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Arquivo da Categoria partidos

quarta-feira, 17 de junho de 2015 partidos | 13:06

“O natural é que eu seja candidato a governador em 2018”

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O segundo mandato de Eduardo Paes (PMDB) à frente da Prefeitura do Rio de Janeiro termina em 2016.

E qual será seu futuro?

O iG aproveitou a reunião de prefeitos de todo o país que está ocorrendo neste momento no Congresso com os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para perguntar ao próprio Eduardo Paes o que ele pensa do futuro.

Primeiro o prefeito afirma que vai tirar cerca de seis meses de férias em uma universidade norte-americana. Depois, diante da insistência, admite que o caminho natural é concorrer em 2018 ao governo do Estado, em 2018.

Eduardo Paes também disse que seu partido, o PMDB, terá candidato à Presidência da República. O que significa que a aliança nacional com o PT não deve se repetir, embora ele não afirme isto.

Mas e quanto à possibilidade de o prefeito ser este candidato a presidente?

E ele responde com um sorriso enigmático:

“Eduardo Paes é prefeito do Rio de Janeiro”

Veja:

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sexta-feira, 5 de junho de 2015 partidos | 11:01

Aumento das verbas dos partidos desestimula fusões e obriga políticos como ACM Neto a reverem suas estratégias. Assista

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Com o aumento aprovado pelo Congresso para cerca de R$ 900 milhões do Orçamento da União destinados ao Fundo Partidário, e com as novas regras de distribuição dos recursos que a Câmara aprovou na semana passada, a expectativa é de que o mínimo que os menores partidos com representação no Congresso passem a receber seja de R$ 3 milhões ao ano.

Legendas sem representação no Congresso, que viviam apenas do Fundo, deverão procurar a todo custo filiar, a fim de garantir a verba, pelo menos um parlamentar ou político com grande expectativa de votos a seus quadros.

O comentário entre os políticos é de que isso dará margem a muita, digamos, negociação entre legendas de aluguel e deputados igualmente de aluguel.

Por outro lado, também fará com que os partidos de tamanho médio que já têm direito ao Fundo — e que não são legendas de aluguel — fiquem desestimulados a se fundirem com outras agremiações.

Especialmente agora que a Câmara manteve as coligações proporcionais para as eleições. Ou seja, pequenos e médios partidos poderão se coligar aos maiores, aumentando as chances de elegerem seus candidatos.

E tornaram-se mais difícil ainda as fusões depois que a Câmara decidiu que as empresas não poderão mais contribuir para a campanha individual dos políticos, mas sim para os partidos. Ou seja, os partidos políticos tendem a receber mais para as campanhas e os candidatos, individualmente, menos,

Resultado: partidos que vinham negociando se juntarem com outras legendas por temer um enxugamento devido a uma provável reforma política em discussão no Congresso, estão suspendendo as negociações. E os políticos que defendiam essas fusões estão sendo obrigados e repensar suas estratégias.

O prefeito de Salvador, ACM Neto, é um desses casos.

Ele é hoje, sem dúvida, o nome de maior peso político do país em seu partido, o DEM. E era um ardoroso defensor da fusão com o PTB. Mas as negociações pararam, assim como ocorreu com outros dois partidos de tamanho médio — o PPS e o PSB — que também estavam entrando na fase final do processo de fusão.

Há várias versões para cada caso. O iG encontrou ACM Neto num restaurante em Brasília, onde ele veio discutir o tema com a cúpula nacional do partido, e aproveitou para ouvi-lo.

O prefeito admite que a fusão “saiu de pauta, pelo menos por enquanto”. Mas nega que se deva a “questões menores”, como verbas do fundo partidário, etc.

Na entrevista, no entanto, fica claro que se não ocorrer a fusão ACM Neto estará aberto a novos rumos partidários, embora ele diga que sua “prioridade é o DEM”.

Assista ao vídeo e tire suas próprias conclusões:

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quarta-feira, 3 de junho de 2015 partidos | 16:09

Suspensas oficialmente as negociações para a fusão entre PPS e PSB

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O vice-governador de São Paulo, Márcio França, acaba de comunicar oficialmente ao comando nacional do PPS que seu partido decidiu adiar — sem data marcada — a fusão entre as duas legendas.

A fusão PPS-PSB já tinha sido aprovada pelos diretórios nacionais dos dois partidos. Foi anunciada no final de abril pelo comando dos dois partidos, em solenidade em Brasília (foto)

Mas a decisão da Câmara dos Deputados de manter a continuidade das coligações eleitorais enfraqueceu a posição de França dentro do

Márcio França tem dito que as negociações continuarão e que o adiamento não deverá ser por longo tempo.partido, favorável à fusão com o PPS, e fortaleceu os grupos contrários, encabeçados pelo governador de Pernambuco, Paulo Câmara.

No PPS, no entanto a notícia foi recebida com pessimismo. A expectativa do partido comandado pelo deputado Roberto Freire (PPS-SP) é de que, se houver, a fusão agora só ocorra às vésperas das eleições de 2018.

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terça-feira, 26 de maio de 2015 partidos | 08:29

Rebelião no PT é menos por culpa do governo e mais por causa da crise interna do partido

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Mas, afinal, por que aparecem tantos focos de resistência no PT ao ajuste fiscal?

Há teorias conspiratórias para todos os lados.

Na Câmara e no Senado, por exemplo, circula entre oposicionistas que o ex-presidente Lula está por trás da entrevista do senador Lindbergh Farias (PT-RJ) ao iG pedindo a cabeça do ministro da Fazenda, Joaquim Levy.

E vão daí para adiante:

Que parte do PT já sonha com a saída de Dilma para que haja uma nova eleição e Lula possa se candidatar; que o próprio Lula está furioso com Dilma; que o ex-governador Tarso Genro está candidatíssimo a ministro da Fazenda; Que o presidente do PT, Rui Falcão, joga contra Dilma para se fortalecer no Congresso Nacional do partido em junho…

Enfim, teorias conspiratórias para todos os lados. Muito provavelmente, nenhuma delas está correta.

Já a senadora e ex-ministra chefe da Casa Civil Gleisi Hoffmann (PT-PR) tem uma tese mais simples: a rebelião de setores do PT contra o governo tem menos a ver com a política econômica do ministro Joaquim Levy e mais a ver com a crise interna do próprio PT.

Acossados por escândalos como o Mensalão e a Operação Lava jato, setores do PT acreditam que criticando o governo e a política econômica se reaproximarão de suas bases eleitorais.

Gleisi acha que se trata de uma visão equivocada, mas que, no fim das contas, isso será revertido. Assista:

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terça-feira, 28 de abril de 2015 partidos | 11:37

Adversários no PMDB, Cunha e Renan devem se juntar hoje para derrotar veto de Dilma

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Renan e Cunha 2Quem disse que a nomeação do vice-presidente da República e presidente do PMDB, Michel Temer, como coordenador político do Palácio do Planalto resolve todos os problemas do governo com o PMDB?

Como se não bastasse a queda de braço entre os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), com estilhaços para todos os lados, principalmente para cima do governo, hoje à noite haverá sessão do Congresso (ou seja, sessão unificada reunindo deputados e senadores) para analisar vetos presidenciais a projetos de lei aprovados pelo Parlamento.

(Atualização às 21h: Renan Calheiros determinou o adiamento da sessão do Congresso devido ao atraso na conclusão da sessão do Senado que votou o projeto de alteração do indexador das dívidas dos estados. A votação dos vetos presidenciais ocorrerá na próxima terça-feira)

Um dos dispositivos vetados é relacionado à lei que restringe a fusão de partidos. Dilma Rousseff vetou o trecho que concederia prazo de 30 dias, sem a punição de perda do mandato, para os parlamentares mudarem para um partido criado por meio de fusão. A justificativa da presidente para o veto foi a de que isso daria aos partidos resultantes de fusão o mesmo caráter de partidos novos.

Eduardo Cunha (PMDB-RJ), já se manifestou abertamente contra o veto. Disse que tentará derrubá-lo, por acreditar que prejudica o PMDB. Aliás, uma opinião compartilhada por Renan Calheiros e toda a cúpula peemedebista. E disseminada em vários partidos.

A desconfiança generalizada é de que o Palácio do Planalto vetou o texto para promover a recriação do Partido Liberal (PL). O pedido de recriação do PL foi apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral no mês passado.

Recriado o PL, ele atrairia integrantes do PMDB e até de legendas da oposição. Depois, se fundiria ao PSD do ministro das Cidades, Gilberto Kassab, e possivelmente ao PROS, do ex-ministro da Educação Cid Gomes, que deixou o cargo após uma sessão de pancadaria verbal com Eduardo Cunha no plenário da Câmara.

Esse novo partido resultante da fusão do recriado PL com PSD, PROS e engordado por filiados de outras legendas poderia se tornar do tamanho ou maior que o PMDB, diminuindo a influência de Temer, Cunha, Renan & Cia no Congresso e no governo.

Tudo indica, então, que se trata de mais uma derrota anunciada do Palácio do Planalto no Congresso.

Mas vale esperar para ver.

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sexta-feira, 24 de abril de 2015 partidos | 06:36

Senadora do PP reclama: envolvimento de seu partido na Lava Jato causou “prejuízo irreparável”

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Como o político deve agir se constrói sua imagem sobre critérios de honestidade e, de repente, encontra-se dentro do partido que tem o maior número de citados entre os envolvidos na Operação Lava Jato?

É o que está vivendo a senadora Ana Amélia, do PP do Rio Grande do Sul.

Seu partido tem nada menos do que 30 citados entre os possíveis beneficiários da roubalheira em torno da Petrobras. Dos seis deputados de seu Estado, cinco já foram citados.

Ana Amélia chegou a estudar sua saída da legenda, mas não se decidiu. Foi pensada como possível candidata a presidente nacional do PP, mas nem sequer concorreu porque viu que era franca minoria. Promoveu uma moção do Diretório gaúcho na Convenção Nacional, sugerindo o desligamento de todos os que fossem denunciados (não apenas os citados, nem mesmo investigados, mas só quando fossem denunciados!). Mas a moção foi remendada em votação para que apenas os que venham a ter condenação transitada em julgado deixem o partido.

E agora? Bem… Parece que não há mais nada o que fazer.

A senadora admite que está constrangida e que o prejuízo político é irreparável. Assista:

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quarta-feira, 22 de abril de 2015 partidos | 20:19

Jucá desmente Renan e Temer: aumento de verbas para Fundo Partidário foi pedido do PMDB

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Despesas não contigenciáveis

Despesas não contigenciáveis

Relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) foi quem incluiu no projeto aprovado pelo Congresso o aumento de R$ 289,5 milhões para R$ 867,5 milhões na destinação de verbas para o chamado Fundo Partidário. Ou seja, um acréscimo de cerca de R$ 500 milhões para serem distribuídos entre os partidos políticos.

Nesta quarta-feira, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), declarou-se publicamente contrário ao aumento em época de crise econômica.

Renan disse que o projeto não foi suficientemente discutido e que a presidente Dilma Rousseff errou ao não ter vetado essa parte do texto.

E o vice-presidente da República, Michel Temer, que é presidente nacional do PMDB, defendeu o contigenciamento da verba (ou seja, sua não-liberação) pelo governo federal.

Mas, ouvido pelo iG, Romero Jucá simplesmente desmetiu os dois principais caciques de seu partido.

Primeiro, afirmou que o assunto foi, sim, “suficientemente discutido” e que ele incluiu a verba na LDO atendendo a um pedido formal de praticamente todos os partidos, entre os quais a direção nacional do seu PMDB.

Romero disse também que o jurista Michel Temer erra ao propor que a Presidência da República determine o contigenciamento do aumento de verbas para o Fundo Partidário.

Ele lembra que as verbas destinadas ao Fundo, segundo a Lei de Responsabilidade Fiscal, não podem deixar de ser empenhadas pelo Poder Executivo.

Veja o vídeo:

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quarta-feira, 15 de abril de 2015 partidos | 09:23

Aécio puxa o tema do impeachment no PSDB. Caciques como Serra e Tasso estão reticentes, mas bancada na câmara já embarcou. Assista à discussão

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fonte: PSDB

fonte: PSDB

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), teve ontem um encontro com a bancada do partido na Câmara para discutirem a reforma política.

Depois de falar sobre diversos assuntos envolvendo o tema, Aécio, que foi adversário de Dilma Rousseff nas últimas eleições, voltou-se para a bancada:

“Agora me digam uma coisa. Sem grandes elaborações. Quem aqui é a favor do impeachment da atual presidente da República?”

Praticamente todos os deputados presentes levantaram as mãos.

Coincidentemente ou não, o PSDB encomendou um estudo do jurista Miguel Reale Jr. sobre a constitucionalidade do impeachment.

E hoje a chamada “Aliança dos Movimentos Democráticos do Brasil”, formada por 50 grupos que participaram da passeata contra Dilma Rousseff no último dia 12, vai ao Congresso encontrar lideranças partidárias dispostas a engrossar o coro dos que pedem o impeachment.

A expectativa do grupo é de se encontrar com representantes do PSDB. Dentro do partido, há também expectativas de que, a partir desse encontro, os tucanos passem a falar mais grosso sobre impeachment.

Ainda mais depois que o próprio Aécio Neves subiu o tom.

Mas na cúpula do PSDB ainda há resistências. o iG comprovou essa diferença de opiniões ouvindo alguns dos tucanos mais ilustres, incluindo o próprio Aécio Neves.

O ex-candidato à Presidência da República foi claro, ao dizer que, para ele, “impeachment não é golpe”:

Já o outro ex-candidato do PSDB à Presidência, o senador José Serra (SP), explicita uma posição bem mais cautelosa. Segundo ele, não há fatos claros para embasar um pedido de impeachment:

Uma cautela em que é acompanhado por outro tucano de alta plumagem, o senador Tasso Jereissati (CE), que viveu de perto as articulações pelo impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello. Segundo ele, “o impeachment é uma coisa muito séria que não se pode fazer a cada dez ou cinco anos”:

Já o líder do PSDB no Senado, Cassio Cunha Lima (PB), está bem mais convencido. Cunha Lima não só é pessoalmente favorável ao impeachment como defende que o PSDB analise essa possibilidade com mais firmeza:

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sexta-feira, 3 de outubro de 2014 eleições, partidos | 20:19

A conferir: Temer jura que em 2018 PMDB lança candidato, mesmo contra Lula

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É isso mesmo que o vice-presidente da República, Michel Temer, disse na entrevista ao programa Opinião, da TViG: seu partido terá candidato em 2018, até mesmo contra o ex-presidente Lula.

Vale a pena guardar o vídeo para conferir… em 2018.

Marina se desconstruiu por suas contradições, diz Michel Temer ao iG


Por iG São Paulo | 02/10/2014 06:00

Ao programa Opinião, da TViG, vice-presidente da República diz que o eleitor percebeu incoerências no discurso da ex-senadora – que tem mudado de posição “de um dia para o outro” – e afirma que o PMDB terá candidato próprio em 2018, mesmo se o candidato do PT for o ex-presidente Lula

Em um reforço ao discurso crítico adotado pelo PT na reta final do primeiro turno, o vice-presidente da República, Michel Temer, afirma que a ex-senadora Marina Silva desconstruiu-se em decorrência das contradições que marcaram sua candidatura ao Palácio do Planalto. Para Temer, também candidato à reeleição ao lado da presidente Dilma Rousseff, o eleitorado brasileiro percebeu as incoerências nas declarações de Marina, alimentando assim sua recente queda as pesquisas de opinião.

Temer foi entrevistado no programa Opinião, pelo publisher do iG, Tales Faria; o diretor de Jornalismo, Rodrigo de Almeida; a diretora da sucursal de Brasília, Clarissa Oliveira; e o editor-chefe do Infomoney, site parceiro do iG, João Sandrini.

“Ao longo do tempo, ela (Marina) foi modificando posições. Não só posições em relação ao passado, como posições tomadas de um dia para o outro. E isso o eleitorado percebe”, afirmou Temer, citando como exemplos as posições da ex-senadora sobre temas como o Código Florestal e a CPMF. “Acho que em matéria política uma certa coerência é importante. E a coerência muitas vezes deriva da modificação de posição. Mas aí você tem que dizer: eu era assim no passado, hoje percebi que as coisas evoluíram.” Segundo ele, isso não ocorreu com a candidata do PSB.

Descrevendo a relação entre PT e PMDB como de “parceria”, Temer também defendeu uma candidatura própria de seu partido na próxima eleição. “O PMDB vai ter candidato em 2018”, disse. Ele nega que o quadro seja o mesmo de eleições passadas, em que a candidatura própria pautou o discurso peemedebista, mas não foi levada adiante. Segundo Temer, há neste momento um “patriotismo” crescente no PMDB, fazendo com que o partido esteja “praticamente fechado” em relação ao tema.

Temer afirma que a premissa de uma candidatura própria do PMDB existe mesmo que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se lance candidato na mesma eleição, como já planeja o PT. “E quem sabe se o Lula não for candidato, o PT não venha conosco e ocupe a vice?”, pergunta.

Segundo mandato

Ao falar sobre as perspectivas de um segundo mandato para a presidente Dilma Rousseff, Temer disse não ter preferências por enfrentar Marina Silva ou o tucano Aécio Neves num eventual segundo turno. Ainda assim, ele admitiu a necessidade de serem feitas “adaptações” no governo, caso a reeleição se concretize. Ele citou especificamente a necessidade de “novas formulações” na economia e na política. “Penso que num próximo governo estamos amadurecidos, nós todos, o País, para uma reforma tributária sistêmica. Isso dá segurança ao investidor.”

Questionado sobre a necessidade de Dilma melhorar a relação com a classe política e com o Congresso, o vice-presidente disse acreditar que há um “equívoco” em relação ao assunto. “Acho que ela vai ter um contato maior, mas quando se diz que ela não tem contato nenhum com a classe política não é verdadeiro”, afirmou. “O que talvez ela venha a fazer neste segundo mandato é intensificar, não o contato institucional, pois isso existe, mas o contato pessoal.”

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sexta-feira, 20 de junho de 2014 eleições, partidos | 13:51

Eduardo Campos no programa Opinião, da TViG

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Entrevista do pré-candidato à Presidência da República pelo PSB, hoje no iG:

‘Renan, Henrique Alves e Cunha estarão fora do meu governo’, diz Eduardo Campos

Ao programa Opinião, da TViG, presidenciável sobe tom contra Dilma, defende energia nuclear, transgênicos e transposição do São Francisco, mas minimiza divergências com Marina Silva

Depois de dizer que seu governo não abrigará “velhas raposas” da política como o senador José Sarney (PMDB-AP) e Fernando Collor (PTB-AL), o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos estendeu a afirmação a toda a parcela do PMDB que hoje apoia a reeleição da presidente Dilma Rousseff. A conta, diz o pré-candidato do PSB à Presidência, considera a ala do partido hoje comandada por nomes como o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e o líder do partido na Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Ibope: Dilma tem 39% dos votos, Aécio tem 21% e Campos tem 10%

Leia mais: Tensão com Marina aumenta e socialistas se queixam de prejuízo a Campos

“Esse lado do PMDB (de Renan, Henrique Eduardo Alves e Eduardo Cunha) estará na oposição no meu governo. Pode estar certo disso”, disse Campos, em entrevista ao programa Opinião, da TViG. “Esse PMDB está no governo de Dilma. Não é possível que, depois de 30 anos de redemocratização, a democracia brasileira fique de joelhos diante de uma velha política que constrange todo dia o cidadão que paga impostos. O PMDB que está conosco é o de Pedro Simon, de Jarbas Vasconcelos”, emendou.

Eduardo Campos foi entrevistado pelos jornalistas Tales Faria, vice-presidente editorial do iG; Rodrigo de Almeida, diretor de Jornalismo; Clarissa Oliveira, diretora da sucursal de Brasília; e Luís Nassif, parceiro do iG e integrante da blogosfera iGlr, com o Jornal GGN.

Na entrevista, Campos subiu o tom das críticas a Dilma. Colocou-se claramente como um apoiador do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas reforçou que o mesmo não se aplica a sua sucessora. “Ao cabo do segundo mandato do Lula, eu apoiei a sucessora que ele indicou. Ela não deu certo. Ela frustrou o país e 75% do país quer mudança. Eu tive a coragem de dizer que aqueles com quem eu sempre caminhei – coragem que outros não têm – estão errados. E que não podemos entregar o país a mais quatro anos desse erro”, afirmou o pré-candidato do PSB.

‘Casamento’: Aliança do PSB com Alckmin será desafio para Campos e Marina

“Nossa posição é muito clara: de divergência da condução do país sob a liderança da presidente Dilma. A presidente que nós ajudamos a eleger, que tinha o compromisso de liderar o Brasil, que é exatamente a única presidente no ciclo democrático que vai entregar o país pior do que recebeu.”

Campos descreveu-se como um “socialista” e disse que, atualmente, falta ao Brasil experimentar “o que é socialismo”. “É lutar por educação integral de qualidade. Qual é a grande causa do socialismo hoje no Brasil? É acabar com a escola do rico e a escola do pobre. No dia em que você tiver uma escola pública de qualidade – e pode ter a privada de qualidade também – você estará dando um grande passo em direção ao socialismo.”

Divergências com Marina

Na entrevista, Campos empenhou-se em minimizar as divergências com sua vice, a ex-senadora Marina Silva. Disse não ver problemas na existência de uma “diversidade de pensamento” dentro de sua base de apoio e ressaltou que as discordâncias também existiram em governos anteriores, como os de Lula e Fernando Henrique Cardoso. “Nós formamos uma aliança em torno de um projeto para o país. Se temos divergências, pode ser em relação a alguns pontos. Mas temos uma grande unidade. E o Brasil precisa da nossa unidade para se renovar”, afirmou.

Campos admitiu que tem posição diferente da de Marina, por exemplo, no que se refere aos transgênicos e à participação da energia nuclear na matriz energética do país. Mas afirmou que o Brasil, neste momento, deve priorizar outras fontes de energia renováveis para assegurar o abastecimento. “Eu acho que temos alternativas renováveis suficientes, antes da energia nuclear, para ficarmos com a expressão que temos hoje”, afirmou, prometendo apresentar já em 2015, se eleito, uma proposta de matriz energética que contemple ainda energia hídrica, solar e eólica.

Questionado sobre as discordâncias em relação à projetos como a transposição do Rio São Francisco, Campos investiu na tese de que o fato de Marina ter autorizado o licenciamento ambiental da obra quando era ministra do Meio Ambiente do governo Lula demonstra que ela considera a obra importante, desde que preservados os cuidados com a preservação do rio. “Foi exatamente Marina quem licenciou a transposição, como ministra”, disse.

Política econômica

Campos prometeu preservar o tripé da política econômica, baseado no regime de metas de inflação, câmbio flutuante e metas de superávit primário. Ainda assim, destacou a necessidade de uma política capaz de elevar a produtividade. “Nós precisamos do tripé, para ter as regras claras para os agentes econômicos, mas precisamos de mais do que isso. Precisamos de uma política articulada que leve a produtividade do Brasil à frente, isso passa por infraestrutura, educação, inovação.”

Campos também defendeu a autonomia do Banco Central. Por outro lado, cobrou um “comportamento fiscal” mais austero por parte do governo. “A gente não pode ficar achando que só e unicamente o Banco Central vai dar conta da inflação. Se o governo não tem um comportamento fiscal que ajude a política monetária, se o governo não tem regras claras em setores estratégicos para alavancar o investimento, se não faz seu dever de casa em todas as outras áreas, ficar só o Banco Central como último zagueiro, fica como está hoje, em que os juros do Brasil são os juros mais caros do mundo.”

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