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sexta-feira, 21 de agosto de 2015 governo | 22:35

Temer vai propor a Dilma, na segunda-feira, reformulação completa da coordenação política do governo. Com ele ou sem ele

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Michel TemerAgora à noite o vice-presidente Michel Temer disse a amigos que foi mal interpretado por interlocutores que disseram ter ouvido dele que vai deixar a coordenação política do governo.

Segundo Michel Temer, a decisão de deixar a coordenação não está tomada, embora ele realmente esteja bastante irritado com o sistema “como um todo” de articulação do governo com a área política.

Michel Temer pretende conversar com a presidente Dilma Rousseff na segunda-feira. Normalmente, às segundas-feiras, Dilma reúne os  ministros da área política para traçar a estratégia da semana.

O vice-presidente vai relatar a Dilma os motivos sua insatisfação e comunicar que o  o ministro da Aviação e Portos, Eliseu Padilha (PMDB), não pretende mais acumular sua função com a chefe de Relações Institucionais do Palácio com a base parlamentar.

Padilha sente-se desautorizado pelo ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e da Casa Civil, Aloizio Mercadante, que seguidamente negam a liberação de cargos e emendas ao Orçamento prometidos por ele a parlamentares da base governista.

O próprio Michel Temer teve uma conversa que considerou “bastante desagradável” com Levy, na terça-feira, quando o ministro sugeriu que se abandonassem as negociações com o Congresso em torno do projeto de reoneração das folhas de pagamento.

Temer vai dizer à presidente Dilma Rousseff que só vê possibilidade de funcionamento da Coordenação Política se houver “uma profunda reformulação”. Mas o vice-presidente não explicou a seus interlocutores como seria essa reformulação.

De qualquer maneira, ele acha que sua permanência ou não à frente da coordenação política é uma decisão da presidente Dilma Rousseff, daí porque afirmou a amigos que não está com a decisão tomada.

Sua saída da função tanto pode ocorrer agora, como pode não ocorrer tão cedo. Muito embora, de fato, tenha sido chamado como coordenador político para cuidar principalmente da aprovação do ajuste fiscal pelo Congresso.

Na verdade, além dos problemas com Levy, Mercadante e outros ministros que têm protelado a nomeação dos indicados pelos deputados para cargos no segundo escalão, Michel Temer também não está satisfeito com o excesso de  atenção dada por Dilma ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Presidente nacional do PMDB, Temer sempre esteve mais próximo da ala do partido ligada à Câmara do que dos senadores. Ele considera que, ao se aproximar demais de Renan, Dilma sugere o enfraquecimento dos deputados peemedebistas e  acirra a guerra com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Enfim, num momento em que Cunha já está em pé de guerra com o governo pelo fato de ter sido denunciado na Operação lava jato e com a base parlamentar em frangalhos, tudo que Dilma Rousseff não precisava neste momento era de uma crise com seu vice-presidente e coordenador político do governo.

 

 

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sexta-feira, 31 de julho de 2015 escândalos políticos | 11:31

Assista à polêmica sobre impeachment na reunião dos governadores com Dilma e tire sua conclusão

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reunião governadoresNão se sabe se a polêmica em torno de uma eventual interrupção do mandato da presidente Dilma Rousseff, sugerida pelos partidos de oposição, ocorreu  dentro da reunião fechada entre a presidente da República e os governadores, ontem no Palácio da Alvorada.

Mas, depois da reunião, à noite, o assunto virou motivo de controvérsia na entrevista coletiva dos governadores, mediada pelo ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, depois de uma pergunta feita pelo iG.

Vamos ao caso:

Em sua edição de hoje, o jornal “Folha de São Paulo” publica reportagem segundo a qual a defesa da governabilidade e do mandato da presidente “gerou controvérsia” entre governadores de oposição e da base governista.

É que o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), falando pelos governadores do Norte do país, disse que houve concordância quanto à preservação do mandato de Dilma Rousseff. Em seguida, outros governadores falaram representando as demais regiões do país e o ministro Mercadante abriu para perguntas dos jornalistas. Este colunista iG quis saber dos governadores dos partidos de oposição se eles concordavam com Flávio Dino.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou, então, que o tema “não fez parte da reunião e nem está em discussão” e defendeu apenas “investigação, investigação, investigação e que se cumpra a Constituição”.

Já no Portal Uol, o “Blog do Josias” afirma na nota intitulada “Em notícia falsa, Planalto alardeia que governadores rejeitam impeachment”:

“Às 23h23 da noite passada, a Presidência da República divulgou em seu blog uma ótima notícia para a inquilina do Palácio do Planalto:
‘Os governadores das cinco regiões do país, que estiveram reunidos com a presidenta Dilma Rousseff, nesta quinta-feira (30), em Brasília, fizeram uma defesa clara da democracia, do Estado de Direito e da manutenção do mandato legítimo da presidenta Dilma e dos eleitos em 2014. Na ocasião, os representantes dos 27 Estados brasileiros deixaram clara sua posição de unidade em favor da estabilidade política do país.’
Quem lê o texto fica com a impressão de que Dilma arrancara dos governadores que se reuniram com ela no Palácio da Alvorada, inclusive os de oposição, uma manifestação unânime contra o impeachment. O único problema é que essa notícia é falsa. A posição dos governadores sobre a higidez do mandato de Dilma não é unânime. E o tema não foi debatido no encontro dos executivos estaduais com a presidente.
(…)
Eis o que o governador tucano de São Paulo declarou e o blog do Planalto não registrou: ‘Isso não foi tema da reunião nem está em discussão. Não há nenhuma discussão em relação a isso [o mandato da presidente]. Nós defendemos o quê? Investigação, investigação, investigação e cumprir a Constituição. Nosso dever é cumprir a Constituição.’ ”

Bem, como a pergunta da coluna “Além da Notícia”, do iG, levantou a polêmica, este colunista achou por bem localizar no vídeo gravado pela Empresa Brasileira de Comunicação (EBC) os trechos que trataram do assunto. Vai aí o vídeo editado para que você, leitor, possa tirar suas próprias conclusões:

Ou: https://www.youtube.com/watch?v=Xf1QboHQ9YA

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quarta-feira, 3 de junho de 2015 Congresso | 12:51

Romário obteve de Mercadante “apoio total” do governo e deve assumir relatoria da CPI da CBF

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Romario e senadoresO senador e ex-jogador Romário (PSB-RJ) terá “apoio total” do governo para a instauração e as investigações da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre a Confederação Brasileira de Futebol.

Autor do requerimento de criação da CPI, Romário obteve pessoalmente do ministro chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, a manifestação de apoio do governo.

O ex-jogador encontrou-se com Mercadante na segunda-feira, no Palácio do Planalto. Mas nem ele, nem o ministro divulgaram o encontro.

Ambos temem que a ajuda do governo gere desconfianças na oposição de que o Palácio do Planalto pretenda se aproveitar do escândalo da Fifa para abafar as notícias sobre a Lava Jato.

Mas Mercadante já acionou o líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (PT-MS), para tentar convencer as bancadas do PT e do PMDB a oferecerem a Romário a relatoria da CPI.

É que os dois maiores partidos  têm o direito de ocupar a presidência e a relatoria da comissão.

 

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