Publicidade

Arquivo da Categoria partidos

segunda-feira, 31 de agosto de 2015 partidos | 09:16

Governo vê Temer se afastando de Dilma no programa de TV do PMDB

Compartilhe: Twitter

A série de inserções na TV que o PMDB exibirá nesta semana, e que já foi divulgada pelo partido, está causando desconforto e irritação entre os petistas do governo.

A começar pela temática escolhida, que é considerada de duplo sentido, no momento em que as oposições acusam a presidente Dilma Rousseff de ter mentido durante a campanha: “A verdade é sempre a melhor escolha”.

Os filmetes que mais irritaram são aqueles protagonizados pelo vice-presidente da República, Michel Temer, pelo ministro da Aviação, Eliseu Padilha, e pelo ex-ministro Moreira Franco.

O desconforto com Temer ocorreu principalmente em duas de suas várias aparições. Primeiro, quando ele diz: “O PMDB não tem medo da verdade que virá.” Depois, quando Temer afirma: “O Brasil sempre vai ser maior e mais importante do que qualquer governo. Esta é a verdade.

Neste último filmete, Temer também falou que é hora de reunificar a sociedade, um discurso muito semelhante àquela sua declaração segundo a qual é preciso aparecer alguém capaz de unir o país. A afirmação foi entendida por Dilma como uma insinuação de que a atual presidente não tem essa capacidade e de que ele próprio, Temer, talvez seja esta voz de união.

No caso do ministro da Avição Civil, Eliseu Padilha, a irritação foi a escolha da expressão “é preciso grandeza”, quase uma lembrança à expressão utilizada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, quando sugeriu que a presidente Dilma Rousseff devia ter “a grandeza” de renunciar.

E quanto ao ex-ministro Moreira Franco, atual presidente da Fundação Ulysses Guimarães, a irritação tem dois motivos. Primeiro, porque Moreira centrou sua fala na afirmação de que o país “quer mudar e vai mudar”. Numa hora em que se fala de impeachment, digamos que a frase ganha contornos mais ácidos. Depois, porque Palácio tem conhecimento de que, logo ao deixar o comando do Ministério da Aviação, Moreira se tornou um dos maiores opositores ao governo dentro do PMDB.

A interpretação geral entre os petistas do governo, incluindo a presidente, é de que nenhuma das falas foi gratuita, nem foi incluída ao bel prazer do marqueteiro Elsinho Mouco. Tudo, naturalmente, foi milimetricamente discutido pela cúpula do partido.

O tempo exagerado dado ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha, considerado o maior oposicionista do PMDB hoje, também foi entendido como um sinal claro de que o partido está com um pé fora do governo. Na melhor das hipóteses, preparando a sua saída, capitaneada pelo vice-presidente Michel Temer, que será quem vai decidir o momento exato.

Desde que deixou o dia a dia da coordenação política do Planalto e que — mais recentemente — se recusou a articular em favor da aprovação da nova CPMF pelo Congresso, Temer vem dando sinais claros de que é este o o seu caminho.

Veja alguns dos filmetes do PMDB:

Autor: Tags: , , , ,

quarta-feira, 19 de agosto de 2015 partidos | 11:12

Nem Michel Temer, nem Aécio Neves receberam bem aceno de FHC para aproximação PSDB-PMDB

Compartilhe: Twitter

A declaração do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em favor de um pedido de renúncia da presidente da República, Dilma Rousseff, foi entendida no pelos aliados do vice-presidente Michel Temer (PMDB) como um aceno dos tucanos para um acordo impossível no momento.

Em linhas gerais o acordo seria assim: tudo bem, sai Dilma e Michel assume um governo de união nacional com o respaldo do PSDB.

A impossibilidade deste acordo, segundo os peemedebistas, é que tanto o PSDB como o PMDB estão de olho na Presidência da República em 2018.

Temer trabalha sua própria candidatura ou de outro nome do partido a ser definido mais adiante. Que tanto pode ser o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, como um novo nome a se filiar à legenda, aí incluído até o do senador José Serra (PSDB-SP), que tem se aproximado do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e não parece ter espaço em seu partido para uma candidatura presidencial.

E os tucanos, por sua vez, já têm dois pré-candidatos à Presidência em plena campanha: o senador Aécio Neves (MG) e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

Para eles, a hipótese de Temer assumir o governo só seria aceita nos moldes da ascensão de Itamar Franco à Presidência quando do impeachment do então presidente, Fernando Collor de Mello: desde que houvesse o compromisso de que o vice-presidente da República, empossado na Presidência, não sairia candidato à reeleição.

No momento, nem Temer nem ninguém no PMDB cogita dessa hipótese. O partido não abre mão da disputa pelo poder real em 2018. Os peemedebistas avaliam que o PT sairá esfacelado do governo Dilma e que pode estar chegando a hora de um ciclo peemedebista na Presidência.

Já no PSDB, uma ala fortíssima, a do presidente do partido, Aécio Neves, acredita que sua maior chance de chegar à Presidência é agora, com a saída de Dilma Rousseff do cargo. Para os aecistas, a hipótese de renúncia de Dilma, levantada por FHC, só faria sentido se fosse com a saída de Temer. A posse do peemedebista só serviria para fortalecer o eventual candidato do PMDB à Presidência em 2018.

Tanto que Aécio ontem declarou à imprensa que está disposto a conversar com o PMDB, mas com a parcela oposicionista do partido, o que exclui Michel Temer.

Temer, por sua vez, teve ontem um encontro com o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) no Palácio do jaburu. O senador propôs que o vice tentasse promover uma conversa do PSDB da presidente Dilma Rousseff. Temer se dispôs a receber Aécio Neves e companhia, mas desde que ficasse claro que não seria um encontro de conspiração. Aí é o PSDB quem não aceita encontro às claras para solucionar crise do governo Dilma Rousseff.

Ou seja, tem muita gente, como o ex-presidente FHC, querendo promover o namoro entre o PSDB e o PMDB. Mas os prováveis candidatos dos dois partidos à Presidência não pretendem posar de mãos dadas neste momento.

Autor: Tags: , , , , , , , ,

segunda-feira, 17 de agosto de 2015 partidos | 09:27

Divergências entre Alckmin e Aécio levaram PSDB dividido às manifestações

Compartilhe: Twitter

Enquanto o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), apostou tudo nas manifestações pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff, outro dos principais caciques do partido,o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, manteve-se afastado.

Não se trata de um fato do acaso. E nem porque simplesmente Alckmin está no governo de um estado.

Os dois têm posições divergentes acerca de como deveria ter sido encaminhado o impeachment e da participação do PSDB no processo. Além, é claro, de disputarem o posto de candidato natural do PSDB à Presidência da República em 2018.

O auge da divergência foi o programa gratuito do partido na TV convocando para as manifestações.

O grupo de Alckmin considera que foi um erro o PSDB tentar assumir um protagonismo nos protestos de rua. Deputados do partido ligados a Alckmin pretendem, inclusive, levar a discussão até à Executiva do partido. A avaliação desse grupo é de que a convocação para as manifestações num programa de TV do PSDB foi até mesmo um dos culpados pelo esvaziamento dos protesto neste domingo.

Aécio discorda. Tanto que foi pessoalmente à manifestação de Belo Horizonte, “como cidadão”, com um discurso duro contra Dilma, o governo e o PT>

Os aliados de Aécio não pretendem abandonar a tese de “eleições já”. Eles acreditam que ainda há espaços para o impeachment da presidente da República pelo Tribunal Superior Eleitoral, ou mesmo para uma renúncia negociada dela e de seu vice, Michel Temer, o que provocaria novas eleições.

Na estratégia dos alckmistas a inclusão da saída de Temer é um erro dos aliados do Aécio, que afasta o PMDB de uma possível aliança com os tucanos em 2018.

No final, a conta é simples: Alckmin trabalha nos bastidores do partido para se viabilizar em 2018. Quanto mais tempo tiver para trabalhar, melhor. Aécio tem pressa. Quer aproveitar a memória das últimas eleições, quando perdeu do Dilma por uma pequena margem. Quanto mais próxima for a próxima eleição presidencial, melhor para ele.

Autor: Tags: , , , , ,

quinta-feira, 9 de julho de 2015 partidos | 05:58

Apesar de ter conversado com Michel Temer, no PMDB, Marta Suplicy afirma que filiação ao PSB está mais avançada

Compartilhe: Twitter

Fim dos trabalhos no plenário do Senado, na noite de ontem, e a senadora e ex-petista Marta Suplicy (SP) já se preparava para sair quando foi abordada por este colunista.

Tema da curtíssima entrevista: se ela vai mesmo para o PSB ou se prefere agora o PMDB?

Marta teve um encontro no início da tarde com o presidente nacional do PMDB, Michel temer, que é o principal cacique do partido em São Paulo. Ele vinha resistindo à filiação da ex-prefeita da capital a seu partido por um motivo muito singelo, segundo seus interlocutores mais próximos: os peemedebistas com quem Marta conversou, especialmente no Senado — como o líder do partido, Eunício Oliveira (CE), e o presidente da Casa, Renan Calheiros (AL) — não teriam feito uma primeira aproximação entre ela e Temer, que é quem de fato poderia lhe abrir as portas.

O PMDB funciona quase que como uma confederação de partidos regionais, em que os caciques de cada Estado decidem os rumos locais da legenda com mão de ferro.

Era assim com Orestes Quércia em São Paulo, e é agora com Michel Temer.

A entrada de Marta, para ser candidata a prefeita da capital — como ela pretende — mexe com muita coisa: Gabriel Chalita, que foi o candidato do partido nas últimas eleições, é agora secretário do atual prefeito, Fernando Haddad (PT). E Haddad, por sua vez, deve ser candidato à reeleição, com Chalita como o seu provável vice.

Além disso, Michel não sabe exatamente quanto de poder local acabará tendo que ceder a Marta, conhecida como uma operadora política de posições fortes.

E a própria Marta também terá que refletir se sua filiação ao PMDB não significará ficar presa a uma legenda com estruturas de difícil rompimento.

De qualquer maneira, a ex-prefeita admitiu ao iG que está na dúvida: PSB ou PMDB?

Autor: Tags: , , , , , ,

quarta-feira, 8 de julho de 2015 partidos | 16:06

Aécio Neves: “PT não vai me empurrar para a direita”

Compartilhe: Twitter

O senador Aécio Neves (MG) acaba de ser reeleito presidente nacional do PSDB e já se tornou o centro de uma grande polêmica: se o seu partido aderiu ou não à tese de um golpe de Estado para apear do poder a presidente Dilma Rousseff.

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), diz que sim. Em entrevista ao iG, acusou Aécio de capitanear o “furor golpista, secundado pela extrema direita”, do país.

Em entrevista exclusiva ao iG, Aécio responde às críticas dizendo que “não adianta que não vão me empurrar para a direita”.

Mas ele insiste que a presidente da República pode ser retirada do poder sem golpe, pela via constitucional, se o Tribunal Superior Eleitoral, por exemplo, decidir que houve fraude na eleição:

“Ninguém está acima da lei. Quem quer golpe é o PT. Cabe à presidente responder às denúncias e manter seu mandato até 2018. O que nós insistimos é que a presidente tem que dar satisfação aos órgãos de controle. Se houver a comprovação de dinheiro sujo, aí sim, está prevista na Constituição a cassação do mandato.”

Aécio diz que o PSDB se encontra no seu melhor momento desde o governo Fernando Henrique Cardoso, quando foi lançado o Plano Real, e que o partido “não embarcará nuuma aventura”.

Mas defendeu as manifestações de rua programadas para agosto, mesmo com o risco de um enfrentamento com militantes das entidades da sociedade civil que apoiam o governo.

“De um lado, sou acusado de não ter ido às ruas para não estimular o movimento. De outro, nos acusam de movimentar as ruas. O PT não entendeu que as ruas estão se movimentando espontaneamente.”

E o presidente do PSDB dá um recado ao PT:

“Temos hoje um governo atordoado, com sua base de sustentação demonstrando muito pouca confiança na recuperação da  presidente da República. O PT tem que se preocupar com sua própria base, mais do que com a oposição.”

Muita coisa em apenas 9 minutos de entrevista que você pode assistir na íntegra:

 

Autor: Tags: , , , , , , , , ,

segunda-feira, 6 de julho de 2015 partidos | 14:03

Encontro de Serra com Temer abre caminho do tucano para o PMDB e aproximação do vice com a oposição

Compartilhe: Twitter
Foto: Agencia Senado

Foto: Agencia Senado

Presidente nacional do PMDB e vice-presidente da República, Michel Temer tem mantido encontros com o ex-candidato do PSDB à Presidência José Serra.

Os encontros interessam aos dois. Não só para reavivar uma amizade antiga, como também para abrir caminhos para ambos na política nacional.

Temer, porque a gravidade do atual quadro político obrigam-no a procurar interlocutores de peso, não só entre os partidos governistas como também na oposição. Seja para, como coordenador Político do Palácio do Planalto, auxiliar no dia a dia do governo no Congresso, seja para o caso de um desfecho trágico do governo Dilma, buscar caminhos políticos para ele próprio.

Pelo lado de José de Serra, a aproximação com Temer também tem no mínimo dois propósitos.

O primeiro é estabelecer uma ponte com o PMDB capaz de ser cruzada, no caso de seu partido, o PSDB, fechar-lhe a porta para qualquer candidatura de eu interesse em 2018. Neste caso, Michel Temer, como principal cacique do partido em São Paulo, será decisivo.

Depois, porque a proximidade com o PMDB — que detém o comando do Congresso — tem sido fundamental para a tramitação e aprovação de projetos de Serra no Senado.

O último encontro entre os dois, no domingo dia 21, foi confirmado ao jornalista Andrei Meirelles do portal “Fato Online”, pelo próprio Serra e pela assessoria de Michel Temer.

A conversa ali avançou mais.

Serra quis saber de Temer se o PMDB lançará mesmo candidato à Presidência da República em 2018, e se o partido já tem nomes consolidados para a disputa. Temer respondeu que, sim, o PMDB lançará candidato. E também respondeu que não, não tem nomes consolidados.

Serra citou dois peemedebistas especificamente: o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Segundo Temer, Paes está mais interessado na disputa pelo governo do Rio. E, quanto a Cunha. Bem, em relação ao presidente da Câmara, tudo é possível, inclusive que nada ocorra. Mas Eduardo Cunha, definitivamente, está longe de ser uma unanimidade no partido.

Serra só não perguntou sobre o próprio Temer.

O vice-presidente bem que gostaria de ser candidato. Nesse caso, como principal cacique do PMDB em São Paulo, poderia ser um empecilho à candidatura de Serra pelo partido. Mas, como membro importante do atual governo, Temer amarga o passivo da popularidade de Dilma.

Enfim, não ficou nada acertado ao fim da conversa. Mas o certo é que Serra está pavimentando uma aliança com o PMDB. E Temer, que poderia ser um empecilho, já deixou de ser.

 

Autor: Tags: , , , , ,

sábado, 4 de julho de 2015 partidos | 10:58

Prestígio de Serra junto ao PMDB provoca desconfianças de Aécio

Compartilhe: Twitter

Tudo acertado entre os principais caciques e possíveis candidatos do PSDB à Presidência da República, para a Convenção Nacional do partido que ocorre neste domingo em Brasília. Especialmente na distribuição dos cargos de comando no partido entre o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o senador Aécio Neves (MG).

Mas outro ex-candidato do PSDB a presidente da República, o senador José Serra (SP), não está parado. E sua proximidade com o PMDB do presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), já despertou ciúmes e temores de que Serra pode acabar saindo candidato em 2018 pelo PMDB.

Vamos por partes.

Na última quarta-feira,  dia 1º de julho, Renan colocou em pauta e o Senado aprovou um projeto de autoria de José Serra que eleva de 70 para 75 anos a idade da aposentadoria compulsória dos servidores públicos da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. O texto ainda será votado na Câmara, mas atinge um eleitorado enorme. Na prática, estende a todos os servidores públicos a chamada PEC da Bengala, que é aplicada ao Judiciário.

Renan Calheiros anunciou a intenção de votar naquele mesmo dia outro projeto importantíssimo de Serra: aquele que desobriga a Petrobras de ser operadora única e ter participação mínima de 30% na exploração do pré-sal. O PT se opõe, mas Serra jura que a proposta é capaz de destravar os leilões do pré-sal.

Somente depois de uma acirrada discussão entre os senadores a votação acabou sendo adiada. Mas Renan já conseguiu o apoio do líder do PMDB, Eunício Oliveira (CE), e até iniciou a discussão do tema com o ex-presidente Lula.

Serra também foi o convocado por Renan, em maio, para sistematizar as propostas de pacto federativo em tramitação no Congresso, junto com o senador Romero Jucá (PMDB-RR) e dois deputados indicados pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Outro projeto de Serra está prestes a ser votado: o que propõe a modificação no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), para ampliar o tempo de internação de menores que cometerem infrações graves e separá-los daqueles que praticarem infrações consideradas mais leves. A alteração no ECA estava sendo articulada como única opção à redução da maioridade penal, aprovada pela Câmara.

Mas a enxurrada de projetos de autoria de Serra que Renan está colocando em pauta despertou a atenção de outros senadores.

Em vez de votar apenas o projeto de alteração do ECA, os senadores Lindbergh Farias (PT-RJ), Randolfe Rodrigues (PSol-AP), Ricardo Ferraço (PMDB-ES) e próprio Aécio Neves pressionaram Renan a formar uma comissão para incluir na discussão outro projeto de autoria do senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP).

Trata-se de uma proposta de redução da maioridade penal para crimes hediondos, mas analisada caso a caso, com base na manifestação do Ministério Público, de um juiz e da vara especializada em criança e adolescência.

A ciumeira foi admitida explicitamente em plenário, na quarta-feira, em diálogo travado por Aécio Neves e Ricardo Ferraço com Renan Calheiros.

A coluna foi buscar lá nas notas taquigráficas do Senado. Veja:

AspasINICIO

O SR. AÉCIO NEVES (Bloco Oposição/PSDB – MG. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – (…) Nós, ao longo do ano passado, debatemos intensamente nesta Casa a PEC de autoria do Senador Aloysio Nunes, que, se aprovada aqui, certamente estaria pautando a Câmara dos Deputados, até porque ela é mais bem elaborada, ela é muito mais restritiva e adequada do que é essa que está sendo votada agora de forma – vamos chamar assim – improvisada, na Câmara dos Deputados.

Por isso, mesmo já, a meu ver, com algum atraso, acho que ela está pronta, amadurecida, Senador Renan, talvez como nenhum outro tema, para vir a este plenário, talvez ao lado da proposta de mudança no ECA, capitaneada pelo Senador José Serra.
A proposta de emenda à Constituição, se votada rapidamente, acredito que teria uma aprovação expressiva, acho eu, pelas conversas que tenho tido nesta Casa, porque ela restringe a diminuição da maioridade para 16 anos para os crimes hediondos, mas ouvido o Ministério Público e acatado pelo juiz, considerando aquele caso ou uma reincidência, ou que ele cometeu crime ciente e consciente dos atos que praticou. Esta PEC, a meu ver, facilitaria, inclusive, a tramitação deste tema na Câmara dos Deputados.

(…)

O SR. RICARDO FERRAÇO (Bloco Maioria/PMDB – ES. Sem revisão do orador.) (…) Nós estamos aqui diante de uma oportunidade, Sr. Presidente, porque o que a Câmara fez foi reduzir a maioridade a todo e qualquer custo, sem qualquer critério, como se isso fosse uma panaceia para resolver o problema da violência nessa faixa etária. Nós temos aqui, Sr. Presidente, uma iniciativa que tive o prazer de relatar na Comissão de Constituição e Justiça que estabelece critérios, que reduz a maioridade penal para crimes hediondos, que determina a manifestação do Ministério Público e da vara especializada em criança e adolescência, manifestação do juiz que terá que concordar e, aí sim, nesse caso específico, nós podemos combater a impunidade com critérios.

(…) Um apelo que volto a fazer a V. Exª: se eu não tiver prestígio com V. Exªs, que o Senador Aécio Neves tenha prestígio e nós possamos debater esse projeto em plenário.

(…)

O SR. AÉCIO NEVES (Bloco Oposição/PSDB – MG) – Senador Ferraço, se eu também não tiver, vou pedir apoio do Senador Serra para colocar esse projeto em votação.

O SR. RICARDO FERRAÇO (Bloco Maioria/PMDB – ES) – O Senador Serra, com certeza, dispõe desse prestígio, porque as suas iniciativas recebem aqui um fast track. Nós estamos todos, assim, com uma inveja muito positiva.
O Senador Aloysio Nunes Ferreira, há mais de um ano, fez esse recurso. Nós podemos até perder no debate, é da democracia. Mas não podemos impedir que o conjunto dos Senadores possa deliberar sobre esse tema. (…)  É o apelo que faço a V. Exª, na expectativa de que possa ter algum prestígio com V. Exª.
O SR. PRESIDENTE (Renan Calheiros. Bloco Maioria/PMDB – AL) – Terá. V. Exª terá sempre muito prestígio.

(…)
O SR. PRESIDENTE (Renan Calheiros. Bloco Maioria/PMDB – AL) – O que ocorreu com relação ao projeto que altera o ECA foi que nós votamos aqui a urgência para que o projeto fosse apreciado no plenário, com o parecer favorável do Relator, Senador José Pimentel. (…) Outras matérias, cuja apreciação aqui nós não podemos sonegar, foram rejeitadas na CCJ.
Então, é preciso que haja uma concertação para que a gente tenha um calendário, uma proposta de encaminhamento para esse debate, para essa votação.
Hoje, eu analisei as várias propostas e decidi que, na próxima terça-feira, nós vamos chamar os Líderes partidários para, definitivamente, acertarmos, com relação a essa matéria, o que nós vamos fazer.
AspasFIM

O SR. AÉCIO NEVES (Bloco Oposição/PSDB – MG) – Muito bem, agradeço a V. Exª, Senador Renan. (…) Mas leve em consideração essa nossa proposta.

 

 

 

Em tempo: Renan Calheiros e Aécio não morrem de amores um pelo outro desde que tiveram um forte bate boca, no início dessa legislatura, por conta da distribuição de cargos na Mesa Diretora do Senado:

Se o vídeo acima der problema, tente aqui:

Aecio=Renanhttps://youtu.be/2pTWi5wmmCk

 

Autor: Tags: , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 29 de junho de 2015 partidos | 16:25

“Demonstração de divergências não será o fim do mundo” diz líder do PT sobre jantar da bancada com Lula

Compartilhe: Twitter

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), admite que a situação é de crise. Mas, em entrevista ao iG, ele afirma que o jantar de hoje do ex-presidente Lula com as bancadas do Senado e da Câmara, em Brasília, será útil ao partido:

“Não existe o governo sem o PT, nem o PT sem o governo, assim como não existe a presidente Dilma sem o presidente Lula”

Mas o vazamento das críticas que costumam ocorrer nessas reuniões não tende a atrapalhar mais do que ajudar?

“A demonstração de divergências não é o fim do mundo”, afirma o líder.

Na entrevista ele fala ainda dos vazamentos das delações premiadas e das reclamações contra o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo:

Autor: Tags: , , , , ,

sábado, 20 de junho de 2015 partidos | 09:32

Tucano Aloysio Nunes Ferreira assina embaixo texto de José Dirceu

Compartilhe: Twitter

O iG levou para o senador Aloysio Nunes Ferreira o editorial de anteontem do Blog do José Dirceu.

Aloysio — vale lembrar — foi candidato a vice-presidente da República na chapa de Aécio Neves contra Dilma Rousseff.

A pergunta era o que ele achava do texto do petista.

O tucano leu e ficou espantado. E Brincou, dizendo que a situação no PT está de “vaca não reconhecer mais bezerro”.

Depois da gravação admitiu:

“Não sou só eu quem assinaria. Para desespero do Zé, até o Aécio assinava. E muita gente mais na oposição.”

Veja a reação de tucano ao oposicionismo de Dirxceu:

Autor: Tags: , , , , , , ,

sexta-feira, 19 de junho de 2015 partidos | 09:51

Já não se sabe mais quem apoia o governo ou quem está na oposição

Compartilhe: Twitter

Leia o texto abaixo e adivinhe se o autor apoia o governo ou está na oposição:

AspasINICIO2

 

O cenário econômico se agrava a olhos vistos. Há uma queda assustadora da arrecadação e o serviço da dívida interna aumenta, causado pelo aumento da Selic, que pelo visto continuará numa caminhada alucinada rumo ao precipício. Isso vai, na prática, anular o superávit buscado pelo governo federal. Há aumento do desemprego e a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) e a construção civil ameaçam com 630 mil demissões, somente este ano, se o Congresso aprovar o aumento da alíquota da contribuição patronal para a Previdência, calculada sobre o faturamento das empresas. Há paralisia de investimentos nos estados e crise nos hospitais públicos.

O caso do Hospital São Paulo, da Unifesp, que anunciou a suspensão das internações que não sejam de emergência a partir de hoje, e só um exemplo do que ocorre em todo país. Segundo uma nota divulgada pelo hospital, a demanda de casos urgentes tem sido muito alta, “com pacientes graves vindos sem nenhuma regulação por conta da desestruturação de outras unidades de atendimento de saúde públicas, seja por falta de médicos ou por falta de recursos”. A informação é do portal G1.

(…)

AspasFIM2

De duas, uma. O governo pode tomar medidas com relação ao desemprego e a indústria, para ir além de um simples ajuste fiscal sem prazo para acabar. Pode buscar um acordo nacional para reformas e a retomada do crescimento com distribuição de renda. Ou continua como está. E a crise social e política inviabilizará esse mesmo ajuste fiscal.

 

Pois é. Trata-se do editorial de ontem do Blog do Zé Dirceu.

Poderia ter sido escrito pelo oposicionista Roberto Freire (PPS). Ou por Marina Silva. Ou pelo senador Paulo Paim (PT-RS). Ou pelo tucano Aloysio Nunes Ferreira (SP). Ou por Renan Calheiros (PMDB-AL), Lindberg Farias (PT-RJ)…

 

 

Autor: Tags: , , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. Última