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sexta-feira, 20 de junho de 2014 eleições, partidos | 13:41

Pezão no programa Opinião, da TViG

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Entrevista foi ao ar em 16 de junho de 2014

“PT saiu no pior momento do nosso governo. Isso magoou”, diz Pezão ao iG

Ao programa Opinião, governador critica o PT do Rio, defende apoio a Dilma, rejeita esconder Sérgio Cabral na campanha e diz que ordem é prender quem interromper trânsito na Copa

Uma no ferro, outra na ferradura: assim tem agido o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), quando o assunto é PT. Pezão é defensor fiel e solidário da presidente Dilma Rousseff, mas está amuado com o PT fluminense, especialmente o senador Lindbergh Farias, hoje pré-candidato petista ao governo do Rio. Lindbergh não só comandou o desmonte da duradoura aliança com o PMDB no Rio como voltou a atirar pedras contra Sérgio Cabral, de quem Pezão foi vice durante os últimos sete anos – mesma tática que o petista adotou quatro anos atrás, quando tentou sair candidato ao governo.

“Não sou contra candidatura de ninguém, acho natural o PT apresentar uma candidatura”, disse Pezão ao participar do programa Opinião, da TViG. O problema, diz ele, é que “o PT saiu num momento de maior dificuldade do governo. Começou um movimento no auge da crise. Isso magoou”. Criou uma dissidência que abriu feridas difíceis de cicatrizar, reconhece, ao fazer uma campanha “que agride companheiros nossos do interior”.

Pezão foi entrevistado no programa por Tales Faria, vice-presidente editorial e publisher do iG; Rodrigo de Almeida, diretor de jornalismo do iG; Fernando Molica, colunista do jornal “O Dia”; e Américo Martins, superintendente de jornalismo da RedeTV. “O Dia” e RedeTV serão parceiros do iG na realização de debates com os candidatos ao governo do Rio no segundo semestre.

Uma no ferro, outra na ferradura: assim tem agido o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), quando o assunto é PT. Pezão é defensor fiel e solidário da presidente Dilma Rousseff, mas está amuado com o PT fluminense, especialmente o senador Lindbergh Farias, hoje pré-candidato petista ao governo do Rio. Lindbergh não só comandou o desmonte da duradoura aliança com o PMDB no Rio como voltou a atirar pedras contra Sérgio Cabral, de quem Pezão foi vice durante os últimos sete anos – mesma tática que o petista adotou quatro anos atrás, quando tentou sair candidato ao governo.

“Não sou contra candidatura de ninguém, acho natural o PT apresentar uma candidatura”, disse Pezão ao participar do programa Opinião, da TViG. O problema, diz ele, é que “o PT saiu num momento de maior dificuldade do governo. Começou um movimento no auge da crise. Isso magoou”. Criou uma dissidência que abriu feridas difíceis de cicatrizar, reconhece, ao fazer uma campanha “que agride companheiros nossos do interior”.

Pezão foi entrevistado no programa por Tales Faria, vice-presidente editorial e publisher do iG; Rodrigo de Almeida, diretor de jornalismo do iG; Fernando Molica, colunista do jornal “O Dia”; e Américo Martins, superintendente de jornalismo da RedeTV. “O Dia” e RedeTV serão parceiros do iG na realização de debates com os candidatos ao governo do Rio no segundo semestre.

Jandira Feghali: ‘Queimação’ do PMDB do Rio prejudica Dilma

Segundo Pezão, se o gesto do PT prejudica a aliança com o PMDB no Rio, não chega a abalar o apoio a Dilma por parte do ex-governador Sérgio Cabral, do prefeito do Rio, Eduardo Paes, dele próprio e de boa parte dos prefeitos e deputados peemedebistas. “O que vejo são intrigas”, afirma.

Com isso, o governador tenta minimizar os efeitos do movimento criado pelo presidente regional do PMDB, Jorge Picciani, em apoio ao pré-candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, e ao governador Luiz Fernando Pezão. Há dez dias, Picciani lançou o “Aezão” numa churrascaria na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, com a presença do próprio Aécio.

Leia também: PMDB aprova aliança Dilma-Temer, mas voto ‘rebelde’ supera expectativa

Segurança na Copa

Durante a entrevista, Pezão afirmou também que mandou a Secretaria de Segurança Pública do Estado impedir que manifestantes fechem vias públicas durante a Copa. E que a ordem é prender quem interromper o trânsito carioca.

Segundo ele, é preciso adotar o que chamou de “padrão Fifa para manifestações”: protestos são permitidos, diz ele; mas transtornos à população, excessos e depredação devem ser punidos com rigor. O governador afirmou ter pedido ao prefeito Eduardo Paes a adoção de medidas que regulamentarem o direito de manifestações.

“Não preciso esconder Cabral”

Pezão prometeu não esconder o amigo Sérgio Cabral durante a sua campanha à reeleição, apesar de o ex-governador ter deixado o Palácio Guanabara chamuscado por uma sucessão de crises de imagem – entre elas a amizade com o empreiteiro Fernando Cavendish e os episódios de uso do helicóptero do governo para fins particulares.

“Fidelidade e generosidade não prescrevem”, diz Pezão. “Não preciso esconder ninguém. Não contem comigo para fazer um papel desses”. Para ele, Cabral “fez um governo brilhante”, os problemas “foram superdimensionados” pela oposição e, “se teve excessos ele soube corrigir e pedir desculpas”.

O governador disse que vai investir sua campanha na continuidade das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) e no investimento na Saúde, com o avanço de hospitais de alta e média complexidade e na ajuda aos municípios para fazer atenção básica. Pezão também promete levar fibra ótica de qualidade para todas as cidades do Estado, replicando o modelo que adotou quando prefeito na sua cidade, Piraí, em 1999.

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partidos | 13:33

Aldo Rebelo, no programa Opinião, da TViG

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Entrevista foi ao ar em 02 de junho de 2014

“Parte da imprensa faz campanha contra a Copa”, diz Aldo Rebelo ao iG


Ao programa Opinião, da TViG, ministro do Esporte rebate críticas de Ronaldo, diz que alguém com “responsabilidade pública” não pode falar em “vergonha do País” e avisa que prioridade do governo não são os negócios da Fifa

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, entende que o tom usado para contestar a Copa do Mundo no Brasil vai além do razoável. “Existe uma parte da imprensa que quer fazer mais do que uma oposição. Faz uma campanha contra a Copa. A mim não surpreende, porque a imprensa brasileira sempre teve esse viés”, afirmou. Na visão dele, o noticiário tem sido marcado por uma “hipertrofia” dos atos contra o torneio organizado pela Fifa. “Quarenta professores cercaram o ônibus da delegação no Rio de Janeiro. E a notícia parecia que a cidade do Rio de Janeiro tinha se mobilizado para cercar a seleção brasileira.”

Aldo participou do programa Opinião, da TViG, onde foi entrevistado pelos jornalistas Tales Faria, vice-presidente do iG; Clarissa Oliveira, diretora da sucursal de Brasília; Paulo Tescarolo, editor-executivo de Esportes; e Jorge Nicola, repórter do jornal Diário de S. Paulo e parceiro do iG através da blogosfera iGlr.

Leia mais: Blatter prevê “melhor Copa da história” e deixa reeleição para depois

O ministro também criticou a politização da Copa e disse que a competição é um “empreendimento de todos”. Ele negou que haja uma “oposição” ao Mundial por parte dos presidenciáveis Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), adversários da presidente Dilma Rousseff na corrida eleitoral deste ano. Ao contrário, diz ele, ambos empenharam-se pessoalmente para ajudar a trazer a Copa para o Brasil e assegurar o sucesso do Mundial. “Eu não vejo Aécio, nem Eduardo Campos fazendo oposição à Copa”, disse.

Veja também: Valcke admite que Fifa tem culpa por confusões na reta final da Copa

De acordo com o ministro, a prova disso é que Aécio participou das solenidades que comemoraram a realização da Copa no Brasil, como o anúncio da escolha do país como sede do mundial e a inauguração do Mineirão. Já Campos, segundo ele, empenhou-se pessoalmente para assegurar que Pernambuco recebesse a Copa das Confederações.

Críticas de Ronaldo

Sem disfarçar o incômodo com as sucessivas críticas do ex-jogador Ronaldo à organização da Copa, Aldo Rebelo diz não ver motivos para enxergar no craque uma fonte de inspiração. Embora descreva Ronaldo como um “ídolo”, um “gênio” e um homem que “prestou grandes serviços ao Brasil”, o ministro diz acreditar que uma pessoa com “responsabilidade pública” como ele não deveria declarar que tem “vergonha” do país.

“Ter vergonha do país não é algo que alguém que tem responsabilidade pública possa dizer”, disse o ministro, acrescentando que, ainda assim, não vê motivos para sentir vergonha de Ronaldo. “Acho que a frase foi infeliz. É contraditória porque, ao mesmo tempo, ele diz que a Copa será um grande êxito, uma grande festa. E só o será porque o Brasil contribuiu para que isso pudesse acontecer”, acrescentou o ministro.

O ministro comentou também a afirmação do ex-jogador de que é preciso “descer o cacete” nos casos de vandalismo em protestos, feita em entrevista ao Jornal Folha de S. Paulo. Aldo apontou a necessidade de coibir eventuais “abusos” em manifestações. Mas deixou claro que não endossa a posição do ex-jogador. “Eu já reafirmei meu carinho, respeito e admiração pelo Ronaldo. Mas eu não me inspiro nas frases, nem nas análises dele para avaliar a situação do país.”

“Negócios da Fifa”

O ministro falou ainda sobre o relacionamento com a Fifa e insistiu que a prioridade do governo não está nos negócios gerados pela Copa e sim no interesse público. “Eu não tenho a pretensão de ser professor da Fifa. É uma entidade antiga, que tem suas prioridades, seus interesses, alguns legítimos. E, aqui, nós do governo procuramos defender o interesse público, o interesse nacional. Não somos defensores do interesse de patrocinados nem dos negócios que a Copa do Mundo enseja e proporciona”, disse o ministro, que prosseguiu. “Sabemos que é um grande negócio, que as cotas de patrocínio dão muitos recursos. Mas o Brasil vai preservar esse interesse público”

O relacionamento entre governo brasileiro e Fifa, que teve diversos momentos de turbulência, não é visto como um problema pelo ministro. “A relação é de cooperação. Quando há divergência, nós procuramos enfrentar preservando o interesse publico”.

Aldo evitou, ainda, polemizar sobre as declarações da diretora do Comitê Organizador Local da Copa, Joana Havelange, de que “o que tinha que ser roubado já foi”. “Nós nos responsabilizamos pela nossa atribuição. Não realizamos contratos de patrocínio, não negociamos contratos de patrocínio. Somos responsáveis por uma parte da logística da Copa e da infraestrutura”, disse o ministro.

Olimpíada de 2016

Por fim, o ministro fez uma previsão otimista quanto aos gastos para os Jogos Olímpicos de 2016, que acontecerão no Rio de Janeiro. Segundo ele, o Maracanã, que receberá a abertura da Olimpíada e os jogos de futebol, não precisará ser novamente reformado. “Não creio. É a Fifa que organiza os jogos, embora seja o COI que organize a Olimpíada. E ela vai querer usar os estádios que já foram testados na Copa”, afirmou.

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partidos | 13:21

Berzoini no programa Opinião, da TV iG

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Entrevista foi ao ar em 14 de abril de 2014

‘Dilma não pode se subordinar aos interesses do PT’, diz Berzoini ao iG

Em entrevista ao programa Opinião, novo ministro de Relações Institucionais promete aproximação da presidente com a política, minimiza as tensões com o PMDB e critica oposição

Recém-chegado à Esplanada, o novo ministro de Relações Institucionais, Ricardo Berzoini, admite a necessidade de aproximar a presidente Dilma Rousseff do mundo político, para sanar as dificuldades que hoje atingem a articulação política do governo. Em entrevista ao programa Opinião, da TViG, Berzoini adianta que a presidente vai intensificar as reuniões com partidos neste último ano de governo. Dilma, segundo ele, também se prepara para dar início a uma agenda de aproximação com empresários.

“Existe uma demanda no mundo político por maior proximidade com o mandatário, com o plano Executivo”, diz o ministro. Ele admite que parte dessa aproximação será naturalmente pavimentada pela eleição. Mas manda um recado ao PT, diante da declaração feita ao iG pelo senador Lindbergh Farias (RJ), para quem Dilma não deve “colar” peemedebista Sérgio Cabral. “As decisões da presidente, pré-candidata à reeleição, não podem se subordinar exclusivamente aos interesses do PT ou de qualquer outro partido”, afirma.

Opinião: ‘São Paulo está cansado de 20 anos com o mesmo partido’, afirma Padilha

Berzoini foi entrevistado pelos jornalistas Tales Faria, vice-presidente editorial do iG; Rodrigo de Almeida, diretor de Jornalismo; Clarissa Oliveira, diretora da sucursal de Brasília; e Luis Nassif, que está à frente do jornal GGN e integra o time de parceiros inseridos no iGlr, nova blogosfera do portal.

Na entrevista, o ministro disse enxergar lados positivos e negativos na maneira de governar da presidente, inclusive no fato de demonstrar menos traquejo político que o antecessor Luiz Inácio Lula da Silva.

“Dilma tem um estilo que é de acompanhar muito mais no detalhe o conjunto dos programas em andamento do que o presidente Lula, que tinha muito mais uma cultura de articular e delegar. Na relação com o empresariado, muitas vezes, realizava reuniões que permitiam um sentimento de maior participação. Acho que é bom para o governo essa referência. Acho que a presidente Dilma está disposta a fazer mais desse tipo de encontro, a ampliar esse sentimento de diálogo.”

PMDB

Na avaliação do ministro, a aproximação de Dilma com a política tende a melhorar a relação com o Congresso, num momento em que o Planalto assiste ao aumento das tensões com o PMDB. Berzoini minimiza as preocupações com a sigla aliada e nega que o governo tenha aderido ao toma-lá-dá-cá.
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O programa Opinião, do iG

“A expressão toma lá dá cá é uma tentativa de fazer uma caricatura do que é uma composição política, que existe no Japão, na Europa, nos Estados Unidos, em qualquer lugar do mundo. Você governa numa frente de partidos, você tem que compor para conseguir governar”, diz ele.

Ele reconhece que o líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), surpreendeu por sua “capacidade de organização”. “De certa forma, ele dialogou com uma parte da base e captou um sentimento de insatisfação”, disse.

Crise

Berzoini reforçou o discurso da cúpula petista, ao se queixar da ação da oposição diante das denúncias sobre a Petrobras. “É uma tentativa de criar uma pauta que possa encobrir o conjunto de realizações do governo, diz o ministro. Ele admite, entretanto, que o governo agora precisa retrabalhar a imagem da companhia. “Acho que há uma deficiência de comunicação evidente, que precisa ser superada rapidamente”, completa.

Berzoini também reitera que o PT vai avaliar a possibilidade de instaurar um procedimento interno contra o deputado André Vargas. Mas procurou desmontar a tese de que o envolvimento do colega com o doleiro Alberto Youssef se assemelha ao do ex-senador Demóstenes Torres com o bicheiro Carlinhos Cachoeira.

“Não é desejável que nenhum parlamentar receba qualquer tipo de benesse de ninguém. Mas fora a questão jatinho eu não vi uma relação que denote o mesmo tipo de promiscuidade”, disse Berzoini, numa referência ao fato de Vargas ter usado um jatinho fretado pelo doleiro.

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eleições, partidos | 13:15

Padilha no programa Opinião

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Entrevista foi ao ar em 21 de dezembro de 2013

‘São Paulo está cansado de 20 anos com o mesmo partido’, afirma Padilha

Na estreia do programa Opinião, do iG, ministro e pré-candidato ao governo paulista diz ver “cansaço” da gestão tucana, rebate críticas ao programa Mais Médicos e promete ação dura contra planos de saúde

Escolhido para representar o PT na disputa pelo governo de São Paulo, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, minimiza o risco de enfrentar uma campanha virulenta na disputa pelo maior colégio eleitoral do país no ano que vem. As chances de sucesso da campanha petista ao Palácio dos Bandeirantes se apoiam, segundo ele, no “cansaço” que atinge a gestão tucana e na percepção de que o estado precisa reconquistar sua projeção nacional e internacional.

Padilha é convidado do Opinião, novo programa de entrevistas do iG, que todos os meses trará para o centro do debate uma personalidade da cena política, econômica e cultural do País. Nesta edição de estreia, o ministro foi entrevistado pelo publisher do iG, Tales Faria; pelo diretor de Jornalismo, Rodrigo de Almeida; pela diretora da sucursal de Brasilia, Clarissa Oliveira; e pela editora de Saúde e Educação, Ocimara Balmant.

Padilha evitou comentar a possibilidade de a campanha ser pautada por assuntos como as prisões do mensalão ou as denúncias de corrupção na contratação de obras do metrô paulista. E, com o cuidado de não se colocar formalmente como o candidato petista ao Palácio dos Bandeirantes, disse estar “muito feliz” por ter seu nome apontado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo PT como opção para a corrida estadual.

“Da parte do PT, vai ser uma campanha paz e amor”, disse Padilha. “Existe um cansaço no estado de São Paulo. Um partido que governa há 20 anos um estado como São Paulo, um estado dinâmico, criativo, sempre com mudanças e coisas a oferecer para o Brasil e para o mundo, ou tem uma capacidade de se renovar ou enfrenta esse cansaço.”

Tido como um dos quadros escolhidos por Lula para renovar o PT paulista, Padilha também saiu em defesa do colega Fernando Haddad, que encarou em 2012 sua primeira eleição e assumiu a Prefeitura de São Paulo. Diante das denúncias de corrupção que atingem a administração paulistana, o ministro disse que Haddad fez o que deveria: apurou. “Se ele recebeu algum tipo de denúncia de qualquer malfeito na prefeitura, tem que apurar. Eu não esperava outra coisa do Fernando”, afirmou Padilha, em referência às denúncias envolvendo auditores da prefeitura, que resultaram no afastamento do secretário de Governo, Antonio Donato.

Padilha também empenhou-se em rebater críticas ao programa Mais Médicos, que já começa a ser trabalhado dentro do PT como sua principal bandeira de campanha para o ano que vem. De acordo com ele, as queixas da classe médica em relação ao projeto, por exemplo, vão se dissipar na medida em que o programa se consolidar. “Cada vez mais a população brasileira vai apoiar o programa Mais Médicos. E não só a população, mas também os meus colegas médicos”, diz Padilha.

Ao comentar dificuldades de fiscalização e aplicação do programa – como o fato de alguns profissionais dependerem de intérpretes para se comunicar com a população local – Padilha apoiou-se em sua experiência pessoal. Médico infectologista, ele viveu por quatro anos na Amazônia, prestando atendimento à população local.

“O maior obstáculo é não ter o médico. Eu trabalhei com o povo Zo’é, que corria risco de ser dizimado, devido ao contato com pneumonia, malária… Antes eram 300 índios e já havia menos de 200. Cuidamos desses índios, salvamos vidas, hoje são quase 300 índios de novo”, disse. “E até hoje eu não sei uma palavra da língua Zo’é. Não sei construir uma frase. E isso não me impediu de salvar vidas,”.

Planos de saúde

Padilha também foi enfático ao criticar as operadoras de planos de saúde. No País, elas são mais de duas mil e alegam que as regras estipuladas pela Agência Nacional de Saúde (ANS) tornam a sobrevivência do setor impraticável.

“O Ministério da Saúde e a ANS não vão abrir mão de defender o usuário, o cidadão. Nós instituímos um modelo que chamo de modelo pedagógico para as operadoras de saúde. Antes, tínhamos um mercado não regulado na qualidade do atendimento.”

No embate mais recente, a ANS aumentou o rol de procedimentos que devem ter cobertura obrigatória dos convênios. Na lista entraram os medicamentos orais para tratamento de câncer. São remédios de alto custo e que, segundo as operadoras, devem fazer com que os preços das mensalidades subam consideravelmente. Padilha discorda.

“Estou convencido de que incluir medicação oral não significa mais custos. Pelo contrário. Significa que você vai cuidar do paciente na casa dele, fora do hospital, não vai colocá-lo sob o risco de pegar uma infecção hospitalar. Se a pessoa tem direito pelo SUS, por que não ter pelo plano de saúde?”

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quinta-feira, 10 de outubro de 2013 partidos | 00:55

Do vice-presidente do PSB: ‘O adversário do Eduardo Campos em 2014 é o Aécio, não a Dilma’

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AmaralVice-presidente nacional do PSB, o ex-ministro da Ciência e Tecnologia Roberto Amaral é um dos principais ideólogos de seu partido.
Deixou o governo Lula na reforma ministerial de 2004, depois de escandalizar ecologistas liderados pela então ministra Marina Silva ao defender que o Brasil tem o direito de dominar a tecnologia da bomba atômica.
Mas agora Marina não conseguiu oficializar a criação de seu partido, a REDE, e anunciou sua filiação ao PSB de Roberto Amaral.
Esta coluna foi perguntar ao ex-ministro como será o convívio entre formas tão diferente de ver o mundo. Amaral respondeu:
– Eu e a Marina pensamos mesmo de maneira diferente em vários pontos. Não só na questão nuclear. A verdade é que ela está vindo para formar uma aliança da REDE, um partido que continua em formação, com o PSB. Nós os abrigamos até que eles possam oficializar a nova legenda. Eles estarão filiados ao PSB, mas não são militantes do nosso partido.
iG – Mas isso não cria uma disputa interna muito complicada? Por exemplo: o governador Eduardo Campos (Pernambuco) é candidato a presidente da República pelo partido. A Marina também?
Roberto Amaral – De forma alguma. Foi tudo muito bem conversado, com muita lealdade. O Eduardo deverá ser o cabeça da chapa. A Marina fica como vice. Vamos construir uma proposta de governo fruto dessa aliança, que una o desenvolvimentismo socialista do PSB com a sustentabilidade defendida pela Rede. Dá para trabalhar nessa direção.
iG – E quanto ao outro provável candidato à Presidência da República, o senador Aécio Neves (PSDB-MG). Ele tem uma boa relação com o Eduardo Campos. Fala-se ainda na possibilidade de uma aliança entre o PSB e o PSDB.
Roberto Amaral – Acho praticamente impossível. Acredito que a presidente Dilma Rousseff estará no segundo turno. Então só sobra uma vaga. Portanto, o nosso grande adversário é o Aécio, não é a Dilma. É contra o PSDB que vamos disputar essa vaga. Uma situação muito semelhante à de 2002, quando o candidato do PSB à Presidência foi o deputado Anthony Garotinho (hoje no PR do Rio de Janeiro). Nosso adversário não era o Lula, era o José Serra (PSDB). E nós quase fomos para o segundo turno.
iG – Mas vocês terão que fazer isso sem queimar as pontes com o PSDB, para obter o apoio dos tucanos num eventual segundo turno.
Roberto Amaral – Exatamente. Teremos que saber dosar muito bem nossa campanha. Mas creio que os tucanos não terão outro caminho que não seja o de nos apoiar num segundo turno. Eles vão bater muito na Dilma, no governo, no PT…
iG – E vocês?
Roberto Amaral – Nós vamos defender o avanço das políticas sociais deste governo. Vamos apontar para frente. Como que eu e o Eduardo, que fomos ministros do Lula e mantivemos o PSB no governo Dilma, vamos poder sair por aí batendo? Não dá.
iG – A Marina vai transferir os votos de seus eleitores para o PSB?
Roberto Amaral – O quadro eleitoral ainda é uma incógnita. A Marina teve 20 milhões de votos em 2010 em condições especiais. Ela não tem necessariamente esse mesmo número de eleitores. Não creio que transferirá todos os seus votos para o Eduardo, mas ela emprestará sua imagem para a chapa e para a campanha. A imagem de uma mulher séria e trabalhadora. Não sabemos ainda como essa imagem se integrará à do Eduardo e nem o peso que ela terá na campanha.

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sexta-feira, 4 de outubro de 2013 partidos | 22:43

Presidente do PEN ofereceu candidatura a Marina Silva, mas não abriu mão do controle da legenda

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O leitor desavisado do noticiário político não deve estar entendendo o motivo pelo qual Marina Silva resistiu aos acenos de Adilson Barroso, presidente do Partido Ecológico Nacional (PEN), para que a ex-senadora se filie à legenda.

Afinal, Marina acaba de ter recusado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o pedido de registro de seu partido, a REDE. Sem um partido, Marina não teria chances concorrer à Presidência da República no ano que vem, como queria.

E Adilson Barroso ofereceu à ex-senadora não só a filiação. Ofereceu a candidatura presidencial, o cargo de presidente nacional do partido e, até, a possibilidade de mudar o nome do PEN.

Então por que Marina não aceitou?

Porque Adilson ofereceu isso tudo, mas não abriu mão do controle do partido.

Marina poderia ficar com a presidência do PEN, mas os demais cargos continuariam com os atuais comandantes da legenda. Ela seria uma espécie de rainha da Inglaterra.

Política experiente, a ex-senadora e ex-ministra do Meio Ambiente sabe que boa parte dos partidos nanicos vive sonhando com os anos eleitorais. Não porque ganhará muitos votos. Mas porque é nessa época que candidatos estão dispostos a colocar a mão no bolso.

O leitor pode imaginar quanto vale cada minuto de TV em horário nobre do programa eleitoral a que os partidos têm direito por lei. É este tempo de TV que faz muitos grandes partidos oferecerem mundos e fundos aos nanicos para formarem coligações.

Para o dirigente de uma legenda nanica, abrir mão do controle do partido é abrir mão da possibilidade de negociar nos Estados.

Negociar não só o tempo de TV nas campanhas majoritárias regionais, como também negociar a entrada de candidatos aos cargos proporcionais, especialmente aqueles dispostos a gastar.

Foi justamente por não ter o controle da legenda que Marina e seu grupo havia saído do Partido Verde (PV).

Não dava para caminhar rumo a uma candidatura presidencial sem ter segurança do apoio da legenda na base. Não daria para partir para uma campanha sob o risco, por exemplo, de o PV de Minas fechar com Aécio Neves (PSDB), ou o PV do Maranhão apoiar Dilma Rousseff (PT) e o de Pernambuco ficar com Eduardo Campos (PSB).

Imagina agora se, após ter abandonado o PV, ela entrasse no PEN e o nanico acabasse fechando com Sérgio Cabral e Eduardo Paes (PMDB) no Rio de Janeiro, ou ACM Netto na Bahia.

É por isso que Marina resistiu aos acenos do PEN.

Mas na política, como no amor, tudo é possível. O desfecho da novela pode surgir nas próximas horas.

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