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segunda-feira, 6 de julho de 2015 partidos | 14:03

Encontro de Serra com Temer abre caminho do tucano para o PMDB e aproximação do vice com a oposição

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Foto: Agencia Senado

Foto: Agencia Senado

Presidente nacional do PMDB e vice-presidente da República, Michel Temer tem mantido encontros com o ex-candidato do PSDB à Presidência José Serra.

Os encontros interessam aos dois. Não só para reavivar uma amizade antiga, como também para abrir caminhos para ambos na política nacional.

Temer, porque a gravidade do atual quadro político obrigam-no a procurar interlocutores de peso, não só entre os partidos governistas como também na oposição. Seja para, como coordenador Político do Palácio do Planalto, auxiliar no dia a dia do governo no Congresso, seja para o caso de um desfecho trágico do governo Dilma, buscar caminhos políticos para ele próprio.

Pelo lado de José de Serra, a aproximação com Temer também tem no mínimo dois propósitos.

O primeiro é estabelecer uma ponte com o PMDB capaz de ser cruzada, no caso de seu partido, o PSDB, fechar-lhe a porta para qualquer candidatura de eu interesse em 2018. Neste caso, Michel Temer, como principal cacique do partido em São Paulo, será decisivo.

Depois, porque a proximidade com o PMDB — que detém o comando do Congresso — tem sido fundamental para a tramitação e aprovação de projetos de Serra no Senado.

O último encontro entre os dois, no domingo dia 21, foi confirmado ao jornalista Andrei Meirelles do portal “Fato Online”, pelo próprio Serra e pela assessoria de Michel Temer.

A conversa ali avançou mais.

Serra quis saber de Temer se o PMDB lançará mesmo candidato à Presidência da República em 2018, e se o partido já tem nomes consolidados para a disputa. Temer respondeu que, sim, o PMDB lançará candidato. E também respondeu que não, não tem nomes consolidados.

Serra citou dois peemedebistas especificamente: o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Segundo Temer, Paes está mais interessado na disputa pelo governo do Rio. E, quanto a Cunha. Bem, em relação ao presidente da Câmara, tudo é possível, inclusive que nada ocorra. Mas Eduardo Cunha, definitivamente, está longe de ser uma unanimidade no partido.

Serra só não perguntou sobre o próprio Temer.

O vice-presidente bem que gostaria de ser candidato. Nesse caso, como principal cacique do PMDB em São Paulo, poderia ser um empecilho à candidatura de Serra pelo partido. Mas, como membro importante do atual governo, Temer amarga o passivo da popularidade de Dilma.

Enfim, não ficou nada acertado ao fim da conversa. Mas o certo é que Serra está pavimentando uma aliança com o PMDB. E Temer, que poderia ser um empecilho, já deixou de ser.

 

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segunda-feira, 15 de junho de 2015 Congresso | 17:20

Eduardo Cunha cobra caro aprovação do novo texto de desonerações da folha de pagamentos

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O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o líder do PMDB, Leonardo Picciani (RJ), encontram-se hoje com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e o vice-presidente da República, Michel Temer, para tentar fechar um acordo de votação do Projeto de Lei 863, que altera as regras de desoneração das folhas de pagamento concedida a 56 setores da economia, um dos itens do ajuste fiscal.

O texto está previsto para a pauta de votações da próxima quarta-feira, 17.

Relator do projeto, Picciani incluiu, à revelia do governo, desonerações para setores como os de transporte urbano, comunicação social, call centers e indústrias ligadas a alguns produtos da cesta básica, além do aumento de 50% na alíquota sobre o faturamento de todas empresas, e não de até 150%, como previa a proposta original.

O Palácio do Planalto sabe que Picciani é homem da confiança de Eduardo Cunha, e teme que o presidente da Câmara resolva aproveitar esta votação para vingar-se do governo por causa das manifestações contra ele ocorridas no Congresso Nacional do PT, neste final de semana.
No twitter, Cunha deu mostras de que ficou bastante irritado, ameaçando inclusive com o rompimento da aliança.

Temer e Levy estão encarregados de fechar um acordo com Cunha que evite surpresas na hora da votação — os chamados “jabutis”, que costumam aparecer nas árvores de alguns projetos do Congresso sem que se saiba como eles subiram lá. Afinal, jabutis não sobem em árvores…

E é justamente a preservação de um jabuti que Eduardo Cunha está cobrando do Palácio para não desfigurar o texto original do governo ao projeto de desoneração das folhas de pagamento.

Cunha quer o compromisso da presidente Dilma Rousseff de que não vetará a isenção de impostos sobre as chamadas “comissões” que líderes religiosos recebem de algumas igrejas evangélicas por baterem metas de atração de fiéis e de recolhimento de dízimos.

Essas comissões são uma espécie de complementação salarial de pastores e resultaram em multas da Receita Federal que somam cerca de R$ 300 milhões.

E o perdão a essas multas foi um dos jabutis aprovados em maio na votação da medida provisória 668, que tratava originalmente do aumento de impostos sobre produtos importados.

Outra das reivindicações de Eduardo Cunha e Picciani também sofre resistências da área econômica do governo: a validação de créditos do Fundo de Compensação de Variação Salarial (FCVS) a que alguns bancos têm direito.

São mais de R$ 80 bilhões surgidos quando o Banco Central emprestou dinheiro a bancos como Nacional, Econômico e Bamerindus para que comprassem, com descontos de 50%, títulos de dívida do Tesouro.
O BC usou créditos do FCVS, criado na década de 60 para recompensar as instituições que concediam financiamento imobiliário e perdiam com juros e inflação.

Mas esses papéis só têm de fato valor quando a Caixa Econômica Federal e o Tesouro reconhecem que são “bons”. Ou seja, para receber-se o FCVS, a Caixa Econômica Federal tem que fazer a validação desses créditos — checar a origem da dívida, qual sua taxa de juro e a documentação.

É um processo longo e que já chegou a ser suspenso pelo governo.

Cunha está cobrando agora da área econômica uma fórmula para liberar o pagamento imediato desses créditos aos herdeiros e compradores destes bancos.

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quarta-feira, 3 de junho de 2015 Congresso | 12:51

Romário obteve de Mercadante “apoio total” do governo e deve assumir relatoria da CPI da CBF

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Romario e senadoresO senador e ex-jogador Romário (PSB-RJ) terá “apoio total” do governo para a instauração e as investigações da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre a Confederação Brasileira de Futebol.

Autor do requerimento de criação da CPI, Romário obteve pessoalmente do ministro chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, a manifestação de apoio do governo.

O ex-jogador encontrou-se com Mercadante na segunda-feira, no Palácio do Planalto. Mas nem ele, nem o ministro divulgaram o encontro.

Ambos temem que a ajuda do governo gere desconfianças na oposição de que o Palácio do Planalto pretenda se aproveitar do escândalo da Fifa para abafar as notícias sobre a Lava Jato.

Mas Mercadante já acionou o líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (PT-MS), para tentar convencer as bancadas do PT e do PMDB a oferecerem a Romário a relatoria da CPI.

É que os dois maiores partidos  têm o direito de ocupar a presidência e a relatoria da comissão.

 

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sexta-feira, 15 de maio de 2015 Congresso | 13:48

Relator do ajuste fiscal afirma: “Se Dilma vetar nova formula para aposentadorias, o Congresso derruba o veto. Não há apelo político que resolva”

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Foto: Agência Brasil

Foto: Agência Brasil

O deputado Carlos Zaratini (PT-SP) foi o relator da medida provisória 664, que integra o ajuste fiscal do governo  e altera as regras para a concessão de pensão por morte e auxílio-doença.

Ontem ele renunciou ao cargo de vice-líder do governo na Câmara.

Motivo: durante a votação da MP, na última quarta-feira, acabou sendo aprovada uma emenda do deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) que, na prática, derrubou o chamado do fator previdenciário.

Pela nova proposta, a aposentadoria passa ser paga integralmente, no caso das mulheres, quando suas contribuições à Previdência somadas à idade completam 85 anos. No caso dos homens, quando idade mais contribuições somarem 95 anos. É a chamada fórmula 85-95.

A grande surpresa foi que o relator Carlos Zarattini, mesmo não tendo incluído a proposta em seu parecer, acabou votando a favor da emenda. O líder do governo, José Guimarães (PT-CE), chegou a responsabilizá-lo pela derrota.

Em entrevista à coluna Além da Notícia, Zarattini explica porque colocou o cargo à disposição e dá sua versão para a encrenca.

iG — Muitas pressões, deputado?

Zarattini — Nem tanto. Mais dos líderes da base governista, que acharam que eu não devia ter declarado meu voto em plenário.

iG —O governo acabou sendo derrotado…

Zarattini — Não vejo assim. A votação das medidas provisórias mostrou que a base governista vem se consolidando. A conta tem que ser feita pela votação do texto base. Na MP 664, tivemos cerca de 100 votos a mais na Câmara do que aqueles obtidos pelo governo, semana passada, na votação da MP 665.

iG — Mas o governo foi derrotado na votação do fator previdenciário.

Zarattini — Aí é outra questão. O Congresso tem convicção firmada contra o fator. Tanto que ele foi derrubado em 2009, no auge da popularidade do então presidente da República, o Lula. E o governo teve que vetar. Digo mais: se a presidente Dlma Rousseff vetar agora a fórmula 85-95, simplesmente, o Congresso derruba o veto. Nâo há apelo político que resolva. Tem que colocar algo no lugar.

iG — Mas e como ficam as contas? O sr. foi relator e provavelmente fez as contas.

Zarattini — Não dá para raciocinar de maneira simplista: “Ah! são R$ 40 bilhões em dez anos.” Atualmente, as pessoas não estão adiando suas aposentadorias por causa do fator previdenciário. Veja o meu caso: se eu me aposentar agora, perco 40% da minha aposentadoria. Mas não estou muito disposto a esperar 9 anos, ou seja, me aposentar aos 64, só por causa dessa perda. Talvez seja melhor pegar agora esse dinheiro e ir me virando de outras formas. É assim que o trabalhador pensa. Mas, com a fórmula 85-95, eu precisarei adiar em apenas 3 anos minha aposentadoria para receber integralmente.

iG — E?

Zarattini — E daí que muita gente que se aposentaria agora, vai se aposentar daqui a dois, três ou quatro anos. Há um ganho imediato para os cofres públicos, exatamente nesto momento em que precisamos conter gastos. E há ainda outro ganho para a sociedade, mais adiante.

iG — Qual?

Zarattini — Quando as pessoas começarem a se aposentar, será como um grande plano de demissão voluntária. Talvez o maior PDV da história. Isso vai possibilitar às empresas contratarem mais gente. Ou seja, tem um ganho agora para o Tesouro e um ganho mais adiante para as empresas.

iG — Mas a presidente Dilma e a área econômica, ao que tudo indica, não pensam assim. Vem aí o veto…

Zarattini — O próprio coordenador político do governo, o vice-presidente Michel Temer, já declarou que o governo vai apressar a definição de uma proposta alternativa. A tal comissão encarregada de discutir o assunto deve concluir as negociações em 15 a 20 dias. Então a presidente poderá vetar e apresentar a proposta alternativa antes de o Congresso votar a derrubada do veto.

iG — Por que o sr. renunciou à vice-liderança?

Zarattini — Para deixar o líder José Guimarães à vontade, já que ele reclamou do fato de eu ter declarado meu voto. O Guimarães exagerou, não entendeu a questão política como um todo e responsabilizou a mim pela derrota. Ele e alguns outros líderes governistas, como o Rogério Rosso (PSD-DF). Então eu entreguei o cargo. Mais para ajudar. Não quero atrapalhar o governo, nem seus líderes no Congresso.

Logo após a votação, Zarattini postou em seu site um vídeo comemorando a derrubada do fator previdenciário. Veja:

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quarta-feira, 13 de maio de 2015 Congresso | 18:29

Derrubada do fator previdenciário ainda ameaça ajuste fiscal

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Agência Câmara - votação da MP 664

Agência Câmara – votação da MP 664

Boa parte da bancada governista está mobilizada para impor uma nova derrota ao governo durante a votação da medida provisória 664, que integra o chamado pacote de ajuste fiscal editado pelo governo no final do ano e altera as regras para a concessão de pensão por morte e auxílio-doença.

O texto base da MP foi aprovado hoje por uma margem até maior que a da MP 665, que endurece as regras de acesso ao seguro-desemprego, ao abono salarial e ao seguro-defeso.

Mas o problema está na votação dos destaques, especialmente naquele apresentado pelo deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), propondo a doção de uma nova regra para o chamado fator previdenciário.

Arnaldo Faria de Sá  (Agência Câmara)

Arnaldo Faria de Sá (Agência Câmara)

Por sua proposta, a aposentadoria integral passa a ser concedida para mulheres que somarem 85 anos de idade mais contribuição, e para os homens quando a soma dos dois fatores chegar a 95.

A equipe econômica considera que, na prática, essa proposta derruba os ganhos atuais do fator previdenciário para os cofres do Tesouro.

O vice-presidente da República, Michel Temer, conseguiu dos líderes adiar para amanhã a votação dos destaques a fim de tentar convencer a base a votar com o governo.

A resistência principal reside na bancada do PT. Nomes de peso — como os deputados Arlindo Chinaglia (SP), Marco Maia (RS) e Paulo Teixeira (SP) — têm declarado publicamente que votam pela aprovação da emenda. Até o relator do projeto, Carlos Zaratini (PT-SP), é considerado pelo governo como um voto duvidoso.

Zaratini pelo menos fez um favor ao governo: não acolheu a emenda no corpo do projeto. Se tivesse acolhido, ela seria aprovada junto com o texto base e o governo teria que apresentar uma emenda supressiva.

Hoje pela manhã, em encontro com os líderes governistas, Temer chegou a acreditar ter conseguido convencer o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a não colocar a emenda em votação.

Presidente da Câmara têm essa prerrogativa, se julgarem que o assunto de que trata a emenda nada tem a ver com a medida provisória em votação.

Neste caso, no entanto, a emenda trata de Previdência que é o tema da MP. Arnaldo Faria de Sá argumentou e convenceu Eduardo Cunha de que, se ele não colocar a emenda em votação, poderá apresentar um recurso em plenário desautorizando-o.

O deputado aposta que, com o voto explícito de boa parte da bancada do PT, acabará tendo o apoio da grande maioria dos demais partidos da base, incluindo o PMDB, que t~em exigido uma exposição maior dos petistas em temas impopulares de interesse do Palácio do Planalto.

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quarta-feira, 1 de abril de 2015 Congresso | 01:00

Ministro Joaquim Levy e tucano José Serra trocam figurinhas e desobstruem canais entre governo e oposição. Assista

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Pouco antes da reunião de líderes do Senado em que foi decidido o adiamento da votação do projeto que obriga o governo a regulamentar o novo indexador das dívidas de Estados e municípios, ontem, o senador tucano José Serra (SP) contou ao líder do PMDB, Eunício Oliveira (CE), que estava disposto a ajudar nas negociações.

Serra revelou ao peemedebista que havia conversado sobre o assunto por telefone com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, por quarenta minutos no dia anterior.

Adversário de Dilma Rousseff nas eleições presidenciais de 2010, e um dos principais caciques do PSDB, Serra de fato deu mostras de que está disposto a manter uma relação cordial com o ministro da Fazenda.

Ontem mesmo, durante a apresentação de Levy na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, a cordialidade entre Serra e o ministro foi decisiva para dar o tom ameno da oposição na discussão da renegociação da dívida dos estados.

Com isso, Levy não só conseguiu evitar uma derrota iminente do governo, como abriu caminho para estender a outros estados e municípios os termos do acordo acertado com o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes.

Na verdade, durante a sessão da CAE, José Serra explicou ao ministro que o governo errou foi ao impugnar a lei de renegociação da dívida com estados e municípios aprovada em novembro. Segundo ele, o governo gerou a impressão para o mercado de que aprovação definitiva do novo indexador pelo Congresso causaria grandes danos ao Orçamento.

Para o mercado e para a política, o que interessa às vezes é mais a aparência das coisas do que a própria coisa em si. Neste caso, menos os termos das negociações das dívidas, e mais a forma como essa negociação foi feita.

Ou, no caso de Serra e Levy, menos a discussão técnica em si, e mais o fato de o ministro e o cacique da oposição terem aberto um canal de interlocução.

Veja abaixo o relato de Serra ao iG sobre essas conversas com Levy:

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sexta-feira, 20 de junho de 2014 partidos | 13:33

Aldo Rebelo, no programa Opinião, da TViG

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Entrevista foi ao ar em 02 de junho de 2014

“Parte da imprensa faz campanha contra a Copa”, diz Aldo Rebelo ao iG


Ao programa Opinião, da TViG, ministro do Esporte rebate críticas de Ronaldo, diz que alguém com “responsabilidade pública” não pode falar em “vergonha do País” e avisa que prioridade do governo não são os negócios da Fifa

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, entende que o tom usado para contestar a Copa do Mundo no Brasil vai além do razoável. “Existe uma parte da imprensa que quer fazer mais do que uma oposição. Faz uma campanha contra a Copa. A mim não surpreende, porque a imprensa brasileira sempre teve esse viés”, afirmou. Na visão dele, o noticiário tem sido marcado por uma “hipertrofia” dos atos contra o torneio organizado pela Fifa. “Quarenta professores cercaram o ônibus da delegação no Rio de Janeiro. E a notícia parecia que a cidade do Rio de Janeiro tinha se mobilizado para cercar a seleção brasileira.”

Aldo participou do programa Opinião, da TViG, onde foi entrevistado pelos jornalistas Tales Faria, vice-presidente do iG; Clarissa Oliveira, diretora da sucursal de Brasília; Paulo Tescarolo, editor-executivo de Esportes; e Jorge Nicola, repórter do jornal Diário de S. Paulo e parceiro do iG através da blogosfera iGlr.

Leia mais: Blatter prevê “melhor Copa da história” e deixa reeleição para depois

O ministro também criticou a politização da Copa e disse que a competição é um “empreendimento de todos”. Ele negou que haja uma “oposição” ao Mundial por parte dos presidenciáveis Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), adversários da presidente Dilma Rousseff na corrida eleitoral deste ano. Ao contrário, diz ele, ambos empenharam-se pessoalmente para ajudar a trazer a Copa para o Brasil e assegurar o sucesso do Mundial. “Eu não vejo Aécio, nem Eduardo Campos fazendo oposição à Copa”, disse.

Veja também: Valcke admite que Fifa tem culpa por confusões na reta final da Copa

De acordo com o ministro, a prova disso é que Aécio participou das solenidades que comemoraram a realização da Copa no Brasil, como o anúncio da escolha do país como sede do mundial e a inauguração do Mineirão. Já Campos, segundo ele, empenhou-se pessoalmente para assegurar que Pernambuco recebesse a Copa das Confederações.

Críticas de Ronaldo

Sem disfarçar o incômodo com as sucessivas críticas do ex-jogador Ronaldo à organização da Copa, Aldo Rebelo diz não ver motivos para enxergar no craque uma fonte de inspiração. Embora descreva Ronaldo como um “ídolo”, um “gênio” e um homem que “prestou grandes serviços ao Brasil”, o ministro diz acreditar que uma pessoa com “responsabilidade pública” como ele não deveria declarar que tem “vergonha” do país.

“Ter vergonha do país não é algo que alguém que tem responsabilidade pública possa dizer”, disse o ministro, acrescentando que, ainda assim, não vê motivos para sentir vergonha de Ronaldo. “Acho que a frase foi infeliz. É contraditória porque, ao mesmo tempo, ele diz que a Copa será um grande êxito, uma grande festa. E só o será porque o Brasil contribuiu para que isso pudesse acontecer”, acrescentou o ministro.

O ministro comentou também a afirmação do ex-jogador de que é preciso “descer o cacete” nos casos de vandalismo em protestos, feita em entrevista ao Jornal Folha de S. Paulo. Aldo apontou a necessidade de coibir eventuais “abusos” em manifestações. Mas deixou claro que não endossa a posição do ex-jogador. “Eu já reafirmei meu carinho, respeito e admiração pelo Ronaldo. Mas eu não me inspiro nas frases, nem nas análises dele para avaliar a situação do país.”

“Negócios da Fifa”

O ministro falou ainda sobre o relacionamento com a Fifa e insistiu que a prioridade do governo não está nos negócios gerados pela Copa e sim no interesse público. “Eu não tenho a pretensão de ser professor da Fifa. É uma entidade antiga, que tem suas prioridades, seus interesses, alguns legítimos. E, aqui, nós do governo procuramos defender o interesse público, o interesse nacional. Não somos defensores do interesse de patrocinados nem dos negócios que a Copa do Mundo enseja e proporciona”, disse o ministro, que prosseguiu. “Sabemos que é um grande negócio, que as cotas de patrocínio dão muitos recursos. Mas o Brasil vai preservar esse interesse público”

O relacionamento entre governo brasileiro e Fifa, que teve diversos momentos de turbulência, não é visto como um problema pelo ministro. “A relação é de cooperação. Quando há divergência, nós procuramos enfrentar preservando o interesse publico”.

Aldo evitou, ainda, polemizar sobre as declarações da diretora do Comitê Organizador Local da Copa, Joana Havelange, de que “o que tinha que ser roubado já foi”. “Nós nos responsabilizamos pela nossa atribuição. Não realizamos contratos de patrocínio, não negociamos contratos de patrocínio. Somos responsáveis por uma parte da logística da Copa e da infraestrutura”, disse o ministro.

Olimpíada de 2016

Por fim, o ministro fez uma previsão otimista quanto aos gastos para os Jogos Olímpicos de 2016, que acontecerão no Rio de Janeiro. Segundo ele, o Maracanã, que receberá a abertura da Olimpíada e os jogos de futebol, não precisará ser novamente reformado. “Não creio. É a Fifa que organiza os jogos, embora seja o COI que organize a Olimpíada. E ela vai querer usar os estádios que já foram testados na Copa”, afirmou.

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partidos | 13:21

Berzoini no programa Opinião, da TV iG

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Entrevista foi ao ar em 14 de abril de 2014

‘Dilma não pode se subordinar aos interesses do PT’, diz Berzoini ao iG

Em entrevista ao programa Opinião, novo ministro de Relações Institucionais promete aproximação da presidente com a política, minimiza as tensões com o PMDB e critica oposição

Recém-chegado à Esplanada, o novo ministro de Relações Institucionais, Ricardo Berzoini, admite a necessidade de aproximar a presidente Dilma Rousseff do mundo político, para sanar as dificuldades que hoje atingem a articulação política do governo. Em entrevista ao programa Opinião, da TViG, Berzoini adianta que a presidente vai intensificar as reuniões com partidos neste último ano de governo. Dilma, segundo ele, também se prepara para dar início a uma agenda de aproximação com empresários.

“Existe uma demanda no mundo político por maior proximidade com o mandatário, com o plano Executivo”, diz o ministro. Ele admite que parte dessa aproximação será naturalmente pavimentada pela eleição. Mas manda um recado ao PT, diante da declaração feita ao iG pelo senador Lindbergh Farias (RJ), para quem Dilma não deve “colar” peemedebista Sérgio Cabral. “As decisões da presidente, pré-candidata à reeleição, não podem se subordinar exclusivamente aos interesses do PT ou de qualquer outro partido”, afirma.

Opinião: ‘São Paulo está cansado de 20 anos com o mesmo partido’, afirma Padilha

Berzoini foi entrevistado pelos jornalistas Tales Faria, vice-presidente editorial do iG; Rodrigo de Almeida, diretor de Jornalismo; Clarissa Oliveira, diretora da sucursal de Brasília; e Luis Nassif, que está à frente do jornal GGN e integra o time de parceiros inseridos no iGlr, nova blogosfera do portal.

Na entrevista, o ministro disse enxergar lados positivos e negativos na maneira de governar da presidente, inclusive no fato de demonstrar menos traquejo político que o antecessor Luiz Inácio Lula da Silva.

“Dilma tem um estilo que é de acompanhar muito mais no detalhe o conjunto dos programas em andamento do que o presidente Lula, que tinha muito mais uma cultura de articular e delegar. Na relação com o empresariado, muitas vezes, realizava reuniões que permitiam um sentimento de maior participação. Acho que é bom para o governo essa referência. Acho que a presidente Dilma está disposta a fazer mais desse tipo de encontro, a ampliar esse sentimento de diálogo.”

PMDB

Na avaliação do ministro, a aproximação de Dilma com a política tende a melhorar a relação com o Congresso, num momento em que o Planalto assiste ao aumento das tensões com o PMDB. Berzoini minimiza as preocupações com a sigla aliada e nega que o governo tenha aderido ao toma-lá-dá-cá.
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O programa Opinião, do iG

“A expressão toma lá dá cá é uma tentativa de fazer uma caricatura do que é uma composição política, que existe no Japão, na Europa, nos Estados Unidos, em qualquer lugar do mundo. Você governa numa frente de partidos, você tem que compor para conseguir governar”, diz ele.

Ele reconhece que o líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), surpreendeu por sua “capacidade de organização”. “De certa forma, ele dialogou com uma parte da base e captou um sentimento de insatisfação”, disse.

Crise

Berzoini reforçou o discurso da cúpula petista, ao se queixar da ação da oposição diante das denúncias sobre a Petrobras. “É uma tentativa de criar uma pauta que possa encobrir o conjunto de realizações do governo, diz o ministro. Ele admite, entretanto, que o governo agora precisa retrabalhar a imagem da companhia. “Acho que há uma deficiência de comunicação evidente, que precisa ser superada rapidamente”, completa.

Berzoini também reitera que o PT vai avaliar a possibilidade de instaurar um procedimento interno contra o deputado André Vargas. Mas procurou desmontar a tese de que o envolvimento do colega com o doleiro Alberto Youssef se assemelha ao do ex-senador Demóstenes Torres com o bicheiro Carlinhos Cachoeira.

“Não é desejável que nenhum parlamentar receba qualquer tipo de benesse de ninguém. Mas fora a questão jatinho eu não vi uma relação que denote o mesmo tipo de promiscuidade”, disse Berzoini, numa referência ao fato de Vargas ter usado um jatinho fretado pelo doleiro.

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