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Posts com a Tag Aécio Neves

quarta-feira, 9 de setembro de 2015 escândalos políticos | 09:03

Apoio do PSDB à Frente Pró-impeachment exclui adesão ao PMDB

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Antes de anunciar a recém criada Frente Pró-impeachment, os líderes da Oposição na Câmara encontraram-se no Cafezinho do Senado com o candidato derrotado do PSDB à Presidência da República, senador Aécio Neves (MG).

Aécio não encampou o movimento, mas também não foi contra.

Relatou ao grupo seu último encontro com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

FHC queria convencer o senador — e atual presidente nacional do PSDB — a apoiar a tese do impeachment.

É que Aécio não vê com bons olhos o fato de o vice-presidente Michel Temer assumir o lugar de Dilma. As eleições presidenciais ficariam para 2018, quando o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, deverá também pleitear a vaga de candidato pelo PSDB.

Aécio — que torce pela condenação da chapa Dilma/Temer pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) — argumentou com FHC que Temer é presidente nacional do PMDB. E que sua posse no lugar de Dilma seria entregar o poder ao mesmo grupo denunciado na Lava Jato com o PT. Segundo ele, não é interessante ao PSDB juntar-se com essa gente.

E  o senador terminou a história contando que Fernando Henrique então respondeu:

“Podemos apoiar o impeachment, mas não entrar no governo do PMDB. Era como o Getúlio queria fazer na Segunda Guerra. Apoiar os aliados, mas sem entrar.”

Ou seja, este é o acordo interno no PSDB para aderir à tal Frente Pró-impeachment: o partido apoia, mas não quer dizer que vai aderir a um eventual governo do PMDB.

A mesma situação do PT na época do impeachment de Collor: o partido apoiou a posse do vice Itamar Franco, mas não aderiu ao novo governo.

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terça-feira, 25 de agosto de 2015 Congresso | 17:24

Aécio Neves ao iG: PSDB aprova Janot mas vê risco de proteção ao governo

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Presidente nacional do PSDB, o senador Aécio Neves (MG) informa que a tendência em seu partido é pela aprovação da recondução de Rodrigo Janot ao cargo de procurador-geral da República, mas que ele não terá vida fácil na sabatina a que será submetido amanhã.

Eleito em lista tríplice do Ministério Público, Janot teve sua recondução ao cargo indicada pela presidente Dilma Rousseff. Nesta quarta-feira, 26, será submetido a uma sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, devendo ter a aprovação submetida ao plenário no mesmo dia.

Aécio antecipa ao iG que os tucanos irão centrar fogo nas críticas ao fato de ele não ter denunciado “nomes ligados ao governo”.

Para bom entendedor, meia palavra basta: Os tucanos pretendem aproveitar a sabatina para sugerir que há risco de um grande acordo entre o governo e o Ministério Público para retirar nomes do PT e do PMDB das denúncias da Lava Jato, e proteger a presidente Dilma.

Assista:

Ou: https://youtu.be/Vl47WN9yf7E

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quarta-feira, 19 de agosto de 2015 partidos | 11:12

Nem Michel Temer, nem Aécio Neves receberam bem aceno de FHC para aproximação PSDB-PMDB

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A declaração do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em favor de um pedido de renúncia da presidente da República, Dilma Rousseff, foi entendida no pelos aliados do vice-presidente Michel Temer (PMDB) como um aceno dos tucanos para um acordo impossível no momento.

Em linhas gerais o acordo seria assim: tudo bem, sai Dilma e Michel assume um governo de união nacional com o respaldo do PSDB.

A impossibilidade deste acordo, segundo os peemedebistas, é que tanto o PSDB como o PMDB estão de olho na Presidência da República em 2018.

Temer trabalha sua própria candidatura ou de outro nome do partido a ser definido mais adiante. Que tanto pode ser o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, como um novo nome a se filiar à legenda, aí incluído até o do senador José Serra (PSDB-SP), que tem se aproximado do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e não parece ter espaço em seu partido para uma candidatura presidencial.

E os tucanos, por sua vez, já têm dois pré-candidatos à Presidência em plena campanha: o senador Aécio Neves (MG) e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

Para eles, a hipótese de Temer assumir o governo só seria aceita nos moldes da ascensão de Itamar Franco à Presidência quando do impeachment do então presidente, Fernando Collor de Mello: desde que houvesse o compromisso de que o vice-presidente da República, empossado na Presidência, não sairia candidato à reeleição.

No momento, nem Temer nem ninguém no PMDB cogita dessa hipótese. O partido não abre mão da disputa pelo poder real em 2018. Os peemedebistas avaliam que o PT sairá esfacelado do governo Dilma e que pode estar chegando a hora de um ciclo peemedebista na Presidência.

Já no PSDB, uma ala fortíssima, a do presidente do partido, Aécio Neves, acredita que sua maior chance de chegar à Presidência é agora, com a saída de Dilma Rousseff do cargo. Para os aecistas, a hipótese de renúncia de Dilma, levantada por FHC, só faria sentido se fosse com a saída de Temer. A posse do peemedebista só serviria para fortalecer o eventual candidato do PMDB à Presidência em 2018.

Tanto que Aécio ontem declarou à imprensa que está disposto a conversar com o PMDB, mas com a parcela oposicionista do partido, o que exclui Michel Temer.

Temer, por sua vez, teve ontem um encontro com o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) no Palácio do jaburu. O senador propôs que o vice tentasse promover uma conversa do PSDB da presidente Dilma Rousseff. Temer se dispôs a receber Aécio Neves e companhia, mas desde que ficasse claro que não seria um encontro de conspiração. Aí é o PSDB quem não aceita encontro às claras para solucionar crise do governo Dilma Rousseff.

Ou seja, tem muita gente, como o ex-presidente FHC, querendo promover o namoro entre o PSDB e o PMDB. Mas os prováveis candidatos dos dois partidos à Presidência não pretendem posar de mãos dadas neste momento.

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segunda-feira, 13 de julho de 2015 escândalos políticos | 05:58

Aliados de Aécio dividem a oposição com proposta de eleições já

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Nem bem ficaram claras ainda as consequências sobre Dilma Rousseff que terão as denúncias contra o PT, no caso da Lava Jato, e contra a área econômica de seu primeiro governo — no caso das pedaladas fiscais –, e os defensores do impeachment já estão divididos.

Tucanos aliados do senador Aécio Neves (PSDB-MG) afirmam reservadamente ao iG que interlocutores do vice-presidente da República, Michel Temer — que é presidente nacional do PMDB–, teriam procurado o senador mineiro para conversar sobre o futuro, caso Dilma não conclua seu mandato.

“Discutir o futuro”, neste caso, é também discutir a possibilidade de impeachment da presidente da República.

Na versão dos aliados de Aécio, ele não teria aceitado conversar neste momento com o PMDB porque sabe o que querem os peemedebistas: fazer de Michel o presidente da República, se Dilma for obrigada a deixar o cargo.

A tese defendida pelos aecistas é a da condenação da presidente da República pelo Tribunal Superior Eleitoral, por fraude na campanha. Aí o vice-presidente Michel Temer deixaria o comando do país junto com Dilma. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, assumiria interinamente o governo, mas teria apenas três meses para convocar novas eleições, com Aécio Neves como franco favorito.

O líder do PSDB no Senado, Cassio Cunha Lima (PB), foi o primeiro a expor publicamente essa proposta, na Convenção Nacional do partido, no último domingo, dia 5. E o próprio Aécio defendeu-a como uma “saída constitucional”, ao responder a ataques do PT de que se tratava de uma tentativa de golpe de Estado.

Mas a tese não conta com o apoio da totalidade dos tucanos. Os deputados Jutahy Magalhães Junior (PSDB-BA) e Duarte Nogueira (PSDB-SP), por exemplo, declararam ao iG que são contrários. Consideram que não se deve falar no pós-Dilma  antes que haja um pronunciamento não só do TSE, como também do Tribunal de Contas da União.

Jutahy é considerado, no PSDB, como um aliado do senador José Serra (SP), e Duarte Nogueira, ligado ao governador Geraldo Alckmin. As eleições para presidente, neste momento, interessariam a Aécio, mas não a Serra ou Alckmin, que também se colocam como possíveis candidatos à Presidência em 2018.

Já o caso das pedaladas fiscais, que teriam sido cometidas pela equipe econômica do primeiro governo Dilma, está sendo analisado pelo Tribunal de Contas da União. Parte da oposição acredita que as pedaladas podem enquadrar Dilma Rousseff em crime de responsabilidade fiscal. Aí, o vice-presidente Michel Temer seria preservado de uma eventual cassação.

Em outras palavras: os defensores do impeachment de Dilma Rousseff estão divididos.

A parcela do tucanato que venceu a Convenção Nacional no último domingo dia 5 — liderada por Aécio Neves — quer tirar Dilma do governo e realizar eleições para presidente o mais rapidamente possível, para não ter que entregar o comando do país ao PMDB.

Já o PMDB e uma boa parte do PSDB, defendem que a saída de Dilma passa pela negociação com o vice-presidente Michel Temer.

Uma boa parcela do PPS também se inclui neste time de integrantes da oposição que estão contra o grupo de Aécio. É o caso, por exemplo, do deputado Raul Jungmann (PPS-PE). Para ele, a estratégia dos aecistas joga Temer e o PMDB no colo do governo:

Ou: https://www.youtube.com/watch?v=PTR_TzDDRn4

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quarta-feira, 8 de julho de 2015 partidos | 16:06

Aécio Neves: “PT não vai me empurrar para a direita”

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O senador Aécio Neves (MG) acaba de ser reeleito presidente nacional do PSDB e já se tornou o centro de uma grande polêmica: se o seu partido aderiu ou não à tese de um golpe de Estado para apear do poder a presidente Dilma Rousseff.

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), diz que sim. Em entrevista ao iG, acusou Aécio de capitanear o “furor golpista, secundado pela extrema direita”, do país.

Em entrevista exclusiva ao iG, Aécio responde às críticas dizendo que “não adianta que não vão me empurrar para a direita”.

Mas ele insiste que a presidente da República pode ser retirada do poder sem golpe, pela via constitucional, se o Tribunal Superior Eleitoral, por exemplo, decidir que houve fraude na eleição:

“Ninguém está acima da lei. Quem quer golpe é o PT. Cabe à presidente responder às denúncias e manter seu mandato até 2018. O que nós insistimos é que a presidente tem que dar satisfação aos órgãos de controle. Se houver a comprovação de dinheiro sujo, aí sim, está prevista na Constituição a cassação do mandato.”

Aécio diz que o PSDB se encontra no seu melhor momento desde o governo Fernando Henrique Cardoso, quando foi lançado o Plano Real, e que o partido “não embarcará nuuma aventura”.

Mas defendeu as manifestações de rua programadas para agosto, mesmo com o risco de um enfrentamento com militantes das entidades da sociedade civil que apoiam o governo.

“De um lado, sou acusado de não ter ido às ruas para não estimular o movimento. De outro, nos acusam de movimentar as ruas. O PT não entendeu que as ruas estão se movimentando espontaneamente.”

E o presidente do PSDB dá um recado ao PT:

“Temos hoje um governo atordoado, com sua base de sustentação demonstrando muito pouca confiança na recuperação da  presidente da República. O PT tem que se preocupar com sua própria base, mais do que com a oposição.”

Muita coisa em apenas 9 minutos de entrevista que você pode assistir na íntegra:

 

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escândalos políticos | 05:58

Líder do PT acusa Aécio Neves de “capitanear extrema direita”, e diz temer enfrentamentos nas ruas em agosto

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Em entrevista ao iG, o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), admitiu temer que o Brasil viva um momento de grande radicalismo nas ruas, em agosto, a partir das manifestações que começam a ser programadas pela oposição.

Segundo ele, o PT está disposto a reagir, convocando “setores da sociedade que reconhecem no nosso governo uma perspectiva de futuro melhor”. Ou seja, também levando para as ruas militantes das entidades próximas ao partido, como MST (Movimento dos Sem Terra), CUT (Central Única dos Trabalhadores), UNE (União Nacional do Estudantes), etc., com evidente risco de embates.

Perguntado se isso não levará a uma radicalização perigosa, Costa concorda. Afirma que não é o que PT deseja, mas “a oposição é quem tem promovido essa radicalização e obviamente nós também temos que manifestar nosso apoio ao governo”.

Ontem ele partiu para o enfrentamento com o recém reeleito presidente nacional do PSDB, o senador Aécio Neves (MG), em plenário. Costa leu uma nota da bancada do PT acusando Aécio de golpismo, ao defender investigações com possibilidade de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Humberto Costa tem dito que esse movimento é capitaneado no PSDB não pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, nem pelo senador José Serra (SP), mas por Aécio Neves, “secundado por parlamentares e elementos da extrema direita”.

Veja o que disse o senador petista ao iG:

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segunda-feira, 22 de junho de 2015 Congresso | 18:03

Aécio e Lindebergh batem boca sobre comitivas à Venezuela

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O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) subiu à tribuna para criticar a comitiva de senadores da oposição que esteve na Venezuela semana passada — a qual classificou de “equivocada e, no mínimo, apressada” — e anunciou uma nova comitiva que viajará na próxima quinta-feira.

Presidente do PSDB e um dos integrantes da comitiva da semana passada, o senador Aécio Neves (MG) foi ao plenário para responder a Lindbergh. Ele classificou a comitiva de Lindbergh como “chapa branca”, não aceitou o convite para participar dessa nova viagem e voltou a criticar a atuação do governo brasileiro no episódio.

Assista ao que disseram os dois:

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quarta-feira, 10 de junho de 2015 eleições | 22:53

Alckmin toma a frente de Aécio e Serra na luta pela candidatura tucana em 2018

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Heráclito Fortes oferece um mega jantar para Alckmin em Brasília

Heráclito Fortes oferece um mega jantar para Alckmin em Brasília

Estamos longe das eleições de 2018, mas nas conversas reservadas do Congresso a opinião quase unânime é de que o governador tucano de São Paulo, Geraldo Alckmin, já tomou a frente dos senadores José Serra (SP) e Aécio Neves (MG) numa previsível disputa pela candidatura presidencial do PSDB.

Em sua passagem por Brasília esta semana Alckmin deixou claro que já está em campanha. E o grande marco dessas articulações foi um jantar em sua homenagem na casa da família do deputado Heráclito Fortes (PSB-PI), na terça-feira, promovido pelo vice-governador de São Paulo, Márcio França (PSB), com a estimativa de cerca de 70 a 80 pessoas presentes.

Em tempo: Márcio França, poderá assumir como governador, caso Alckmin saia candidato a presidente, e concorrer à reeleição no cargo.

“O jantar foi uma grande demonstração de força. Deputados, tinham pelo menos uns 50. De vários partidos”, conta o deputado Benito Gama, vice-presidente nacional do PTB.

Perguntado se seu partido apoiaria Alckmin para presidente, Benito desconversa. Mas não muito: “Ainda é cedo. Mas já o apoiamos antes para presidente.”

Presidentes de partido presentes ao jantar tinham pelo menos dois, Roberto Freire (PPS-SP) e José Luiz Penna (PV-SP).

“O Alckmin foi muito educado comigo e com o Freire, chamando para a secretaria deputados eleitos e abrindo vaga para nós dois, que somos suplentes”, conta Penna.

Perguntado se apoiaria o governador para presidente, Penna tem a mesma reação de Benito, desconversa, mas não muito: “A prioridade do PV é sempre a candidatura própria. Mas o partido tem ‘liga’ com o Alckmin, sim.”

O presidente do PV vai mais longe. Diz que Alckmin está “muito melhor posicionado” que Aécio e Serra, entre aliados, numa disputa pela candidatura tucana:

“Se eu fosse o Aécio, desistia da candidatura presidencial e me voltava para Minas Gerais, ainda mais agora que o governador Fernando Pimentel (PT) enfrenta problemas. O Aécio perdeu as eleições em Minas e precisa se recolocar lá, talvez até disputando a prefeitura de Belo Horizonte ano que vem. Já o Alckmin é quem está melhor no seu Estado, na sua base, pronto para a disputa nacional.”

Durante o jantar, Geraldo Alckmin se municiou de um discurso de campanha, com provocação aos petistas: “O PT diz que é um partido que governa para os mais fragilizados, para os mais pobres, quando na verdade prioriza o poder.”

Já Heráclito, embora negasse a intenção de lançar a candidatura Alckmin, mal disfarçou: “Nunca vi um homem público tão vocacionado como o Alckmin, e hoje, nestes momentos de crise, de carência, de falta de pulso e de perspectivas que vivemos, ele é uma referência e um bom exemplo na política que precisa ser seguido.”

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terça-feira, 24 de março de 2015 governo | 20:09

Em meio à crise, o vice Michel Temer se aproxima de Aécio Neves

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Enquanto a presidente da República, Dilma Rousseff (PT), está às turras com sua base parlamentar, o vice-presidente Michel Temer (PMDB) abre os caminhos possíveis de diálogo com o Congresso. E não só com os partidos que apoiam o governo.

Temer também está sedimentando uma ponte com a oposição. Mais precisamente com o presidente nacional do PSDB, o senador Aécio Neves (MG), adversário de Dilma nas últimas eleições e provável candidato tucano à Presidência em 2018.

O mote da primeira conversa entre Temer e Michel foi a votação das prorrogação até 2019 das regras atuais de reajuste para o salário mínimo. Na tentativa de evitar que essas regras sejam estendidas aos aposentados pela Previdência, Temer propôs a edição de uma medida provisória, adiando o embate final com o Congresso em 120 dias.

Além de buscar o apoio dos líderes dos partidos governistas ao adiamento da votação, Temer resolveu telefonar também para Aécio, que comanda o maior partido de oposição no Congresso.

Acabaram falando não apenas da MP e do salário mínimo. Trataram também da reforma política, especialmente do fim da reeleição. E marcaram um encontro ao vivo e a cores para as próximas semanas.

Quem relata ao iG o telefonema é o próprio Aécio Neves (Resta saber se a presidente Dilma Roussef gosta dessa proximidade entre seu vice e seu principal adversário):

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segunda-feira, 15 de setembro de 2014 eleições | 18:37

Sabatina iG/RedeTV com Aécio Neves

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Essa entrevista com Aécio Neves ainda pode dar muito pano pra manga. Será mesmo que o PSDB ficará na oposição se a Marina vencer?

Se perder, PSDB será oposição a Marina Silva, diz Aécio ao iG e à RedeTV!

Tucano afirma que partido não comporá governo em uma eventual vitória de Marina Silva, que venceria Dilma no 2º turno

O PSDB irá para oposição caso seja derrotado nas eleições presidenciais, mesmo que a vitoriosa seja Marina Silva (PSB), afirmou o candidato tucano e presidente da legenda, senador Aécio Neves, em entrevista ao iG e à RedeTV!.

“Temos duas alternativas: ou ganhamos as eleições e vamos governar o Brasil, e é a alternativa que eu prefiro e vou lutar por ela, ou perdermos as eleições. Se essa for a decisão dos brasileiros, e espero que não seja, vamos para oposição e quem decide um papel de um partido político é o povo”, disse o candidato aos jornalistas Amanda Klein, da RedeTV!, e Tales Faria, publisher do iG.

entrevista foi a segunda da série que ouvirá propostas dos presidenciáveis. Na quinta-feira (11), Dilma Rousseff foi sabatinada.

Assista ao 1º bloco da entrevista de Aécio Neves ao iG e à RedeTV!:

Questionado sobre se a postura seria a mesma no caso de uma vitória de Marina Silva, Aécio respondeu: “Se nós perdermos as eleições, vamos ser oposição. A quem ganhar. Como espero ganhar as eleições, espero ser governo.”

A demarcação de distância em relação a Marina ocorre apesar de Aécio ver proximidade entre o programa econômico do PSDB e o da adversária, afirmando que ela “abraça agora a nossa política econômica, inclusive indo além” ao propor a autonomia formal do Banco Central, algo que o tucano não propôs.

Aécio também reconheceu que sua candidatura perdeu eleitores para a de Marina, mas ressaltou que esse movimento começou a se inverter, e que ele estará no segundo turno. O Datafolha de 8 e 9 de setembro dá 15% das intenções de voto para o tucano, um ponto a mais do que no levantamento anterior, e Marina tem 33%, um a menos.

“Esse quadro [segundo turno entre Marina e Dilma] é impossível de acontecer, porque eu vou estar no segundo turno”, afirmou Aécio. “Eu não tenho dúvida que essa movimentação começa acontecer. Na semana que vem espero que as pesquisas já comecem a apontar nesse sentido.”

Marina vira alvo

Aécio elegeu Marina Silva como principal alvo de seus ataques durante a entrevista, à semelhança do que fez Dilma Rouseff (PT) na entrevista concedida na quinta-feira (11), reiterando o discurso de que é a opção mais segura para os eleitores que querem mudança.

O tucano acusou a pessebista de mudar “ao sabor do vento” – a candidata alterou seu programa de governo sobre casamento gay após críticas da comunidade evangélica, e tem mostrado uma postura mais aberta ao cultivo de organismos transgênicos do que no passado, por exemplo.

O tucano também questinou a exploração da ideia de nova política por Marina, que militou por 20 anos no PT – partido que ela agora acusa de, junto com o PSDB, praticar a velha política – e afirmou ter medo de fracasso de um eventual governo de Marina.

“Temo que sim. Porque não vejo condições de tudo aquilo que está sendo colocado ser viabilizado. Temo muito isso da descontrução dos partidos, das instituições, da negação de tudo. O que nós enfrentaremos pela frente é um momento de extrema complexidade. O Brasil não é para amadores.”

Aécio também atacou a ideia de Marina de governar com os melhores quadros de cada partido. O senador afirmou que o PSDB tem uma “seleção de nomes” na economia e em outras áreas e que não faria sentido governar “com o segundo time”. E acusou a candidata de “vender ilusões” ao não prever como conseguirá apoio parlamentar para seu programa de governo.

“Você achar que pinça um nome aqui, pinça um nome ali e vai construir uma agenda no Congresso Nacional e vai aprová-la, é vender ilusões.”

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