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quinta-feira, 10 de setembro de 2015 Congresso | 05:59

De quem é a culpa pelo Brasil ter perdido o grau de investimento? Assista ao que dizem os políticos

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Grau de investimentoPara o senador José Serra (PSDB-SP), basicamente o governo caiu numa armadilha: deu importância demais à cartilha das agências de rating, e acabou que ela abaixaram o nível de nossa classificação de risco.

Já o vice-líder do governo na Câmara, Silvio Costa (PSC-PE), há a crise econômica internacional, mas a oposição tem grande parcela de culpa. Ele cita especialmente as pautas bombas do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE) afirma que o Congresso fez o possível. “Mas não é o fim do mundo.”

Enquanto o senador tucano Tasso Jereissati (CE) diz com todas as letras: caberia ao governo conseguir que o Congresso votasse. Portanto, faltou governo.

Com o que concorda o senador Randolfe Rodrigues (PSol-AP). Mas, para ele, o Congresso não pode se eximir de culpa. Afinal, ficou enrolando em torno de miudezas.

E você, o que acha?

Assista aos argumentos de cada um deles:

Ou: http://youtu.be/O5y8hGxigO4

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terça-feira, 25 de agosto de 2015 governo | 13:01

Crise econômica leva caciques do PMDB a preferirem Temer no governo

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Foto: Agência Brasil

Foto: Agência Brasil

Depois da conversa de ontem com a presidente Dilma Rousseff, em que os dois acertaram sua saída do chamado varejo da coordenação política, o vice-presidente Michel Temer esteve na residência do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), acompanhado do líder do PMDB, senador Eunício Oliveira (CE).

Tiveram uma conversa franca sobre os destinos do PMDB e a situação de Temer.

Renan e Eunício concordaram com o vice-presidente em sua decisão de deixar o dia-a-dia da coordenação política e anunciar que passaria a tratar da chamada macropolítica.

Na avaliação de ambos, se Temer, como presidente nacional do PMDB, anunciasse uma saída efetiva da coordenação, seu movimento seria interpretado como um rompimento com o governo e, portanto, um rompimento do PMDB.

“Eu ficaria numa posição constrangedora, de quem estaria traindo a presidente da República na expectativa de assumir o lugar dela. Não quero ser acusado de golpista”, disse Temer.

O líder do PMDB, Eunício Oliveira, ainda arrematou:

“E provavelmente sem o apoio do PSDB, que está interessado em apressar as eleições”.

Renan concordou. O movimento do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, que cobrou do Ministério Público o aprofundamento das investigações sobre a campanha eleitoral de 2014, mostra que o PSDB não desistiu da ideia de cassar a chapa Dilma-Temer e realizar novas eleições o mais rapidamente possível.

Ficou claro na conversa que seria uma operação de alto risco para o PMDB. O rompimento com o governo poderia significar um enfraquecimento de tal ordem da presidente Dilma Rousseff que ou ela renunciaria, ou o Congresso acabaria aprovando o impeachment. O que levaria à posse de Temer como presidente.

Os três caciques do partido avaliam que o PMDB assumiria o governo com a economia do país em frangalhos e sem perspectivas.

Mais: com acusação dos petistas de golpismo, o que provocaria forte oposição dos movimentos sociais e das centrais sindicais ligados ao PT que em seis meses fariam proliferar os protestos nas ruas. E provavelmente sem a solidariedade do PSDB.

O quadro desenhado é de que uma tomada do poder no momento pode ser pior para o PMDB no médio prazo. Ao passo que, dando condições de governabilidade, mesmo que mínimas a Dilma Rousseff, o partido pode chegar a 2018 em condições de eleger o novo presidente, e com legitimidade para apaziguar a política e redirecionar a economia.

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quarta-feira, 20 de maio de 2015 Congresso | 10:25

Apoio ao governo põe Renan Calheiros e líder do PMDB no Senado em rota de colisão

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Eunicio-Temer-e-Renan-by-Fabio-Rodrigues-PozzebomPouca coisa deixa o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), tão irritado quanto a versão que corre na Casa de que a aprovação de Luiz Edson Fachin para o Supremo Tribunal Federal foi uma derrota sua e uma vitória do líder do PMDB, o senador Eunício Oliveira (CE).

Eunício disfarça. Confrontado sobre o assunto, diz que a vitória foi do STF. “Nunca recebi tantos telefonemas de ministros do Supremo defendendo a aprovação de um candidato”, argumenta.

De fato, Eunício até tinha restrições a Fachin, devido às notícias da simpatia do novo ministro pelo Movimento dos Sem-Terra. O senador tem uma fazenda que chegou a ser invadida. Mas, depois que Fachin demonstrou moderação em suas posições durante a  sabatina na na Comissão de Constituição e Justiça, Eunício passou a apoiá-lo. “Ali ele ganhou o Senado”, argumenta pouco antes de ser puxado por uma assessor  e sair para atender telefonema de agradecimento do presidente do STF, Ricardo Lewandowiski.

Já Renan Calheiros — acossado pelos boatos de que trabalhou contra a indicação da presidente Dilma Rousseff para o Supremo — viu-se obrigado, antes de iniciar a sessão de ontem, a reafirmar que como presidente do Senado age com “total imparcialidade” no encaminhamento dos temas em debate na Casa.

Havia versões para todos os lados acerca dos movimentos de Renan. Magno Malta (PR-ES), que votou contra Fachin, disse que após a proclamação do resultado ouviu do presidente do Senado: “Turma sem coragem.”

Já Raimundo Lira (PMDB-PB) insistia: “Sou muito próximo do Renan. E ele nunca me pediu voto neste caso. Não conheço um só senador a quem ele pediu.”

Tendo pedido ou não, o fato é que Renan e Eunício saíram da votação nitidamente com humores diferentes diante da aprovação de Fachin com larga margem de votos no PMDB.

Os dois, por sua vez, não alimentarão versões de que estão em rota de colisão. Não interessa ao líder do PMDB no Senado promover uma briga com o presidente da Casa e  forte cacique no seu partido. E a recíproca também é verdadeira.

Mas a verdade é que o clima no PMDB não anda dos melhores, desde que Renan e o vice-presidente da República e coordenador político do governo, Michel Temer (PMDB), entraram em guerra aberta por causa do comando do Ministério do Turismo. Temer desalojou o ministro indicado por Renan para colocar o ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).

Desde então, os aliados de Renan suspeitam que Temer e o Palácio do Planalto decidiram inflar o poder de Eunício. Uma forma de incentivar o líder a manter o apoio do PMDB do Senado ao governo federal, apesar dos ataques explícitos e cada vez maiores de Renan Calheiros à política econômica.

Já os aliados de Eunício reclamam que Renan tem batido na tecla de que o PMDB não deveria aceitar cargos no governo como forma de chamar atenção para o fato de que o líder acaba de ser presenteado pelo Palácio do Planalto com a nomeação de Marcos Holanda para presidente do poderoso Banco do Nordeste do Brasil (BNB).

 

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