziliense”, o próprio Aécio Neves começou a se afastar. Perguntado sobre o quadro político a partir de agosto, ele afirmou que problemas pessoais não podem ser tornar institucionais, o que é uma crítica generalizada às atitudes recentes do presidente da Câmara:

“Estou dizendo: é o quadro da nova pororoca. Isso vai criar uma instabilidade enorme. Há várias delações de que ainda não se tem conhecimento. E vai ter o início das denúncias do STF (Supremo Tribunal Federal), que podem atingir muita gente. (…) Eu não sei a dimensão do que está por vir, mas teremos de conviver com isso. Nosso papel vai ser sempre lutar para preservar o Congresso. Os problemas devem ser individualizados, não podem ser institucionalizados. Se tiver problemas mais graves envolvendo parlamentares, temos de deixar claro que eles terão de se explicar.”

Enfim, por conta da polêmica deflagrada por Eduardo Cunha, é cada vez menor, nos corredores do Congresso e na Esplanada dos Ministérios, o número de políticos que acreditam na condenação da chapa Dilma-Temer pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Veja um pouco da repercussão em torno da polêmica lançada por Eduardo Cunha:

Ou: http://youtu.be/H1YJ-2p3_as

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sexta-feira, 17 de julho de 2015 governo | 14:00

Pouco antes de anunciar rompimento, Cunha cobrou do governo a exoneração de Janot

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Na noite de ontem, já informado das novas denúncias contra ele, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), reuniu-se com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e com o presidente nacional do seu partido, o vice-presidente da República Michel Temer.

Irritadíssimo, Cunha comunicou a Temer e Renan que anunciaria hoje o rompimento definitivo com o governo.

Ele se disse perseguido pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e afirmou ter “absoluta certeza” de que o governo e o PT estariam por trás das acusações do Ministério Público e da Polícia Federal.

Cunha colocou como condição para não romper a exoneração de Janot.

Ele chegou a lembrar a Lei Complementar número 75, de 1993, que dispôs sobre a criação do Ministério Público Federal. Em seu artigo 25, a lei autoriza que o procurador-geral seja exonerado por ofício da presidente da República, bastando o referendo do Senado Federal.

Outra hipótese de o presidente da Câmara recuar seria um compromisso da presidente Dilma Rousseff de que Janot não será reconduzido ao cargo.

O mandato do procurador-geral expira em setembro, e ele está candidato à nova indicação na lista tríplice a ser elaborada por eleição no Ministério Público Federal.

Temer respondeu a Cunha que seria impossível arrancar este compromisso da presidente. O argumento do vice-presidente da República, que é também coordenador político do governo, é de que se Dilma assim o fizer dará a Janot a condição de vítima e de herói injustiçado.

Assim, se ele encabeçar a lista tríplice enviada à presidente da República, será praticamente inevitável sua recondução.

O presidente do Senado, Renan Calheiros, concordou com Eduardo Cunha de que Janot seria o centro da crise política atual. Ele próprio já disse isto à presidente Dilma, na expectativa de obter um sinal de que o procurador não seria reconduzido.

No seu último encontro com Dilma, quando a presidente pediu um maior apoio ao governo no Senado, Renan educadamente respondeu que não estava podendo agir. Usou o seguinte argumento: “Veja só, presidente, estou sendo investigado pelo procurador. Isso me tira margem de manobra.”

Dilma tem concordado tanto com Renan como com o próprio Eduardo Cunha de que as investigações da Lava Jato conduzidas por Janot são o foco da crise política. Mas a presidente tem afirmado que nada pode fazer. E que o Ministério Público também está acusando o PT de envolvimento.

O que Dilma não aceita são os argumentos de Cunha de que o governo está por trás de Janot. E ela, como Temer, acha que qualquer tentativa de afastar o procurador-geral seria uma forma de vitimizá-lo e jogar a opinião pública toda contra o governo.

Na reunião com Temer, Renan estava bem mais calmo do que Eduardo Cunha. E como nem o presidente do Senado e nem Michel Temer estivessem dispostos a anunciar o rompimento, o presidente da Câmara saiu dali mais irritado ainda. Foi quando pediu à sua assessoria para marcar a coletiva de imprensa para hoje às 11h.

Renan Calheiros estava com uma entrevista coletiva marcada para o mesmo horário, quando faria um balanço deste primeiro semestre de tramitação de projetos no Senado.

Diante do anúncio de Cunha, resolveu desmarcar sua entrevista, para não ficar a reboque do presidente da Câmara.

Temer, por sua vez, esperou a entrevista de Cunha para, logo depois, soltar a nota oficial do PMDB anunciando que o partido não segue o presidente da Câmara no rompimento.

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quarta-feira, 15 de julho de 2015 escândalos políticos | 13:18

Michel Temer propõe “uma grande pacificação nacional” como saída para a crise

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Vice-presidente da República e coordenador político do Palácio do Planalto, Michel Temer resolveu propor a mobilização “para uma grande pacificação nacional” como solução para o momento de crise do país.

Como presidente nacional do PMDB, Michel Temer participou nesta manhçã de um evento na Fundação Ulysses Guimarães, encarregada da elaboração de estudos e teses para o partido, em que foi anunciado a elaboração do programa partidário para as eleições de 2016 e 2018 e a estartégia do PMDB para a internet.

À saída, Temer disse que o evento significa a largada do partido para uma candidatura própria a presidente da República em 2018. “Nós queremos ser cabeça de chapa”, afirmou.

Ao comentar a crise política deflagrada pela Operação Lava Jato, e as prisões e buscas e apreensões realizadas recentemente pela Polícia Federal, o vice-presidente procurou ser cauteloso. “Nâo quero entrar nesse assunto, porque é extremamente delicado”, chegou a afirmar.

Mas, a seguir, Michel Temer admitiu:

“Essas coisas todas estão abalando um pouco a natural tranquilidade do povo brasileiro. Não temos que nos impressionar com esses atos, e sim levar adiante a ideia de uma grande pacificação nacional”.

Assista:

OU: https://www.youtube.com/watch?v=0dM702oBK4w

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segunda-feira, 13 de julho de 2015 escândalos políticos | 05:58

Aliados de Aécio dividem a oposição com proposta de eleições já

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Nem bem ficaram claras ainda as consequências sobre Dilma Rousseff que terão as denúncias contra o PT, no caso da Lava Jato, e contra a área econômica de seu primeiro governo — no caso das pedaladas fiscais –, e os defensores do impeachment já estão divididos.

Tucanos aliados do senador Aécio Neves (PSDB-MG) afirmam reservadamente ao iG que interlocutores do vice-presidente da República, Michel Temer — que é presidente nacional do PMDB–, teriam procurado o senador mineiro para conversar sobre o futuro, caso Dilma não conclua seu mandato.

“Discutir o futuro”, neste caso, é também discutir a possibilidade de impeachment da presidente da República.

Na versão dos aliados de Aécio, ele não teria aceitado conversar neste momento com o PMDB porque sabe o que querem os peemedebistas: fazer de Michel o presidente da República, se Dilma for obrigada a deixar o cargo.

A tese defendida pelos aecistas é a da condenação da presidente da República pelo Tribunal Superior Eleitoral, por fraude na campanha. Aí o vice-presidente Michel Temer deixaria o comando do país junto com Dilma. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, assumiria interinamente o governo, mas teria apenas três meses para convocar novas eleições, com Aécio Neves como franco favorito.

O líder do PSDB no Senado, Cassio Cunha Lima (PB), foi o primeiro a expor publicamente essa proposta, na Convenção Nacional do partido, no último domingo, dia 5. E o próprio Aécio defendeu-a como uma “saída constitucional”, ao responder a ataques do PT de que se tratava de uma tentativa de golpe de Estado.

Mas a tese não conta com o apoio da totalidade dos tucanos. Os deputados Jutahy Magalhães Junior (PSDB-BA) e Duarte Nogueira (PSDB-SP), por exemplo, declararam ao iG que são contrários. Consideram que não se deve falar no pós-Dilma  antes que haja um pronunciamento não só do TSE, como também do Tribunal de Contas da União.

Jutahy é considerado, no PSDB, como um aliado do senador José Serra (SP), e Duarte Nogueira, ligado ao governador Geraldo Alckmin. As eleições para presidente, neste momento, interessariam a Aécio, mas não a Serra ou Alckmin, que também se colocam como possíveis candidatos à Presidência em 2018.

Já o caso das pedaladas fiscais, que teriam sido cometidas pela equipe econômica do primeiro governo Dilma, está sendo analisado pelo Tribunal de Contas da União. Parte da oposição acredita que as pedaladas podem enquadrar Dilma Rousseff em crime de responsabilidade fiscal. Aí, o vice-presidente Michel Temer seria preservado de uma eventual cassação.

Em outras palavras: os defensores do impeachment de Dilma Rousseff estão divididos.

A parcela do tucanato que venceu a Convenção Nacional no último domingo dia 5 — liderada por Aécio Neves — quer tirar Dilma do governo e realizar eleições para presidente o mais rapidamente possível, para não ter que entregar o comando do país ao PMDB.

Já o PMDB e uma boa parte do PSDB, defendem que a saída de Dilma passa pela negociação com o vice-presidente Michel Temer.

Uma boa parcela do PPS também se inclui neste time de integrantes da oposição que estão contra o grupo de Aécio. É o caso, por exemplo, do deputado Raul Jungmann (PPS-PE). Para ele, a estratégia dos aecistas joga Temer e o PMDB no colo do governo:

Ou: https://www.youtube.com/watch?v=PTR_TzDDRn4

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quinta-feira, 9 de julho de 2015 partidos | 05:58

Apesar de ter conversado com Michel Temer, no PMDB, Marta Suplicy afirma que filiação ao PSB está mais avançada

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Fim dos trabalhos no plenário do Senado, na noite de ontem, e a senadora e ex-petista Marta Suplicy (SP) já se preparava para sair quando foi abordada por este colunista.

Tema da curtíssima entrevista: se ela vai mesmo para o PSB ou se prefere agora o PMDB?

Marta teve um encontro no início da tarde com o presidente nacional do PMDB, Michel temer, que é o principal cacique do partido em São Paulo. Ele vinha resistindo à filiação da ex-prefeita da capital a seu partido por um motivo muito singelo, segundo seus interlocutores mais próximos: os peemedebistas com quem Marta conversou, especialmente no Senado — como o líder do partido, Eunício Oliveira (CE), e o presidente da Casa, Renan Calheiros (AL) — não teriam feito uma primeira aproximação entre ela e Temer, que é quem de fato poderia lhe abrir as portas.

O PMDB funciona quase que como uma confederação de partidos regionais, em que os caciques de cada Estado decidem os rumos locais da legenda com mão de ferro.

Era assim com Orestes Quércia em São Paulo, e é agora com Michel Temer.

A entrada de Marta, para ser candidata a prefeita da capital — como ela pretende — mexe com muita coisa: Gabriel Chalita, que foi o candidato do partido nas últimas eleições, é agora secretário do atual prefeito, Fernando Haddad (PT). E Haddad, por sua vez, deve ser candidato à reeleição, com Chalita como o seu provável vice.

Além disso, Michel não sabe exatamente quanto de poder local acabará tendo que ceder a Marta, conhecida como uma operadora política de posições fortes.

E a própria Marta também terá que refletir se sua filiação ao PMDB não significará ficar presa a uma legenda com estruturas de difícil rompimento.

De qualquer maneira, a ex-prefeita admitiu ao iG que está na dúvida: PSB ou PMDB?

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