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Posts com a Tag impeachment

terça-feira, 18 de agosto de 2015 Congresso | 15:35

Skaf procura Eduardo Cunha para frear pauta bomba

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Paulo Skaf, o presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), está passando o dia em Brasília.

Esteve com o vice-presidente da República, Michel Temer, e, agora, circula pelo Congresso Nacional a fim de defender a alteração, pelo Senado, no projeto de reoneração das folhas de pagamento aprovado pela Câmara.

Skaf já convenceu o relator do texto no Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), a adotar um modelo de alíquotas lineares para todas os setores empresariais, diferentemente do projeto da Câmara que privilegiou apenas quatro setores.

Agora está tentando convencer o relator na Câmara, Leonardo Picciani (PMDB-RJ), e o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a concordarem com a alteração e não protelarem a votação do projeto quando ele voltar à Casa. A ideia é tentar fazê-lo vigorar ainda este ano

O iG falou com Skaf no Salão Verde da Câmara, a quem perguntou sobre a nota da Fiesp contra a pauta bomba que está sendo colocada em votação pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Ele admitiu que os empresários estão preocupados:

“Hoje a grande crise é a crise política que contamina a economia. O Brasil não merece isto que está acontecendo”

Mas Skaf não quis dar sua opinião acerca das discussões sobre o impeachment. Assista:

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Congresso | 10:32

Eduardo Cunha retoma pauta bomba e estuda aceitação do impeachment para quando Janot o denunciar

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Aliados do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), calculam que a denúncia contra ele não deve sair enquanto o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, não tiver seu nome aprovado pelo Senado.

Ontem, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), anunciou que a sabatina de Janot na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) deverá ocorrer na semana que vem, assim como a votação em plenário da indicação de Janot.

Na avaliação dos aliados de Cunha, seria constrangedor para Janot ser sabatinado no mesmo momento em que forem divulgados pedidos de abertura de processos contra políticos. O presidente da Câmara e o senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) são considerados o alvo da vez do Ministério Público. Assim, a nova expectativa é de que a denúncia contra eles só saia no final do mês.

Enquanto isso, Cunha e seu aliados vão preparando novos lances na sua estratégia contra o governo.

O mais ousado, que estaria em gestação, seria reservar a aceitação, pelo presidente da Câmara, de uma dos pedidos de impeachment contra Dilma Rousseff para a mesma época em que Janot denunciar formalmente Eduardo Cunha.

O líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO), lembrou que o presidente da Câmara pode abrir processo contra Dilma apenas com base na análise dos pedidos que deram entrada na Casa. Segundo ele, Cunha poderia se basear, por exemplo, nos decretos não numerados com abertura de crédito especial em 2014 que autorizam as pedaladas fiscais, sem precisar esperar por uma decisão do Tribunal de Contas da União sobre as contas da presidente.

E, na outra ponta, os aliados de Cunha apostam no aprofundamento da chamada pauta bomba, como forma de neutralizar a agenda anticrise do presidente do Senado.

Esta semana a ofensiva de Eduardo Cunha começa pela votação do novo índice de correção das contas dos trabalhadores no Fundo de Garantia por tempo de Serviço (FGTS). Projeto em tramitação na Câmara propõe que elas passem a ser corrigidas pelo mesmo índice da poupança, ou seja, passaria de 3% ao ano mais a TR para 6% mais TR. O que, segundo o Palácio do Planalto, simplesmente enterraria o Minha Casa Minha Vida. O governo tentará apresentar uma proposta alternativa.

Amanhã, Eduardo Cunha quer colocar em pauta a redução da maioridade penal para 16 anos, o que também desagrada ao governo.

Já as pautas da agenda de Renan, Cunha tem deixado claro que pretende engavetá-las quando forem enviadas à Câmara. Ontem mesmo, ele afirmou: “Ali é muita espuma. Quando baixar a espuma, não sobra nada.”

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quarta-feira, 12 de agosto de 2015 escândalos políticos | 10:53

Apoio de Renan a Dilma faz relator das contas de Dilma no TCU propor adiamento da votação

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Nardes PSDBRelator no Tribunal de Contas da União (TCU) do processo que analisa as contas de 2014 do governo Dilma Rousseff, o ministro Augusto Nardes disse a amigos que deve propor na sessão de hoje à tarde um  aumento de prazo de defesa do governo para responder a novos questionamentos que ele pretende fazer ao Palácio do Planalto.

Indicado pelo ex-presidente da Câmara Severino Cavalcanti, o então deputado Augusto Nardes (PP-RS) foi eleito ministro do TCU num ato de rebeldia do Congresso contra o nome indicado pelo governo Lula, que era o do hoje senador José Pimentel (PT-CE), na época deputado federal.

Tomou posse sob os protestos do então presidente do TCU, Adylson Motta, que escreveu a Lula pedindo para não sancionar a nomeação devido “à inobservância do requisito constitucional da reputação ilibada e idoneidade moral”. Mas Lula cedeu a Severino.

Nardes renan CedrazAs contas de 2014 de Dilma são as tais que incluem as pedaladas que teriam sido cometidas pela sua equipe econômica. E que poderiam ser enquadradas na lei de Responsabilidade Fiscal, ameaçando de impeachment a presidente da República.

Nardes é aquele mesmo ministro que perambulou pelo Congresso em julho pedindo aos presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que apressassem a votação de todas as contas presidenciais encalhadas há 20 anos no Congresso para que as contas de 2014 de Dilma sejam  votadas rapidamente.

Em outras palavras: Antes Augusto Nardes estava com pressa, muita pressa para ver votadas as contas de Dilma. E antes a expectativa era de que o tribunal de Contas da União recomendasse a rejeição das contas pelo Congresso Nacional.

O que mudou?

Mudou que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), passou a se declarar contrário à discussão do impeachment e, especialmente, contra a rejeição completa das contas com base apenas nas tais pedaladas fiscais.

Renan tem influência direta sobre três dos nove ministros do TCU. Como o governo já tinha possibilidade de obter outros dois votos, agora mudou o cenário: a expectativa é de que o plenário do TCU não rejeite as contas de 2015 de Dilma Roussef.

Deu para entender por que o ministro Nardes prefere adiar a votação?

 

 

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terça-feira, 11 de agosto de 2015 governo | 12:13

Adesão de Renan a Dilma praticamente enterra o impeachment

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Dilma RenanAntes quase na oposição, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), deu uma virada de posição na quinta-feira, após encontrar-se a sós com a presidente Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto.

Ele não revelou detalhes da conversa a ninguém. O pouco que se sabe do que os dois acertaram foi anunciado pela própria presidente, ao determinar que os ministros da Fazenda e do Planejamento acertassem com Renan uma agenda de projetos contra a crise.

Ou seja, esse foi um dos assuntos da pauta entre os dois: a necessidade de se dar à base parlamentar um discurso positivo para permitir que o Congresso aprove os projetos mais duros de corte de gastos.

Mas é claro que deve ter havido outros pontos de interesse de Renan, pois o presidente do Senado saiu dali contrário como nunca à condenação do governo pelo Tribunal de Contas da União (TCU). No mesmo dia, disse a amigos: “Cassar a presidente por causa das pedaladas? Impossível. Todo mundo já fez isso.”

Na sexta-feira e no sábado, Renan recebeu na Residência Oficial do Lago Paranoá dois ministros do TCU: Raimundo Carrero e Bruno Dantas.

Conforme esta coluna informou na sexta-feira 7, Carrero, Dantas e Vital do Rego são três ministros do tribunal muito ligados ao presidente do Senado. Os dois primeiros, ex-funcionarios da Casa. E o segundo, um ex-senador do PMDB que sempre foi aliado de Renan.

Sao nove os ministros com voto no TCU. O governo tem condições de garantir o voto de dois — Benjamin Zimler e Walton Alencar –, que somados aos votos de Renan já garantem maioria para Dilma. Sem contar dois votos que o ex-presidente Lula pode conquistar: do seu ex-coordenador político no Planalto José Múcio Monteiro, e da sua amiga pessoal Ana Arraes, mãe do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos.

A aprovação das contas no TCU praticamente enterra o impeachment. A outra possibilidade seria uma condenação pelo Superior Tribunal Eleitoral da chapa vencedora das eleições presidenciais. O que significaria a cassação também do vice Michel Temer, hipótese que juristas e analistas políticos consideram muito pouco provável num momento em que Temer se firma como um pólo de estabilidade na Câmara contra o ultraoposicionismo do presidente da Casa, Eduardo Cunha.

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sexta-feira, 7 de agosto de 2015 governo | 18:53

Michel Temer entregou coordenação política. Mas Dilma não aceitou

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Apesar de ter postado no twitter a mensagem acima, a verdade é que o vice-presidente da República, Michel Temer, de fato chegou a colocar sua função de coordenador político do governo à disposição da presidente Dilma Rousseff, nesta quinta-feira, conforme revelou o portal G1.

Foi daí que surgiram os boatos de que ele deixou a articulação política.

Não, não deixou porque, simplesmente, Dilma não aceitou.

Na verdade Temer não pretendia abandonar a coordenação política. Fez isso apenas para neutralizar o que chama de “intrigas”: críticas de ministros do PT à sua declaração do dia anterior, quanto afirmou que o país precisa alguém capaz de “unificar a todos”.

Os petistas entenderam sua declaração como uma constatação de que Dilma já não lidera o país. E que ele próprio, Michel Temer, estaria se colocando para ser essa pessoa.

No encontro com Dilma, Temer citou ter ouvido falar dessa interpretação e disse à presidente que não queria criar mais problemas para o governo neste momento. Portanto, se Dilma quisesse, poderia afastá-lo da coordenação política que ele entenderia perfeitamente.

Dilma disse que não cogitava disso. E o vice-presidente sentiu-se blindado contra as críticas. Pelo menos por enquanto.

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escândalos políticos | 10:10

Renan Calheiros pode livrar Dilma da condenação no TCU

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Ontem, conforme revelou a coluna Poder Online, a presidente Dilma Rousseff chamou ao Palácio do Planalto o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Naquela madrugada, Dilma havia sido derrotada na Câmara, por 445 votos a 16, na votação de uma Proposta de Emenda Constitucional que poderia aumentar o rombo no ajuste fiscal em até R$ 10 bilhões.

De uma forma ou e outra, a tal PEC 443 não deverá entrar em vigor. Mas a votação mostrou a força do atual presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que se declarou formalmente na oposição, e a enorme dificuldade do governo em controlar sua base parlamentar.

Cunha também fez passar de roldão pelo plenário a aprovação de todas as contas de presidentes da República que estavam pendentes há 20 anos na Casa. Abriu a pauta para receber as contas de 2014 presidente Dilma Rousseff, que estão em análise do Tribunal de Contas da União (TCU). Tratam-se das  contas das chamadas “pedaladas fiscais”, que teriam sido cometidas pela equipe econômica do primeiro governo Dilma.

Se o TCU decidir pela reprovação das contas, é enorme a chance de que Eduardo Cunha comande no plenário a condenação da presidente e, consequentemente, o processo formal de impeachment.

Dilma correu, então, para Renan Calheiros. Parece ter descoberto o poder que o presidente do Senado tem em suas mãos.

Um poder que o PSDB também já descobriu. Tanto que os senadores tucanos levaram Renan para um jantar no dia anterior, na casa de Tasso Jereissati (PSDB-CE), no qual cercaram-no de mimos e promessas de amor caso Dilma Rousseff deixe o governo.

É simples assim: dos nove ministros do TCU que votarão as contas de Dilma, Renan tem influência direta sobre três.

São eles:

Bruno Dantas – Bruno Dantas

Foi o mais novo ministro a assumir o cargo, aos 36 anos de idade, em 2014, escolhido em substituição à indicação não aceita do ex-senador Gim Argello (PTB-DF),  acusado de irregularidades na época em que presidiu a Câmara Legislativa do Distrito Federal.

Consultor jurídico concursado do Senado, ele foi indicado por Renan Calheiros e pelo ex-senador José Sarney (PMDB-AP)

Raimundo Carrero

– Raimundo Carrero

Foi secretário geral do Senado e é também bastante próximo do ex-presidente José Sarney e de Renan.

Em 2013, quando o tribunal analisou o pagamento de supersalários a 464 funcionários do Senado, Carreiro não se considerou impedido de votar e defendeu que diretores da casa não fossem punidos. O TCU acabou determinando a devolução de parte desses valores.

Vital do Rego

– Vital do Rego

Foi senador pelo PMDB da Paraíba e assumiu o TCU em 2014 graças também ao apoio explícito de Renan Calheiros.

Anda estressado com o governo por não ter tido apoio contra denúncias envolvendo desvio de recursos na prefeitura de Campina Grande (PB), que teriam  irrigado sua campanha  ao Senado.

Dos demais ministros, o governo calcula obter, por conta própria, pelo menos o apoio de Benjamin Zimler e Walton Alencar. Precisaria de muito esforço do ex-presidente Lula para virar dois votos, hoje contrários: José Múcio Monteiro, e Ana Arraes. Já Augusto Nardes e Aroldo Cedraz são considerados votos perdidos.

Ou seja, se Renan trouxer seus três votos e o governo obtiver os dois votos com que conta, a vitória estaria garantida.

Por isso, o presidente do Senado, Renan Calheiros, é hoje o político mais importante para a manutenção de Dilma Rousseff no cargo, independentemente de sua força dentro do PMDB, dentro do Senado, ou mesmo no cenário político como um todo.

 

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sexta-feira, 31 de julho de 2015 escândalos políticos | 11:31

Assista à polêmica sobre impeachment na reunião dos governadores com Dilma e tire sua conclusão

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reunião governadoresNão se sabe se a polêmica em torno de uma eventual interrupção do mandato da presidente Dilma Rousseff, sugerida pelos partidos de oposição, ocorreu  dentro da reunião fechada entre a presidente da República e os governadores, ontem no Palácio da Alvorada.

Mas, depois da reunião, à noite, o assunto virou motivo de controvérsia na entrevista coletiva dos governadores, mediada pelo ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, depois de uma pergunta feita pelo iG.

Vamos ao caso:

Em sua edição de hoje, o jornal “Folha de São Paulo” publica reportagem segundo a qual a defesa da governabilidade e do mandato da presidente “gerou controvérsia” entre governadores de oposição e da base governista.

É que o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), falando pelos governadores do Norte do país, disse que houve concordância quanto à preservação do mandato de Dilma Rousseff. Em seguida, outros governadores falaram representando as demais regiões do país e o ministro Mercadante abriu para perguntas dos jornalistas. Este colunista iG quis saber dos governadores dos partidos de oposição se eles concordavam com Flávio Dino.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou, então, que o tema “não fez parte da reunião e nem está em discussão” e defendeu apenas “investigação, investigação, investigação e que se cumpra a Constituição”.

Já no Portal Uol, o “Blog do Josias” afirma na nota intitulada “Em notícia falsa, Planalto alardeia que governadores rejeitam impeachment”:

“Às 23h23 da noite passada, a Presidência da República divulgou em seu blog uma ótima notícia para a inquilina do Palácio do Planalto:
‘Os governadores das cinco regiões do país, que estiveram reunidos com a presidenta Dilma Rousseff, nesta quinta-feira (30), em Brasília, fizeram uma defesa clara da democracia, do Estado de Direito e da manutenção do mandato legítimo da presidenta Dilma e dos eleitos em 2014. Na ocasião, os representantes dos 27 Estados brasileiros deixaram clara sua posição de unidade em favor da estabilidade política do país.’
Quem lê o texto fica com a impressão de que Dilma arrancara dos governadores que se reuniram com ela no Palácio da Alvorada, inclusive os de oposição, uma manifestação unânime contra o impeachment. O único problema é que essa notícia é falsa. A posição dos governadores sobre a higidez do mandato de Dilma não é unânime. E o tema não foi debatido no encontro dos executivos estaduais com a presidente.
(…)
Eis o que o governador tucano de São Paulo declarou e o blog do Planalto não registrou: ‘Isso não foi tema da reunião nem está em discussão. Não há nenhuma discussão em relação a isso [o mandato da presidente]. Nós defendemos o quê? Investigação, investigação, investigação e cumprir a Constituição. Nosso dever é cumprir a Constituição.’ ”

Bem, como a pergunta da coluna “Além da Notícia”, do iG, levantou a polêmica, este colunista achou por bem localizar no vídeo gravado pela Empresa Brasileira de Comunicação (EBC) os trechos que trataram do assunto. Vai aí o vídeo editado para que você, leitor, possa tirar suas próprias conclusões:

Ou: https://www.youtube.com/watch?v=Xf1QboHQ9YA

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terça-feira, 14 de julho de 2015 escândalos políticos | 21:31

Alckmin diz que impeachment “não está em discussão” e defende projeto do governo

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O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), esteve hoje com a presidente Dilma Rousseff acompanhado dos demais governadores do Sudeste — Pezão (PMDB-RJ), Fernando Pimentel (PT-MG) e Paulo Hartung (PMDB-ES) — para discutir propostas de pacto federativo.

Ele depois foi ao Congresso, onde, junto com os governadores, se encontrou com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Depois Alckmin manteve uma rápida reunião com deputados do partido no Cafezinho da Câmara, onde relatou o detalhamento do projeto de repatriação de fortunas aplicadas irregularmente no exterior que lhe foi apresentado pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy.

O projeto foi originalmente apresentado no Senado pelo senador Randolfe Rodrigues (PSol-AP) e está sendo bancado pelo governo, que espera obter com ele cerca de R$ 35 bilhões para os cofres públicos.

Abordado pelo iG, Alckmin disse que ainda é preciso discutir um pouco mais a proposta, mas que “é necessária a repatriação, com multas e com imposto de renda. A maioria dos países europeus fez isso”.

Alckmin também não se negou a comentar a proposta de afastamento imediato da presidente Dilma Rousseff do governo com realização de novas eleições para o cargo, defendida pelo grupo de Aécio Neves no PSDB:

Segundo ele, o impeachment “não está em discussão neste momento. Importante agora é investigação, investigação, investigação. Nós somos cumpridores da Constituição”.

Veja:

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segunda-feira, 13 de julho de 2015 escândalos políticos | 05:58

Aliados de Aécio dividem a oposição com proposta de eleições já

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Nem bem ficaram claras ainda as consequências sobre Dilma Rousseff que terão as denúncias contra o PT, no caso da Lava Jato, e contra a área econômica de seu primeiro governo — no caso das pedaladas fiscais –, e os defensores do impeachment já estão divididos.

Tucanos aliados do senador Aécio Neves (PSDB-MG) afirmam reservadamente ao iG que interlocutores do vice-presidente da República, Michel Temer — que é presidente nacional do PMDB–, teriam procurado o senador mineiro para conversar sobre o futuro, caso Dilma não conclua seu mandato.

“Discutir o futuro”, neste caso, é também discutir a possibilidade de impeachment da presidente da República.

Na versão dos aliados de Aécio, ele não teria aceitado conversar neste momento com o PMDB porque sabe o que querem os peemedebistas: fazer de Michel o presidente da República, se Dilma for obrigada a deixar o cargo.

A tese defendida pelos aecistas é a da condenação da presidente da República pelo Tribunal Superior Eleitoral, por fraude na campanha. Aí o vice-presidente Michel Temer deixaria o comando do país junto com Dilma. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, assumiria interinamente o governo, mas teria apenas três meses para convocar novas eleições, com Aécio Neves como franco favorito.

O líder do PSDB no Senado, Cassio Cunha Lima (PB), foi o primeiro a expor publicamente essa proposta, na Convenção Nacional do partido, no último domingo, dia 5. E o próprio Aécio defendeu-a como uma “saída constitucional”, ao responder a ataques do PT de que se tratava de uma tentativa de golpe de Estado.

Mas a tese não conta com o apoio da totalidade dos tucanos. Os deputados Jutahy Magalhães Junior (PSDB-BA) e Duarte Nogueira (PSDB-SP), por exemplo, declararam ao iG que são contrários. Consideram que não se deve falar no pós-Dilma  antes que haja um pronunciamento não só do TSE, como também do Tribunal de Contas da União.

Jutahy é considerado, no PSDB, como um aliado do senador José Serra (SP), e Duarte Nogueira, ligado ao governador Geraldo Alckmin. As eleições para presidente, neste momento, interessariam a Aécio, mas não a Serra ou Alckmin, que também se colocam como possíveis candidatos à Presidência em 2018.

Já o caso das pedaladas fiscais, que teriam sido cometidas pela equipe econômica do primeiro governo Dilma, está sendo analisado pelo Tribunal de Contas da União. Parte da oposição acredita que as pedaladas podem enquadrar Dilma Rousseff em crime de responsabilidade fiscal. Aí, o vice-presidente Michel Temer seria preservado de uma eventual cassação.

Em outras palavras: os defensores do impeachment de Dilma Rousseff estão divididos.

A parcela do tucanato que venceu a Convenção Nacional no último domingo dia 5 — liderada por Aécio Neves — quer tirar Dilma do governo e realizar eleições para presidente o mais rapidamente possível, para não ter que entregar o comando do país ao PMDB.

Já o PMDB e uma boa parte do PSDB, defendem que a saída de Dilma passa pela negociação com o vice-presidente Michel Temer.

Uma boa parcela do PPS também se inclui neste time de integrantes da oposição que estão contra o grupo de Aécio. É o caso, por exemplo, do deputado Raul Jungmann (PPS-PE). Para ele, a estratégia dos aecistas joga Temer e o PMDB no colo do governo:

Ou: https://www.youtube.com/watch?v=PTR_TzDDRn4

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sexta-feira, 10 de julho de 2015 escândalos políticos | 05:58

iG promove debate entre PCdoB e DEM acerca do tema que dominou o Congresso durante a semana: está em curso um golpe contra a presidente Dilma?

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Na Convenção Nacional do PSDB, ocorrida no domingo dia 5, o presidente recém reeleito da legenda, senador Aécio Neves (MG), e o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso puxaram o coro: a presidente Dilma Rousseff estaria sem condições de cumprir seu mandato até o final, em 2018, e o PSDB estaria pronto para assumir o cargo.

A presidente da República respondeu à provocação em entrevista ao jornal “Folha de S.Paulo”, na qual afirmou estar sendo vítima de uma tentativa de golpe e que ela não vai cair.

A discussão sobre impeachment e golpe de Estado acabou tomando o noticiário e se tornou o principal assunto do Congresso Nacional durante a semana.

Aécio Neves e o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), bateram boca em plenário e também em entrevistas aqui no iG.

A coluna resolveu promover uma entrevista-debate, agora na Câmara, dos líderes de dois partidos aliados ao PT e ao PSDB: a líder do PCdoB, jandira Feghali (RJ), e o líder do DEM, Mendonça Filho (PE).

Ela acusando os defensores do impeachment de golpismo. Ele defendendo a saída de Dilma do governo, seja pela acusação de pedaladas fiscais, seja por suposta fraude eleitoral ou até porque teria mentido na campanha eleitoral.

Assista, sem edição, ao debate de 14 minutos entre os dois — gravado no Salão Nobre da Câmara em plena votação da reforma política — e tire, você mesmo, suas próprias conclusões:

 

https://www.youtube.com/watch?v=xDD8n8WGFR8

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