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Posts com a Tag coordenação política

segunda-feira, 24 de agosto de 2015 governo | 09:50

Prioridade do governo é debelar crise entre Dilma, Michel Temer e Joaquim Levy

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Foto Agencia Brasil

Foto Agencia Brasil

A politica não é uma ciência exata por um motivo muito simples: é feita por seres humanos, gente que ama e odeia.

A presidente Dilma Rousseff não é diferente de ninguém. Também é capaz de sentir inveja, por exemplo, e com isso ameaçar seu próprio governo.

Se tem uma coisa que deixou a presidente irritada nesta crise foi a análise de boa parte da mídia de que ela entregou seu governo ao vice-presidente Michel Temer, na área política, e ao ministro da Fazenda, Joaquim Levy, na área econômica.

Por conta dessa irritação, Dilma sempre fez questão de cometer pequenos gestos de desautorização de ambos que só foi desgastando sua relação com os dois principais pilares de seu governo na estratégia de sobrevivência à crise.

Com Levy, cometeu gestos como o de exigir que o corte orçamentário do início do ano ficasse em R$ 69,9 bilhões, e não nos R$ 70 bilhões que Levy apontara como o mínimo aceitável, apenas para marcar sua autoridade.

Mais recentemente, obrigou o ministro a ceder mais do que queria na definição do novo superavit primário.

E tudo indica que vem por aí outra encrenca na definição da peça orçamentária do governo para 2016, que será enviada ao Congresso nos próximos dias.

Dilma reuniu-se neste final de semana, para discutir o assunto, com os ministros Nelson Barbosa (Planejamento) e Aloizio Mercadante (Casa Civil). Levy não esteve presente porque estaria de viagem aos EUA. Mas sabe-se que ele, Barbosa e Mercadante não são lá muito afinados. E nem se sabe quanto os dois e a presidente deixarão, de fato, o ministro da Fazenda decidir sobre o assunto na sua volta.

Com Michel Temer, a situação chegou a um ponto crítico que Dilma já começou a tentar administrar no final de semana, mandando interlocutores procurar o vice.

É que Temer concluiu ser  inviável cuidar da coordenação política sofrendo boicote dos ministros do PT na distribuição dos cargos de segundo e terceiro escalão. Boicote, em geral, com respaldo silencioso da presidente.

E ele deixou claro a esses interlocutores que cobrará de Dilma uma “mudança profunda” no sistema de coordenação política.

Para se ter uma ideia, além de Mercadante, Dilma colocou agora seu assessor especial, Giles Azevedo, para dar pitaco na articulação política. Giles até promoveu por conta própria reuniões com deputados para discutir formas de blindar o governo nas CPIs.

O resultado é que, por isso tudo e pelas dificuldades de negociação com o ministro da Fazenda, o principal auxiliar de Temer na coordenação política, o ministro da Aviação e Portos, Eliseu Padilha, já avisou que não quer mais atuar na área; prefere ficar só cuidando da sua pasta.

Ou seja, a presidente conseguiu juntar à crise econômica e à crise política uma crise dela própria com os principais avalistas do governo junto ao mercado e ao Congresso, Levy e Temer.

A informação no Palácio é de que Dilma tem consciência da gravidade do problema e vai atuar, esta semana, na tentativa de desfazer o que foi desfeito. Resta saber se ainda é tempo.

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sexta-feira, 21 de agosto de 2015 governo | 22:35

Temer vai propor a Dilma, na segunda-feira, reformulação completa da coordenação política do governo. Com ele ou sem ele

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Michel TemerAgora à noite o vice-presidente Michel Temer disse a amigos que foi mal interpretado por interlocutores que disseram ter ouvido dele que vai deixar a coordenação política do governo.

Segundo Michel Temer, a decisão de deixar a coordenação não está tomada, embora ele realmente esteja bastante irritado com o sistema “como um todo” de articulação do governo com a área política.

Michel Temer pretende conversar com a presidente Dilma Rousseff na segunda-feira. Normalmente, às segundas-feiras, Dilma reúne os  ministros da área política para traçar a estratégia da semana.

O vice-presidente vai relatar a Dilma os motivos sua insatisfação e comunicar que o  o ministro da Aviação e Portos, Eliseu Padilha (PMDB), não pretende mais acumular sua função com a chefe de Relações Institucionais do Palácio com a base parlamentar.

Padilha sente-se desautorizado pelo ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e da Casa Civil, Aloizio Mercadante, que seguidamente negam a liberação de cargos e emendas ao Orçamento prometidos por ele a parlamentares da base governista.

O próprio Michel Temer teve uma conversa que considerou “bastante desagradável” com Levy, na terça-feira, quando o ministro sugeriu que se abandonassem as negociações com o Congresso em torno do projeto de reoneração das folhas de pagamento.

Temer vai dizer à presidente Dilma Rousseff que só vê possibilidade de funcionamento da Coordenação Política se houver “uma profunda reformulação”. Mas o vice-presidente não explicou a seus interlocutores como seria essa reformulação.

De qualquer maneira, ele acha que sua permanência ou não à frente da coordenação política é uma decisão da presidente Dilma Rousseff, daí porque afirmou a amigos que não está com a decisão tomada.

Sua saída da função tanto pode ocorrer agora, como pode não ocorrer tão cedo. Muito embora, de fato, tenha sido chamado como coordenador político para cuidar principalmente da aprovação do ajuste fiscal pelo Congresso.

Na verdade, além dos problemas com Levy, Mercadante e outros ministros que têm protelado a nomeação dos indicados pelos deputados para cargos no segundo escalão, Michel Temer também não está satisfeito com o excesso de  atenção dada por Dilma ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Presidente nacional do PMDB, Temer sempre esteve mais próximo da ala do partido ligada à Câmara do que dos senadores. Ele considera que, ao se aproximar demais de Renan, Dilma sugere o enfraquecimento dos deputados peemedebistas e  acirra a guerra com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Enfim, num momento em que Cunha já está em pé de guerra com o governo pelo fato de ter sido denunciado na Operação lava jato e com a base parlamentar em frangalhos, tudo que Dilma Rousseff não precisava neste momento era de uma crise com seu vice-presidente e coordenador político do governo.

 

 

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sexta-feira, 7 de agosto de 2015 governo | 18:53

Michel Temer entregou coordenação política. Mas Dilma não aceitou

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Apesar de ter postado no twitter a mensagem acima, a verdade é que o vice-presidente da República, Michel Temer, de fato chegou a colocar sua função de coordenador político do governo à disposição da presidente Dilma Rousseff, nesta quinta-feira, conforme revelou o portal G1.

Foi daí que surgiram os boatos de que ele deixou a articulação política.

Não, não deixou porque, simplesmente, Dilma não aceitou.

Na verdade Temer não pretendia abandonar a coordenação política. Fez isso apenas para neutralizar o que chama de “intrigas”: críticas de ministros do PT à sua declaração do dia anterior, quanto afirmou que o país precisa alguém capaz de “unificar a todos”.

Os petistas entenderam sua declaração como uma constatação de que Dilma já não lidera o país. E que ele próprio, Michel Temer, estaria se colocando para ser essa pessoa.

No encontro com Dilma, Temer citou ter ouvido falar dessa interpretação e disse à presidente que não queria criar mais problemas para o governo neste momento. Portanto, se Dilma quisesse, poderia afastá-lo da coordenação política que ele entenderia perfeitamente.

Dilma disse que não cogitava disso. E o vice-presidente sentiu-se blindado contra as críticas. Pelo menos por enquanto.

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segunda-feira, 8 de junho de 2015 governo | 05:55

“O governo errou. Agora terá que dividir o protagonismo com o Congresso”, afirma o ministro Aldo Rebelo em entrevista ao iG. Assista

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O ministro da Ciência e Tecnologia, Aldo Rebelo, acaba de voltar de uma viagem aos EUA onde foi preparar acordos a serem assinados pela presidente Dilma Rousseff durante a visita que ela fará neste mês de junho àquele país.

A viagem de Dilma marca a retomada de relações amigáveis com o presidente Barack Obama, depois dos desentendimentos causados pela descoberta de espionagem norte-americana sobre o governo brasileiro.

Ex-presidente da União Nacional dos Estudantes, ex-deputado federal pelo PCdoB de São Paulo, ex-líder do governo Lula, ex-presidente da Câmara e ex-ministro-chefe da Coordenação Política ainda na administração Lula, Aldo também foi ministro dos Esportes no governo Dilma Rousseff durante a Copa do Mundo. Agora, além de comandar a área científica, também integra o grupo de coordenação política do governo.

Uma larga experiência que o colocou no centro de grandes polêmicas, como a relatoria do Código Florestal e a presidência da CPI CBF-Nike que investigou corrupção entre cartolas do futebol brasieliro durante a Copa do Mundo.

A CPI resultou num livro de sua autoria com o relator da Comissão, o deputado tucano Silvio Torres (SP). Livro proibido de circular devido a uma medida judicial pedida pelo então presidente da CBF, Ricardo Teixeira. E que trouxe denúncias coincidentes com as prisões recentes pelo governo dos EUA de ex-dirigentes da Fifa e da própria CBF.

Tudo isso fez do comunista Aldo Rebelo um político daqueles que pensa várias vezes antes de proferir cada palavra. Às vezes parece lento, como se pode conferir no vídeo abaixo. Mas nem por isso ele deixa de dizer coisas fortes e importantes.

Como, por exemplo, que o governo Dilma errou quando incentivou candidaturas contrárias ao deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e ao senador Renan Calheiros (PMDB-AL) na eleição dos presidente da Câmara e do Senado. E que, agora, o Palácio do Planalto terá que aprender a dividir o protagonismo na política com o Legislativo.

Aldo anuncia ainda que “em quatro ou cinco anos” o Brasil lançará ao espaço um satélite de fabricação própria, num veículo brasileiro, da base de lançamento de Alcântara, no Maranhão, completando finalmente um programa abortado em 2004 com a explosão do Veículo Lançador de Satélites (VLS) brasileiro. Na ocasião morreram 21 dos mais preparados técnicos e engenheiros do Brasil na área.

Veja algumas das frases do ministro na entrevista e confira o vídeo abaixo:

“As dificuldades do governo com o Congresso são advindas de uma disputa dura em que o PT obteve a vitória já numa situação defensiva.”

“A classe média foi às ruas por vários objetivos: uma parte porque perdeu renda; outra parte porque perdeu a eleição; e outra parte porque é maluca e pensa que os militares podem voltar ao poder.”

“O governo errou na eleição dos presidentes da Câmara e do Senado. Sendo o PMDB protagonista da base e da eleição, com o vice-presidente da República, Michel Temer, o governo deveria ter evitado uma disputa que deixasse sequelas com os presidentes das duas Casas.”

“O quadro mudou. Governo vai ter que levar em conta nova correlação de forças com o Legislativo. Agora parte da agenda será do Congresso. Por exemplo: o caso da maioridade penal. É legítimo que os parlamentares proponham esse debate.”

“O governo é como cobra, até morto faz medo.”

“A luta pelo domínio da ciência e tecnologia sempre estabeleceu uma competição muito dura entre as nações. Tanto é que, na área nuclear, não há reconhecimento de patentes.”

“Nossos laços de cooperação com os EUA são mais estáveis do que os momentos sombrios, que foram o apoio deles ao golpe de 1964 e este episódio agora da espionagem.”

“Claro que os EUA apoiaram o golpe, mas foi nossa elite civil e parte da elite militar quem organizou.”

“O acidente de Alcântara interrompeu um ciclo vitorioso. Mas em quatro ou cinco anos vamos ter um satélite brasileiro, com veículo lançador de foguetes brasileiro, lançado da base brasileira de Alcântara.”

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segunda-feira, 20 de abril de 2015 governo | 05:55

“Não há base jurídica para impeachment no relatório do TCU” diz Michel Temer ao iG. Assista.

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Foto: Murilo Constantino

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O vice-presidente da República, Michel Temer, está na Europa para visitas a Portugal, hoje e amanhã, e à Espanha, na quarta-feira, em missão oficial para tratar de assuntos de natureza econômica e política.

Embora as visitas estivessem marcadas há um bom tempo, revestem-se de maior importância no momento em que Temer acaba de assumir oficialmente como o coordenador político do governo, função que acumula com a Vice-Presidência da República e a de presidente nacional do maior partido da base governista no Congresso, o PMDB.

Daí alguns analistas políticos dizerem que a presidente Dilma Rousseff terceirizou o poder, entregando a Temer o comando político e a Joaquim Levy, a Economia.

Foto: Murilo Constantino

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Na sexta-feira 17 Temer concedeu entrevista para este colunista, pelo Portal iG, em seu antigo escritório de advocacia em São Paulo. A entrevista vai ao ar hoje também no site do principal jornal de economia de Portugal, o Diário Económico — de propriedade do grupo mesmo Ongoing, a que também pertence o iG.

Na entrevista Temer declarou não ver risco de impeachment da presidente motivado pelo relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) que apontou descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal pela equipe econômica do primeiro governo Dilma por ter maquiado as contas de 2014.

Segundo Temer, trata-se apenas de um relatório que será submetido a um processo muito longo, com “três a quatro anos para chegar ao final”. O vice-presidente diz não acreditar que o relatório dará “ensejo jurídico para um pedido de impeachment”, e que falar em impeachment neste momento “cria um ambiente de instabilidade que não é útil para o país”.

Na entrevista — da qual participaram a editora de Política do jornal O Dia, Eugênia Lopes, e a repórter Patrícia Bull, do Brasil Econômico, veículos que têm a Ongoing como acionista — Temer revelou o interesse do governo brasileiro em que empresas aéreas do país participem da privatização da TAP, e que este será um dos assuntos de sua viagem. Assim como a privatização de portos portugueses e a possível venda, para a as Forças Armadas de Portugal, do cargueiro brasileiro fabricado pela Embraer, o KC-390 (na entrevista ele citou o KC-130, mas sua assessoria depois telefonou solicitando correção).

Temer afirmou ainda não acreditar que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), irá promover a reprovação pelo Senado da indicação de Luiz Fachin para ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O gesto de retaliação tem sido aventado pelo fato de o indicado de Renan para ministro do Turismo, Vinicius Lages, ter sido afastado do cargo a fim de abrir espaço ao atual ministro, o ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves (PMDB-PB). “O presidente Renan não teria essa pequenez, essa mesquinharia”, reage.

O vice-presidente admite que a crise econômica tem como base a crise política por que passa o Brasil, mas, como coordenador político do governo, aposta que “há solução”. Segundo ele, ela passa pelo entendimento de que o Legislativo e o Judiciário podem e devem ter pautas próprias, independentemente do Executivo. É o caso, do projeto de terceirização dos contratos de trabalho, que deverá ser votado na Câmara da próxima quarta-feira. Embora ele admita estar trabalhando “por uma solução intermediária”, afirma que o que está em jogo são teses dos partidos políticos e não do governo.

Assista abaixo ao vídeo com a íntegra a entrevista.

E leia os links com as matérias publicadas nos jornais O Dia (http://odia.ig.com.br/noticia/brasil/2015-04-20/nao-e-util-falar-em-impeachment-declara-michel-temer.html), Diário Económico (http://economico.sapo.pt/ ) e Brasil Econômico (http://brasileconomico.ig.com.br/brasil/2015-04-20/e-preciso-conviccao-de-que-o-executivo-nao-governa-sozinho.html).

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