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sexta-feira, 7 de agosto de 2015 escândalos políticos | 10:10

Renan Calheiros pode livrar Dilma da condenação no TCU

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Ontem, conforme revelou a coluna Poder Online, a presidente Dilma Rousseff chamou ao Palácio do Planalto o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Naquela madrugada, Dilma havia sido derrotada na Câmara, por 445 votos a 16, na votação de uma Proposta de Emenda Constitucional que poderia aumentar o rombo no ajuste fiscal em até R$ 10 bilhões.

De uma forma ou e outra, a tal PEC 443 não deverá entrar em vigor. Mas a votação mostrou a força do atual presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que se declarou formalmente na oposição, e a enorme dificuldade do governo em controlar sua base parlamentar.

Cunha também fez passar de roldão pelo plenário a aprovação de todas as contas de presidentes da República que estavam pendentes há 20 anos na Casa. Abriu a pauta para receber as contas de 2014 presidente Dilma Rousseff, que estão em análise do Tribunal de Contas da União (TCU). Tratam-se das  contas das chamadas “pedaladas fiscais”, que teriam sido cometidas pela equipe econômica do primeiro governo Dilma.

Se o TCU decidir pela reprovação das contas, é enorme a chance de que Eduardo Cunha comande no plenário a condenação da presidente e, consequentemente, o processo formal de impeachment.

Dilma correu, então, para Renan Calheiros. Parece ter descoberto o poder que o presidente do Senado tem em suas mãos.

Um poder que o PSDB também já descobriu. Tanto que os senadores tucanos levaram Renan para um jantar no dia anterior, na casa de Tasso Jereissati (PSDB-CE), no qual cercaram-no de mimos e promessas de amor caso Dilma Rousseff deixe o governo.

É simples assim: dos nove ministros do TCU que votarão as contas de Dilma, Renan tem influência direta sobre três.

São eles:

Bruno Dantas – Bruno Dantas

Foi o mais novo ministro a assumir o cargo, aos 36 anos de idade, em 2014, escolhido em substituição à indicação não aceita do ex-senador Gim Argello (PTB-DF),  acusado de irregularidades na época em que presidiu a Câmara Legislativa do Distrito Federal.

Consultor jurídico concursado do Senado, ele foi indicado por Renan Calheiros e pelo ex-senador José Sarney (PMDB-AP)

Raimundo Carrero

– Raimundo Carrero

Foi secretário geral do Senado e é também bastante próximo do ex-presidente José Sarney e de Renan.

Em 2013, quando o tribunal analisou o pagamento de supersalários a 464 funcionários do Senado, Carreiro não se considerou impedido de votar e defendeu que diretores da casa não fossem punidos. O TCU acabou determinando a devolução de parte desses valores.

Vital do Rego

– Vital do Rego

Foi senador pelo PMDB da Paraíba e assumiu o TCU em 2014 graças também ao apoio explícito de Renan Calheiros.

Anda estressado com o governo por não ter tido apoio contra denúncias envolvendo desvio de recursos na prefeitura de Campina Grande (PB), que teriam  irrigado sua campanha  ao Senado.

Dos demais ministros, o governo calcula obter, por conta própria, pelo menos o apoio de Benjamin Zimler e Walton Alencar. Precisaria de muito esforço do ex-presidente Lula para virar dois votos, hoje contrários: José Múcio Monteiro, e Ana Arraes. Já Augusto Nardes e Aroldo Cedraz são considerados votos perdidos.

Ou seja, se Renan trouxer seus três votos e o governo obtiver os dois votos com que conta, a vitória estaria garantida.

Por isso, o presidente do Senado, Renan Calheiros, é hoje o político mais importante para a manutenção de Dilma Rousseff no cargo, independentemente de sua força dentro do PMDB, dentro do Senado, ou mesmo no cenário político como um todo.

 

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terça-feira, 4 de agosto de 2015 governo | 10:14

Joaquim Levy vive momento de paz e amor com Dilma Rousseff

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Já esteve mais conturbado o relacionamento do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, com a presidente Dilma Rousseff.

Os momentos de maior tensão foram nas definições dos cortes do Orçamento. Por pura birra dos dois. E ambos saíram insatisfeitos.

O primeiro momento de grande tensão foi em maio, quando foi anunciado o primeiro mega corte do ajuste. Levy queria algo entre R$ 70 bilhões e R$ 80 bilhões. Dilma, para mostrar poder, determinou que não se chegasse a esses valores. E o ministro se recusou a comparecer ao anúncio de corte de R$ 69,9 bilhões.

O segundo momento de tensão pré/pós corte foi agora em julho, na definição da nova meta de superavit. Levy queria permanecer próximo dos 1,12% da meta anterior, o que exigiria um novo mega corte nos gastos. Dilma fechou questão em torno de um gasto mínimo. Então o ministro contrapôs que o jeito era baixar o superavit para surpreendentes 0,15% do PIB. Nenhum dos dois, nem o mercado ficaram satisfeitos.

Passadas as tempestades, no entanto, ambos parecem ter aprendido que, em caso de dissenso, nenhum dos dois sai ganhando.

Dilma precisa de Levy para tentar manter o seu mandato. Se ele sair, sempre aparecerá um liberal disposto a assumir para acalmar o mercado. Mas a situação hoje é tão frágil que não se sabe se aguentaria um chacoalhar no Ministério da Fazenda. Já Levy poderia voltar ao Bradesco, de onde saiu. Mas sempre com a marca de não ter conseguido gerir a economia do país.

Por conta disso, a presidente tem feito gestos públicos de simpatia em direção ao ministro da Fazenda. E Levy, por sua vez, tem-se mostrado cada vez mais sorridente nos encontros com a presidente.

Foi assim na reunião dos governadores, quando Dilma em seu discurso citou sorrindo o esforço do ministro para ajustar a economia e o próprio Levy sorriu abertamente.

Foi assim na noite de ontem durante o jantar oferecido pela presidente da República aos líderes e presidentes de partidos aliados no Palácio da Alvorada. Em seu discurso, Dilma deixou claro que a prioridade de seu governo no momento é o ajuste capitaneado por Levy. “Da estabilidade fiscal eu não arredo o pé”, chegou a afirmar, diante de um ministro sorridente.

Hoje Joaquim Levy tem deixado claro a seus interlocutores que também está aprendendo com a crise. Por exemplo, diz-se cada vez mais disposto e aberto à negociação com o Congresso.

Assim como a própria presidente da República, que deu a entender no jantar estar disposta a se reaproximar do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, o ministro também está se preparando para procurar o deputado em busca de uma menor resistência à aprovação dos projetos de interesse do governo, inclusive cedendo no que for possível.

Os argumentos do ministro neste segundo semestre deverão ser muito menos de cortes e muito mais na linha das ações possíveis para a retomada do desenvolvimento. É claro, possíveis dentro dos limites de um economista monetarista, não um heterodoxo desenvolvimentista como o ministro Aloizio Mercadante.

Nada de políticas anticíclicas do passado recente, injeção de dinheiro público em larga escala ou isenções a setores empresariais privilegiados.

Como a agenda macroeconômica estaria mais ou menos superada no primeiro semestre com a aprovação do ajuste fiscal pelo Congresso, agora seria a hora de uma agenda mais, digamos, micro: medidas de estímulo à concorrência, ao comércio exterior, à participação do setor privado nos investimentos em infraestrutura. E, sobretudo, priorização às reformas do ICMS e do PIS/Cofins para destravar investimentos.

Enfim, se o relacionamento entre Dilma e seu ministro continuar em boa fase, vem aí um Levy mais sorridente e com mais jogo de cintura em relação ao Congresso.

Ele se sente, neste momento, com apoio interno, graças a Dilma, e com apoio externo, graças ao mercado. Só volta a correr risco de pular fora do governo se o mercado ou presidente lhe retirarem sustentação.

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segunda-feira, 29 de junho de 2015 partidos | 16:25

“Demonstração de divergências não será o fim do mundo” diz líder do PT sobre jantar da bancada com Lula

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O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), admite que a situação é de crise. Mas, em entrevista ao iG, ele afirma que o jantar de hoje do ex-presidente Lula com as bancadas do Senado e da Câmara, em Brasília, será útil ao partido:

“Não existe o governo sem o PT, nem o PT sem o governo, assim como não existe a presidente Dilma sem o presidente Lula”

Mas o vazamento das críticas que costumam ocorrer nessas reuniões não tende a atrapalhar mais do que ajudar?

“A demonstração de divergências não é o fim do mundo”, afirma o líder.

Na entrevista ele fala ainda dos vazamentos das delações premiadas e das reclamações contra o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo:

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