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terça-feira, 1 de setembro de 2015 governo | 14:34

Irritados com o governo, Temer e Levy fecham pacto contra crise

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Foto Agencia Brasil

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Os dois têm em comum a irritação com o fogo cruzado dos ministros do PT e com a instabilidade no relacionamento com a presidente Dilma Rousseff, além de sofrerem resistências e derrotas desagradávis no Congresso.

Mas o vice-presidente da República, Michel Temer, e o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, ainda se veem como fiadores do que resta de governabilidade ao país no momento.

Foi levando em conta esses fatores que Michel Temer e Joaquim Levy acertaram, numa troca de telefonemas neste final de semana, um pacto de ajuda mútua para resistir à crise econômica e política, seja com a permanência de Dilma Rousseff no cargo, seja sem ela.

O empurrão inicial para o acerto entre os dois, por incrível que pareça, foi dado pela presidente Dilma na semana passada. Ao saber que Temer estava irritado com a proposta do governo de recriar o imposto sem consultá-lo, Dilma pediu a Levy para tentar convencer o vice a colaborar com a aprovação da proposta no Congresso.

Mesmo tendo sido derrotado no governo — pois defendia corte de gastos em vez de novos impostos — Levy ligou para Temer. Relatou que Dilma teria um encontro na sexta-feira com governadores, e que estes iriam ajudar na aprovação da proposta pelo Congresso.

Temer disse que continuava contrário à tese. Levy contou à presidente que, na quinta-feira,telefonou, ela própria, para o vice. Foi uma conversa difícil, em que Michel Temer respondeu que continuava não vendo chances de aprovação no Congresso e, portanto, que nada poderia fazer.

Depois que os governadores negaram ajuda ao Planalto para aprovar a CPMF, como se sabe, o governo resolveu divulgar que desistia do imposto.

Começou a ser discutida no governo, já na noite de sexta-feira, a proposta de enviar o Orçamento de 2016 ao Congresso com defícit, o que obrigaria os políticos a procurarem uma forma de aumentar a arrecadação, talvez com a própria CPMF.

Temer também não gostou dessa proposta e telefonou ao ministro da Fazenda, a fim de convencê-lo a não insistir nessa estratégia. Mas foi surpreendido com a irritação do ministro com o Palácio.

Levy revelou ao vice que sempre defendeu mais cortes e menos impostos, mas que Dilma e os ministros Nelson Barbosa (Planejamento), Aloizio Mercadante (Casa Civil) e Artur Chioro (Saúde) insistiram no aumento da arrecadação.

Que, voto vencido, ele se mantivera leal à presidente, deixando parecer que era dele a ideia da CPMF, inclusive quando ligou para Temer a pedido de Dilma. Mas que agora ele considerava “uma loucura” essa proposta de enviar ao Congresso o Orçamento de 2016 com déficit,.

Levy arrematou suas queixas dizendo a Michem Temer que temia por um rebaixamento da nota do Brasil pelas agências internacionais e que a perda do chamado “grau de investimento” poderia tornar a economia inadministrável.

Temer pediu, então, que o ministro se acalmasse. Disse que o que de pior poderia acontecer ao país, no momento, seria um dos dois anunciar sua desistência. Citou seu apreço pelo ministro e lembrou até de sua declaração nos EUA de que, se fosse presidente, manteria Levy no governo.

Trocaram ainda outros telefonemas no final de semana, discutindo as decisões do Planalto sobre Orçamento e novos impostos.

E foi nessas conversas que o pacto entre os dois se consolidou. Ambos concordando que há mesmo risco de uma crise inadministrável que leve à saída da presidente Dilma Rousseff.

Mas que — com Dilma ou sem Dilma — eles se consideram fundamentais para evitar uma crise maior no país. Levy, pelo apoio que ainda detém em parcelas significativas do empresariado. Temer, também pelo apoio do empresariado e pela penetração no Congresso, especialmente no PMDB.

Resta saber se Dilma vai se sentir confortável com essa proximidade entre Temer e Levy. Afinal, digamos que a presidente é um tanto ou quanto ciumenta.

 

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segunda-feira, 31 de agosto de 2015 governo | 10:45

Líder do governo apresentará projeto de imposto alternativo à CPMF

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O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), anunciou que dará entrada num projeto de criação de novo imposto que pode substituir a CPMF inicialmente proposta pelo Palácio do Planalto, mas que está sendo rejeitada por aliados no Congresso e empresários.

Em entrevista agora pela manhã ao jornalista Eliomar de Lima, do jornal “O Povo”, do Ceará, José Guimarães disse estar elaborando — “já estou com isso quase pronto” — um projeto de lei complementar estabelecendo uma Contribuição Social para a Saúde (CSS).

Guimarães revelou que os governadores do Nordeste, que se reuniram com Dilma na sexta-feira à noite, “não acolheram bem a proposta de recriação do imposto do cheque. Mas o líder não revelou como será cobrada a sua CSS, caso seja aprovada pelo Congresso.

Segundo Guimarães “a grande mídia turbinou o mau olhado” sobre a CPMF, mas ele diz que sua proposta é diferente do imposto sobre o cheque. Será uma taxação sobre a renda, “aqueles que ganham mais”, com destinação para a área de saúde tanto da União, como dos Estados e dos municípios.

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terça-feira, 25 de agosto de 2015 governo | 13:01

Crise econômica leva caciques do PMDB a preferirem Temer no governo

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Foto: Agência Brasil

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Depois da conversa de ontem com a presidente Dilma Rousseff, em que os dois acertaram sua saída do chamado varejo da coordenação política, o vice-presidente Michel Temer esteve na residência do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), acompanhado do líder do PMDB, senador Eunício Oliveira (CE).

Tiveram uma conversa franca sobre os destinos do PMDB e a situação de Temer.

Renan e Eunício concordaram com o vice-presidente em sua decisão de deixar o dia-a-dia da coordenação política e anunciar que passaria a tratar da chamada macropolítica.

Na avaliação de ambos, se Temer, como presidente nacional do PMDB, anunciasse uma saída efetiva da coordenação, seu movimento seria interpretado como um rompimento com o governo e, portanto, um rompimento do PMDB.

“Eu ficaria numa posição constrangedora, de quem estaria traindo a presidente da República na expectativa de assumir o lugar dela. Não quero ser acusado de golpista”, disse Temer.

O líder do PMDB, Eunício Oliveira, ainda arrematou:

“E provavelmente sem o apoio do PSDB, que está interessado em apressar as eleições”.

Renan concordou. O movimento do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, que cobrou do Ministério Público o aprofundamento das investigações sobre a campanha eleitoral de 2014, mostra que o PSDB não desistiu da ideia de cassar a chapa Dilma-Temer e realizar novas eleições o mais rapidamente possível.

Ficou claro na conversa que seria uma operação de alto risco para o PMDB. O rompimento com o governo poderia significar um enfraquecimento de tal ordem da presidente Dilma Rousseff que ou ela renunciaria, ou o Congresso acabaria aprovando o impeachment. O que levaria à posse de Temer como presidente.

Os três caciques do partido avaliam que o PMDB assumiria o governo com a economia do país em frangalhos e sem perspectivas.

Mais: com acusação dos petistas de golpismo, o que provocaria forte oposição dos movimentos sociais e das centrais sindicais ligados ao PT que em seis meses fariam proliferar os protestos nas ruas. E provavelmente sem a solidariedade do PSDB.

O quadro desenhado é de que uma tomada do poder no momento pode ser pior para o PMDB no médio prazo. Ao passo que, dando condições de governabilidade, mesmo que mínimas a Dilma Rousseff, o partido pode chegar a 2018 em condições de eleger o novo presidente, e com legitimidade para apaziguar a política e redirecionar a economia.

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segunda-feira, 24 de agosto de 2015 governo | 09:50

Prioridade do governo é debelar crise entre Dilma, Michel Temer e Joaquim Levy

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Foto Agencia Brasil

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A politica não é uma ciência exata por um motivo muito simples: é feita por seres humanos, gente que ama e odeia.

A presidente Dilma Rousseff não é diferente de ninguém. Também é capaz de sentir inveja, por exemplo, e com isso ameaçar seu próprio governo.

Se tem uma coisa que deixou a presidente irritada nesta crise foi a análise de boa parte da mídia de que ela entregou seu governo ao vice-presidente Michel Temer, na área política, e ao ministro da Fazenda, Joaquim Levy, na área econômica.

Por conta dessa irritação, Dilma sempre fez questão de cometer pequenos gestos de desautorização de ambos que só foi desgastando sua relação com os dois principais pilares de seu governo na estratégia de sobrevivência à crise.

Com Levy, cometeu gestos como o de exigir que o corte orçamentário do início do ano ficasse em R$ 69,9 bilhões, e não nos R$ 70 bilhões que Levy apontara como o mínimo aceitável, apenas para marcar sua autoridade.

Mais recentemente, obrigou o ministro a ceder mais do que queria na definição do novo superavit primário.

E tudo indica que vem por aí outra encrenca na definição da peça orçamentária do governo para 2016, que será enviada ao Congresso nos próximos dias.

Dilma reuniu-se neste final de semana, para discutir o assunto, com os ministros Nelson Barbosa (Planejamento) e Aloizio Mercadante (Casa Civil). Levy não esteve presente porque estaria de viagem aos EUA. Mas sabe-se que ele, Barbosa e Mercadante não são lá muito afinados. E nem se sabe quanto os dois e a presidente deixarão, de fato, o ministro da Fazenda decidir sobre o assunto na sua volta.

Com Michel Temer, a situação chegou a um ponto crítico que Dilma já começou a tentar administrar no final de semana, mandando interlocutores procurar o vice.

É que Temer concluiu ser  inviável cuidar da coordenação política sofrendo boicote dos ministros do PT na distribuição dos cargos de segundo e terceiro escalão. Boicote, em geral, com respaldo silencioso da presidente.

E ele deixou claro a esses interlocutores que cobrará de Dilma uma “mudança profunda” no sistema de coordenação política.

Para se ter uma ideia, além de Mercadante, Dilma colocou agora seu assessor especial, Giles Azevedo, para dar pitaco na articulação política. Giles até promoveu por conta própria reuniões com deputados para discutir formas de blindar o governo nas CPIs.

O resultado é que, por isso tudo e pelas dificuldades de negociação com o ministro da Fazenda, o principal auxiliar de Temer na coordenação política, o ministro da Aviação e Portos, Eliseu Padilha, já avisou que não quer mais atuar na área; prefere ficar só cuidando da sua pasta.

Ou seja, a presidente conseguiu juntar à crise econômica e à crise política uma crise dela própria com os principais avalistas do governo junto ao mercado e ao Congresso, Levy e Temer.

A informação no Palácio é de que Dilma tem consciência da gravidade do problema e vai atuar, esta semana, na tentativa de desfazer o que foi desfeito. Resta saber se ainda é tempo.

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sexta-feira, 21 de agosto de 2015 governo | 22:35

Temer vai propor a Dilma, na segunda-feira, reformulação completa da coordenação política do governo. Com ele ou sem ele

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Michel TemerAgora à noite o vice-presidente Michel Temer disse a amigos que foi mal interpretado por interlocutores que disseram ter ouvido dele que vai deixar a coordenação política do governo.

Segundo Michel Temer, a decisão de deixar a coordenação não está tomada, embora ele realmente esteja bastante irritado com o sistema “como um todo” de articulação do governo com a área política.

Michel Temer pretende conversar com a presidente Dilma Rousseff na segunda-feira. Normalmente, às segundas-feiras, Dilma reúne os  ministros da área política para traçar a estratégia da semana.

O vice-presidente vai relatar a Dilma os motivos sua insatisfação e comunicar que o  o ministro da Aviação e Portos, Eliseu Padilha (PMDB), não pretende mais acumular sua função com a chefe de Relações Institucionais do Palácio com a base parlamentar.

Padilha sente-se desautorizado pelo ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e da Casa Civil, Aloizio Mercadante, que seguidamente negam a liberação de cargos e emendas ao Orçamento prometidos por ele a parlamentares da base governista.

O próprio Michel Temer teve uma conversa que considerou “bastante desagradável” com Levy, na terça-feira, quando o ministro sugeriu que se abandonassem as negociações com o Congresso em torno do projeto de reoneração das folhas de pagamento.

Temer vai dizer à presidente Dilma Rousseff que só vê possibilidade de funcionamento da Coordenação Política se houver “uma profunda reformulação”. Mas o vice-presidente não explicou a seus interlocutores como seria essa reformulação.

De qualquer maneira, ele acha que sua permanência ou não à frente da coordenação política é uma decisão da presidente Dilma Rousseff, daí porque afirmou a amigos que não está com a decisão tomada.

Sua saída da função tanto pode ocorrer agora, como pode não ocorrer tão cedo. Muito embora, de fato, tenha sido chamado como coordenador político para cuidar principalmente da aprovação do ajuste fiscal pelo Congresso.

Na verdade, além dos problemas com Levy, Mercadante e outros ministros que têm protelado a nomeação dos indicados pelos deputados para cargos no segundo escalão, Michel Temer também não está satisfeito com o excesso de  atenção dada por Dilma ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Presidente nacional do PMDB, Temer sempre esteve mais próximo da ala do partido ligada à Câmara do que dos senadores. Ele considera que, ao se aproximar demais de Renan, Dilma sugere o enfraquecimento dos deputados peemedebistas e  acirra a guerra com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Enfim, num momento em que Cunha já está em pé de guerra com o governo pelo fato de ter sido denunciado na Operação lava jato e com a base parlamentar em frangalhos, tudo que Dilma Rousseff não precisava neste momento era de uma crise com seu vice-presidente e coordenador político do governo.

 

 

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terça-feira, 11 de agosto de 2015 governo | 12:13

Adesão de Renan a Dilma praticamente enterra o impeachment

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Dilma RenanAntes quase na oposição, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), deu uma virada de posição na quinta-feira, após encontrar-se a sós com a presidente Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto.

Ele não revelou detalhes da conversa a ninguém. O pouco que se sabe do que os dois acertaram foi anunciado pela própria presidente, ao determinar que os ministros da Fazenda e do Planejamento acertassem com Renan uma agenda de projetos contra a crise.

Ou seja, esse foi um dos assuntos da pauta entre os dois: a necessidade de se dar à base parlamentar um discurso positivo para permitir que o Congresso aprove os projetos mais duros de corte de gastos.

Mas é claro que deve ter havido outros pontos de interesse de Renan, pois o presidente do Senado saiu dali contrário como nunca à condenação do governo pelo Tribunal de Contas da União (TCU). No mesmo dia, disse a amigos: “Cassar a presidente por causa das pedaladas? Impossível. Todo mundo já fez isso.”

Na sexta-feira e no sábado, Renan recebeu na Residência Oficial do Lago Paranoá dois ministros do TCU: Raimundo Carrero e Bruno Dantas.

Conforme esta coluna informou na sexta-feira 7, Carrero, Dantas e Vital do Rego são três ministros do tribunal muito ligados ao presidente do Senado. Os dois primeiros, ex-funcionarios da Casa. E o segundo, um ex-senador do PMDB que sempre foi aliado de Renan.

Sao nove os ministros com voto no TCU. O governo tem condições de garantir o voto de dois — Benjamin Zimler e Walton Alencar –, que somados aos votos de Renan já garantem maioria para Dilma. Sem contar dois votos que o ex-presidente Lula pode conquistar: do seu ex-coordenador político no Planalto José Múcio Monteiro, e da sua amiga pessoal Ana Arraes, mãe do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos.

A aprovação das contas no TCU praticamente enterra o impeachment. A outra possibilidade seria uma condenação pelo Superior Tribunal Eleitoral da chapa vencedora das eleições presidenciais. O que significaria a cassação também do vice Michel Temer, hipótese que juristas e analistas políticos consideram muito pouco provável num momento em que Temer se firma como um pólo de estabilidade na Câmara contra o ultraoposicionismo do presidente da Casa, Eduardo Cunha.

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segunda-feira, 10 de agosto de 2015 governo | 17:32

Ao iG, líder anuncia força-tarefa de Dilma para recompor a base e defende Michel Temer: “Temos que acabar com maus espíritos e maus olhares”

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O líder do Governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), anunciou, em entrevista ao iG, que será feita “uma força-tarefa” para estabelecer conversas diretas da presidente Dilma Rousseff, a partir de agora, com cada uma das bancadas dos partidos que apoiam o governo no Congresso.

A tal força-tarefa, segundo o deputado, foi a principal decisão da reunião de ontem à noite da presidente, no Palácio da Alvorada, com ministros e líderes da base governista.

“Nestas reuniões, as bancadas poderão fazer suas reclamações diretamente à presidente”, disse Guimarães.

Nessa linha é que Dilma marcou para hoje à noite um grande jantar no Alvorada com senadores da base. Até hpje, Dilma não tinha tido nenhum encontro deste tipo com os senadores.

Segundo Guimarães, Dilma também manterá um diálogo mais constante com outros setores, como empresários, sindicatos e entidades da sociedade civil. “Essas várias esferas vão ajudar na recomposição da base”, explicou.

Na Câmara, a prioridade da semana — informou o deputado — é não votar “do jeito que está programada” a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 443. que vincula salários da AGU (Advocacia Geral da União) e de diversos setores aos salários do Judiciário.

“Incluíram emendas nessa PEC que aumentam ainda mais seu impacto. Fica impossível. Não dá para mandar a conta só para a União”, disse o líder

Também é prioridade do governo derrubar o Projeto que altera que vincula o reajuste do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço ao índice da caderneta de poupança.

Guimarães anunciou que o governo deve apresentar “uma proposta alternativa. Talvez de forma escalonada. Ainda não está definido exatamente como será”. Do jeito que está — diz o deputado — o projeto acabaria com o Minha Casa Minha Vida.

O líder do governo fez questão de defender o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), como coordenador político do governo.

Na abertura da reunião de ontem, Temer fez um discurso reclamando, sem citar o PT, das “intrigas” de que foi alvo por ter declarado que é preciso aparecer alguém capaz de unificar o país. Por causa dessa intrigas, na quinta-feira, Temer chegou a colocar à disposição da presidente a função de coordenador político.

“Na reunião de ontem, o Temer fez uma colocação de altíssima relevância, dizendo que não quer deixar dúvidas da lealdade dele. Era para evitar rusgas. Eu tive o cuidado de ver o que ele havia dito antes. A fala completa não foi publicada. O que ele quis foi chamar a atenção do Congresso para não votar as matérias que aumentam despesas”, disse.

“Num momento como este temos que tirar os maus espíritos e maus olhares. O Temer é o articulador político do governo e ele ajuda muito.”

Ou: https://www.youtube.com/watch?v=upAmYcjWfAY

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sexta-feira, 7 de agosto de 2015 governo | 18:53

Michel Temer entregou coordenação política. Mas Dilma não aceitou

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Apesar de ter postado no twitter a mensagem acima, a verdade é que o vice-presidente da República, Michel Temer, de fato chegou a colocar sua função de coordenador político do governo à disposição da presidente Dilma Rousseff, nesta quinta-feira, conforme revelou o portal G1.

Foi daí que surgiram os boatos de que ele deixou a articulação política.

Não, não deixou porque, simplesmente, Dilma não aceitou.

Na verdade Temer não pretendia abandonar a coordenação política. Fez isso apenas para neutralizar o que chama de “intrigas”: críticas de ministros do PT à sua declaração do dia anterior, quanto afirmou que o país precisa alguém capaz de “unificar a todos”.

Os petistas entenderam sua declaração como uma constatação de que Dilma já não lidera o país. E que ele próprio, Michel Temer, estaria se colocando para ser essa pessoa.

No encontro com Dilma, Temer citou ter ouvido falar dessa interpretação e disse à presidente que não queria criar mais problemas para o governo neste momento. Portanto, se Dilma quisesse, poderia afastá-lo da coordenação política que ele entenderia perfeitamente.

Dilma disse que não cogitava disso. E o vice-presidente sentiu-se blindado contra as críticas. Pelo menos por enquanto.

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quarta-feira, 5 de agosto de 2015 governo | 11:05

Levy insiste na aprovação da reoneração da folha de pagamento das empresas, rechaçada por Renan Calheiros

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renan_levyO ministro da Fazenda, Joaquim Levy, deverá reafirmar nas próximas horas que ainda é prioriodade do governo a aprovação pelo Congresso, neste semestre, do projeto de reoneração da folha de pagamento das empresas.

O texto já foi votado pela Câmara e está em tramitação no Senado.

Mas o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), deu a entender que ontem, conseguiu convencer o ministro da Fazenda de que o projeto é ruim para os cofres públicos e não precisa ser votado.

Não é bem assim. Levy se convenceu, na verdade, de que o projeto, mesmo aprovado pelo Congresso, não deverá valer para este ano.

É que modificações deste tipo, segundo a Constituição, precisam ser sancionadas três meses antes de sua vigência. Á chamada “noventena”. Coomo o Senado deverá modificar o texto da Câmara, ele terá que ser votado novamente pelos deputados. Com isso a expectativa é de que a reoneração da folha de pagamento não seja sancionada antes de dezembro.

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terça-feira, 4 de agosto de 2015 governo | 10:14

Joaquim Levy vive momento de paz e amor com Dilma Rousseff

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Já esteve mais conturbado o relacionamento do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, com a presidente Dilma Rousseff.

Os momentos de maior tensão foram nas definições dos cortes do Orçamento. Por pura birra dos dois. E ambos saíram insatisfeitos.

O primeiro momento de grande tensão foi em maio, quando foi anunciado o primeiro mega corte do ajuste. Levy queria algo entre R$ 70 bilhões e R$ 80 bilhões. Dilma, para mostrar poder, determinou que não se chegasse a esses valores. E o ministro se recusou a comparecer ao anúncio de corte de R$ 69,9 bilhões.

O segundo momento de tensão pré/pós corte foi agora em julho, na definição da nova meta de superavit. Levy queria permanecer próximo dos 1,12% da meta anterior, o que exigiria um novo mega corte nos gastos. Dilma fechou questão em torno de um gasto mínimo. Então o ministro contrapôs que o jeito era baixar o superavit para surpreendentes 0,15% do PIB. Nenhum dos dois, nem o mercado ficaram satisfeitos.

Passadas as tempestades, no entanto, ambos parecem ter aprendido que, em caso de dissenso, nenhum dos dois sai ganhando.

Dilma precisa de Levy para tentar manter o seu mandato. Se ele sair, sempre aparecerá um liberal disposto a assumir para acalmar o mercado. Mas a situação hoje é tão frágil que não se sabe se aguentaria um chacoalhar no Ministério da Fazenda. Já Levy poderia voltar ao Bradesco, de onde saiu. Mas sempre com a marca de não ter conseguido gerir a economia do país.

Por conta disso, a presidente tem feito gestos públicos de simpatia em direção ao ministro da Fazenda. E Levy, por sua vez, tem-se mostrado cada vez mais sorridente nos encontros com a presidente.

Foi assim na reunião dos governadores, quando Dilma em seu discurso citou sorrindo o esforço do ministro para ajustar a economia e o próprio Levy sorriu abertamente.

Foi assim na noite de ontem durante o jantar oferecido pela presidente da República aos líderes e presidentes de partidos aliados no Palácio da Alvorada. Em seu discurso, Dilma deixou claro que a prioridade de seu governo no momento é o ajuste capitaneado por Levy. “Da estabilidade fiscal eu não arredo o pé”, chegou a afirmar, diante de um ministro sorridente.

Hoje Joaquim Levy tem deixado claro a seus interlocutores que também está aprendendo com a crise. Por exemplo, diz-se cada vez mais disposto e aberto à negociação com o Congresso.

Assim como a própria presidente da República, que deu a entender no jantar estar disposta a se reaproximar do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, o ministro também está se preparando para procurar o deputado em busca de uma menor resistência à aprovação dos projetos de interesse do governo, inclusive cedendo no que for possível.

Os argumentos do ministro neste segundo semestre deverão ser muito menos de cortes e muito mais na linha das ações possíveis para a retomada do desenvolvimento. É claro, possíveis dentro dos limites de um economista monetarista, não um heterodoxo desenvolvimentista como o ministro Aloizio Mercadante.

Nada de políticas anticíclicas do passado recente, injeção de dinheiro público em larga escala ou isenções a setores empresariais privilegiados.

Como a agenda macroeconômica estaria mais ou menos superada no primeiro semestre com a aprovação do ajuste fiscal pelo Congresso, agora seria a hora de uma agenda mais, digamos, micro: medidas de estímulo à concorrência, ao comércio exterior, à participação do setor privado nos investimentos em infraestrutura. E, sobretudo, priorização às reformas do ICMS e do PIS/Cofins para destravar investimentos.

Enfim, se o relacionamento entre Dilma e seu ministro continuar em boa fase, vem aí um Levy mais sorridente e com mais jogo de cintura em relação ao Congresso.

Ele se sente, neste momento, com apoio interno, graças a Dilma, e com apoio externo, graças ao mercado. Só volta a correr risco de pular fora do governo se o mercado ou presidente lhe retirarem sustentação.

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