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Posts com a Tag Aécio

segunda-feira, 17 de agosto de 2015 partidos | 09:27

Divergências entre Alckmin e Aécio levaram PSDB dividido às manifestações

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Enquanto o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), apostou tudo nas manifestações pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff, outro dos principais caciques do partido,o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, manteve-se afastado.

Não se trata de um fato do acaso. E nem porque simplesmente Alckmin está no governo de um estado.

Os dois têm posições divergentes acerca de como deveria ter sido encaminhado o impeachment e da participação do PSDB no processo. Além, é claro, de disputarem o posto de candidato natural do PSDB à Presidência da República em 2018.

O auge da divergência foi o programa gratuito do partido na TV convocando para as manifestações.

O grupo de Alckmin considera que foi um erro o PSDB tentar assumir um protagonismo nos protestos de rua. Deputados do partido ligados a Alckmin pretendem, inclusive, levar a discussão até à Executiva do partido. A avaliação desse grupo é de que a convocação para as manifestações num programa de TV do PSDB foi até mesmo um dos culpados pelo esvaziamento dos protesto neste domingo.

Aécio discorda. Tanto que foi pessoalmente à manifestação de Belo Horizonte, “como cidadão”, com um discurso duro contra Dilma, o governo e o PT>

Os aliados de Aécio não pretendem abandonar a tese de “eleições já”. Eles acreditam que ainda há espaços para o impeachment da presidente da República pelo Tribunal Superior Eleitoral, ou mesmo para uma renúncia negociada dela e de seu vice, Michel Temer, o que provocaria novas eleições.

Na estratégia dos alckmistas a inclusão da saída de Temer é um erro dos aliados do Aécio, que afasta o PMDB de uma possível aliança com os tucanos em 2018.

No final, a conta é simples: Alckmin trabalha nos bastidores do partido para se viabilizar em 2018. Quanto mais tempo tiver para trabalhar, melhor. Aécio tem pressa. Quer aproveitar a memória das últimas eleições, quando perdeu do Dilma por uma pequena margem. Quanto mais próxima for a próxima eleição presidencial, melhor para ele.

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segunda-feira, 20 de julho de 2015 escândalos políticos | 05:57

Denúncias contra Cunha enfraquecem proposta de “eleições já” defendida por Aécio Neves

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Até a última sexta-feira os defensores do impeachment da presidente Dilma Rousseff estavam  divididos em dois grupos:

  • os aliados do presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), com a tese da condenação da chapa Dilma-Temer pelo Tribunal Superior Eleitoral, seguida de novas eleições para a Presidência da República em que, segundo as pesquisas Aécio seria o favorito; e
  • aqueles que apostam na condenação das contas da presidente pelo Tribunal de Contas da União, com sua cassação pelo Congresso e a formação de um governo em torno do vice-presidente Michel Temer (PMDB) até a data marcada para as próximas eleições, em 2018.

Os aliados do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), torcem pela tese de Aécio, pois, segundo a legislação, em caso de Dilma e Temer deixarem o governo, quem assume o comando do país é o presidente da Câmara, que ficará encarregado de convocar a eleição presidencial para 90 dias depois (haveria ainda uma discussão sobre a data da posse).

Os tucanos próximos a Aécio Neves achavam que tudo bem, entregar temporariamente a Presidência a Eduardo Cunha era um preço que se tinha de pagar para o PSDB assumir o poder o mais rapidamente possível. Seria menos perigoso do que entregar o poder nas mãos do vice-presidente da República até 2018, dando a Michel Temer tempo para viabilizar a si próprio ou outra alternativa à sua sucessão.

Foi o que ocorreu, por exemplo, quando o vice-presidente Itamar Franco assumiu o lugar de Fernando Collor de Mello, em 1992: O PT era franco favorito à sua sucessão, mas Itamar viabilizou, com o Plano Real, a eleição do tucano Fernando Henrique Cardoso.

Os aecistas pensavam assim até a sexta-feita 16, quando Eduardo Cunha anunciou seu rompimento com o governo da presidente Dilma Rousseff, de quem esperava proteção contra as acusações do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de envolvimento nos casos de corrupção levantados pela Operação Lava Jato.

As acusações contra Eduardo Cunha colocaram-no em rota de colisão com a opinião pública. E a decisão de romper com o governo foi vista como chantagem.

Para usar a linguagem do ex-presidente Lula, “nunca antes na história deste país” se viu um panelaço contra o pronunciamento em TV de um presidente da Câmara. E foi o que ocorreu na sexta-feira à noite mesmo.

Agora fica difícil defender uma eleição para entregar temporariamente o governo a Eduardo Cunha.

E vai interessar cada vez menos aos tucanos qualquer proximidade com o presidente da Câmara. Em entrevista publicada ontem mesmo pelo jornal “Correio Braziliense”, o próprio Aécio Neves começou a se afastar. Perguntado sobre o quadro político a partir de agosto, ele afirmou que problemas pessoais não podem ser tornar institucionais, o que é uma crítica generalizada às atitudes recentes do presidente da Câmara:

“Estou dizendo: é o quadro da nova pororoca. Isso vai criar uma instabilidade enorme. Há várias delações de que ainda não se tem conhecimento. E vai ter o início das denúncias do STF (Supremo Tribunal Federal), que podem atingir muita gente. (…) Eu não sei a dimensão do que está por vir, mas teremos de conviver com isso. Nosso papel vai ser sempre lutar para preservar o Congresso. Os problemas devem ser individualizados, não podem ser institucionalizados. Se tiver problemas mais graves envolvendo parlamentares, temos de deixar claro que eles terão de se explicar.”

Enfim, por conta da polêmica deflagrada por Eduardo Cunha, é cada vez menor, nos corredores do Congresso e na Esplanada dos Ministérios, o número de políticos que acreditam na condenação da chapa Dilma-Temer pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Veja um pouco da repercussão em torno da polêmica lançada por Eduardo Cunha:

Ou: http://youtu.be/H1YJ-2p3_as

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terça-feira, 14 de julho de 2015 escândalos políticos | 21:31

Alckmin diz que impeachment “não está em discussão” e defende projeto do governo

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O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), esteve hoje com a presidente Dilma Rousseff acompanhado dos demais governadores do Sudeste — Pezão (PMDB-RJ), Fernando Pimentel (PT-MG) e Paulo Hartung (PMDB-ES) — para discutir propostas de pacto federativo.

Ele depois foi ao Congresso, onde, junto com os governadores, se encontrou com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Depois Alckmin manteve uma rápida reunião com deputados do partido no Cafezinho da Câmara, onde relatou o detalhamento do projeto de repatriação de fortunas aplicadas irregularmente no exterior que lhe foi apresentado pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy.

O projeto foi originalmente apresentado no Senado pelo senador Randolfe Rodrigues (PSol-AP) e está sendo bancado pelo governo, que espera obter com ele cerca de R$ 35 bilhões para os cofres públicos.

Abordado pelo iG, Alckmin disse que ainda é preciso discutir um pouco mais a proposta, mas que “é necessária a repatriação, com multas e com imposto de renda. A maioria dos países europeus fez isso”.

Alckmin também não se negou a comentar a proposta de afastamento imediato da presidente Dilma Rousseff do governo com realização de novas eleições para o cargo, defendida pelo grupo de Aécio Neves no PSDB:

Segundo ele, o impeachment “não está em discussão neste momento. Importante agora é investigação, investigação, investigação. Nós somos cumpridores da Constituição”.

Veja:

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sábado, 20 de junho de 2015 partidos | 09:32

Tucano Aloysio Nunes Ferreira assina embaixo texto de José Dirceu

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O iG levou para o senador Aloysio Nunes Ferreira o editorial de anteontem do Blog do José Dirceu.

Aloysio — vale lembrar — foi candidato a vice-presidente da República na chapa de Aécio Neves contra Dilma Rousseff.

A pergunta era o que ele achava do texto do petista.

O tucano leu e ficou espantado. E Brincou, dizendo que a situação no PT está de “vaca não reconhecer mais bezerro”.

Depois da gravação admitiu:

“Não sou só eu quem assinaria. Para desespero do Zé, até o Aécio assinava. E muita gente mais na oposição.”

Veja a reação de tucano ao oposicionismo de Dirxceu:

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sábado, 23 de maio de 2015 governo | 12:33

Aécio aposta nas contradições entre Joaquim Levy e o PT, enquanto Lula e Dilma procuram uma solução

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Na sexta-feira, poucas horas antes do anúncio do corte de R$ 69.9 bilhões do Orçamento de 2015, a presidente Dilma reuniu-se com o ex-presidente Lula e alguns ministros petistas na Granja do Torto, em Brasília.

A preocupação é a busca de um discurso interno do governo para o partido da presidente, o PT, em meio ao aperto provocado especialmente entre os trabalhadores — ou seja, no público alvo do PT — pela política econômica de ajuste fiscal.

O sinal vermelho foi dado pela entrevista do senador Lindbergh Farias ao iG na quarta-feira, na qual ele pediu a cabeça do ministro da Fazenda, Joaquim Levy e anunciou a formação de um movimento entre intelectuais de esquerda e entidades da sociedade civil contra a política de Levy/Dilma.

Afinal, o PT está às vésperas de seu Congresso Nacional, em junho. E não interessa a Lula, nem a Dilma, que o encontro se torne uma carnificina.

Este colunista cruzou no Cafezinho do Senado com o mais provável adversário do PT nas próximas eleições presidenciais, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), e perguntou se ele acha que Levy resistirá à artilharia petista e permanecerá no comando do Ministério da Fazenda.

Para Aécio, Levy é “um estranho” no ninho” e suas contradições com o PT só tendem a aumentar. Assista abaixo o que disse o senador:

(E, mais abaixo, reveja a entrevista em que Lindbergh pediu a cabeça do ministro)

A tal entrevista de Lindbergh Farias:

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quarta-feira, 15 de abril de 2015 partidos | 09:23

Aécio puxa o tema do impeachment no PSDB. Caciques como Serra e Tasso estão reticentes, mas bancada na câmara já embarcou. Assista à discussão

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fonte: PSDB

fonte: PSDB

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), teve ontem um encontro com a bancada do partido na Câmara para discutirem a reforma política.

Depois de falar sobre diversos assuntos envolvendo o tema, Aécio, que foi adversário de Dilma Rousseff nas últimas eleições, voltou-se para a bancada:

“Agora me digam uma coisa. Sem grandes elaborações. Quem aqui é a favor do impeachment da atual presidente da República?”

Praticamente todos os deputados presentes levantaram as mãos.

Coincidentemente ou não, o PSDB encomendou um estudo do jurista Miguel Reale Jr. sobre a constitucionalidade do impeachment.

E hoje a chamada “Aliança dos Movimentos Democráticos do Brasil”, formada por 50 grupos que participaram da passeata contra Dilma Rousseff no último dia 12, vai ao Congresso encontrar lideranças partidárias dispostas a engrossar o coro dos que pedem o impeachment.

A expectativa do grupo é de se encontrar com representantes do PSDB. Dentro do partido, há também expectativas de que, a partir desse encontro, os tucanos passem a falar mais grosso sobre impeachment.

Ainda mais depois que o próprio Aécio Neves subiu o tom.

Mas na cúpula do PSDB ainda há resistências. o iG comprovou essa diferença de opiniões ouvindo alguns dos tucanos mais ilustres, incluindo o próprio Aécio Neves.

O ex-candidato à Presidência da República foi claro, ao dizer que, para ele, “impeachment não é golpe”:

Já o outro ex-candidato do PSDB à Presidência, o senador José Serra (SP), explicita uma posição bem mais cautelosa. Segundo ele, não há fatos claros para embasar um pedido de impeachment:

Uma cautela em que é acompanhado por outro tucano de alta plumagem, o senador Tasso Jereissati (CE), que viveu de perto as articulações pelo impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello. Segundo ele, “o impeachment é uma coisa muito séria que não se pode fazer a cada dez ou cinco anos”:

Já o líder do PSDB no Senado, Cassio Cunha Lima (PB), está bem mais convencido. Cunha Lima não só é pessoalmente favorável ao impeachment como defende que o PSDB analise essa possibilidade com mais firmeza:

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segunda-feira, 15 de setembro de 2014 eleições | 18:37

Sabatina iG/RedeTV com Aécio Neves

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Essa entrevista com Aécio Neves ainda pode dar muito pano pra manga. Será mesmo que o PSDB ficará na oposição se a Marina vencer?

Se perder, PSDB será oposição a Marina Silva, diz Aécio ao iG e à RedeTV!

Tucano afirma que partido não comporá governo em uma eventual vitória de Marina Silva, que venceria Dilma no 2º turno

O PSDB irá para oposição caso seja derrotado nas eleições presidenciais, mesmo que a vitoriosa seja Marina Silva (PSB), afirmou o candidato tucano e presidente da legenda, senador Aécio Neves, em entrevista ao iG e à RedeTV!.

“Temos duas alternativas: ou ganhamos as eleições e vamos governar o Brasil, e é a alternativa que eu prefiro e vou lutar por ela, ou perdermos as eleições. Se essa for a decisão dos brasileiros, e espero que não seja, vamos para oposição e quem decide um papel de um partido político é o povo”, disse o candidato aos jornalistas Amanda Klein, da RedeTV!, e Tales Faria, publisher do iG.

entrevista foi a segunda da série que ouvirá propostas dos presidenciáveis. Na quinta-feira (11), Dilma Rousseff foi sabatinada.

Assista ao 1º bloco da entrevista de Aécio Neves ao iG e à RedeTV!:

Questionado sobre se a postura seria a mesma no caso de uma vitória de Marina Silva, Aécio respondeu: “Se nós perdermos as eleições, vamos ser oposição. A quem ganhar. Como espero ganhar as eleições, espero ser governo.”

A demarcação de distância em relação a Marina ocorre apesar de Aécio ver proximidade entre o programa econômico do PSDB e o da adversária, afirmando que ela “abraça agora a nossa política econômica, inclusive indo além” ao propor a autonomia formal do Banco Central, algo que o tucano não propôs.

Aécio também reconheceu que sua candidatura perdeu eleitores para a de Marina, mas ressaltou que esse movimento começou a se inverter, e que ele estará no segundo turno. O Datafolha de 8 e 9 de setembro dá 15% das intenções de voto para o tucano, um ponto a mais do que no levantamento anterior, e Marina tem 33%, um a menos.

“Esse quadro [segundo turno entre Marina e Dilma] é impossível de acontecer, porque eu vou estar no segundo turno”, afirmou Aécio. “Eu não tenho dúvida que essa movimentação começa acontecer. Na semana que vem espero que as pesquisas já comecem a apontar nesse sentido.”

Marina vira alvo

Aécio elegeu Marina Silva como principal alvo de seus ataques durante a entrevista, à semelhança do que fez Dilma Rouseff (PT) na entrevista concedida na quinta-feira (11), reiterando o discurso de que é a opção mais segura para os eleitores que querem mudança.

O tucano acusou a pessebista de mudar “ao sabor do vento” – a candidata alterou seu programa de governo sobre casamento gay após críticas da comunidade evangélica, e tem mostrado uma postura mais aberta ao cultivo de organismos transgênicos do que no passado, por exemplo.

O tucano também questinou a exploração da ideia de nova política por Marina, que militou por 20 anos no PT – partido que ela agora acusa de, junto com o PSDB, praticar a velha política – e afirmou ter medo de fracasso de um eventual governo de Marina.

“Temo que sim. Porque não vejo condições de tudo aquilo que está sendo colocado ser viabilizado. Temo muito isso da descontrução dos partidos, das instituições, da negação de tudo. O que nós enfrentaremos pela frente é um momento de extrema complexidade. O Brasil não é para amadores.”

Aécio também atacou a ideia de Marina de governar com os melhores quadros de cada partido. O senador afirmou que o PSDB tem uma “seleção de nomes” na economia e em outras áreas e que não faria sentido governar “com o segundo time”. E acusou a candidata de “vender ilusões” ao não prever como conseguirá apoio parlamentar para seu programa de governo.

“Você achar que pinça um nome aqui, pinça um nome ali e vai construir uma agenda no Congresso Nacional e vai aprová-la, é vender ilusões.”

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