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Posts com a Tag Michel Temer

quarta-feira, 9 de setembro de 2015 escândalos políticos | 09:03

Apoio do PSDB à Frente Pró-impeachment exclui adesão ao PMDB

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Antes de anunciar a recém criada Frente Pró-impeachment, os líderes da Oposição na Câmara encontraram-se no Cafezinho do Senado com o candidato derrotado do PSDB à Presidência da República, senador Aécio Neves (MG).

Aécio não encampou o movimento, mas também não foi contra.

Relatou ao grupo seu último encontro com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

FHC queria convencer o senador — e atual presidente nacional do PSDB — a apoiar a tese do impeachment.

É que Aécio não vê com bons olhos o fato de o vice-presidente Michel Temer assumir o lugar de Dilma. As eleições presidenciais ficariam para 2018, quando o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, deverá também pleitear a vaga de candidato pelo PSDB.

Aécio — que torce pela condenação da chapa Dilma/Temer pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) — argumentou com FHC que Temer é presidente nacional do PMDB. E que sua posse no lugar de Dilma seria entregar o poder ao mesmo grupo denunciado na Lava Jato com o PT. Segundo ele, não é interessante ao PSDB juntar-se com essa gente.

E  o senador terminou a história contando que Fernando Henrique então respondeu:

“Podemos apoiar o impeachment, mas não entrar no governo do PMDB. Era como o Getúlio queria fazer na Segunda Guerra. Apoiar os aliados, mas sem entrar.”

Ou seja, este é o acordo interno no PSDB para aderir à tal Frente Pró-impeachment: o partido apoia, mas não quer dizer que vai aderir a um eventual governo do PMDB.

A mesma situação do PT na época do impeachment de Collor: o partido apoiou a posse do vice Itamar Franco, mas não aderiu ao novo governo.

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sexta-feira, 21 de agosto de 2015 governo | 22:35

Temer vai propor a Dilma, na segunda-feira, reformulação completa da coordenação política do governo. Com ele ou sem ele

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Michel TemerAgora à noite o vice-presidente Michel Temer disse a amigos que foi mal interpretado por interlocutores que disseram ter ouvido dele que vai deixar a coordenação política do governo.

Segundo Michel Temer, a decisão de deixar a coordenação não está tomada, embora ele realmente esteja bastante irritado com o sistema “como um todo” de articulação do governo com a área política.

Michel Temer pretende conversar com a presidente Dilma Rousseff na segunda-feira. Normalmente, às segundas-feiras, Dilma reúne os  ministros da área política para traçar a estratégia da semana.

O vice-presidente vai relatar a Dilma os motivos sua insatisfação e comunicar que o  o ministro da Aviação e Portos, Eliseu Padilha (PMDB), não pretende mais acumular sua função com a chefe de Relações Institucionais do Palácio com a base parlamentar.

Padilha sente-se desautorizado pelo ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e da Casa Civil, Aloizio Mercadante, que seguidamente negam a liberação de cargos e emendas ao Orçamento prometidos por ele a parlamentares da base governista.

O próprio Michel Temer teve uma conversa que considerou “bastante desagradável” com Levy, na terça-feira, quando o ministro sugeriu que se abandonassem as negociações com o Congresso em torno do projeto de reoneração das folhas de pagamento.

Temer vai dizer à presidente Dilma Rousseff que só vê possibilidade de funcionamento da Coordenação Política se houver “uma profunda reformulação”. Mas o vice-presidente não explicou a seus interlocutores como seria essa reformulação.

De qualquer maneira, ele acha que sua permanência ou não à frente da coordenação política é uma decisão da presidente Dilma Rousseff, daí porque afirmou a amigos que não está com a decisão tomada.

Sua saída da função tanto pode ocorrer agora, como pode não ocorrer tão cedo. Muito embora, de fato, tenha sido chamado como coordenador político para cuidar principalmente da aprovação do ajuste fiscal pelo Congresso.

Na verdade, além dos problemas com Levy, Mercadante e outros ministros que têm protelado a nomeação dos indicados pelos deputados para cargos no segundo escalão, Michel Temer também não está satisfeito com o excesso de  atenção dada por Dilma ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Presidente nacional do PMDB, Temer sempre esteve mais próximo da ala do partido ligada à Câmara do que dos senadores. Ele considera que, ao se aproximar demais de Renan, Dilma sugere o enfraquecimento dos deputados peemedebistas e  acirra a guerra com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Enfim, num momento em que Cunha já está em pé de guerra com o governo pelo fato de ter sido denunciado na Operação lava jato e com a base parlamentar em frangalhos, tudo que Dilma Rousseff não precisava neste momento era de uma crise com seu vice-presidente e coordenador político do governo.

 

 

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quarta-feira, 19 de agosto de 2015 partidos | 11:12

Nem Michel Temer, nem Aécio Neves receberam bem aceno de FHC para aproximação PSDB-PMDB

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A declaração do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em favor de um pedido de renúncia da presidente da República, Dilma Rousseff, foi entendida no pelos aliados do vice-presidente Michel Temer (PMDB) como um aceno dos tucanos para um acordo impossível no momento.

Em linhas gerais o acordo seria assim: tudo bem, sai Dilma e Michel assume um governo de união nacional com o respaldo do PSDB.

A impossibilidade deste acordo, segundo os peemedebistas, é que tanto o PSDB como o PMDB estão de olho na Presidência da República em 2018.

Temer trabalha sua própria candidatura ou de outro nome do partido a ser definido mais adiante. Que tanto pode ser o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, como um novo nome a se filiar à legenda, aí incluído até o do senador José Serra (PSDB-SP), que tem se aproximado do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e não parece ter espaço em seu partido para uma candidatura presidencial.

E os tucanos, por sua vez, já têm dois pré-candidatos à Presidência em plena campanha: o senador Aécio Neves (MG) e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

Para eles, a hipótese de Temer assumir o governo só seria aceita nos moldes da ascensão de Itamar Franco à Presidência quando do impeachment do então presidente, Fernando Collor de Mello: desde que houvesse o compromisso de que o vice-presidente da República, empossado na Presidência, não sairia candidato à reeleição.

No momento, nem Temer nem ninguém no PMDB cogita dessa hipótese. O partido não abre mão da disputa pelo poder real em 2018. Os peemedebistas avaliam que o PT sairá esfacelado do governo Dilma e que pode estar chegando a hora de um ciclo peemedebista na Presidência.

Já no PSDB, uma ala fortíssima, a do presidente do partido, Aécio Neves, acredita que sua maior chance de chegar à Presidência é agora, com a saída de Dilma Rousseff do cargo. Para os aecistas, a hipótese de renúncia de Dilma, levantada por FHC, só faria sentido se fosse com a saída de Temer. A posse do peemedebista só serviria para fortalecer o eventual candidato do PMDB à Presidência em 2018.

Tanto que Aécio ontem declarou à imprensa que está disposto a conversar com o PMDB, mas com a parcela oposicionista do partido, o que exclui Michel Temer.

Temer, por sua vez, teve ontem um encontro com o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) no Palácio do jaburu. O senador propôs que o vice tentasse promover uma conversa do PSDB da presidente Dilma Rousseff. Temer se dispôs a receber Aécio Neves e companhia, mas desde que ficasse claro que não seria um encontro de conspiração. Aí é o PSDB quem não aceita encontro às claras para solucionar crise do governo Dilma Rousseff.

Ou seja, tem muita gente, como o ex-presidente FHC, querendo promover o namoro entre o PSDB e o PMDB. Mas os prováveis candidatos dos dois partidos à Presidência não pretendem posar de mãos dadas neste momento.

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segunda-feira, 10 de agosto de 2015 governo | 17:32

Ao iG, líder anuncia força-tarefa de Dilma para recompor a base e defende Michel Temer: “Temos que acabar com maus espíritos e maus olhares”

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O líder do Governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), anunciou, em entrevista ao iG, que será feita “uma força-tarefa” para estabelecer conversas diretas da presidente Dilma Rousseff, a partir de agora, com cada uma das bancadas dos partidos que apoiam o governo no Congresso.

A tal força-tarefa, segundo o deputado, foi a principal decisão da reunião de ontem à noite da presidente, no Palácio da Alvorada, com ministros e líderes da base governista.

“Nestas reuniões, as bancadas poderão fazer suas reclamações diretamente à presidente”, disse Guimarães.

Nessa linha é que Dilma marcou para hoje à noite um grande jantar no Alvorada com senadores da base. Até hpje, Dilma não tinha tido nenhum encontro deste tipo com os senadores.

Segundo Guimarães, Dilma também manterá um diálogo mais constante com outros setores, como empresários, sindicatos e entidades da sociedade civil. “Essas várias esferas vão ajudar na recomposição da base”, explicou.

Na Câmara, a prioridade da semana — informou o deputado — é não votar “do jeito que está programada” a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 443. que vincula salários da AGU (Advocacia Geral da União) e de diversos setores aos salários do Judiciário.

“Incluíram emendas nessa PEC que aumentam ainda mais seu impacto. Fica impossível. Não dá para mandar a conta só para a União”, disse o líder

Também é prioridade do governo derrubar o Projeto que altera que vincula o reajuste do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço ao índice da caderneta de poupança.

Guimarães anunciou que o governo deve apresentar “uma proposta alternativa. Talvez de forma escalonada. Ainda não está definido exatamente como será”. Do jeito que está — diz o deputado — o projeto acabaria com o Minha Casa Minha Vida.

O líder do governo fez questão de defender o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), como coordenador político do governo.

Na abertura da reunião de ontem, Temer fez um discurso reclamando, sem citar o PT, das “intrigas” de que foi alvo por ter declarado que é preciso aparecer alguém capaz de unificar o país. Por causa dessa intrigas, na quinta-feira, Temer chegou a colocar à disposição da presidente a função de coordenador político.

“Na reunião de ontem, o Temer fez uma colocação de altíssima relevância, dizendo que não quer deixar dúvidas da lealdade dele. Era para evitar rusgas. Eu tive o cuidado de ver o que ele havia dito antes. A fala completa não foi publicada. O que ele quis foi chamar a atenção do Congresso para não votar as matérias que aumentam despesas”, disse.

“Num momento como este temos que tirar os maus espíritos e maus olhares. O Temer é o articulador político do governo e ele ajuda muito.”

Ou: https://www.youtube.com/watch?v=upAmYcjWfAY

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sexta-feira, 7 de agosto de 2015 governo | 18:53

Michel Temer entregou coordenação política. Mas Dilma não aceitou

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Apesar de ter postado no twitter a mensagem acima, a verdade é que o vice-presidente da República, Michel Temer, de fato chegou a colocar sua função de coordenador político do governo à disposição da presidente Dilma Rousseff, nesta quinta-feira, conforme revelou o portal G1.

Foi daí que surgiram os boatos de que ele deixou a articulação política.

Não, não deixou porque, simplesmente, Dilma não aceitou.

Na verdade Temer não pretendia abandonar a coordenação política. Fez isso apenas para neutralizar o que chama de “intrigas”: críticas de ministros do PT à sua declaração do dia anterior, quanto afirmou que o país precisa alguém capaz de “unificar a todos”.

Os petistas entenderam sua declaração como uma constatação de que Dilma já não lidera o país. E que ele próprio, Michel Temer, estaria se colocando para ser essa pessoa.

No encontro com Dilma, Temer citou ter ouvido falar dessa interpretação e disse à presidente que não queria criar mais problemas para o governo neste momento. Portanto, se Dilma quisesse, poderia afastá-lo da coordenação política que ele entenderia perfeitamente.

Dilma disse que não cogitava disso. E o vice-presidente sentiu-se blindado contra as críticas. Pelo menos por enquanto.

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segunda-feira, 20 de julho de 2015 escândalos políticos | 05:57

Denúncias contra Cunha enfraquecem proposta de “eleições já” defendida por Aécio Neves

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Até a última sexta-feira os defensores do impeachment da presidente Dilma Rousseff estavam  divididos em dois grupos:

  • os aliados do presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), com a tese da condenação da chapa Dilma-Temer pelo Tribunal Superior Eleitoral, seguida de novas eleições para a Presidência da República em que, segundo as pesquisas Aécio seria o favorito; e
  • aqueles que apostam na condenação das contas da presidente pelo Tribunal de Contas da União, com sua cassação pelo Congresso e a formação de um governo em torno do vice-presidente Michel Temer (PMDB) até a data marcada para as próximas eleições, em 2018.

Os aliados do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), torcem pela tese de Aécio, pois, segundo a legislação, em caso de Dilma e Temer deixarem o governo, quem assume o comando do país é o presidente da Câmara, que ficará encarregado de convocar a eleição presidencial para 90 dias depois (haveria ainda uma discussão sobre a data da posse).

Os tucanos próximos a Aécio Neves achavam que tudo bem, entregar temporariamente a Presidência a Eduardo Cunha era um preço que se tinha de pagar para o PSDB assumir o poder o mais rapidamente possível. Seria menos perigoso do que entregar o poder nas mãos do vice-presidente da República até 2018, dando a Michel Temer tempo para viabilizar a si próprio ou outra alternativa à sua sucessão.

Foi o que ocorreu, por exemplo, quando o vice-presidente Itamar Franco assumiu o lugar de Fernando Collor de Mello, em 1992: O PT era franco favorito à sua sucessão, mas Itamar viabilizou, com o Plano Real, a eleição do tucano Fernando Henrique Cardoso.

Os aecistas pensavam assim até a sexta-feita 16, quando Eduardo Cunha anunciou seu rompimento com o governo da presidente Dilma Rousseff, de quem esperava proteção contra as acusações do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de envolvimento nos casos de corrupção levantados pela Operação Lava Jato.

As acusações contra Eduardo Cunha colocaram-no em rota de colisão com a opinião pública. E a decisão de romper com o governo foi vista como chantagem.

Para usar a linguagem do ex-presidente Lula, “nunca antes na história deste país” se viu um panelaço contra o pronunciamento em TV de um presidente da Câmara. E foi o que ocorreu na sexta-feira à noite mesmo.

Agora fica difícil defender uma eleição para entregar temporariamente o governo a Eduardo Cunha.

E vai interessar cada vez menos aos tucanos qualquer proximidade com o presidente da Câmara. Em entrevista publicada ontem mesmo pelo jornal “Correio Braziliense”, o próprio Aécio Neves começou a se afastar. Perguntado sobre o quadro político a partir de agosto, ele afirmou que problemas pessoais não podem ser tornar institucionais, o que é uma crítica generalizada às atitudes recentes do presidente da Câmara:

“Estou dizendo: é o quadro da nova pororoca. Isso vai criar uma instabilidade enorme. Há várias delações de que ainda não se tem conhecimento. E vai ter o início das denúncias do STF (Supremo Tribunal Federal), que podem atingir muita gente. (…) Eu não sei a dimensão do que está por vir, mas teremos de conviver com isso. Nosso papel vai ser sempre lutar para preservar o Congresso. Os problemas devem ser individualizados, não podem ser institucionalizados. Se tiver problemas mais graves envolvendo parlamentares, temos de deixar claro que eles terão de se explicar.”

Enfim, por conta da polêmica deflagrada por Eduardo Cunha, é cada vez menor, nos corredores do Congresso e na Esplanada dos Ministérios, o número de políticos que acreditam na condenação da chapa Dilma-Temer pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Veja um pouco da repercussão em torno da polêmica lançada por Eduardo Cunha:

Ou: http://youtu.be/H1YJ-2p3_as

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sexta-feira, 17 de julho de 2015 governo | 14:00

Pouco antes de anunciar rompimento, Cunha cobrou do governo a exoneração de Janot

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Na noite de ontem, já informado das novas denúncias contra ele, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), reuniu-se com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e com o presidente nacional do seu partido, o vice-presidente da República Michel Temer.

Irritadíssimo, Cunha comunicou a Temer e Renan que anunciaria hoje o rompimento definitivo com o governo.

Ele se disse perseguido pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e afirmou ter “absoluta certeza” de que o governo e o PT estariam por trás das acusações do Ministério Público e da Polícia Federal.

Cunha colocou como condição para não romper a exoneração de Janot.

Ele chegou a lembrar a Lei Complementar número 75, de 1993, que dispôs sobre a criação do Ministério Público Federal. Em seu artigo 25, a lei autoriza que o procurador-geral seja exonerado por ofício da presidente da República, bastando o referendo do Senado Federal.

Outra hipótese de o presidente da Câmara recuar seria um compromisso da presidente Dilma Rousseff de que Janot não será reconduzido ao cargo.

O mandato do procurador-geral expira em setembro, e ele está candidato à nova indicação na lista tríplice a ser elaborada por eleição no Ministério Público Federal.

Temer respondeu a Cunha que seria impossível arrancar este compromisso da presidente. O argumento do vice-presidente da República, que é também coordenador político do governo, é de que se Dilma assim o fizer dará a Janot a condição de vítima e de herói injustiçado.

Assim, se ele encabeçar a lista tríplice enviada à presidente da República, será praticamente inevitável sua recondução.

O presidente do Senado, Renan Calheiros, concordou com Eduardo Cunha de que Janot seria o centro da crise política atual. Ele próprio já disse isto à presidente Dilma, na expectativa de obter um sinal de que o procurador não seria reconduzido.

No seu último encontro com Dilma, quando a presidente pediu um maior apoio ao governo no Senado, Renan educadamente respondeu que não estava podendo agir. Usou o seguinte argumento: “Veja só, presidente, estou sendo investigado pelo procurador. Isso me tira margem de manobra.”

Dilma tem concordado tanto com Renan como com o próprio Eduardo Cunha de que as investigações da Lava Jato conduzidas por Janot são o foco da crise política. Mas a presidente tem afirmado que nada pode fazer. E que o Ministério Público também está acusando o PT de envolvimento.

O que Dilma não aceita são os argumentos de Cunha de que o governo está por trás de Janot. E ela, como Temer, acha que qualquer tentativa de afastar o procurador-geral seria uma forma de vitimizá-lo e jogar a opinião pública toda contra o governo.

Na reunião com Temer, Renan estava bem mais calmo do que Eduardo Cunha. E como nem o presidente do Senado e nem Michel Temer estivessem dispostos a anunciar o rompimento, o presidente da Câmara saiu dali mais irritado ainda. Foi quando pediu à sua assessoria para marcar a coletiva de imprensa para hoje às 11h.

Renan Calheiros estava com uma entrevista coletiva marcada para o mesmo horário, quando faria um balanço deste primeiro semestre de tramitação de projetos no Senado.

Diante do anúncio de Cunha, resolveu desmarcar sua entrevista, para não ficar a reboque do presidente da Câmara.

Temer, por sua vez, esperou a entrevista de Cunha para, logo depois, soltar a nota oficial do PMDB anunciando que o partido não segue o presidente da Câmara no rompimento.

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quarta-feira, 15 de julho de 2015 escândalos políticos | 13:18

Michel Temer propõe “uma grande pacificação nacional” como saída para a crise

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Vice-presidente da República e coordenador político do Palácio do Planalto, Michel Temer resolveu propor a mobilização “para uma grande pacificação nacional” como solução para o momento de crise do país.

Como presidente nacional do PMDB, Michel Temer participou nesta manhçã de um evento na Fundação Ulysses Guimarães, encarregada da elaboração de estudos e teses para o partido, em que foi anunciado a elaboração do programa partidário para as eleições de 2016 e 2018 e a estartégia do PMDB para a internet.

À saída, Temer disse que o evento significa a largada do partido para uma candidatura própria a presidente da República em 2018. “Nós queremos ser cabeça de chapa”, afirmou.

Ao comentar a crise política deflagrada pela Operação Lava Jato, e as prisões e buscas e apreensões realizadas recentemente pela Polícia Federal, o vice-presidente procurou ser cauteloso. “Nâo quero entrar nesse assunto, porque é extremamente delicado”, chegou a afirmar.

Mas, a seguir, Michel Temer admitiu:

“Essas coisas todas estão abalando um pouco a natural tranquilidade do povo brasileiro. Não temos que nos impressionar com esses atos, e sim levar adiante a ideia de uma grande pacificação nacional”.

Assista:

OU: https://www.youtube.com/watch?v=0dM702oBK4w

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segunda-feira, 13 de julho de 2015 escândalos políticos | 05:58

Aliados de Aécio dividem a oposição com proposta de eleições já

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Nem bem ficaram claras ainda as consequências sobre Dilma Rousseff que terão as denúncias contra o PT, no caso da Lava Jato, e contra a área econômica de seu primeiro governo — no caso das pedaladas fiscais –, e os defensores do impeachment já estão divididos.

Tucanos aliados do senador Aécio Neves (PSDB-MG) afirmam reservadamente ao iG que interlocutores do vice-presidente da República, Michel Temer — que é presidente nacional do PMDB–, teriam procurado o senador mineiro para conversar sobre o futuro, caso Dilma não conclua seu mandato.

“Discutir o futuro”, neste caso, é também discutir a possibilidade de impeachment da presidente da República.

Na versão dos aliados de Aécio, ele não teria aceitado conversar neste momento com o PMDB porque sabe o que querem os peemedebistas: fazer de Michel o presidente da República, se Dilma for obrigada a deixar o cargo.

A tese defendida pelos aecistas é a da condenação da presidente da República pelo Tribunal Superior Eleitoral, por fraude na campanha. Aí o vice-presidente Michel Temer deixaria o comando do país junto com Dilma. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, assumiria interinamente o governo, mas teria apenas três meses para convocar novas eleições, com Aécio Neves como franco favorito.

O líder do PSDB no Senado, Cassio Cunha Lima (PB), foi o primeiro a expor publicamente essa proposta, na Convenção Nacional do partido, no último domingo, dia 5. E o próprio Aécio defendeu-a como uma “saída constitucional”, ao responder a ataques do PT de que se tratava de uma tentativa de golpe de Estado.

Mas a tese não conta com o apoio da totalidade dos tucanos. Os deputados Jutahy Magalhães Junior (PSDB-BA) e Duarte Nogueira (PSDB-SP), por exemplo, declararam ao iG que são contrários. Consideram que não se deve falar no pós-Dilma  antes que haja um pronunciamento não só do TSE, como também do Tribunal de Contas da União.

Jutahy é considerado, no PSDB, como um aliado do senador José Serra (SP), e Duarte Nogueira, ligado ao governador Geraldo Alckmin. As eleições para presidente, neste momento, interessariam a Aécio, mas não a Serra ou Alckmin, que também se colocam como possíveis candidatos à Presidência em 2018.

Já o caso das pedaladas fiscais, que teriam sido cometidas pela equipe econômica do primeiro governo Dilma, está sendo analisado pelo Tribunal de Contas da União. Parte da oposição acredita que as pedaladas podem enquadrar Dilma Rousseff em crime de responsabilidade fiscal. Aí, o vice-presidente Michel Temer seria preservado de uma eventual cassação.

Em outras palavras: os defensores do impeachment de Dilma Rousseff estão divididos.

A parcela do tucanato que venceu a Convenção Nacional no último domingo dia 5 — liderada por Aécio Neves — quer tirar Dilma do governo e realizar eleições para presidente o mais rapidamente possível, para não ter que entregar o comando do país ao PMDB.

Já o PMDB e uma boa parte do PSDB, defendem que a saída de Dilma passa pela negociação com o vice-presidente Michel Temer.

Uma boa parcela do PPS também se inclui neste time de integrantes da oposição que estão contra o grupo de Aécio. É o caso, por exemplo, do deputado Raul Jungmann (PPS-PE). Para ele, a estratégia dos aecistas joga Temer e o PMDB no colo do governo:

Ou: https://www.youtube.com/watch?v=PTR_TzDDRn4

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quinta-feira, 9 de julho de 2015 partidos | 05:58

Apesar de ter conversado com Michel Temer, no PMDB, Marta Suplicy afirma que filiação ao PSB está mais avançada

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Fim dos trabalhos no plenário do Senado, na noite de ontem, e a senadora e ex-petista Marta Suplicy (SP) já se preparava para sair quando foi abordada por este colunista.

Tema da curtíssima entrevista: se ela vai mesmo para o PSB ou se prefere agora o PMDB?

Marta teve um encontro no início da tarde com o presidente nacional do PMDB, Michel temer, que é o principal cacique do partido em São Paulo. Ele vinha resistindo à filiação da ex-prefeita da capital a seu partido por um motivo muito singelo, segundo seus interlocutores mais próximos: os peemedebistas com quem Marta conversou, especialmente no Senado — como o líder do partido, Eunício Oliveira (CE), e o presidente da Casa, Renan Calheiros (AL) — não teriam feito uma primeira aproximação entre ela e Temer, que é quem de fato poderia lhe abrir as portas.

O PMDB funciona quase que como uma confederação de partidos regionais, em que os caciques de cada Estado decidem os rumos locais da legenda com mão de ferro.

Era assim com Orestes Quércia em São Paulo, e é agora com Michel Temer.

A entrada de Marta, para ser candidata a prefeita da capital — como ela pretende — mexe com muita coisa: Gabriel Chalita, que foi o candidato do partido nas últimas eleições, é agora secretário do atual prefeito, Fernando Haddad (PT). E Haddad, por sua vez, deve ser candidato à reeleição, com Chalita como o seu provável vice.

Além disso, Michel não sabe exatamente quanto de poder local acabará tendo que ceder a Marta, conhecida como uma operadora política de posições fortes.

E a própria Marta também terá que refletir se sua filiação ao PMDB não significará ficar presa a uma legenda com estruturas de difícil rompimento.

De qualquer maneira, a ex-prefeita admitiu ao iG que está na dúvida: PSB ou PMDB?

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