Publicidade

terça-feira, 11 de agosto de 2015 Congresso | 16:43

Renan Calheiros: “O Brasil continuará, durante e depois da presidente Dilma.” Assista

Compartilhe: Twitter

O iG conseguiu penetrar no gabinete do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), agora há pouco, quando ele iniciou a reunião com os líderes para discutir a pauta de votações da semana.

Renan foi recebido como o novo homem forte da República. Até o líder do PSDB, Cassio Cunha Lima (PB), um defensor ardoroso do impeachment da presidente Dilma Rousseff, admitia que “a história esfriou” depois que Renan e Dilma se reuniram, na última quinta-feira.

Após a reunião, a presidente da República determinou que os ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e do Planejamento, Nelson Barbosa, se reunissem com o presidente do Senado para elaborar uma pauta de projetos para combater a crise e promover o crescimento pós-crise.

Foi elaborada uma agenda de 28 pontos, em que boa parte precisará da aprovação do Congresso.

Numa rápida entrevista ali no gabinete, ao iG e ao repórter da Globo News Gerson Camaroti, Renan afirmou:

“A agenda é um roteiro com propostas para que Brasil administre a crise e sinalize com o reaquecimento da economia. São propostas que colocam interesses do país acima dos interesses do governo.”

Renan disse que ainda não definiu com Levy e Nelson Barbosa os pontos prioritários da agenda de 28 itens que elaboraram. Mas adiantou que já não são mais apenas 28 itens:

“A agenda não está fechada. sugerimos 28 pontos. Outros já foram acrescidos em função de novas propostas.”

Quanto às críticas do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de que o governo está tentando trabalhar apenas com o Senado, Renan argumenta:

“A agenda não é de interesse da presidente Dilma, nem de qualquer governo. A proposta significa que o Brasil continuará durante e depois da presidente Dilma.”

Renan disse que, neste momento, “conversa é fundamental. conversar não arranca pedaço”. E admitiu que vem conversando há tempos com Dilma Rousseff, com quem tem discutido até um novo modelo da coalizão governista no Congresso:

“Nós conversamos em todos os moentos com a presidente. Discutimos, além dessa agenda, a necessidade de um modelo novo de coalizão politica que dê fundamento à aliança que está aí.”

Quanto ao impeachment, o presidente do Senado é taxativo:

“Discutir impeachment e antecipar cenários não está na ordem do dia. Não ajuda o Brasil.”

Assista:

A pauta inicial proposta por Renan:

http://www12.senado.gov.br/noticias/materias/2015/08/10/a-agenda-brasil-sugerida-por-renan-calheiros

Autor: Tags: , , , ,

governo | 12:13

Adesão de Renan a Dilma praticamente enterra o impeachment

Compartilhe: Twitter

Dilma RenanAntes quase na oposição, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), deu uma virada de posição na quinta-feira, após encontrar-se a sós com a presidente Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto.

Ele não revelou detalhes da conversa a ninguém. O pouco que se sabe do que os dois acertaram foi anunciado pela própria presidente, ao determinar que os ministros da Fazenda e do Planejamento acertassem com Renan uma agenda de projetos contra a crise.

Ou seja, esse foi um dos assuntos da pauta entre os dois: a necessidade de se dar à base parlamentar um discurso positivo para permitir que o Congresso aprove os projetos mais duros de corte de gastos.

Mas é claro que deve ter havido outros pontos de interesse de Renan, pois o presidente do Senado saiu dali contrário como nunca à condenação do governo pelo Tribunal de Contas da União (TCU). No mesmo dia, disse a amigos: “Cassar a presidente por causa das pedaladas? Impossível. Todo mundo já fez isso.”

Na sexta-feira e no sábado, Renan recebeu na Residência Oficial do Lago Paranoá dois ministros do TCU: Raimundo Carrero e Bruno Dantas.

Conforme esta coluna informou na sexta-feira 7, Carrero, Dantas e Vital do Rego são três ministros do tribunal muito ligados ao presidente do Senado. Os dois primeiros, ex-funcionarios da Casa. E o segundo, um ex-senador do PMDB que sempre foi aliado de Renan.

Sao nove os ministros com voto no TCU. O governo tem condições de garantir o voto de dois — Benjamin Zimler e Walton Alencar –, que somados aos votos de Renan já garantem maioria para Dilma. Sem contar dois votos que o ex-presidente Lula pode conquistar: do seu ex-coordenador político no Planalto José Múcio Monteiro, e da sua amiga pessoal Ana Arraes, mãe do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos.

A aprovação das contas no TCU praticamente enterra o impeachment. A outra possibilidade seria uma condenação pelo Superior Tribunal Eleitoral da chapa vencedora das eleições presidenciais. O que significaria a cassação também do vice Michel Temer, hipótese que juristas e analistas políticos consideram muito pouco provável num momento em que Temer se firma como um pólo de estabilidade na Câmara contra o ultraoposicionismo do presidente da Casa, Eduardo Cunha.

Autor: Tags: , , , , , , ,

segunda-feira, 10 de agosto de 2015 governo | 17:32

Ao iG, líder anuncia força-tarefa de Dilma para recompor a base e defende Michel Temer: “Temos que acabar com maus espíritos e maus olhares”

Compartilhe: Twitter

O líder do Governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), anunciou, em entrevista ao iG, que será feita “uma força-tarefa” para estabelecer conversas diretas da presidente Dilma Rousseff, a partir de agora, com cada uma das bancadas dos partidos que apoiam o governo no Congresso.

A tal força-tarefa, segundo o deputado, foi a principal decisão da reunião de ontem à noite da presidente, no Palácio da Alvorada, com ministros e líderes da base governista.

“Nestas reuniões, as bancadas poderão fazer suas reclamações diretamente à presidente”, disse Guimarães.

Nessa linha é que Dilma marcou para hoje à noite um grande jantar no Alvorada com senadores da base. Até hpje, Dilma não tinha tido nenhum encontro deste tipo com os senadores.

Segundo Guimarães, Dilma também manterá um diálogo mais constante com outros setores, como empresários, sindicatos e entidades da sociedade civil. “Essas várias esferas vão ajudar na recomposição da base”, explicou.

Na Câmara, a prioridade da semana — informou o deputado — é não votar “do jeito que está programada” a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 443. que vincula salários da AGU (Advocacia Geral da União) e de diversos setores aos salários do Judiciário.

“Incluíram emendas nessa PEC que aumentam ainda mais seu impacto. Fica impossível. Não dá para mandar a conta só para a União”, disse o líder

Também é prioridade do governo derrubar o Projeto que altera que vincula o reajuste do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço ao índice da caderneta de poupança.

Guimarães anunciou que o governo deve apresentar “uma proposta alternativa. Talvez de forma escalonada. Ainda não está definido exatamente como será”. Do jeito que está — diz o deputado — o projeto acabaria com o Minha Casa Minha Vida.

O líder do governo fez questão de defender o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), como coordenador político do governo.

Na abertura da reunião de ontem, Temer fez um discurso reclamando, sem citar o PT, das “intrigas” de que foi alvo por ter declarado que é preciso aparecer alguém capaz de unificar o país. Por causa dessa intrigas, na quinta-feira, Temer chegou a colocar à disposição da presidente a função de coordenador político.

“Na reunião de ontem, o Temer fez uma colocação de altíssima relevância, dizendo que não quer deixar dúvidas da lealdade dele. Era para evitar rusgas. Eu tive o cuidado de ver o que ele havia dito antes. A fala completa não foi publicada. O que ele quis foi chamar a atenção do Congresso para não votar as matérias que aumentam despesas”, disse.

“Num momento como este temos que tirar os maus espíritos e maus olhares. O Temer é o articulador político do governo e ele ajuda muito.”

Ou: https://www.youtube.com/watch?v=upAmYcjWfAY

Autor: Tags: , , , ,

sábado, 8 de agosto de 2015 escândalos políticos | 13:36

Dilma anuncia recondução de Janot, que deve seguir rito sumário no Senado

Compartilhe: Twitter

Renan Janot

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, anunciou há pouco que a presidente Dilma Rousseff reconduzirá Rodrigo Janot ao cargo de procurador-geral da República por mais dois anos.

Dilma recebeu Janot e Cardozo no Palácio da Alvorada.

Para ser confirmado no cargo, o procurador-geral precisa ainda ter seu nome aprovado pelo Senado.

Cardozo disse que Dilma sempre teve uma “postura de respeito à autonomia do Ministério Público” e que, por isso, está indicando o nome que obteve maior aprovação pela categoria.

Em eleição realizada na última quarta-feira, Janot conquistou 799 votos contra 462 do segundo colocado.

Assim que chegar no Senado, na segunda-feira, a indicação para recondução do procurador-geral, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), pretende imprimir rito sumário à sua aprovação pelos senadores.

Renan tem sido apontado como um dos envolvidos na Operação Lava Jato, depois que um dos delatores, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto, afirmou que negociava propinas com “um representante do senador”, que seria o deputado Aníbal Gomes (PMDB-CE).

Renan nega que Aníbal o representasse. E diz que não teme nem impedirá a recondução de Janot.

“A indicação é da presidente e não me envolverá pessoalmente. Não amesquinharei o cargo de presidente do Congresso”, afirma.

Segundo o presidente do Senado, tão logo Dilma envie o nome ao Congresso, o que ocorrerá na segunda-feira, ele o despachará para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), esta sim ficando encarrega de marcar a sabatina.

E Renan acrescenta: “Vou combinar com os líderes para apreciarmos em Plenário a aprovação do nome, no mesmo dia que sair da CCJ.”

Líder do PSDB no Senado, Casso Cunha Lima (PB) afirma que não “há hipótese” de o nome de Janot não ser aprovado.

Segundo ele, o sentimento na Casa pela aprovação de Janot é “praticamente unânime”. Aqueles que porventura fossem contra, por terem possibilidade de serem denunciados, simplesmente não têm condições políticas de se manifestar publicamente contra a recondução, depois de aprovada pela presidente Dilma Rousseff.

O único que até agora tem falado publicamente contra Janot é o senador ex-presidente da República Fernando Collor de Mello (PTB-AL).

Na sua última manifestação na tribuna contra Janot, Collor xingou o procurador de “filho da puta”. Assista:

Autor: Tags: , , , , , , ,

sexta-feira, 7 de agosto de 2015 governo | 18:53

Michel Temer entregou coordenação política. Mas Dilma não aceitou

Compartilhe: Twitter

Apesar de ter postado no twitter a mensagem acima, a verdade é que o vice-presidente da República, Michel Temer, de fato chegou a colocar sua função de coordenador político do governo à disposição da presidente Dilma Rousseff, nesta quinta-feira, conforme revelou o portal G1.

Foi daí que surgiram os boatos de que ele deixou a articulação política.

Não, não deixou porque, simplesmente, Dilma não aceitou.

Na verdade Temer não pretendia abandonar a coordenação política. Fez isso apenas para neutralizar o que chama de “intrigas”: críticas de ministros do PT à sua declaração do dia anterior, quanto afirmou que o país precisa alguém capaz de “unificar a todos”.

Os petistas entenderam sua declaração como uma constatação de que Dilma já não lidera o país. E que ele próprio, Michel Temer, estaria se colocando para ser essa pessoa.

No encontro com Dilma, Temer citou ter ouvido falar dessa interpretação e disse à presidente que não queria criar mais problemas para o governo neste momento. Portanto, se Dilma quisesse, poderia afastá-lo da coordenação política que ele entenderia perfeitamente.

Dilma disse que não cogitava disso. E o vice-presidente sentiu-se blindado contra as críticas. Pelo menos por enquanto.

Autor: Tags: , , , ,

escândalos políticos | 10:10

Renan Calheiros pode livrar Dilma da condenação no TCU

Compartilhe: Twitter

Ontem, conforme revelou a coluna Poder Online, a presidente Dilma Rousseff chamou ao Palácio do Planalto o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Naquela madrugada, Dilma havia sido derrotada na Câmara, por 445 votos a 16, na votação de uma Proposta de Emenda Constitucional que poderia aumentar o rombo no ajuste fiscal em até R$ 10 bilhões.

De uma forma ou e outra, a tal PEC 443 não deverá entrar em vigor. Mas a votação mostrou a força do atual presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que se declarou formalmente na oposição, e a enorme dificuldade do governo em controlar sua base parlamentar.

Cunha também fez passar de roldão pelo plenário a aprovação de todas as contas de presidentes da República que estavam pendentes há 20 anos na Casa. Abriu a pauta para receber as contas de 2014 presidente Dilma Rousseff, que estão em análise do Tribunal de Contas da União (TCU). Tratam-se das  contas das chamadas “pedaladas fiscais”, que teriam sido cometidas pela equipe econômica do primeiro governo Dilma.

Se o TCU decidir pela reprovação das contas, é enorme a chance de que Eduardo Cunha comande no plenário a condenação da presidente e, consequentemente, o processo formal de impeachment.

Dilma correu, então, para Renan Calheiros. Parece ter descoberto o poder que o presidente do Senado tem em suas mãos.

Um poder que o PSDB também já descobriu. Tanto que os senadores tucanos levaram Renan para um jantar no dia anterior, na casa de Tasso Jereissati (PSDB-CE), no qual cercaram-no de mimos e promessas de amor caso Dilma Rousseff deixe o governo.

É simples assim: dos nove ministros do TCU que votarão as contas de Dilma, Renan tem influência direta sobre três.

São eles:

Bruno Dantas – Bruno Dantas

Foi o mais novo ministro a assumir o cargo, aos 36 anos de idade, em 2014, escolhido em substituição à indicação não aceita do ex-senador Gim Argello (PTB-DF),  acusado de irregularidades na época em que presidiu a Câmara Legislativa do Distrito Federal.

Consultor jurídico concursado do Senado, ele foi indicado por Renan Calheiros e pelo ex-senador José Sarney (PMDB-AP)

Raimundo Carrero

– Raimundo Carrero

Foi secretário geral do Senado e é também bastante próximo do ex-presidente José Sarney e de Renan.

Em 2013, quando o tribunal analisou o pagamento de supersalários a 464 funcionários do Senado, Carreiro não se considerou impedido de votar e defendeu que diretores da casa não fossem punidos. O TCU acabou determinando a devolução de parte desses valores.

Vital do Rego

– Vital do Rego

Foi senador pelo PMDB da Paraíba e assumiu o TCU em 2014 graças também ao apoio explícito de Renan Calheiros.

Anda estressado com o governo por não ter tido apoio contra denúncias envolvendo desvio de recursos na prefeitura de Campina Grande (PB), que teriam  irrigado sua campanha  ao Senado.

Dos demais ministros, o governo calcula obter, por conta própria, pelo menos o apoio de Benjamin Zimler e Walton Alencar. Precisaria de muito esforço do ex-presidente Lula para virar dois votos, hoje contrários: José Múcio Monteiro, e Ana Arraes. Já Augusto Nardes e Aroldo Cedraz são considerados votos perdidos.

Ou seja, se Renan trouxer seus três votos e o governo obtiver os dois votos com que conta, a vitória estaria garantida.

Por isso, o presidente do Senado, Renan Calheiros, é hoje o político mais importante para a manutenção de Dilma Rousseff no cargo, independentemente de sua força dentro do PMDB, dentro do Senado, ou mesmo no cenário político como um todo.

 

Autor: Tags: , , , , , , , ,

quinta-feira, 6 de agosto de 2015 Congresso | 10:11

Governo recorrerá ao Supremo contra vinculação de salários aprovada na Câmara

Compartilhe: Twitter

O vice-líder do governo na Câmara, Silvio Costa (PSC-PE), anunciou que o governo irá recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o projeto de vinculação dos salários da Advocacia Geral da União (AGU), de delegados de polícia e promotores municipais aos vencimento dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

O Projeto de Emenda Constitucional (PEC) 443 foi aprovado nesta madrugada por 445 votos a 16 em primeiro turno pela Câmara. Na terça-feira serão votados os destaques ao texto base. Mas o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), já havia avisado na reunião dos líderes que só colocará em votação definitiva o segundo turno do projeto, depois que aprovar outra PEC segundo a qual só poderão ser criados novos gastos para estados e municípios com a devida previsão de receita.

“Quero avisar que o que está sendo aprovado aqui é uma farsa, porque é inconstitucional. O governo vai entrar com uma ação no Supremo e certamente esta PEC será derrubada”, avisou Silvio Costa no microfone do plenário, no final da votação.

Segundo o deputado, o STF não permitira um “engessamento fiscal tão amplo”.

De imediato, o projeto cria um rombo de R$ 2,4 bilhões no ajuste fiscal, podendo chegar algo próximo dos R$ 10 bilhões.

O deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), um aliado de Eduardo Cunha, também aposta que o projeto será derrubado pelo Supremo. Segundo ele, a PEC que o presidente da Câmara pretende aprovar antes de votar em segundo turno o projeto de vinculação dos salários da AGU tornará “mais inconstitucional ainda” o texto aprovado nesta madrugada.

A estratégia de aprovar  o projeto, mesmo acreditando que ele seja inconstitucional, e ainda engavetá-lo foi armada pelos líderes governistas como forma de fugir à pressão de lobistas da AGU, das polícias federal e estaduais, além de diversas outras categorias que também acreditam que se beneficiarão pela PEC 443 e que lotaram as galerias e os corredores da Câmara ontem.

Assim, os líderes de todos os partidos, inclusive do PT,  puderam encaminhar formalmente suas bancadas pela aprovação do texto, sabendo que provavelmente ele não será aplicado.

“Quero aqui falar para as agências internacionais de notícia e para o mercado financeiro: não precisam se assustar com o que está sendo aprovado aqui. Isso é de mentirinha, Não vai valer”, reverlou ao microfone Silvio Costa em meio a risos no plenário.

Rodrigo Maia não resistiu em pegou o microfone:

“Silvio, você precisa falar em inglês para eles entenderem.”

Pano rápido

Autor: Tags: , , , , , ,

quarta-feira, 5 de agosto de 2015 Congresso | 18:17

Equiparação de salários pode furar em R$ 10 bilhões o ajuste fiscal

Compartilhe: Twitter

Impacto fiscal da PEC 443Vice-líder do governo na Câmara, o deputado Silvio Costa está circulando pelo plenário com um estudo realizado pelo Ministério do Planejamento mostrando o impacto que a aprovação da PEC 443 terá sobre as contas públicas.

Trata-se do Projeto de Emenda Constitucional que equipara o salário dos funcionários da Advocacia Geral da União (AGU) aos do Judiciário. Ontem o governo foi derrotado na tentativa de adiar a votação, que deve ocorrer hoje.

o iG obteve cópia da tabela que integra o estudo. Clique na imagem ao lado e ela será ampliada para melhor leitura.

São simplesmente R$ 10 bilhões, porque até a tarde de hoje já haviam sido juntadas (“apensadas”, no jargão parlamentar) ao projeto original equiparações e reajustes em diversos outros setores.

Veja o que diz o deputado:

Ou: https://www.youtube.com/watch?v=YRvhqCv-3wE

Autor: Tags: , , , , ,

governo | 11:05

Levy insiste na aprovação da reoneração da folha de pagamento das empresas, rechaçada por Renan Calheiros

Compartilhe: Twitter

renan_levyO ministro da Fazenda, Joaquim Levy, deverá reafirmar nas próximas horas que ainda é prioriodade do governo a aprovação pelo Congresso, neste semestre, do projeto de reoneração da folha de pagamento das empresas.

O texto já foi votado pela Câmara e está em tramitação no Senado.

Mas o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), deu a entender que ontem, conseguiu convencer o ministro da Fazenda de que o projeto é ruim para os cofres públicos e não precisa ser votado.

Não é bem assim. Levy se convenceu, na verdade, de que o projeto, mesmo aprovado pelo Congresso, não deverá valer para este ano.

É que modificações deste tipo, segundo a Constituição, precisam ser sancionadas três meses antes de sua vigência. Á chamada “noventena”. Coomo o Senado deverá modificar o texto da Câmara, ele terá que ser votado novamente pelos deputados. Com isso a expectativa é de que a reoneração da folha de pagamento não seja sancionada antes de dezembro.

Autor: Tags: , , ,

Congresso | 09:26

Até o PT ameaça votar hoje a favor de projeto da pauta bomba

Compartilhe: Twitter

“Sabe o que está acontecendo aqui? Falta governo. O governo tem que governar. Se não governa, dá nisso”, dizia, atônito em plenário, o deputado do PT José Mentor (SP), logo após o painel do plenário da Câmara registrar a derrota por 278 votos a 179 o requerimento de adiamento da votação da PEC 443. Trata-se de uma Proposta de Emenda Constitucional que iguala os salários da Advocacia Geral da União (AGU) e de delegados de polícia aos salários do Judiciário.

Presidente da Comissão Especial que relatou o projeto, Mentor dizia que agora não terá como votar contra o texto. “Eu acho a proposta correta. Não dá para continuar como é hoje, com um advogado da União defendendo uma causa do governo contra um promotor que ganha o dobro de salário. Mas entendo que temos problemas de caixa no momento e votei pelo adiamento. Aceitei a promessa do governo de apresentar uma proposta alternativa até o final do mês. O problema é que o governo não conseguiu aprovar o requerimento. Nessas horas o governo tem que governar. Agora vem a votação do projeto e eu vou votar pela aprovação.

Mentor não é o único petista a anunciar que votará por mais gastos do governo, num momento em que a presidente Dilma Rousseff e o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, apelam para o Congresso não aprovar projetos que aumentem os gastos do Tesouro, os tais projetos da chamada “pauta bomba”.

Outro petista a seu lado, no plenário, o deputado Andrés Sanchez (SP) também anunciava: “Vou votar pela equiparação. Não tem como votar contra.”

A decisão final poderia ocorrer ali mesmo, na noite de ontem, mas por temer o efeito cascata do projeto sobre os gastos dos governos estaduais, os líderes resolveram adiar para hoje a votação.

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que recentemente anunciou estar formalmente em oposição ao governo, não conseguia esconder seu sorriso.

Depois de reunir-se com os líderes, anunciou que tentará encontrar uma fórmula para a PEC não atingir os governos estaduais. Ou seja, livrar os governadores, mas não o governo federal.

“O governo perdeu porque não tem base”, repetia, com razão, Cunha, ao se eximir da responsabilidade pelas derrotas do governo no dia de ontem.

Mas, na verdade, ele passou o dia e a noite anterior articulando contra o governo. Havia no ar a expectativa de que, após as movimentações do Palácio do Planalto durante o recesso, Eduardo Cunha iniciasse o semestre enfraquecido. Ele precisava demonstrar força, e demonstrou.

“Tem muita traição. Muita cara de pau nesse processo. Eu não consigo aceitar político de duas caras” reclamava o vice-líder do governo, deputado Silvio Costa (PSC-PE).

Traição? Duas caras? Como assim?

“Ora, Teve líder de partido do governo que esteve ontem (segunda-feira) com a presidente Dilma Rousseff no jantar do Palácio do Planalto e saiu dali para articular contra o governo no jantar na casa de Eduardo Cunha. Isso é inaceitável”, reclamava Silvio Costa.

De fato, Foi nesse jantar, segunda-feira à noite, que Eduardo Cunha começou a definir a estratégia para derrotar o governo. Participaram dos dois jantares os líderes do PMDB, Leonardo Picciani (RJ); do PP, Eduardo da Fonte (PE); do PR, Maurício Quintella (AL); do PROS, Domingos Neto (CE); do PHS, Marcelo Aro (MG) e do PSD, Rogério Rosso (DF). Todos encaminharam formalmente suas bancadas, em plenário, para votarem pelo adiamento da votação. Mas a maioria de seus liderados, curiosamente, votou contra.

“Está difícil segurar a base”, tentava explicar o líder do PMDB. Segundo Picciani, “o problema é que as promessas do governo não estão sendo cumpridas. Fica a impressão de que o Palácio não quer que a sua base de apoio no Congresso de fato participe do governo. Então não há confiança mútua”.

De fato, os deputados do PMDB passaram o dia ontem cobrando as tais 200 nomeações de indicados pelos parlamentares para cargos de segundo escalão, que haviam sido anunciadas pelo ministro Eliseu Padilha e que não teriam ocorrido.

Deu no que deu.

Autor: Tags: , , , ,

  1. Primeira
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5
  6. 6
  7. 10
  8. Última