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sexta-feira, 21 de agosto de 2015 Estados | 11:30

Denúncia contra Eduardo Cunha divide praticamente todos os partidos no Congresso

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Eduardo CunhaO presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), foi alvo das poucas declarações que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) deu depois da divulgação da denúncia que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, formalizou no Supremo Tribunal Federal (STF).

Cunha dava entrevista ao jornal “Correio Braziliense” exatamente no momento em que soube da denúncia. Fez questão lembrar que o presidente do Senado foi denunciado pelo ex-procurador-geral da República Roberto Gurgel por suposto uso de dinheiro de empreiteira para pagar pensão a uma filha fora do casamento.

“O Renan não está denunciado? Ninguém está cobrando do Renan afastamento porque está denunciado (…). Ele é chefe de um Poder, do Congresso, eu sou só da Câmara”

A divisão entre dois dos seus principais caciques no Congresso provocada pela denúncia contra Eduardo Cunha não é exclusividade do PMDB.

Também o ex-presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), um aliado do presidente da Câmara, ficou irritado ao saber que o atual presidente do partido, senador Joaé Agripino Maia (RN), declarou à Rádio Jovem Pan que a legenda apoiaria a permanência de Cunha à frente da Câmara somente até o momento em que a denúncia fosse acolhida pelo STF:

“O senador não tem ingerência sobre a Câmara. Não ouviu os deputados do partido para opinar”, respondeu Rodrigo rispidamente.

Essa é a principal consequência imediata das denúncias contra Cunha: provocou divergências internas em praticamente todos os partidos do Congresso.

Não por acaso, ontem deputados de dez partidos – PSOL, PT, PSC, PSB, PPS, PDT, PMDB, PR, PTB e PROS – assinaram o tal manifesto pedindo o seu afastamento do comando da Câmara.

Destes dez, talvez somente o PSOl tenha se manifestado unanimemente pela saída de Cunha.

O PT, embora deseje, não pode fazê-lo.

O líder do governo na Câmara, José Guimarães (CE), por exemplo, embora um desafeto pessoal de Eduardo Cunha, resolveu fugir de declarações sobre a denúncia de Janot. Mesmo a bancada do PT no Rio de Janeiro, cuja maioria tem horror ao presidente da Câmara, encontra resistências no Diretório Regional, especialmente entre os que ainda apoiam uma aliança com o PMDB no Estado.

No PMDB, por sua vez — cujo líder, Leonardo Picciani (RJ) soltou nota de apoio a Cunha –, tende a crescer o número dos que pedirão sua saída.

Estrela nacional do PMDB e cacique do partido em Pernambuco, o ex-senador Jarbas Vasconcelos não só assinou o manifesto contra Eduardo Cunha como disse ao deputado Chico Alencar (PT-RJ) que, semana que vem, outros deputados do partido deverão assinar.

“Isso aqui não vai parar. Hoje sou eu no PSC, o Jarbas no PMDB e esses outros que estão se manifestando publicamente. Depois vem mais e mais gente de outros partidos. O Cunha vai acabar tendo que sair”, explica o deputado Silvio Costa (PSC-PE), vice-líder do governo na Câmara.

Até o PSDB que vinha se alinhando ao presidente da Câmara desde que ele se declarou na oposição, resolveu colocar um pé atrás. Ontem era difícil encontrar tucanos no Congresso dispostos a comentar a denúncia de Janot. Cercado pela imprensa, o líder do partido, Carlos Sampaio (SP), subiu no muro: “O momento exige cautela”, declarou.

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quarta-feira, 17 de junho de 2015 Estados | 15:46

Haddad defende Chalita e diz que aliança com PMDB em SP “está ótima e vai continuar”

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O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, aposta na manutenção da aliança entre o PT e o PMDB.

Mesmo afirmando que as eleições do ano que vem ainda estão distantes, Haddad faz questão de defender seu secretário de Educação, o peemedebista Gabriel Chalita, contra quem o Ministério Público Estadual (MPE) abriu investigação por suposta fraude em licitação.

O foco está no período em que Chalita foi secretário de Educação do governo do Estado, entre 2002 e 2006, durante as gestões de Geraldo Alckmin (PSDB) e Cláudio Lembo (ex-DEM).

Fernando Haddad diz tratarem-se de “velhos fatos revolvidos” e que ele tem feito “um trabalho excepcional”.

Segundo Haddad, a relação com Chalita e o PMDB em São paulo está “ótima e vai continuar assim”. Ele diz acreditar que mesmo no nível nacional “as coisas vão se ajeitar”.

O prefeito de São paulo participou da reunião da Frente Nacional de Prefeitos com os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha, e do Senado, Renan Calheiros, em que voltou a defender a aprovação da chamada PEC dos Precatórios, que disciplina do pagamento de precatórios entre os entes da Federação.

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