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segunda-feira, 20 de julho de 2015 escândalos políticos | 05:57

Denúncias contra Cunha enfraquecem proposta de “eleições já” defendida por Aécio Neves

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Até a última sexta-feira os defensores do impeachment da presidente Dilma Rousseff estavam  divididos em dois grupos:

  • os aliados do presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), com a tese da condenação da chapa Dilma-Temer pelo Tribunal Superior Eleitoral, seguida de novas eleições para a Presidência da República em que, segundo as pesquisas Aécio seria o favorito; e
  • aqueles que apostam na condenação das contas da presidente pelo Tribunal de Contas da União, com sua cassação pelo Congresso e a formação de um governo em torno do vice-presidente Michel Temer (PMDB) até a data marcada para as próximas eleições, em 2018.

Os aliados do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), torcem pela tese de Aécio, pois, segundo a legislação, em caso de Dilma e Temer deixarem o governo, quem assume o comando do país é o presidente da Câmara, que ficará encarregado de convocar a eleição presidencial para 90 dias depois (haveria ainda uma discussão sobre a data da posse).

Os tucanos próximos a Aécio Neves achavam que tudo bem, entregar temporariamente a Presidência a Eduardo Cunha era um preço que se tinha de pagar para o PSDB assumir o poder o mais rapidamente possível. Seria menos perigoso do que entregar o poder nas mãos do vice-presidente da República até 2018, dando a Michel Temer tempo para viabilizar a si próprio ou outra alternativa à sua sucessão.

Foi o que ocorreu, por exemplo, quando o vice-presidente Itamar Franco assumiu o lugar de Fernando Collor de Mello, em 1992: O PT era franco favorito à sua sucessão, mas Itamar viabilizou, com o Plano Real, a eleição do tucano Fernando Henrique Cardoso.

Os aecistas pensavam assim até a sexta-feita 16, quando Eduardo Cunha anunciou seu rompimento com o governo da presidente Dilma Rousseff, de quem esperava proteção contra as acusações do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de envolvimento nos casos de corrupção levantados pela Operação Lava Jato.

As acusações contra Eduardo Cunha colocaram-no em rota de colisão com a opinião pública. E a decisão de romper com o governo foi vista como chantagem.

Para usar a linguagem do ex-presidente Lula, “nunca antes na história deste país” se viu um panelaço contra o pronunciamento em TV de um presidente da Câmara. E foi o que ocorreu na sexta-feira à noite mesmo.

Agora fica difícil defender uma eleição para entregar temporariamente o governo a Eduardo Cunha.

E vai interessar cada vez menos aos tucanos qualquer proximidade com o presidente da Câmara. Em entrevista publicada ontem mesmo pelo jornal “Correio Braziliense”, o próprio Aécio Neves começou a se afastar. Perguntado sobre o quadro político a partir de agosto, ele afirmou que problemas pessoais não podem ser tornar institucionais, o que é uma crítica generalizada às atitudes recentes do presidente da Câmara:

“Estou dizendo: é o quadro da nova pororoca. Isso vai criar uma instabilidade enorme. Há várias delações de que ainda não se tem conhecimento. E vai ter o início das denúncias do STF (Supremo Tribunal Federal), que podem atingir muita gente. (…) Eu não sei a dimensão do que está por vir, mas teremos de conviver com isso. Nosso papel vai ser sempre lutar para preservar o Congresso. Os problemas devem ser individualizados, não podem ser institucionalizados. Se tiver problemas mais graves envolvendo parlamentares, temos de deixar claro que eles terão de se explicar.”

Enfim, por conta da polêmica deflagrada por Eduardo Cunha, é cada vez menor, nos corredores do Congresso e na Esplanada dos Ministérios, o número de políticos que acreditam na condenação da chapa Dilma-Temer pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Veja um pouco da repercussão em torno da polêmica lançada por Eduardo Cunha:

Ou: http://youtu.be/H1YJ-2p3_as

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terça-feira, 14 de julho de 2015 escândalos políticos | 21:31

Alckmin diz que impeachment “não está em discussão” e defende projeto do governo

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O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), esteve hoje com a presidente Dilma Rousseff acompanhado dos demais governadores do Sudeste — Pezão (PMDB-RJ), Fernando Pimentel (PT-MG) e Paulo Hartung (PMDB-ES) — para discutir propostas de pacto federativo.

Ele depois foi ao Congresso, onde, junto com os governadores, se encontrou com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Depois Alckmin manteve uma rápida reunião com deputados do partido no Cafezinho da Câmara, onde relatou o detalhamento do projeto de repatriação de fortunas aplicadas irregularmente no exterior que lhe foi apresentado pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy.

O projeto foi originalmente apresentado no Senado pelo senador Randolfe Rodrigues (PSol-AP) e está sendo bancado pelo governo, que espera obter com ele cerca de R$ 35 bilhões para os cofres públicos.

Abordado pelo iG, Alckmin disse que ainda é preciso discutir um pouco mais a proposta, mas que “é necessária a repatriação, com multas e com imposto de renda. A maioria dos países europeus fez isso”.

Alckmin também não se negou a comentar a proposta de afastamento imediato da presidente Dilma Rousseff do governo com realização de novas eleições para o cargo, defendida pelo grupo de Aécio Neves no PSDB:

Segundo ele, o impeachment “não está em discussão neste momento. Importante agora é investigação, investigação, investigação. Nós somos cumpridores da Constituição”.

Veja:

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