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segunda-feira, 8 de junho de 2015 governo | 05:55

“O governo errou. Agora terá que dividir o protagonismo com o Congresso”, afirma o ministro Aldo Rebelo em entrevista ao iG. Assista

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O ministro da Ciência e Tecnologia, Aldo Rebelo, acaba de voltar de uma viagem aos EUA onde foi preparar acordos a serem assinados pela presidente Dilma Rousseff durante a visita que ela fará neste mês de junho àquele país.

A viagem de Dilma marca a retomada de relações amigáveis com o presidente Barack Obama, depois dos desentendimentos causados pela descoberta de espionagem norte-americana sobre o governo brasileiro.

Ex-presidente da União Nacional dos Estudantes, ex-deputado federal pelo PCdoB de São Paulo, ex-líder do governo Lula, ex-presidente da Câmara e ex-ministro-chefe da Coordenação Política ainda na administração Lula, Aldo também foi ministro dos Esportes no governo Dilma Rousseff durante a Copa do Mundo. Agora, além de comandar a área científica, também integra o grupo de coordenação política do governo.

Uma larga experiência que o colocou no centro de grandes polêmicas, como a relatoria do Código Florestal e a presidência da CPI CBF-Nike que investigou corrupção entre cartolas do futebol brasieliro durante a Copa do Mundo.

A CPI resultou num livro de sua autoria com o relator da Comissão, o deputado tucano Silvio Torres (SP). Livro proibido de circular devido a uma medida judicial pedida pelo então presidente da CBF, Ricardo Teixeira. E que trouxe denúncias coincidentes com as prisões recentes pelo governo dos EUA de ex-dirigentes da Fifa e da própria CBF.

Tudo isso fez do comunista Aldo Rebelo um político daqueles que pensa várias vezes antes de proferir cada palavra. Às vezes parece lento, como se pode conferir no vídeo abaixo. Mas nem por isso ele deixa de dizer coisas fortes e importantes.

Como, por exemplo, que o governo Dilma errou quando incentivou candidaturas contrárias ao deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e ao senador Renan Calheiros (PMDB-AL) na eleição dos presidente da Câmara e do Senado. E que, agora, o Palácio do Planalto terá que aprender a dividir o protagonismo na política com o Legislativo.

Aldo anuncia ainda que “em quatro ou cinco anos” o Brasil lançará ao espaço um satélite de fabricação própria, num veículo brasileiro, da base de lançamento de Alcântara, no Maranhão, completando finalmente um programa abortado em 2004 com a explosão do Veículo Lançador de Satélites (VLS) brasileiro. Na ocasião morreram 21 dos mais preparados técnicos e engenheiros do Brasil na área.

Veja algumas das frases do ministro na entrevista e confira o vídeo abaixo:

“As dificuldades do governo com o Congresso são advindas de uma disputa dura em que o PT obteve a vitória já numa situação defensiva.”

“A classe média foi às ruas por vários objetivos: uma parte porque perdeu renda; outra parte porque perdeu a eleição; e outra parte porque é maluca e pensa que os militares podem voltar ao poder.”

“O governo errou na eleição dos presidentes da Câmara e do Senado. Sendo o PMDB protagonista da base e da eleição, com o vice-presidente da República, Michel Temer, o governo deveria ter evitado uma disputa que deixasse sequelas com os presidentes das duas Casas.”

“O quadro mudou. Governo vai ter que levar em conta nova correlação de forças com o Legislativo. Agora parte da agenda será do Congresso. Por exemplo: o caso da maioridade penal. É legítimo que os parlamentares proponham esse debate.”

“O governo é como cobra, até morto faz medo.”

“A luta pelo domínio da ciência e tecnologia sempre estabeleceu uma competição muito dura entre as nações. Tanto é que, na área nuclear, não há reconhecimento de patentes.”

“Nossos laços de cooperação com os EUA são mais estáveis do que os momentos sombrios, que foram o apoio deles ao golpe de 1964 e este episódio agora da espionagem.”

“Claro que os EUA apoiaram o golpe, mas foi nossa elite civil e parte da elite militar quem organizou.”

“O acidente de Alcântara interrompeu um ciclo vitorioso. Mas em quatro ou cinco anos vamos ter um satélite brasileiro, com veículo lançador de foguetes brasileiro, lançado da base brasileira de Alcântara.”

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quinta-feira, 4 de junho de 2015 escândalos políticos | 05:58

Ministro que presidiu CPI da CBF-Nike diz que, em 2001, já apontara denuncias reveladas agora no escândalo da Fifa

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O ministro da Ciência e Tecnologia, Aldo Rebelo, declarou ao iG que não está surpreso com as denúncias de corrupção na Fifa envolvendo a Nike e cartolas brasileiros.

Sabe por quê?

Comece assistindo ao vídeo abaixo:

Isso mesmo. Porque, quando deputado pelo PCdoB de São Paulo, Aldo presidiu uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), entre os anos de 2000 e 2001, encarregada de investigar os contratos da Confederação Brasileira de Futebol com a Nike.

A CPI foi instaurada após a derrota do Brasil na Copa do Mundo de 1998, na França, devido às suspeitas de que a Nike  havia influenciado na escalação dos jogadores brasileiros, incluindo a manutenção de Ronaldo Fenômeno na final, mesmo tendo baixado hospital no dia do jogo.

A comissão tinha Aldo como presidente e o deputado tucano Silvio Torres (SP) como relator. Mas entre os demais integrantes formou-se uma franca maioria de deputados da chamada “Bancada da Bola”, ligados às federações, diretorias de clubes de futebol e ao então presidente da CBF, Ricardo Teixeira.

Resultado: a Bancada da Bola não deu quorum para votação do relatório e a CPI ficou inconlusa.

Aldo e Silvio Torres fizeram então um  livro contando bastidores da CPI e as conclusões do relatório.

Mas uma liminar a pedido de Ricardo Teixeira proibiu sua circulação. O ex-presidente da CBF ainda abriu processo por danos morais contra Aldo, Silvio Torres e a editora Casa Amarela.

Pois é, agora vem aí nova CPI para investigar a CBF, promovida pelo senador Romário (PSB-RJ).

Aldo declara ao iG que vê com bons olhos a nova CPI. Mas lembra que o relatório daquela outra CPI que ele presidiu, em 2001, e que não foi votado, já apontava algumas das irregularidades agora reveladas no escândalo Fifa.

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sexta-feira, 20 de junho de 2014 partidos | 13:33

Aldo Rebelo, no programa Opinião, da TViG

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Entrevista foi ao ar em 02 de junho de 2014

“Parte da imprensa faz campanha contra a Copa”, diz Aldo Rebelo ao iG


Ao programa Opinião, da TViG, ministro do Esporte rebate críticas de Ronaldo, diz que alguém com “responsabilidade pública” não pode falar em “vergonha do País” e avisa que prioridade do governo não são os negócios da Fifa

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, entende que o tom usado para contestar a Copa do Mundo no Brasil vai além do razoável. “Existe uma parte da imprensa que quer fazer mais do que uma oposição. Faz uma campanha contra a Copa. A mim não surpreende, porque a imprensa brasileira sempre teve esse viés”, afirmou. Na visão dele, o noticiário tem sido marcado por uma “hipertrofia” dos atos contra o torneio organizado pela Fifa. “Quarenta professores cercaram o ônibus da delegação no Rio de Janeiro. E a notícia parecia que a cidade do Rio de Janeiro tinha se mobilizado para cercar a seleção brasileira.”

Aldo participou do programa Opinião, da TViG, onde foi entrevistado pelos jornalistas Tales Faria, vice-presidente do iG; Clarissa Oliveira, diretora da sucursal de Brasília; Paulo Tescarolo, editor-executivo de Esportes; e Jorge Nicola, repórter do jornal Diário de S. Paulo e parceiro do iG através da blogosfera iGlr.

Leia mais: Blatter prevê “melhor Copa da história” e deixa reeleição para depois

O ministro também criticou a politização da Copa e disse que a competição é um “empreendimento de todos”. Ele negou que haja uma “oposição” ao Mundial por parte dos presidenciáveis Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), adversários da presidente Dilma Rousseff na corrida eleitoral deste ano. Ao contrário, diz ele, ambos empenharam-se pessoalmente para ajudar a trazer a Copa para o Brasil e assegurar o sucesso do Mundial. “Eu não vejo Aécio, nem Eduardo Campos fazendo oposição à Copa”, disse.

Veja também: Valcke admite que Fifa tem culpa por confusões na reta final da Copa

De acordo com o ministro, a prova disso é que Aécio participou das solenidades que comemoraram a realização da Copa no Brasil, como o anúncio da escolha do país como sede do mundial e a inauguração do Mineirão. Já Campos, segundo ele, empenhou-se pessoalmente para assegurar que Pernambuco recebesse a Copa das Confederações.

Críticas de Ronaldo

Sem disfarçar o incômodo com as sucessivas críticas do ex-jogador Ronaldo à organização da Copa, Aldo Rebelo diz não ver motivos para enxergar no craque uma fonte de inspiração. Embora descreva Ronaldo como um “ídolo”, um “gênio” e um homem que “prestou grandes serviços ao Brasil”, o ministro diz acreditar que uma pessoa com “responsabilidade pública” como ele não deveria declarar que tem “vergonha” do país.

“Ter vergonha do país não é algo que alguém que tem responsabilidade pública possa dizer”, disse o ministro, acrescentando que, ainda assim, não vê motivos para sentir vergonha de Ronaldo. “Acho que a frase foi infeliz. É contraditória porque, ao mesmo tempo, ele diz que a Copa será um grande êxito, uma grande festa. E só o será porque o Brasil contribuiu para que isso pudesse acontecer”, acrescentou o ministro.

O ministro comentou também a afirmação do ex-jogador de que é preciso “descer o cacete” nos casos de vandalismo em protestos, feita em entrevista ao Jornal Folha de S. Paulo. Aldo apontou a necessidade de coibir eventuais “abusos” em manifestações. Mas deixou claro que não endossa a posição do ex-jogador. “Eu já reafirmei meu carinho, respeito e admiração pelo Ronaldo. Mas eu não me inspiro nas frases, nem nas análises dele para avaliar a situação do país.”

“Negócios da Fifa”

O ministro falou ainda sobre o relacionamento com a Fifa e insistiu que a prioridade do governo não está nos negócios gerados pela Copa e sim no interesse público. “Eu não tenho a pretensão de ser professor da Fifa. É uma entidade antiga, que tem suas prioridades, seus interesses, alguns legítimos. E, aqui, nós do governo procuramos defender o interesse público, o interesse nacional. Não somos defensores do interesse de patrocinados nem dos negócios que a Copa do Mundo enseja e proporciona”, disse o ministro, que prosseguiu. “Sabemos que é um grande negócio, que as cotas de patrocínio dão muitos recursos. Mas o Brasil vai preservar esse interesse público”

O relacionamento entre governo brasileiro e Fifa, que teve diversos momentos de turbulência, não é visto como um problema pelo ministro. “A relação é de cooperação. Quando há divergência, nós procuramos enfrentar preservando o interesse publico”.

Aldo evitou, ainda, polemizar sobre as declarações da diretora do Comitê Organizador Local da Copa, Joana Havelange, de que “o que tinha que ser roubado já foi”. “Nós nos responsabilizamos pela nossa atribuição. Não realizamos contratos de patrocínio, não negociamos contratos de patrocínio. Somos responsáveis por uma parte da logística da Copa e da infraestrutura”, disse o ministro.

Olimpíada de 2016

Por fim, o ministro fez uma previsão otimista quanto aos gastos para os Jogos Olímpicos de 2016, que acontecerão no Rio de Janeiro. Segundo ele, o Maracanã, que receberá a abertura da Olimpíada e os jogos de futebol, não precisará ser novamente reformado. “Não creio. É a Fifa que organiza os jogos, embora seja o COI que organize a Olimpíada. E ela vai querer usar os estádios que já foram testados na Copa”, afirmou.

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