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terça-feira, 1 de setembro de 2015 governo | 14:34

Irritados com o governo, Temer e Levy fecham pacto contra crise

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Foto Agencia Brasil

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Os dois têm em comum a irritação com o fogo cruzado dos ministros do PT e com a instabilidade no relacionamento com a presidente Dilma Rousseff, além de sofrerem resistências e derrotas desagradávis no Congresso.

Mas o vice-presidente da República, Michel Temer, e o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, ainda se veem como fiadores do que resta de governabilidade ao país no momento.

Foi levando em conta esses fatores que Michel Temer e Joaquim Levy acertaram, numa troca de telefonemas neste final de semana, um pacto de ajuda mútua para resistir à crise econômica e política, seja com a permanência de Dilma Rousseff no cargo, seja sem ela.

O empurrão inicial para o acerto entre os dois, por incrível que pareça, foi dado pela presidente Dilma na semana passada. Ao saber que Temer estava irritado com a proposta do governo de recriar o imposto sem consultá-lo, Dilma pediu a Levy para tentar convencer o vice a colaborar com a aprovação da proposta no Congresso.

Mesmo tendo sido derrotado no governo — pois defendia corte de gastos em vez de novos impostos — Levy ligou para Temer. Relatou que Dilma teria um encontro na sexta-feira com governadores, e que estes iriam ajudar na aprovação da proposta pelo Congresso.

Temer disse que continuava contrário à tese. Levy contou à presidente que, na quinta-feira,telefonou, ela própria, para o vice. Foi uma conversa difícil, em que Michel Temer respondeu que continuava não vendo chances de aprovação no Congresso e, portanto, que nada poderia fazer.

Depois que os governadores negaram ajuda ao Planalto para aprovar a CPMF, como se sabe, o governo resolveu divulgar que desistia do imposto.

Começou a ser discutida no governo, já na noite de sexta-feira, a proposta de enviar o Orçamento de 2016 ao Congresso com defícit, o que obrigaria os políticos a procurarem uma forma de aumentar a arrecadação, talvez com a própria CPMF.

Temer também não gostou dessa proposta e telefonou ao ministro da Fazenda, a fim de convencê-lo a não insistir nessa estratégia. Mas foi surpreendido com a irritação do ministro com o Palácio.

Levy revelou ao vice que sempre defendeu mais cortes e menos impostos, mas que Dilma e os ministros Nelson Barbosa (Planejamento), Aloizio Mercadante (Casa Civil) e Artur Chioro (Saúde) insistiram no aumento da arrecadação.

Que, voto vencido, ele se mantivera leal à presidente, deixando parecer que era dele a ideia da CPMF, inclusive quando ligou para Temer a pedido de Dilma. Mas que agora ele considerava “uma loucura” essa proposta de enviar ao Congresso o Orçamento de 2016 com déficit,.

Levy arrematou suas queixas dizendo a Michem Temer que temia por um rebaixamento da nota do Brasil pelas agências internacionais e que a perda do chamado “grau de investimento” poderia tornar a economia inadministrável.

Temer pediu, então, que o ministro se acalmasse. Disse que o que de pior poderia acontecer ao país, no momento, seria um dos dois anunciar sua desistência. Citou seu apreço pelo ministro e lembrou até de sua declaração nos EUA de que, se fosse presidente, manteria Levy no governo.

Trocaram ainda outros telefonemas no final de semana, discutindo as decisões do Planalto sobre Orçamento e novos impostos.

E foi nessas conversas que o pacto entre os dois se consolidou. Ambos concordando que há mesmo risco de uma crise inadministrável que leve à saída da presidente Dilma Rousseff.

Mas que — com Dilma ou sem Dilma — eles se consideram fundamentais para evitar uma crise maior no país. Levy, pelo apoio que ainda detém em parcelas significativas do empresariado. Temer, também pelo apoio do empresariado e pela penetração no Congresso, especialmente no PMDB.

Resta saber se Dilma vai se sentir confortável com essa proximidade entre Temer e Levy. Afinal, digamos que a presidente é um tanto ou quanto ciumenta.

 

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segunda-feira, 24 de agosto de 2015 governo | 09:50

Prioridade do governo é debelar crise entre Dilma, Michel Temer e Joaquim Levy

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Foto Agencia Brasil

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A politica não é uma ciência exata por um motivo muito simples: é feita por seres humanos, gente que ama e odeia.

A presidente Dilma Rousseff não é diferente de ninguém. Também é capaz de sentir inveja, por exemplo, e com isso ameaçar seu próprio governo.

Se tem uma coisa que deixou a presidente irritada nesta crise foi a análise de boa parte da mídia de que ela entregou seu governo ao vice-presidente Michel Temer, na área política, e ao ministro da Fazenda, Joaquim Levy, na área econômica.

Por conta dessa irritação, Dilma sempre fez questão de cometer pequenos gestos de desautorização de ambos que só foi desgastando sua relação com os dois principais pilares de seu governo na estratégia de sobrevivência à crise.

Com Levy, cometeu gestos como o de exigir que o corte orçamentário do início do ano ficasse em R$ 69,9 bilhões, e não nos R$ 70 bilhões que Levy apontara como o mínimo aceitável, apenas para marcar sua autoridade.

Mais recentemente, obrigou o ministro a ceder mais do que queria na definição do novo superavit primário.

E tudo indica que vem por aí outra encrenca na definição da peça orçamentária do governo para 2016, que será enviada ao Congresso nos próximos dias.

Dilma reuniu-se neste final de semana, para discutir o assunto, com os ministros Nelson Barbosa (Planejamento) e Aloizio Mercadante (Casa Civil). Levy não esteve presente porque estaria de viagem aos EUA. Mas sabe-se que ele, Barbosa e Mercadante não são lá muito afinados. E nem se sabe quanto os dois e a presidente deixarão, de fato, o ministro da Fazenda decidir sobre o assunto na sua volta.

Com Michel Temer, a situação chegou a um ponto crítico que Dilma já começou a tentar administrar no final de semana, mandando interlocutores procurar o vice.

É que Temer concluiu ser  inviável cuidar da coordenação política sofrendo boicote dos ministros do PT na distribuição dos cargos de segundo e terceiro escalão. Boicote, em geral, com respaldo silencioso da presidente.

E ele deixou claro a esses interlocutores que cobrará de Dilma uma “mudança profunda” no sistema de coordenação política.

Para se ter uma ideia, além de Mercadante, Dilma colocou agora seu assessor especial, Giles Azevedo, para dar pitaco na articulação política. Giles até promoveu por conta própria reuniões com deputados para discutir formas de blindar o governo nas CPIs.

O resultado é que, por isso tudo e pelas dificuldades de negociação com o ministro da Fazenda, o principal auxiliar de Temer na coordenação política, o ministro da Aviação e Portos, Eliseu Padilha, já avisou que não quer mais atuar na área; prefere ficar só cuidando da sua pasta.

Ou seja, a presidente conseguiu juntar à crise econômica e à crise política uma crise dela própria com os principais avalistas do governo junto ao mercado e ao Congresso, Levy e Temer.

A informação no Palácio é de que Dilma tem consciência da gravidade do problema e vai atuar, esta semana, na tentativa de desfazer o que foi desfeito. Resta saber se ainda é tempo.

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quarta-feira, 19 de agosto de 2015 partidos | 11:12

Nem Michel Temer, nem Aécio Neves receberam bem aceno de FHC para aproximação PSDB-PMDB

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A declaração do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em favor de um pedido de renúncia da presidente da República, Dilma Rousseff, foi entendida no pelos aliados do vice-presidente Michel Temer (PMDB) como um aceno dos tucanos para um acordo impossível no momento.

Em linhas gerais o acordo seria assim: tudo bem, sai Dilma e Michel assume um governo de união nacional com o respaldo do PSDB.

A impossibilidade deste acordo, segundo os peemedebistas, é que tanto o PSDB como o PMDB estão de olho na Presidência da República em 2018.

Temer trabalha sua própria candidatura ou de outro nome do partido a ser definido mais adiante. Que tanto pode ser o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, como um novo nome a se filiar à legenda, aí incluído até o do senador José Serra (PSDB-SP), que tem se aproximado do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e não parece ter espaço em seu partido para uma candidatura presidencial.

E os tucanos, por sua vez, já têm dois pré-candidatos à Presidência em plena campanha: o senador Aécio Neves (MG) e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

Para eles, a hipótese de Temer assumir o governo só seria aceita nos moldes da ascensão de Itamar Franco à Presidência quando do impeachment do então presidente, Fernando Collor de Mello: desde que houvesse o compromisso de que o vice-presidente da República, empossado na Presidência, não sairia candidato à reeleição.

No momento, nem Temer nem ninguém no PMDB cogita dessa hipótese. O partido não abre mão da disputa pelo poder real em 2018. Os peemedebistas avaliam que o PT sairá esfacelado do governo Dilma e que pode estar chegando a hora de um ciclo peemedebista na Presidência.

Já no PSDB, uma ala fortíssima, a do presidente do partido, Aécio Neves, acredita que sua maior chance de chegar à Presidência é agora, com a saída de Dilma Rousseff do cargo. Para os aecistas, a hipótese de renúncia de Dilma, levantada por FHC, só faria sentido se fosse com a saída de Temer. A posse do peemedebista só serviria para fortalecer o eventual candidato do PMDB à Presidência em 2018.

Tanto que Aécio ontem declarou à imprensa que está disposto a conversar com o PMDB, mas com a parcela oposicionista do partido, o que exclui Michel Temer.

Temer, por sua vez, teve ontem um encontro com o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) no Palácio do jaburu. O senador propôs que o vice tentasse promover uma conversa do PSDB da presidente Dilma Rousseff. Temer se dispôs a receber Aécio Neves e companhia, mas desde que ficasse claro que não seria um encontro de conspiração. Aí é o PSDB quem não aceita encontro às claras para solucionar crise do governo Dilma Rousseff.

Ou seja, tem muita gente, como o ex-presidente FHC, querendo promover o namoro entre o PSDB e o PMDB. Mas os prováveis candidatos dos dois partidos à Presidência não pretendem posar de mãos dadas neste momento.

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sexta-feira, 10 de julho de 2015 escândalos políticos | 05:58

iG promove debate entre PCdoB e DEM acerca do tema que dominou o Congresso durante a semana: está em curso um golpe contra a presidente Dilma?

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Na Convenção Nacional do PSDB, ocorrida no domingo dia 5, o presidente recém reeleito da legenda, senador Aécio Neves (MG), e o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso puxaram o coro: a presidente Dilma Rousseff estaria sem condições de cumprir seu mandato até o final, em 2018, e o PSDB estaria pronto para assumir o cargo.

A presidente da República respondeu à provocação em entrevista ao jornal “Folha de S.Paulo”, na qual afirmou estar sendo vítima de uma tentativa de golpe e que ela não vai cair.

A discussão sobre impeachment e golpe de Estado acabou tomando o noticiário e se tornou o principal assunto do Congresso Nacional durante a semana.

Aécio Neves e o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), bateram boca em plenário e também em entrevistas aqui no iG.

A coluna resolveu promover uma entrevista-debate, agora na Câmara, dos líderes de dois partidos aliados ao PT e ao PSDB: a líder do PCdoB, jandira Feghali (RJ), e o líder do DEM, Mendonça Filho (PE).

Ela acusando os defensores do impeachment de golpismo. Ele defendendo a saída de Dilma do governo, seja pela acusação de pedaladas fiscais, seja por suposta fraude eleitoral ou até porque teria mentido na campanha eleitoral.

Assista, sem edição, ao debate de 14 minutos entre os dois — gravado no Salão Nobre da Câmara em plena votação da reforma política — e tire, você mesmo, suas próprias conclusões:

 

https://www.youtube.com/watch?v=xDD8n8WGFR8

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quarta-feira, 8 de julho de 2015 partidos | 16:06

Aécio Neves: “PT não vai me empurrar para a direita”

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O senador Aécio Neves (MG) acaba de ser reeleito presidente nacional do PSDB e já se tornou o centro de uma grande polêmica: se o seu partido aderiu ou não à tese de um golpe de Estado para apear do poder a presidente Dilma Rousseff.

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), diz que sim. Em entrevista ao iG, acusou Aécio de capitanear o “furor golpista, secundado pela extrema direita”, do país.

Em entrevista exclusiva ao iG, Aécio responde às críticas dizendo que “não adianta que não vão me empurrar para a direita”.

Mas ele insiste que a presidente da República pode ser retirada do poder sem golpe, pela via constitucional, se o Tribunal Superior Eleitoral, por exemplo, decidir que houve fraude na eleição:

“Ninguém está acima da lei. Quem quer golpe é o PT. Cabe à presidente responder às denúncias e manter seu mandato até 2018. O que nós insistimos é que a presidente tem que dar satisfação aos órgãos de controle. Se houver a comprovação de dinheiro sujo, aí sim, está prevista na Constituição a cassação do mandato.”

Aécio diz que o PSDB se encontra no seu melhor momento desde o governo Fernando Henrique Cardoso, quando foi lançado o Plano Real, e que o partido “não embarcará nuuma aventura”.

Mas defendeu as manifestações de rua programadas para agosto, mesmo com o risco de um enfrentamento com militantes das entidades da sociedade civil que apoiam o governo.

“De um lado, sou acusado de não ter ido às ruas para não estimular o movimento. De outro, nos acusam de movimentar as ruas. O PT não entendeu que as ruas estão se movimentando espontaneamente.”

E o presidente do PSDB dá um recado ao PT:

“Temos hoje um governo atordoado, com sua base de sustentação demonstrando muito pouca confiança na recuperação da  presidente da República. O PT tem que se preocupar com sua própria base, mais do que com a oposição.”

Muita coisa em apenas 9 minutos de entrevista que você pode assistir na íntegra:

 

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escândalos políticos | 05:58

Líder do PT acusa Aécio Neves de “capitanear extrema direita”, e diz temer enfrentamentos nas ruas em agosto

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Em entrevista ao iG, o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), admitiu temer que o Brasil viva um momento de grande radicalismo nas ruas, em agosto, a partir das manifestações que começam a ser programadas pela oposição.

Segundo ele, o PT está disposto a reagir, convocando “setores da sociedade que reconhecem no nosso governo uma perspectiva de futuro melhor”. Ou seja, também levando para as ruas militantes das entidades próximas ao partido, como MST (Movimento dos Sem Terra), CUT (Central Única dos Trabalhadores), UNE (União Nacional do Estudantes), etc., com evidente risco de embates.

Perguntado se isso não levará a uma radicalização perigosa, Costa concorda. Afirma que não é o que PT deseja, mas “a oposição é quem tem promovido essa radicalização e obviamente nós também temos que manifestar nosso apoio ao governo”.

Ontem ele partiu para o enfrentamento com o recém reeleito presidente nacional do PSDB, o senador Aécio Neves (MG), em plenário. Costa leu uma nota da bancada do PT acusando Aécio de golpismo, ao defender investigações com possibilidade de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Humberto Costa tem dito que esse movimento é capitaneado no PSDB não pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, nem pelo senador José Serra (SP), mas por Aécio Neves, “secundado por parlamentares e elementos da extrema direita”.

Veja o que disse o senador petista ao iG:

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terça-feira, 7 de julho de 2015 Sem categoria | 09:21

PT agradece ao PSDB por ter despertado Dilma da letargia

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O PT dormiu tarde ontem, à espera do resultado das reuniões da presidente Dilma Rousseff com líderes e presidentes de partidos aliados, e acordou cedo hoje, para ler a entrevista da presidente ao jornal “Folha de S.Paulo”.

E o primeiro sentimento na cúpula do partido está sendo de agradecimento aos tucanos pelas ameaças de impeachment contra a presidente da República propaladas na Convenção Nacional do PSDB, ocorrida no domingo.

Graças aos tucanos — acreditam os petistas — enfim a presidente Dilma sentiu  que está mesmo numa crise e resolveu agir, “resolveu conversar, fazer política”, disse ao iG um dos comandantes do PT.

Não que ninguém acredite que o humor dos aliados vá mudar de uma hora para outra. Mas, pelo menos, desta vez, Dilma demonstrou “respeito com a crise e com os políticos aliados”. Especialmente com relação ao PMDB, o maior partido do Congresso e da base aliada e, portanto, a maior ameaça à governabilidade.

O fato de Dilma ter chamado os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), para uma conversa em separado, depois da reunião do Conselho Político, foi interpretado no PT como, enfim, ela tendo seguido o conselho do ex-presidente Lula.

Lula disse várias vezes a Dilma que ela precisava conversar melhor com renan e Eduardo Cunha, mas a presidente não seguia seu conselho.

Lá atrás, quando indicou Dilma para sua sucessão, Lula foi questionado sobre o temperamento da então ministra, pouco afeita à conversa, a ouvir os outros. Ele sempre respondia que, quando Dilma sentasse na cadeira de presidente da República iria entender a necessidade de ser humilde às vezes. Ouvir.

O que vinha deixando Lula irritado era a constatação de que Dilma não havia ainda aprendido essa lição. Agora, enfim, segundo relatos que o PT obteve das duas reuniões de ontem à noite, e até mesmo conforme o demonstrado na entrevista ao jornal, a presidente parece ter sentido a necessidade de mudar seu comportamento.

Mesmo quando deu a entender que nada tem a ver com o que ocorreu na Lava Jato, Dilma não partiu para jogar no ombro de ninguém. Isso agradou aos petistas, assim como o fato de ela ter explicitado que não é o PMDB quem quer impeachment e ter-se manifestado contrária à prisão dos donos das empresas que prestaram serviço à Petrobras.

A torcida agora é que Eduardo Cunha e Renan Calheiros deem uma trégua ao governo no Congresso. Especialmente Eduardo Cunha, que vinha soltando fogo pelas ventas.

A relação entre ele e o PT no Congresso está absolutamente deteriorada.

 

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terça-feira, 30 de junho de 2015 Congresso | 12:34

Lula propõe que Dilma discuta “saídas para o Brasil” com Legislativo e Judiciário

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O presiedente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) tomou café da manhã com o ex-presidente Lula.
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Segundo ele, Lula “veio em missão de paz” a Brasília e não fez críticas à presidente Dilma Rousseff.

Renan afirmou que boa parte da conversa ficou centrada na reforma política. Lula, segundo ele, se manifestou contra o fim da reeleição, se for mantido o mandato de quatro anos para chefes de Executivo.

O presidente do Senado afirmou que o ex-presidente Lula defendeu que a presidente Dilma Rousseff reuna-se com os poderes Legislativo e Judiciário “na busca de saídas para o Brasil”.

Renan também falou sobre maioridade penal. Disse que o projeto de alteração do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) proposto pelo senador José Serra (PSDB-SP) deverá ser votado ainda hoje.

O projeto tem o apoio do governo federal e do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB).

Nesse tema há uma corrida entre Cãmara e Senado. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), defende a diminuição da maioridade penal, e também pretende aprová-la hoje.

Veja abaixo o vídeo com a chegada de Renan ao Senado, quando falou sobre esses assuntos:

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terça-feira, 9 de junho de 2015 Congresso | 18:27

Como a “virada na crise”, anunciada por Dilma, repercutiu no Congresso. Assista

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Para o líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (PT-MS), sequer se pode falar em crise. Mas a solução dos problemas será gradual.

O líder do PT, senador Humberto Costa (PE) até admite que há crise. Diz que o ajuste do ministro Levy foi necessário, “circunstancial”, mas aposta na virada. Embora gradual.

Já o senador Cristóvam Buarque (PDT-DF), não aceita sequer falar em virada ou qualquer coisa como fim da crise. Para ele, a presidente Dilma não deve estar lendo jornais.

E o vice-presidente do PSDB, Álvaro Dias (PR), afirma que as concessões anunciadas pela presidente como o início da virada são a reedição de pacote antigo, que virou vento.

Também o senador dissidente petista Paulo Paim (RS) não acredita em virada. Ele afirma que tem andado o país e que só vê aumentar a preocupação com o desemprego. Sem contar a crise política.

Assista e tire suas próprias conclusões:

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terça-feira, 2 de junho de 2015 Congresso | 09:45

A crise viaja hoje. Mas Eduardo Cunha volta na semana que vem com a votação da desoneração de impostos

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Foto: Agência Brasil

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“A crise viajou” foi uma expressão lançada na política brasileira por Fernando Henrique Cardoso (PSDB-SP), quando senador, sempre que o então presidente da República, José Sarney, participava de algum compromisso oficial no exterior.

Depois, quando assumiu a Presidência da República, o próprio FHC foi vítima de sua maldosa piada, assim como seus sucessdores, incluindo a presidente Dilma Rousseff.

Mas agora é Dilma quem lança mão da expressão: A crise viaja hoje.

O dono da crise no momento, para o governo, é o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que vai em missão oficial para a reunião parlamentar dos Brics, na Rússia.

Por conta desta viagem e do feriado de Corpus Christi, na próxima quinta-feira, o Congresso viverá uma semana de calmaria.

Ontem, a Câmara votou a aprovação de acordos internacionais assinados pelo Brasil desde 1990. Hoje, o plenário deverá esvaziar as estantes dos recursos contrários à aprovações de proposições nas comissões temáticas. Nada que traga polêmica.

Mas a crise viaja com data marcada para a volta:

Na semana que vem, o líder do PMDB na Câmara, Eduardo Picciani (RJ), fiel escudeiro e que acompanha Cunha na Rússia, apresentará seu parecer ao projeto de lei que acaba com as desonerações de impostos sobre as folhas de pagamento das empresas.

Trata-se de uma tremenda dor de cabeça para o governo. A derrubada das desonerações significaria uma poupança de cerca de R$ 21 bilhões para os cofres públicos em 2015. Foi inicialmente editada na forma de medida provisória, mas o presidente do Senado, Renan Calheiros, recusou-se a colocá-la em votação, argumentando que não atendia aos requisitos de urgência.

Reeditada na forma de projeto de lei, pelo Planalto, aguarda agora a aprovação na Câmara, sob ameaça de os deputados reintroduzirem desonerações de impostos para vários setores empresariais.

E o PMDB de Eduardo Cunha, Picciani & Cia está só à espera das nomeações dos indicados para cargos de segundo escalão no governo pelos partidos da base governista.

Assim que o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), assumiu como coordenador político do governo foi elaborada uma lista de indicações, entregue ao ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante (PT), mas poucos dos nomes ali até agora tomaram posse.

Pelos corredores do governo, Temer já até ameaça abandonar a coordeção política, se as nomeações não saírem logo.

Os deputados, por sua vez, sob a batuta de Cunha, só esperam um sinal para aprontarem contra o governo na votação da semana que vem. Ou os cargos começam a sair, ou vem chumbo grosso por aí.

A crise viajou, mas o cessar fogo tem prazo de validade.

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