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Posts com a Tag Dilma

terça-feira, 1 de setembro de 2015 governo | 14:34

Irritados com o governo, Temer e Levy fecham pacto contra crise

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Foto Agencia Brasil

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Os dois têm em comum a irritação com o fogo cruzado dos ministros do PT e com a instabilidade no relacionamento com a presidente Dilma Rousseff, além de sofrerem resistências e derrotas desagradávis no Congresso.

Mas o vice-presidente da República, Michel Temer, e o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, ainda se veem como fiadores do que resta de governabilidade ao país no momento.

Foi levando em conta esses fatores que Michel Temer e Joaquim Levy acertaram, numa troca de telefonemas neste final de semana, um pacto de ajuda mútua para resistir à crise econômica e política, seja com a permanência de Dilma Rousseff no cargo, seja sem ela.

O empurrão inicial para o acerto entre os dois, por incrível que pareça, foi dado pela presidente Dilma na semana passada. Ao saber que Temer estava irritado com a proposta do governo de recriar o imposto sem consultá-lo, Dilma pediu a Levy para tentar convencer o vice a colaborar com a aprovação da proposta no Congresso.

Mesmo tendo sido derrotado no governo — pois defendia corte de gastos em vez de novos impostos — Levy ligou para Temer. Relatou que Dilma teria um encontro na sexta-feira com governadores, e que estes iriam ajudar na aprovação da proposta pelo Congresso.

Temer disse que continuava contrário à tese. Levy contou à presidente que, na quinta-feira,telefonou, ela própria, para o vice. Foi uma conversa difícil, em que Michel Temer respondeu que continuava não vendo chances de aprovação no Congresso e, portanto, que nada poderia fazer.

Depois que os governadores negaram ajuda ao Planalto para aprovar a CPMF, como se sabe, o governo resolveu divulgar que desistia do imposto.

Começou a ser discutida no governo, já na noite de sexta-feira, a proposta de enviar o Orçamento de 2016 ao Congresso com defícit, o que obrigaria os políticos a procurarem uma forma de aumentar a arrecadação, talvez com a própria CPMF.

Temer também não gostou dessa proposta e telefonou ao ministro da Fazenda, a fim de convencê-lo a não insistir nessa estratégia. Mas foi surpreendido com a irritação do ministro com o Palácio.

Levy revelou ao vice que sempre defendeu mais cortes e menos impostos, mas que Dilma e os ministros Nelson Barbosa (Planejamento), Aloizio Mercadante (Casa Civil) e Artur Chioro (Saúde) insistiram no aumento da arrecadação.

Que, voto vencido, ele se mantivera leal à presidente, deixando parecer que era dele a ideia da CPMF, inclusive quando ligou para Temer a pedido de Dilma. Mas que agora ele considerava “uma loucura” essa proposta de enviar ao Congresso o Orçamento de 2016 com déficit,.

Levy arrematou suas queixas dizendo a Michem Temer que temia por um rebaixamento da nota do Brasil pelas agências internacionais e que a perda do chamado “grau de investimento” poderia tornar a economia inadministrável.

Temer pediu, então, que o ministro se acalmasse. Disse que o que de pior poderia acontecer ao país, no momento, seria um dos dois anunciar sua desistência. Citou seu apreço pelo ministro e lembrou até de sua declaração nos EUA de que, se fosse presidente, manteria Levy no governo.

Trocaram ainda outros telefonemas no final de semana, discutindo as decisões do Planalto sobre Orçamento e novos impostos.

E foi nessas conversas que o pacto entre os dois se consolidou. Ambos concordando que há mesmo risco de uma crise inadministrável que leve à saída da presidente Dilma Rousseff.

Mas que — com Dilma ou sem Dilma — eles se consideram fundamentais para evitar uma crise maior no país. Levy, pelo apoio que ainda detém em parcelas significativas do empresariado. Temer, também pelo apoio do empresariado e pela penetração no Congresso, especialmente no PMDB.

Resta saber se Dilma vai se sentir confortável com essa proximidade entre Temer e Levy. Afinal, digamos que a presidente é um tanto ou quanto ciumenta.

 

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segunda-feira, 24 de agosto de 2015 governo | 09:50

Prioridade do governo é debelar crise entre Dilma, Michel Temer e Joaquim Levy

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Foto Agencia Brasil

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A politica não é uma ciência exata por um motivo muito simples: é feita por seres humanos, gente que ama e odeia.

A presidente Dilma Rousseff não é diferente de ninguém. Também é capaz de sentir inveja, por exemplo, e com isso ameaçar seu próprio governo.

Se tem uma coisa que deixou a presidente irritada nesta crise foi a análise de boa parte da mídia de que ela entregou seu governo ao vice-presidente Michel Temer, na área política, e ao ministro da Fazenda, Joaquim Levy, na área econômica.

Por conta dessa irritação, Dilma sempre fez questão de cometer pequenos gestos de desautorização de ambos que só foi desgastando sua relação com os dois principais pilares de seu governo na estratégia de sobrevivência à crise.

Com Levy, cometeu gestos como o de exigir que o corte orçamentário do início do ano ficasse em R$ 69,9 bilhões, e não nos R$ 70 bilhões que Levy apontara como o mínimo aceitável, apenas para marcar sua autoridade.

Mais recentemente, obrigou o ministro a ceder mais do que queria na definição do novo superavit primário.

E tudo indica que vem por aí outra encrenca na definição da peça orçamentária do governo para 2016, que será enviada ao Congresso nos próximos dias.

Dilma reuniu-se neste final de semana, para discutir o assunto, com os ministros Nelson Barbosa (Planejamento) e Aloizio Mercadante (Casa Civil). Levy não esteve presente porque estaria de viagem aos EUA. Mas sabe-se que ele, Barbosa e Mercadante não são lá muito afinados. E nem se sabe quanto os dois e a presidente deixarão, de fato, o ministro da Fazenda decidir sobre o assunto na sua volta.

Com Michel Temer, a situação chegou a um ponto crítico que Dilma já começou a tentar administrar no final de semana, mandando interlocutores procurar o vice.

É que Temer concluiu ser  inviável cuidar da coordenação política sofrendo boicote dos ministros do PT na distribuição dos cargos de segundo e terceiro escalão. Boicote, em geral, com respaldo silencioso da presidente.

E ele deixou claro a esses interlocutores que cobrará de Dilma uma “mudança profunda” no sistema de coordenação política.

Para se ter uma ideia, além de Mercadante, Dilma colocou agora seu assessor especial, Giles Azevedo, para dar pitaco na articulação política. Giles até promoveu por conta própria reuniões com deputados para discutir formas de blindar o governo nas CPIs.

O resultado é que, por isso tudo e pelas dificuldades de negociação com o ministro da Fazenda, o principal auxiliar de Temer na coordenação política, o ministro da Aviação e Portos, Eliseu Padilha, já avisou que não quer mais atuar na área; prefere ficar só cuidando da sua pasta.

Ou seja, a presidente conseguiu juntar à crise econômica e à crise política uma crise dela própria com os principais avalistas do governo junto ao mercado e ao Congresso, Levy e Temer.

A informação no Palácio é de que Dilma tem consciência da gravidade do problema e vai atuar, esta semana, na tentativa de desfazer o que foi desfeito. Resta saber se ainda é tempo.

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quarta-feira, 19 de agosto de 2015 partidos | 11:12

Nem Michel Temer, nem Aécio Neves receberam bem aceno de FHC para aproximação PSDB-PMDB

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A declaração do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em favor de um pedido de renúncia da presidente da República, Dilma Rousseff, foi entendida no pelos aliados do vice-presidente Michel Temer (PMDB) como um aceno dos tucanos para um acordo impossível no momento.

Em linhas gerais o acordo seria assim: tudo bem, sai Dilma e Michel assume um governo de união nacional com o respaldo do PSDB.

A impossibilidade deste acordo, segundo os peemedebistas, é que tanto o PSDB como o PMDB estão de olho na Presidência da República em 2018.

Temer trabalha sua própria candidatura ou de outro nome do partido a ser definido mais adiante. Que tanto pode ser o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, como um novo nome a se filiar à legenda, aí incluído até o do senador José Serra (PSDB-SP), que tem se aproximado do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e não parece ter espaço em seu partido para uma candidatura presidencial.

E os tucanos, por sua vez, já têm dois pré-candidatos à Presidência em plena campanha: o senador Aécio Neves (MG) e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

Para eles, a hipótese de Temer assumir o governo só seria aceita nos moldes da ascensão de Itamar Franco à Presidência quando do impeachment do então presidente, Fernando Collor de Mello: desde que houvesse o compromisso de que o vice-presidente da República, empossado na Presidência, não sairia candidato à reeleição.

No momento, nem Temer nem ninguém no PMDB cogita dessa hipótese. O partido não abre mão da disputa pelo poder real em 2018. Os peemedebistas avaliam que o PT sairá esfacelado do governo Dilma e que pode estar chegando a hora de um ciclo peemedebista na Presidência.

Já no PSDB, uma ala fortíssima, a do presidente do partido, Aécio Neves, acredita que sua maior chance de chegar à Presidência é agora, com a saída de Dilma Rousseff do cargo. Para os aecistas, a hipótese de renúncia de Dilma, levantada por FHC, só faria sentido se fosse com a saída de Temer. A posse do peemedebista só serviria para fortalecer o eventual candidato do PMDB à Presidência em 2018.

Tanto que Aécio ontem declarou à imprensa que está disposto a conversar com o PMDB, mas com a parcela oposicionista do partido, o que exclui Michel Temer.

Temer, por sua vez, teve ontem um encontro com o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) no Palácio do jaburu. O senador propôs que o vice tentasse promover uma conversa do PSDB da presidente Dilma Rousseff. Temer se dispôs a receber Aécio Neves e companhia, mas desde que ficasse claro que não seria um encontro de conspiração. Aí é o PSDB quem não aceita encontro às claras para solucionar crise do governo Dilma Rousseff.

Ou seja, tem muita gente, como o ex-presidente FHC, querendo promover o namoro entre o PSDB e o PMDB. Mas os prováveis candidatos dos dois partidos à Presidência não pretendem posar de mãos dadas neste momento.

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terça-feira, 18 de agosto de 2015 Congresso | 10:32

Eduardo Cunha retoma pauta bomba e estuda aceitação do impeachment para quando Janot o denunciar

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Aliados do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), calculam que a denúncia contra ele não deve sair enquanto o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, não tiver seu nome aprovado pelo Senado.

Ontem, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), anunciou que a sabatina de Janot na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) deverá ocorrer na semana que vem, assim como a votação em plenário da indicação de Janot.

Na avaliação dos aliados de Cunha, seria constrangedor para Janot ser sabatinado no mesmo momento em que forem divulgados pedidos de abertura de processos contra políticos. O presidente da Câmara e o senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) são considerados o alvo da vez do Ministério Público. Assim, a nova expectativa é de que a denúncia contra eles só saia no final do mês.

Enquanto isso, Cunha e seu aliados vão preparando novos lances na sua estratégia contra o governo.

O mais ousado, que estaria em gestação, seria reservar a aceitação, pelo presidente da Câmara, de uma dos pedidos de impeachment contra Dilma Rousseff para a mesma época em que Janot denunciar formalmente Eduardo Cunha.

O líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO), lembrou que o presidente da Câmara pode abrir processo contra Dilma apenas com base na análise dos pedidos que deram entrada na Casa. Segundo ele, Cunha poderia se basear, por exemplo, nos decretos não numerados com abertura de crédito especial em 2014 que autorizam as pedaladas fiscais, sem precisar esperar por uma decisão do Tribunal de Contas da União sobre as contas da presidente.

E, na outra ponta, os aliados de Cunha apostam no aprofundamento da chamada pauta bomba, como forma de neutralizar a agenda anticrise do presidente do Senado.

Esta semana a ofensiva de Eduardo Cunha começa pela votação do novo índice de correção das contas dos trabalhadores no Fundo de Garantia por tempo de Serviço (FGTS). Projeto em tramitação na Câmara propõe que elas passem a ser corrigidas pelo mesmo índice da poupança, ou seja, passaria de 3% ao ano mais a TR para 6% mais TR. O que, segundo o Palácio do Planalto, simplesmente enterraria o Minha Casa Minha Vida. O governo tentará apresentar uma proposta alternativa.

Amanhã, Eduardo Cunha quer colocar em pauta a redução da maioridade penal para 16 anos, o que também desagrada ao governo.

Já as pautas da agenda de Renan, Cunha tem deixado claro que pretende engavetá-las quando forem enviadas à Câmara. Ontem mesmo, ele afirmou: “Ali é muita espuma. Quando baixar a espuma, não sobra nada.”

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terça-feira, 11 de agosto de 2015 Congresso | 16:43

Renan Calheiros: “O Brasil continuará, durante e depois da presidente Dilma.” Assista

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O iG conseguiu penetrar no gabinete do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), agora há pouco, quando ele iniciou a reunião com os líderes para discutir a pauta de votações da semana.

Renan foi recebido como o novo homem forte da República. Até o líder do PSDB, Cassio Cunha Lima (PB), um defensor ardoroso do impeachment da presidente Dilma Rousseff, admitia que “a história esfriou” depois que Renan e Dilma se reuniram, na última quinta-feira.

Após a reunião, a presidente da República determinou que os ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e do Planejamento, Nelson Barbosa, se reunissem com o presidente do Senado para elaborar uma pauta de projetos para combater a crise e promover o crescimento pós-crise.

Foi elaborada uma agenda de 28 pontos, em que boa parte precisará da aprovação do Congresso.

Numa rápida entrevista ali no gabinete, ao iG e ao repórter da Globo News Gerson Camaroti, Renan afirmou:

“A agenda é um roteiro com propostas para que Brasil administre a crise e sinalize com o reaquecimento da economia. São propostas que colocam interesses do país acima dos interesses do governo.”

Renan disse que ainda não definiu com Levy e Nelson Barbosa os pontos prioritários da agenda de 28 itens que elaboraram. Mas adiantou que já não são mais apenas 28 itens:

“A agenda não está fechada. sugerimos 28 pontos. Outros já foram acrescidos em função de novas propostas.”

Quanto às críticas do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de que o governo está tentando trabalhar apenas com o Senado, Renan argumenta:

“A agenda não é de interesse da presidente Dilma, nem de qualquer governo. A proposta significa que o Brasil continuará durante e depois da presidente Dilma.”

Renan disse que, neste momento, “conversa é fundamental. conversar não arranca pedaço”. E admitiu que vem conversando há tempos com Dilma Rousseff, com quem tem discutido até um novo modelo da coalizão governista no Congresso:

“Nós conversamos em todos os moentos com a presidente. Discutimos, além dessa agenda, a necessidade de um modelo novo de coalizão politica que dê fundamento à aliança que está aí.”

Quanto ao impeachment, o presidente do Senado é taxativo:

“Discutir impeachment e antecipar cenários não está na ordem do dia. Não ajuda o Brasil.”

Assista:

A pauta inicial proposta por Renan:

http://www12.senado.gov.br/noticias/materias/2015/08/10/a-agenda-brasil-sugerida-por-renan-calheiros

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governo | 12:13

Adesão de Renan a Dilma praticamente enterra o impeachment

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Dilma RenanAntes quase na oposição, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), deu uma virada de posição na quinta-feira, após encontrar-se a sós com a presidente Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto.

Ele não revelou detalhes da conversa a ninguém. O pouco que se sabe do que os dois acertaram foi anunciado pela própria presidente, ao determinar que os ministros da Fazenda e do Planejamento acertassem com Renan uma agenda de projetos contra a crise.

Ou seja, esse foi um dos assuntos da pauta entre os dois: a necessidade de se dar à base parlamentar um discurso positivo para permitir que o Congresso aprove os projetos mais duros de corte de gastos.

Mas é claro que deve ter havido outros pontos de interesse de Renan, pois o presidente do Senado saiu dali contrário como nunca à condenação do governo pelo Tribunal de Contas da União (TCU). No mesmo dia, disse a amigos: “Cassar a presidente por causa das pedaladas? Impossível. Todo mundo já fez isso.”

Na sexta-feira e no sábado, Renan recebeu na Residência Oficial do Lago Paranoá dois ministros do TCU: Raimundo Carrero e Bruno Dantas.

Conforme esta coluna informou na sexta-feira 7, Carrero, Dantas e Vital do Rego são três ministros do tribunal muito ligados ao presidente do Senado. Os dois primeiros, ex-funcionarios da Casa. E o segundo, um ex-senador do PMDB que sempre foi aliado de Renan.

Sao nove os ministros com voto no TCU. O governo tem condições de garantir o voto de dois — Benjamin Zimler e Walton Alencar –, que somados aos votos de Renan já garantem maioria para Dilma. Sem contar dois votos que o ex-presidente Lula pode conquistar: do seu ex-coordenador político no Planalto José Múcio Monteiro, e da sua amiga pessoal Ana Arraes, mãe do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos.

A aprovação das contas no TCU praticamente enterra o impeachment. A outra possibilidade seria uma condenação pelo Superior Tribunal Eleitoral da chapa vencedora das eleições presidenciais. O que significaria a cassação também do vice Michel Temer, hipótese que juristas e analistas políticos consideram muito pouco provável num momento em que Temer se firma como um pólo de estabilidade na Câmara contra o ultraoposicionismo do presidente da Casa, Eduardo Cunha.

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segunda-feira, 10 de agosto de 2015 governo | 17:32

Ao iG, líder anuncia força-tarefa de Dilma para recompor a base e defende Michel Temer: “Temos que acabar com maus espíritos e maus olhares”

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O líder do Governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), anunciou, em entrevista ao iG, que será feita “uma força-tarefa” para estabelecer conversas diretas da presidente Dilma Rousseff, a partir de agora, com cada uma das bancadas dos partidos que apoiam o governo no Congresso.

A tal força-tarefa, segundo o deputado, foi a principal decisão da reunião de ontem à noite da presidente, no Palácio da Alvorada, com ministros e líderes da base governista.

“Nestas reuniões, as bancadas poderão fazer suas reclamações diretamente à presidente”, disse Guimarães.

Nessa linha é que Dilma marcou para hoje à noite um grande jantar no Alvorada com senadores da base. Até hpje, Dilma não tinha tido nenhum encontro deste tipo com os senadores.

Segundo Guimarães, Dilma também manterá um diálogo mais constante com outros setores, como empresários, sindicatos e entidades da sociedade civil. “Essas várias esferas vão ajudar na recomposição da base”, explicou.

Na Câmara, a prioridade da semana — informou o deputado — é não votar “do jeito que está programada” a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 443. que vincula salários da AGU (Advocacia Geral da União) e de diversos setores aos salários do Judiciário.

“Incluíram emendas nessa PEC que aumentam ainda mais seu impacto. Fica impossível. Não dá para mandar a conta só para a União”, disse o líder

Também é prioridade do governo derrubar o Projeto que altera que vincula o reajuste do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço ao índice da caderneta de poupança.

Guimarães anunciou que o governo deve apresentar “uma proposta alternativa. Talvez de forma escalonada. Ainda não está definido exatamente como será”. Do jeito que está — diz o deputado — o projeto acabaria com o Minha Casa Minha Vida.

O líder do governo fez questão de defender o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), como coordenador político do governo.

Na abertura da reunião de ontem, Temer fez um discurso reclamando, sem citar o PT, das “intrigas” de que foi alvo por ter declarado que é preciso aparecer alguém capaz de unificar o país. Por causa dessa intrigas, na quinta-feira, Temer chegou a colocar à disposição da presidente a função de coordenador político.

“Na reunião de ontem, o Temer fez uma colocação de altíssima relevância, dizendo que não quer deixar dúvidas da lealdade dele. Era para evitar rusgas. Eu tive o cuidado de ver o que ele havia dito antes. A fala completa não foi publicada. O que ele quis foi chamar a atenção do Congresso para não votar as matérias que aumentam despesas”, disse.

“Num momento como este temos que tirar os maus espíritos e maus olhares. O Temer é o articulador político do governo e ele ajuda muito.”

Ou: https://www.youtube.com/watch?v=upAmYcjWfAY

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sexta-feira, 7 de agosto de 2015 governo | 18:53

Michel Temer entregou coordenação política. Mas Dilma não aceitou

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Apesar de ter postado no twitter a mensagem acima, a verdade é que o vice-presidente da República, Michel Temer, de fato chegou a colocar sua função de coordenador político do governo à disposição da presidente Dilma Rousseff, nesta quinta-feira, conforme revelou o portal G1.

Foi daí que surgiram os boatos de que ele deixou a articulação política.

Não, não deixou porque, simplesmente, Dilma não aceitou.

Na verdade Temer não pretendia abandonar a coordenação política. Fez isso apenas para neutralizar o que chama de “intrigas”: críticas de ministros do PT à sua declaração do dia anterior, quanto afirmou que o país precisa alguém capaz de “unificar a todos”.

Os petistas entenderam sua declaração como uma constatação de que Dilma já não lidera o país. E que ele próprio, Michel Temer, estaria se colocando para ser essa pessoa.

No encontro com Dilma, Temer citou ter ouvido falar dessa interpretação e disse à presidente que não queria criar mais problemas para o governo neste momento. Portanto, se Dilma quisesse, poderia afastá-lo da coordenação política que ele entenderia perfeitamente.

Dilma disse que não cogitava disso. E o vice-presidente sentiu-se blindado contra as críticas. Pelo menos por enquanto.

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escândalos políticos | 10:10

Renan Calheiros pode livrar Dilma da condenação no TCU

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Ontem, conforme revelou a coluna Poder Online, a presidente Dilma Rousseff chamou ao Palácio do Planalto o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Naquela madrugada, Dilma havia sido derrotada na Câmara, por 445 votos a 16, na votação de uma Proposta de Emenda Constitucional que poderia aumentar o rombo no ajuste fiscal em até R$ 10 bilhões.

De uma forma ou e outra, a tal PEC 443 não deverá entrar em vigor. Mas a votação mostrou a força do atual presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que se declarou formalmente na oposição, e a enorme dificuldade do governo em controlar sua base parlamentar.

Cunha também fez passar de roldão pelo plenário a aprovação de todas as contas de presidentes da República que estavam pendentes há 20 anos na Casa. Abriu a pauta para receber as contas de 2014 presidente Dilma Rousseff, que estão em análise do Tribunal de Contas da União (TCU). Tratam-se das  contas das chamadas “pedaladas fiscais”, que teriam sido cometidas pela equipe econômica do primeiro governo Dilma.

Se o TCU decidir pela reprovação das contas, é enorme a chance de que Eduardo Cunha comande no plenário a condenação da presidente e, consequentemente, o processo formal de impeachment.

Dilma correu, então, para Renan Calheiros. Parece ter descoberto o poder que o presidente do Senado tem em suas mãos.

Um poder que o PSDB também já descobriu. Tanto que os senadores tucanos levaram Renan para um jantar no dia anterior, na casa de Tasso Jereissati (PSDB-CE), no qual cercaram-no de mimos e promessas de amor caso Dilma Rousseff deixe o governo.

É simples assim: dos nove ministros do TCU que votarão as contas de Dilma, Renan tem influência direta sobre três.

São eles:

Bruno Dantas – Bruno Dantas

Foi o mais novo ministro a assumir o cargo, aos 36 anos de idade, em 2014, escolhido em substituição à indicação não aceita do ex-senador Gim Argello (PTB-DF),  acusado de irregularidades na época em que presidiu a Câmara Legislativa do Distrito Federal.

Consultor jurídico concursado do Senado, ele foi indicado por Renan Calheiros e pelo ex-senador José Sarney (PMDB-AP)

Raimundo Carrero

– Raimundo Carrero

Foi secretário geral do Senado e é também bastante próximo do ex-presidente José Sarney e de Renan.

Em 2013, quando o tribunal analisou o pagamento de supersalários a 464 funcionários do Senado, Carreiro não se considerou impedido de votar e defendeu que diretores da casa não fossem punidos. O TCU acabou determinando a devolução de parte desses valores.

Vital do Rego

– Vital do Rego

Foi senador pelo PMDB da Paraíba e assumiu o TCU em 2014 graças também ao apoio explícito de Renan Calheiros.

Anda estressado com o governo por não ter tido apoio contra denúncias envolvendo desvio de recursos na prefeitura de Campina Grande (PB), que teriam  irrigado sua campanha  ao Senado.

Dos demais ministros, o governo calcula obter, por conta própria, pelo menos o apoio de Benjamin Zimler e Walton Alencar. Precisaria de muito esforço do ex-presidente Lula para virar dois votos, hoje contrários: José Múcio Monteiro, e Ana Arraes. Já Augusto Nardes e Aroldo Cedraz são considerados votos perdidos.

Ou seja, se Renan trouxer seus três votos e o governo obtiver os dois votos com que conta, a vitória estaria garantida.

Por isso, o presidente do Senado, Renan Calheiros, é hoje o político mais importante para a manutenção de Dilma Rousseff no cargo, independentemente de sua força dentro do PMDB, dentro do Senado, ou mesmo no cenário político como um todo.

 

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terça-feira, 4 de agosto de 2015 governo | 10:14

Joaquim Levy vive momento de paz e amor com Dilma Rousseff

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Já esteve mais conturbado o relacionamento do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, com a presidente Dilma Rousseff.

Os momentos de maior tensão foram nas definições dos cortes do Orçamento. Por pura birra dos dois. E ambos saíram insatisfeitos.

O primeiro momento de grande tensão foi em maio, quando foi anunciado o primeiro mega corte do ajuste. Levy queria algo entre R$ 70 bilhões e R$ 80 bilhões. Dilma, para mostrar poder, determinou que não se chegasse a esses valores. E o ministro se recusou a comparecer ao anúncio de corte de R$ 69,9 bilhões.

O segundo momento de tensão pré/pós corte foi agora em julho, na definição da nova meta de superavit. Levy queria permanecer próximo dos 1,12% da meta anterior, o que exigiria um novo mega corte nos gastos. Dilma fechou questão em torno de um gasto mínimo. Então o ministro contrapôs que o jeito era baixar o superavit para surpreendentes 0,15% do PIB. Nenhum dos dois, nem o mercado ficaram satisfeitos.

Passadas as tempestades, no entanto, ambos parecem ter aprendido que, em caso de dissenso, nenhum dos dois sai ganhando.

Dilma precisa de Levy para tentar manter o seu mandato. Se ele sair, sempre aparecerá um liberal disposto a assumir para acalmar o mercado. Mas a situação hoje é tão frágil que não se sabe se aguentaria um chacoalhar no Ministério da Fazenda. Já Levy poderia voltar ao Bradesco, de onde saiu. Mas sempre com a marca de não ter conseguido gerir a economia do país.

Por conta disso, a presidente tem feito gestos públicos de simpatia em direção ao ministro da Fazenda. E Levy, por sua vez, tem-se mostrado cada vez mais sorridente nos encontros com a presidente.

Foi assim na reunião dos governadores, quando Dilma em seu discurso citou sorrindo o esforço do ministro para ajustar a economia e o próprio Levy sorriu abertamente.

Foi assim na noite de ontem durante o jantar oferecido pela presidente da República aos líderes e presidentes de partidos aliados no Palácio da Alvorada. Em seu discurso, Dilma deixou claro que a prioridade de seu governo no momento é o ajuste capitaneado por Levy. “Da estabilidade fiscal eu não arredo o pé”, chegou a afirmar, diante de um ministro sorridente.

Hoje Joaquim Levy tem deixado claro a seus interlocutores que também está aprendendo com a crise. Por exemplo, diz-se cada vez mais disposto e aberto à negociação com o Congresso.

Assim como a própria presidente da República, que deu a entender no jantar estar disposta a se reaproximar do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, o ministro também está se preparando para procurar o deputado em busca de uma menor resistência à aprovação dos projetos de interesse do governo, inclusive cedendo no que for possível.

Os argumentos do ministro neste segundo semestre deverão ser muito menos de cortes e muito mais na linha das ações possíveis para a retomada do desenvolvimento. É claro, possíveis dentro dos limites de um economista monetarista, não um heterodoxo desenvolvimentista como o ministro Aloizio Mercadante.

Nada de políticas anticíclicas do passado recente, injeção de dinheiro público em larga escala ou isenções a setores empresariais privilegiados.

Como a agenda macroeconômica estaria mais ou menos superada no primeiro semestre com a aprovação do ajuste fiscal pelo Congresso, agora seria a hora de uma agenda mais, digamos, micro: medidas de estímulo à concorrência, ao comércio exterior, à participação do setor privado nos investimentos em infraestrutura. E, sobretudo, priorização às reformas do ICMS e do PIS/Cofins para destravar investimentos.

Enfim, se o relacionamento entre Dilma e seu ministro continuar em boa fase, vem aí um Levy mais sorridente e com mais jogo de cintura em relação ao Congresso.

Ele se sente, neste momento, com apoio interno, graças a Dilma, e com apoio externo, graças ao mercado. Só volta a correr risco de pular fora do governo se o mercado ou presidente lhe retirarem sustentação.

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