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Posts com a Tag Lindbergh

terça-feira, 26 de maio de 2015 partidos | 08:29

Rebelião no PT é menos por culpa do governo e mais por causa da crise interna do partido

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Mas, afinal, por que aparecem tantos focos de resistência no PT ao ajuste fiscal?

Há teorias conspiratórias para todos os lados.

Na Câmara e no Senado, por exemplo, circula entre oposicionistas que o ex-presidente Lula está por trás da entrevista do senador Lindbergh Farias (PT-RJ) ao iG pedindo a cabeça do ministro da Fazenda, Joaquim Levy.

E vão daí para adiante:

Que parte do PT já sonha com a saída de Dilma para que haja uma nova eleição e Lula possa se candidatar; que o próprio Lula está furioso com Dilma; que o ex-governador Tarso Genro está candidatíssimo a ministro da Fazenda; Que o presidente do PT, Rui Falcão, joga contra Dilma para se fortalecer no Congresso Nacional do partido em junho…

Enfim, teorias conspiratórias para todos os lados. Muito provavelmente, nenhuma delas está correta.

Já a senadora e ex-ministra chefe da Casa Civil Gleisi Hoffmann (PT-PR) tem uma tese mais simples: a rebelião de setores do PT contra o governo tem menos a ver com a política econômica do ministro Joaquim Levy e mais a ver com a crise interna do próprio PT.

Acossados por escândalos como o Mensalão e a Operação Lava jato, setores do PT acreditam que criticando o governo e a política econômica se reaproximarão de suas bases eleitorais.

Gleisi acha que se trata de uma visão equivocada, mas que, no fim das contas, isso será revertido. Assista:

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segunda-feira, 25 de maio de 2015 Congresso | 17:02

Michel Temer cobra e Dilma determina mutirão sobre a bancada do PT na votação do ajuste

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A presidente Dilma Rousseff determinou aos ministros de seu governo filiados ao PT — especialmente os que fazem parte da reunião de coordenação política toda segunda-feira no Palácio do Planalto — que tentem por fim à rebelião na legenda anunciada semana passada pelo senador Lindbergh Farias (PT-RJ), que em entrevista ao iG chegou a pedir a cabeça do ministro.

O recado de Dilma ao grupo de ministros foi dado hoje pela manhã, logo depois de uma reunião com o vice-presidente da República e coordenador político do governo, Michel Temer.

Temer argumentou que, na qualidade de presidente nacional do PMDB, não tem tanta influência como os ministros e líderes do partido sobre os senadores do PT. E que uma rebelião na bancada do Senado por servir como senha para todos os demais partidos da base governista votarem contra o ajuste fiscal.

Esta semana estão previstas as votações de pelo menos duas da três medidas provisórias do ajuste, a MP 665 e a MP 664. A 665 endurece as regras do seguro desemprego, seguro defeso e do abono salarial. E a MP 664 dispõe sobre o pagamento de pensões previdenciárias como pensão por morte e auxílio-doença, e teve incluído no Senado uma regra mais flexível para o fator previdenciário.

Depois do encontro a sós com Dilma e da reunião de coordenação política com ministros como Aloizio Mercadante (Casa Civil), Ricardo berzoini (Comunicações) e Jaques Wagner (Defesa), Michel temer almoçou com o líder do governo no Senado, o também petista Delcídio Amaral (MS).

Na frente de Temer, Delcídio telefonou para Lindbergh Farias e marcou de conversarem ainda hoje. Delcídio já começou a negociar também com outro rebelado na bancada petista, Paulo Paim (RS). Mesmo que não consiga mudar os votos dos dois — contrários às MPs — o objetivo do Planalto é que eles sejam “encapsulados”. Ou seja, não se propaguem na bancada do PT e, muito menos, na bancada governista como um todo.

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), também foi acionado e correu à tribuna no início da tarde para defender o voto favorável às MPs e passar o recado de que a maioria da bancada se comprometerá a votar com o governo.

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sábado, 23 de maio de 2015 governo | 12:33

Aécio aposta nas contradições entre Joaquim Levy e o PT, enquanto Lula e Dilma procuram uma solução

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Na sexta-feira, poucas horas antes do anúncio do corte de R$ 69.9 bilhões do Orçamento de 2015, a presidente Dilma reuniu-se com o ex-presidente Lula e alguns ministros petistas na Granja do Torto, em Brasília.

A preocupação é a busca de um discurso interno do governo para o partido da presidente, o PT, em meio ao aperto provocado especialmente entre os trabalhadores — ou seja, no público alvo do PT — pela política econômica de ajuste fiscal.

O sinal vermelho foi dado pela entrevista do senador Lindbergh Farias ao iG na quarta-feira, na qual ele pediu a cabeça do ministro da Fazenda, Joaquim Levy e anunciou a formação de um movimento entre intelectuais de esquerda e entidades da sociedade civil contra a política de Levy/Dilma.

Afinal, o PT está às vésperas de seu Congresso Nacional, em junho. E não interessa a Lula, nem a Dilma, que o encontro se torne uma carnificina.

Este colunista cruzou no Cafezinho do Senado com o mais provável adversário do PT nas próximas eleições presidenciais, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), e perguntou se ele acha que Levy resistirá à artilharia petista e permanecerá no comando do Ministério da Fazenda.

Para Aécio, Levy é “um estranho” no ninho” e suas contradições com o PT só tendem a aumentar. Assista abaixo o que disse o senador:

(E, mais abaixo, reveja a entrevista em que Lindbergh pediu a cabeça do ministro)

A tal entrevista de Lindbergh Farias:

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quinta-feira, 21 de maio de 2015 governo | 10:37

Sem temer os que pedem sua cabeça, Joaquim Levy marca para amanhã divulgação do contigenciamento do Orçamento

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Não passaram nem um pouco despercebidas no Ministério da Fazenda as declarações do senador Lindbergh Farias (PT-RJ) pedindo a cabeça do ministro Joaquim Levy.

Mas o comandante da política econômica do governo resolveu não passar recibo para o anunciado movimento e manifesto do chamado bloco progressista, a fim de não atrapalhar a votação da medida provisória 665, marcada para hoje no plenário do Senado.

Até lá, Levy vai seguir aquela máxima de Pinheiro Machado, o poderoso senador do início do século 20 conhecido como “o condestável da República Velha”.

Acossado por manifestantes na saída do Senado, Pinheiro Machado ordenou ao cocheiro: “Prossiga nem tão devagar que pareça afronta, nem tão depressa que pareça medo.”

O ministro marcou para amanhã à tarde, no Ministério do Planejamento, a divulgação dos projetos que serão contigenciados no Orçamento Federal deste ano.

O montante a ser cortado é considerado pela equipe econômica como a principal batalha a ser vencida em meio aos protestos dentro e fora do governo.

A propósito: Lindbergh, por sua vez, passou a tarde de ontem dando entrevistas para repetir suas declarações contra o ministro e a política econômica inicialmente gravadas em vídeo para esta coluna e que você pode rever abaixo:

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quarta-feira, 20 de maio de 2015 Congresso | 15:24

Petista anuncia grupo formado para derrubar ajuste fiscal e até o ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Assista

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O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) acaba de revelar ao iG que um grupo de senadores do PT, de outros partidos da base governista e da esquerda em geral decidiu votar juntos contra a medida provisória 665 que será submetida ao plenário do Senado nesta tarde.

Segundo Lindbergh, o grupo sequer vai condicionar o voto contrário a um compromisso da presidente Dilma Rousseff de não vetar a derrubada do fator previdenciário que consta da próxima MP a ser votada pelo Senado.

“Vamos votar contra a MP 665 e pronto”, explica Lindbergh.

MP 665  foi aprovada pela Câmara com mudanças no seguro-desemprego e no abono salarial. El integra o chamado pacote de ajuste do governo junto com a MP 664, que altera as regras para a concessão de pensão por morte e auxílio-doença. À revelia do governo,  a derrubada do fator previdenciário foi incluída na 664 durante sua votação na Câmara.

A noticia de que senadores governistas votarão contra o ajuste fiscal pode levar o grupo do PMDB liderado por Renan Calheiros a também votar contra o governo. Lindbergh diz que o grupo não teme isto: “Estamos contra a política econômica do governo e queremos mesmo derrubá-la.”

Ele anunciou que o grupo se alia a um manifesto que está correndo entre entidades e membros da chamada sociedade civil, incluindo MST, CUT e nomes como o do ex-governador petista do Rio Grande do Sul Tarso Genro e o ex-presidente do IPEA e teórico petista Marcio Pchmann.

Mais. Na entrevista (veja vídeo abaixo) o senador petista deixa claro que o grupo v~e com muito bons olhos a demissão do ministro da Fazenda, Joaquim Levy.

Encrenca pouca é bobagem. Assista:

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