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sexta-feira, 10 de julho de 2015 escândalos políticos | 05:58

iG promove debate entre PCdoB e DEM acerca do tema que dominou o Congresso durante a semana: está em curso um golpe contra a presidente Dilma?

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Na Convenção Nacional do PSDB, ocorrida no domingo dia 5, o presidente recém reeleito da legenda, senador Aécio Neves (MG), e o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso puxaram o coro: a presidente Dilma Rousseff estaria sem condições de cumprir seu mandato até o final, em 2018, e o PSDB estaria pronto para assumir o cargo.

A presidente da República respondeu à provocação em entrevista ao jornal “Folha de S.Paulo”, na qual afirmou estar sendo vítima de uma tentativa de golpe e que ela não vai cair.

A discussão sobre impeachment e golpe de Estado acabou tomando o noticiário e se tornou o principal assunto do Congresso Nacional durante a semana.

Aécio Neves e o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), bateram boca em plenário e também em entrevistas aqui no iG.

A coluna resolveu promover uma entrevista-debate, agora na Câmara, dos líderes de dois partidos aliados ao PT e ao PSDB: a líder do PCdoB, jandira Feghali (RJ), e o líder do DEM, Mendonça Filho (PE).

Ela acusando os defensores do impeachment de golpismo. Ele defendendo a saída de Dilma do governo, seja pela acusação de pedaladas fiscais, seja por suposta fraude eleitoral ou até porque teria mentido na campanha eleitoral.

Assista, sem edição, ao debate de 14 minutos entre os dois — gravado no Salão Nobre da Câmara em plena votação da reforma política — e tire, você mesmo, suas próprias conclusões:

 

https://www.youtube.com/watch?v=xDD8n8WGFR8

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quarta-feira, 27 de maio de 2015 Congresso | 09:31

“Eduardo Cunha foi derrotado mesmo tendo chantageado deputados”, denuncia líder do PSol

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Em meio à derrota do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), nesta madrugada, durante a votação do projeto de reforma política, o que mais se via no plenário eram deputados do PT e de partidos menores festejando.

Não tanto pelos temas do projeto em votação, mas mais pela derrota do até então todo poderoso presidente da Casa, que costumava dizer que só se aprovava ali o que ele queria.

Assim mesmo, este colunista teve dificuldades para encontrar deputados do PT e da base do governo dispostos a gravar declarações contra Cunha.

O líder do PSol na Cãmara, Chico Alencar ()RJ), no entanto, não temeu gravar.

Só escorregou ao falar sobre o resultado da votação da proposta de Distritão, defendida por Eduardo Cunha, porque nem ele mesmo acreditava que o presidente da Câmara tivesse perdido pela larga margem de 267 votos a 210 (seriam necessários 308 votos para aprovar a emenda). Depois, em outra emenda, na que propunha o financiamento empresarial de campanhas políticas, Cunha foi derrotado por 264 a 207 votos.

Na entrevista ao iG, Chico Alencar denunciou ter ouvido de colegas que foram chantageados pelo presidente da Câmara. Citou o caso do PCdoB, com alguns deputados que teriam lhe dito que votaram com o presidente da Câmara porque ele ameaçou retaliar com a aprovação do projeto que limita a participação na Câmara e no Fundo Partidário às agremiações que atingirem determinado patamar de votos, a chamada cláusula de barreira.

Veja o que disse o líder:

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sexta-feira, 20 de junho de 2014 partidos | 13:33

Aldo Rebelo, no programa Opinião, da TViG

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Entrevista foi ao ar em 02 de junho de 2014

“Parte da imprensa faz campanha contra a Copa”, diz Aldo Rebelo ao iG


Ao programa Opinião, da TViG, ministro do Esporte rebate críticas de Ronaldo, diz que alguém com “responsabilidade pública” não pode falar em “vergonha do País” e avisa que prioridade do governo não são os negócios da Fifa

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, entende que o tom usado para contestar a Copa do Mundo no Brasil vai além do razoável. “Existe uma parte da imprensa que quer fazer mais do que uma oposição. Faz uma campanha contra a Copa. A mim não surpreende, porque a imprensa brasileira sempre teve esse viés”, afirmou. Na visão dele, o noticiário tem sido marcado por uma “hipertrofia” dos atos contra o torneio organizado pela Fifa. “Quarenta professores cercaram o ônibus da delegação no Rio de Janeiro. E a notícia parecia que a cidade do Rio de Janeiro tinha se mobilizado para cercar a seleção brasileira.”

Aldo participou do programa Opinião, da TViG, onde foi entrevistado pelos jornalistas Tales Faria, vice-presidente do iG; Clarissa Oliveira, diretora da sucursal de Brasília; Paulo Tescarolo, editor-executivo de Esportes; e Jorge Nicola, repórter do jornal Diário de S. Paulo e parceiro do iG através da blogosfera iGlr.

Leia mais: Blatter prevê “melhor Copa da história” e deixa reeleição para depois

O ministro também criticou a politização da Copa e disse que a competição é um “empreendimento de todos”. Ele negou que haja uma “oposição” ao Mundial por parte dos presidenciáveis Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), adversários da presidente Dilma Rousseff na corrida eleitoral deste ano. Ao contrário, diz ele, ambos empenharam-se pessoalmente para ajudar a trazer a Copa para o Brasil e assegurar o sucesso do Mundial. “Eu não vejo Aécio, nem Eduardo Campos fazendo oposição à Copa”, disse.

Veja também: Valcke admite que Fifa tem culpa por confusões na reta final da Copa

De acordo com o ministro, a prova disso é que Aécio participou das solenidades que comemoraram a realização da Copa no Brasil, como o anúncio da escolha do país como sede do mundial e a inauguração do Mineirão. Já Campos, segundo ele, empenhou-se pessoalmente para assegurar que Pernambuco recebesse a Copa das Confederações.

Críticas de Ronaldo

Sem disfarçar o incômodo com as sucessivas críticas do ex-jogador Ronaldo à organização da Copa, Aldo Rebelo diz não ver motivos para enxergar no craque uma fonte de inspiração. Embora descreva Ronaldo como um “ídolo”, um “gênio” e um homem que “prestou grandes serviços ao Brasil”, o ministro diz acreditar que uma pessoa com “responsabilidade pública” como ele não deveria declarar que tem “vergonha” do país.

“Ter vergonha do país não é algo que alguém que tem responsabilidade pública possa dizer”, disse o ministro, acrescentando que, ainda assim, não vê motivos para sentir vergonha de Ronaldo. “Acho que a frase foi infeliz. É contraditória porque, ao mesmo tempo, ele diz que a Copa será um grande êxito, uma grande festa. E só o será porque o Brasil contribuiu para que isso pudesse acontecer”, acrescentou o ministro.

O ministro comentou também a afirmação do ex-jogador de que é preciso “descer o cacete” nos casos de vandalismo em protestos, feita em entrevista ao Jornal Folha de S. Paulo. Aldo apontou a necessidade de coibir eventuais “abusos” em manifestações. Mas deixou claro que não endossa a posição do ex-jogador. “Eu já reafirmei meu carinho, respeito e admiração pelo Ronaldo. Mas eu não me inspiro nas frases, nem nas análises dele para avaliar a situação do país.”

“Negócios da Fifa”

O ministro falou ainda sobre o relacionamento com a Fifa e insistiu que a prioridade do governo não está nos negócios gerados pela Copa e sim no interesse público. “Eu não tenho a pretensão de ser professor da Fifa. É uma entidade antiga, que tem suas prioridades, seus interesses, alguns legítimos. E, aqui, nós do governo procuramos defender o interesse público, o interesse nacional. Não somos defensores do interesse de patrocinados nem dos negócios que a Copa do Mundo enseja e proporciona”, disse o ministro, que prosseguiu. “Sabemos que é um grande negócio, que as cotas de patrocínio dão muitos recursos. Mas o Brasil vai preservar esse interesse público”

O relacionamento entre governo brasileiro e Fifa, que teve diversos momentos de turbulência, não é visto como um problema pelo ministro. “A relação é de cooperação. Quando há divergência, nós procuramos enfrentar preservando o interesse publico”.

Aldo evitou, ainda, polemizar sobre as declarações da diretora do Comitê Organizador Local da Copa, Joana Havelange, de que “o que tinha que ser roubado já foi”. “Nós nos responsabilizamos pela nossa atribuição. Não realizamos contratos de patrocínio, não negociamos contratos de patrocínio. Somos responsáveis por uma parte da logística da Copa e da infraestrutura”, disse o ministro.

Olimpíada de 2016

Por fim, o ministro fez uma previsão otimista quanto aos gastos para os Jogos Olímpicos de 2016, que acontecerão no Rio de Janeiro. Segundo ele, o Maracanã, que receberá a abertura da Olimpíada e os jogos de futebol, não precisará ser novamente reformado. “Não creio. É a Fifa que organiza os jogos, embora seja o COI que organize a Olimpíada. E ela vai querer usar os estádios que já foram testados na Copa”, afirmou.

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