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terça-feira, 1 de setembro de 2015 Congresso | 09:53

Oposição cobra devolução do Orçamento e só aceita acordo com corte drástico nos gastos do governo

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CassioCunhaLima_GeraldoMagela_AgenciaSenado_15.04.201420140415_0001O governo não terá vida fácil no Congresso, durante a tramitação da proposta Orçamentária para 2016, apresentada ontem ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), com um déficit estimado de de R$ 30,5 bilhões.

Isso porque, durante esses anos todos, o Orçamento tem sido aprovado sempre por unanimidade, com acordo entre todos os partidos. É o tipo da proposição legislativa que dificilmente consegue ser votada sem acordo.

E o líder do PSDB no Senado, Cassio Cunha Lima (PB), adianta ao iG as suas condições para esse acordo. Na verdade, as propostas do PSDB neste caso são muito parecidas com o que diz a maioria dos deputados do PMDB.

Só tem uma questão: antes do acordo, Cassio e o PSDB vão tentar, na Justiça, a devolução da proposta do Orçamento 2016 ao Executivo

Cassio — Na verdade, o governo desrespeitou a Lei de Responsabilidade Fiscal ao enviar essa proposta ao Congresso. Ela determina que tem que haver um equilíbrio entre receitas e despesas na administração da coisa pública. Então, estamos estudando formas juríricas de, antes de mais nada, devolver a peça orçamentária ao Executivo determinando que ele faça os ajustes. Cabe ao governo fazer sua proposta de cortes nos gastos. Se não têm competência ou unidade para resolver essa questão entre eles, estão dando mais uma mostra da completa incapacidade de governar.

iG — Mas digamos que não se consiga devolver. Aí vocês terão que trabalhar em cima desse Orçamento que está aí. Qual será a postura do PSDB?

Cassio — Neste caso, não tenha dúvida. vamos propor cortes drásticos nos gastos com a máquina pública. Mas preservando ao máximo as iniciativas em favor daqueles que mais precisam. O PSDB vai defender a manutenção dos programas sociais, corrigindo naturalmente suas distorções, que não são poucas, e atacar os gastos. Cortes no ministérios, nas diárias das autoridades, nas viagens, gastos com telefonia celular, no número de cargos comissionados… Se precisarem de um acordo conosco para votar o Orçamento, vão ter que se preparar para isto. Além de um Orçamento deficitário. Mandaram-nos uma proposta que conta com receitas não asseguradas, como a venda de imóveis da União, e o leilão da folha de pagamento, por exemplo.

iG — O presidente do Senado, Renan Calheiros, costuma dizer que essa crise está revelando um esgotamento do modelo de governança estabelecido na Constituinte de 1988. Aquela que o então presidente José Sarney (PMDB-AP) disse ter votado um Constituição que tornava o país ingovernável…

Cassio — Eu concordo que há uma série de vinculações orçamentárias na atual Constituição que precisam ser revistas. Engessam a administração. Mas a grande questão, no momento, é a política macroeconômica do governo. veja o caso das swaps cambiais. São operações de seguro para quem compra dólar que custaram só este ano ao Tesouro Nacional R$ 115 bilhões (Nota da coluna: o senador José Serra citou este número em discurso, mas o governo fala em cerca de R$ 60 bilhões). Cada ponto percentual de elevação na taxa básica de juros estabelecida pelo Banco Central representa um aumento de R$ 15 bilhões na dívida pública. Só com esse dois itens o governo poderia estabelecer o equilíbrio orçamentário.

iG — O senador José Serra (PSDB-SP) disse isso em plenário. Cheguei a noticiar aqui na coluna. E isso leva a outra questão: todos os pontos que o sr. coloca são muto parecidos com o que diz a maioria do PMDB. Se o serra, por exemplo, fosse relator do Orçamento, e tenho certeza de que o Renan Calheiros teria o maior prazer de indicá-lo , o PSDB não poderia sair como grande artífice da solução econômica para a crise?

Cassio — Concordo que, nas ideias, temos competência e quadros capazes de encontrar uma solução. Mas aqui no Congresso, no final das contas, manda quem tem maioria. E, teoricamente, apesar de sua desorganização, quem tem maioria aqui é a base governista. As oposições somam 20% do Parlamento.

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quarta-feira, 15 de julho de 2015 escândalos políticos | 13:18

Michel Temer propõe “uma grande pacificação nacional” como saída para a crise

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Vice-presidente da República e coordenador político do Palácio do Planalto, Michel Temer resolveu propor a mobilização “para uma grande pacificação nacional” como solução para o momento de crise do país.

Como presidente nacional do PMDB, Michel Temer participou nesta manhçã de um evento na Fundação Ulysses Guimarães, encarregada da elaboração de estudos e teses para o partido, em que foi anunciado a elaboração do programa partidário para as eleições de 2016 e 2018 e a estartégia do PMDB para a internet.

À saída, Temer disse que o evento significa a largada do partido para uma candidatura própria a presidente da República em 2018. “Nós queremos ser cabeça de chapa”, afirmou.

Ao comentar a crise política deflagrada pela Operação Lava Jato, e as prisões e buscas e apreensões realizadas recentemente pela Polícia Federal, o vice-presidente procurou ser cauteloso. “Nâo quero entrar nesse assunto, porque é extremamente delicado”, chegou a afirmar.

Mas, a seguir, Michel Temer admitiu:

“Essas coisas todas estão abalando um pouco a natural tranquilidade do povo brasileiro. Não temos que nos impressionar com esses atos, e sim levar adiante a ideia de uma grande pacificação nacional”.

Assista:

OU: https://www.youtube.com/watch?v=0dM702oBK4w

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quinta-feira, 9 de julho de 2015 partidos | 05:58

Apesar de ter conversado com Michel Temer, no PMDB, Marta Suplicy afirma que filiação ao PSB está mais avançada

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Fim dos trabalhos no plenário do Senado, na noite de ontem, e a senadora e ex-petista Marta Suplicy (SP) já se preparava para sair quando foi abordada por este colunista.

Tema da curtíssima entrevista: se ela vai mesmo para o PSB ou se prefere agora o PMDB?

Marta teve um encontro no início da tarde com o presidente nacional do PMDB, Michel temer, que é o principal cacique do partido em São Paulo. Ele vinha resistindo à filiação da ex-prefeita da capital a seu partido por um motivo muito singelo, segundo seus interlocutores mais próximos: os peemedebistas com quem Marta conversou, especialmente no Senado — como o líder do partido, Eunício Oliveira (CE), e o presidente da Casa, Renan Calheiros (AL) — não teriam feito uma primeira aproximação entre ela e Temer, que é quem de fato poderia lhe abrir as portas.

O PMDB funciona quase que como uma confederação de partidos regionais, em que os caciques de cada Estado decidem os rumos locais da legenda com mão de ferro.

Era assim com Orestes Quércia em São Paulo, e é agora com Michel Temer.

A entrada de Marta, para ser candidata a prefeita da capital — como ela pretende — mexe com muita coisa: Gabriel Chalita, que foi o candidato do partido nas últimas eleições, é agora secretário do atual prefeito, Fernando Haddad (PT). E Haddad, por sua vez, deve ser candidato à reeleição, com Chalita como o seu provável vice.

Além disso, Michel não sabe exatamente quanto de poder local acabará tendo que ceder a Marta, conhecida como uma operadora política de posições fortes.

E a própria Marta também terá que refletir se sua filiação ao PMDB não significará ficar presa a uma legenda com estruturas de difícil rompimento.

De qualquer maneira, a ex-prefeita admitiu ao iG que está na dúvida: PSB ou PMDB?

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quarta-feira, 17 de junho de 2015 Estados | 15:46

Haddad defende Chalita e diz que aliança com PMDB em SP “está ótima e vai continuar”

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O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, aposta na manutenção da aliança entre o PT e o PMDB.

Mesmo afirmando que as eleições do ano que vem ainda estão distantes, Haddad faz questão de defender seu secretário de Educação, o peemedebista Gabriel Chalita, contra quem o Ministério Público Estadual (MPE) abriu investigação por suposta fraude em licitação.

O foco está no período em que Chalita foi secretário de Educação do governo do Estado, entre 2002 e 2006, durante as gestões de Geraldo Alckmin (PSDB) e Cláudio Lembo (ex-DEM).

Fernando Haddad diz tratarem-se de “velhos fatos revolvidos” e que ele tem feito “um trabalho excepcional”.

Segundo Haddad, a relação com Chalita e o PMDB em São paulo está “ótima e vai continuar assim”. Ele diz acreditar que mesmo no nível nacional “as coisas vão se ajeitar”.

O prefeito de São paulo participou da reunião da Frente Nacional de Prefeitos com os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha, e do Senado, Renan Calheiros, em que voltou a defender a aprovação da chamada PEC dos Precatórios, que disciplina do pagamento de precatórios entre os entes da Federação.

assista:

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partidos | 13:06

“O natural é que eu seja candidato a governador em 2018”

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O segundo mandato de Eduardo Paes (PMDB) à frente da Prefeitura do Rio de Janeiro termina em 2016.

E qual será seu futuro?

O iG aproveitou a reunião de prefeitos de todo o país que está ocorrendo neste momento no Congresso com os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para perguntar ao próprio Eduardo Paes o que ele pensa do futuro.

Primeiro o prefeito afirma que vai tirar cerca de seis meses de férias em uma universidade norte-americana. Depois, diante da insistência, admite que o caminho natural é concorrer em 2018 ao governo do Estado, em 2018.

Eduardo Paes também disse que seu partido, o PMDB, terá candidato à Presidência da República. O que significa que a aliança nacional com o PT não deve se repetir, embora ele não afirme isto.

Mas e quanto à possibilidade de o prefeito ser este candidato a presidente?

E ele responde com um sorriso enigmático:

“Eduardo Paes é prefeito do Rio de Janeiro”

Veja:

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