Publicidade

Arquivo da Categoria eleições

quarta-feira, 10 de junho de 2015 eleições | 22:53

Alckmin toma a frente de Aécio e Serra na luta pela candidatura tucana em 2018

Compartilhe: Twitter
Heráclito Fortes oferece um mega jantar para Alckmin em Brasília

Heráclito Fortes oferece um mega jantar para Alckmin em Brasília

Estamos longe das eleições de 2018, mas nas conversas reservadas do Congresso a opinião quase unânime é de que o governador tucano de São Paulo, Geraldo Alckmin, já tomou a frente dos senadores José Serra (SP) e Aécio Neves (MG) numa previsível disputa pela candidatura presidencial do PSDB.

Em sua passagem por Brasília esta semana Alckmin deixou claro que já está em campanha. E o grande marco dessas articulações foi um jantar em sua homenagem na casa da família do deputado Heráclito Fortes (PSB-PI), na terça-feira, promovido pelo vice-governador de São Paulo, Márcio França (PSB), com a estimativa de cerca de 70 a 80 pessoas presentes.

Em tempo: Márcio França, poderá assumir como governador, caso Alckmin saia candidato a presidente, e concorrer à reeleição no cargo.

“O jantar foi uma grande demonstração de força. Deputados, tinham pelo menos uns 50. De vários partidos”, conta o deputado Benito Gama, vice-presidente nacional do PTB.

Perguntado se seu partido apoiaria Alckmin para presidente, Benito desconversa. Mas não muito: “Ainda é cedo. Mas já o apoiamos antes para presidente.”

Presidentes de partido presentes ao jantar tinham pelo menos dois, Roberto Freire (PPS-SP) e José Luiz Penna (PV-SP).

“O Alckmin foi muito educado comigo e com o Freire, chamando para a secretaria deputados eleitos e abrindo vaga para nós dois, que somos suplentes”, conta Penna.

Perguntado se apoiaria o governador para presidente, Penna tem a mesma reação de Benito, desconversa, mas não muito: “A prioridade do PV é sempre a candidatura própria. Mas o partido tem ‘liga’ com o Alckmin, sim.”

O presidente do PV vai mais longe. Diz que Alckmin está “muito melhor posicionado” que Aécio e Serra, entre aliados, numa disputa pela candidatura tucana:

“Se eu fosse o Aécio, desistia da candidatura presidencial e me voltava para Minas Gerais, ainda mais agora que o governador Fernando Pimentel (PT) enfrenta problemas. O Aécio perdeu as eleições em Minas e precisa se recolocar lá, talvez até disputando a prefeitura de Belo Horizonte ano que vem. Já o Alckmin é quem está melhor no seu Estado, na sua base, pronto para a disputa nacional.”

Durante o jantar, Geraldo Alckmin se municiou de um discurso de campanha, com provocação aos petistas: “O PT diz que é um partido que governa para os mais fragilizados, para os mais pobres, quando na verdade prioriza o poder.”

Já Heráclito, embora negasse a intenção de lançar a candidatura Alckmin, mal disfarçou: “Nunca vi um homem público tão vocacionado como o Alckmin, e hoje, nestes momentos de crise, de carência, de falta de pulso e de perspectivas que vivemos, ele é uma referência e um bom exemplo na política que precisa ser seguido.”

Autor: Tags: , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 21 de outubro de 2014 eleições | 16:12

Faça sua escolha: Pezão ou Crivella para governador do Rio?

Compartilhe: Twitter

Eis abaixo as entrevistas que Luiz Fernando Pezão (PMDB) e Marcelo Crivella (PRB), adversários no segundo turno das eleições para governador do Rio de Janeiro, concederam ao iG e à RedeTV. As entrevistas foram ao ar nos dias 15 (Pezão) e 16 (Crivella) de outubro.

Assista e faça sua escolha:

CRIVELLA

PEZÃO

Autor: Tags: , , , , , , ,

sexta-feira, 3 de outubro de 2014 eleições, partidos | 20:19

A conferir: Temer jura que em 2018 PMDB lança candidato, mesmo contra Lula

Compartilhe: Twitter

É isso mesmo que o vice-presidente da República, Michel Temer, disse na entrevista ao programa Opinião, da TViG: seu partido terá candidato em 2018, até mesmo contra o ex-presidente Lula.

Vale a pena guardar o vídeo para conferir… em 2018.

Marina se desconstruiu por suas contradições, diz Michel Temer ao iG


Por iG São Paulo | 02/10/2014 06:00

Ao programa Opinião, da TViG, vice-presidente da República diz que o eleitor percebeu incoerências no discurso da ex-senadora – que tem mudado de posição “de um dia para o outro” – e afirma que o PMDB terá candidato próprio em 2018, mesmo se o candidato do PT for o ex-presidente Lula

Em um reforço ao discurso crítico adotado pelo PT na reta final do primeiro turno, o vice-presidente da República, Michel Temer, afirma que a ex-senadora Marina Silva desconstruiu-se em decorrência das contradições que marcaram sua candidatura ao Palácio do Planalto. Para Temer, também candidato à reeleição ao lado da presidente Dilma Rousseff, o eleitorado brasileiro percebeu as incoerências nas declarações de Marina, alimentando assim sua recente queda as pesquisas de opinião.

Temer foi entrevistado no programa Opinião, pelo publisher do iG, Tales Faria; o diretor de Jornalismo, Rodrigo de Almeida; a diretora da sucursal de Brasília, Clarissa Oliveira; e o editor-chefe do Infomoney, site parceiro do iG, João Sandrini.

“Ao longo do tempo, ela (Marina) foi modificando posições. Não só posições em relação ao passado, como posições tomadas de um dia para o outro. E isso o eleitorado percebe”, afirmou Temer, citando como exemplos as posições da ex-senadora sobre temas como o Código Florestal e a CPMF. “Acho que em matéria política uma certa coerência é importante. E a coerência muitas vezes deriva da modificação de posição. Mas aí você tem que dizer: eu era assim no passado, hoje percebi que as coisas evoluíram.” Segundo ele, isso não ocorreu com a candidata do PSB.

Descrevendo a relação entre PT e PMDB como de “parceria”, Temer também defendeu uma candidatura própria de seu partido na próxima eleição. “O PMDB vai ter candidato em 2018”, disse. Ele nega que o quadro seja o mesmo de eleições passadas, em que a candidatura própria pautou o discurso peemedebista, mas não foi levada adiante. Segundo Temer, há neste momento um “patriotismo” crescente no PMDB, fazendo com que o partido esteja “praticamente fechado” em relação ao tema.

Temer afirma que a premissa de uma candidatura própria do PMDB existe mesmo que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se lance candidato na mesma eleição, como já planeja o PT. “E quem sabe se o Lula não for candidato, o PT não venha conosco e ocupe a vice?”, pergunta.

Segundo mandato

Ao falar sobre as perspectivas de um segundo mandato para a presidente Dilma Rousseff, Temer disse não ter preferências por enfrentar Marina Silva ou o tucano Aécio Neves num eventual segundo turno. Ainda assim, ele admitiu a necessidade de serem feitas “adaptações” no governo, caso a reeleição se concretize. Ele citou especificamente a necessidade de “novas formulações” na economia e na política. “Penso que num próximo governo estamos amadurecidos, nós todos, o País, para uma reforma tributária sistêmica. Isso dá segurança ao investidor.”

Questionado sobre a necessidade de Dilma melhorar a relação com a classe política e com o Congresso, o vice-presidente disse acreditar que há um “equívoco” em relação ao assunto. “Acho que ela vai ter um contato maior, mas quando se diz que ela não tem contato nenhum com a classe política não é verdadeiro”, afirmou. “O que talvez ela venha a fazer neste segundo mandato é intensificar, não o contato institucional, pois isso existe, mas o contato pessoal.”

Autor: Tags: , , ,

segunda-feira, 15 de setembro de 2014 eleições | 18:37

Sabatina iG/RedeTV com Aécio Neves

Compartilhe: Twitter

Essa entrevista com Aécio Neves ainda pode dar muito pano pra manga. Será mesmo que o PSDB ficará na oposição se a Marina vencer?

Se perder, PSDB será oposição a Marina Silva, diz Aécio ao iG e à RedeTV!

Tucano afirma que partido não comporá governo em uma eventual vitória de Marina Silva, que venceria Dilma no 2º turno

O PSDB irá para oposição caso seja derrotado nas eleições presidenciais, mesmo que a vitoriosa seja Marina Silva (PSB), afirmou o candidato tucano e presidente da legenda, senador Aécio Neves, em entrevista ao iG e à RedeTV!.

“Temos duas alternativas: ou ganhamos as eleições e vamos governar o Brasil, e é a alternativa que eu prefiro e vou lutar por ela, ou perdermos as eleições. Se essa for a decisão dos brasileiros, e espero que não seja, vamos para oposição e quem decide um papel de um partido político é o povo”, disse o candidato aos jornalistas Amanda Klein, da RedeTV!, e Tales Faria, publisher do iG.

entrevista foi a segunda da série que ouvirá propostas dos presidenciáveis. Na quinta-feira (11), Dilma Rousseff foi sabatinada.

Assista ao 1º bloco da entrevista de Aécio Neves ao iG e à RedeTV!:

Questionado sobre se a postura seria a mesma no caso de uma vitória de Marina Silva, Aécio respondeu: “Se nós perdermos as eleições, vamos ser oposição. A quem ganhar. Como espero ganhar as eleições, espero ser governo.”

A demarcação de distância em relação a Marina ocorre apesar de Aécio ver proximidade entre o programa econômico do PSDB e o da adversária, afirmando que ela “abraça agora a nossa política econômica, inclusive indo além” ao propor a autonomia formal do Banco Central, algo que o tucano não propôs.

Aécio também reconheceu que sua candidatura perdeu eleitores para a de Marina, mas ressaltou que esse movimento começou a se inverter, e que ele estará no segundo turno. O Datafolha de 8 e 9 de setembro dá 15% das intenções de voto para o tucano, um ponto a mais do que no levantamento anterior, e Marina tem 33%, um a menos.

“Esse quadro [segundo turno entre Marina e Dilma] é impossível de acontecer, porque eu vou estar no segundo turno”, afirmou Aécio. “Eu não tenho dúvida que essa movimentação começa acontecer. Na semana que vem espero que as pesquisas já comecem a apontar nesse sentido.”

Marina vira alvo

Aécio elegeu Marina Silva como principal alvo de seus ataques durante a entrevista, à semelhança do que fez Dilma Rouseff (PT) na entrevista concedida na quinta-feira (11), reiterando o discurso de que é a opção mais segura para os eleitores que querem mudança.

O tucano acusou a pessebista de mudar “ao sabor do vento” – a candidata alterou seu programa de governo sobre casamento gay após críticas da comunidade evangélica, e tem mostrado uma postura mais aberta ao cultivo de organismos transgênicos do que no passado, por exemplo.

O tucano também questinou a exploração da ideia de nova política por Marina, que militou por 20 anos no PT – partido que ela agora acusa de, junto com o PSDB, praticar a velha política – e afirmou ter medo de fracasso de um eventual governo de Marina.

“Temo que sim. Porque não vejo condições de tudo aquilo que está sendo colocado ser viabilizado. Temo muito isso da descontrução dos partidos, das instituições, da negação de tudo. O que nós enfrentaremos pela frente é um momento de extrema complexidade. O Brasil não é para amadores.”

Aécio também atacou a ideia de Marina de governar com os melhores quadros de cada partido. O senador afirmou que o PSDB tem uma “seleção de nomes” na economia e em outras áreas e que não faria sentido governar “com o segundo time”. E acusou a candidata de “vender ilusões” ao não prever como conseguirá apoio parlamentar para seu programa de governo.

“Você achar que pinça um nome aqui, pinça um nome ali e vai construir uma agenda no Congresso Nacional e vai aprová-la, é vender ilusões.”

Autor: Tags: , , ,

eleições | 18:23

Sabatina iG/RedeTV com Dilma Rousseff

Compartilhe: Twitter

Acho que fizemos uma das mais descontraídas entrevistas com a presidente Dilma Rousseff nesta campanha. Sem amaciar, nem exagerar no aperto. Assista e tire suas próprias conclusões:


“Obras atrasaram por responsabilidade de Marina”, diz Dilma ao iG e à RedeTV!

Na primeira da série de entrevistas com principais candidatos à Presidência da República, presidente atribuiu à adversária problemas no andamento de usinas de Jirau e Santo Antonio e disse que mudança no cenário internacional abrirá caminho para alterar política econômica num eventual 2º mandato

Decidida a endurecer o tom contra a ex-senadora Marina Silva, a presidente Dilma Rousseff jogou sobre a adversária a responsabilidade pelo atraso em obras consideradas estratégicas pelo governo petista. Em entrevista ao iG e à RedeTV!, Dilma disse que projetos como as usinas hidrelétricas de Santo Antonio e Jirau não foram executados como planejado pelo governo “por responsabilidade” da ex-senadora.

Dilma falou aos jornalistas Tales Faria, publisher do iG, e Amanda Klein, apresentadora da RedeTV!, no Palácio da Alvorada, na primeira da série de sabatinas com os principais candidatos à Presidência da República. Ao lembrar os tempos em que dividia espaço com Marina na Esplanada dos Ministérios, ainda no governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a petista reconheceu que houve “divergências”. Na época, a presidente era ministra da Casa Civil, responsável por assegurar a execução de projetos, e Marina comandava o Ministério do Meio Ambiente, a quem cabia liberar licenças ambientais para as obras.

Veja vídeo com entrevista de Dilma Rousseff ao iG e à RedeTV!:

“Houve muitas demoras, sempre por responsabilidade dela”, criticou Dilma. “Houve divergência, sim. A candidata tinha uma reação muito acentuada quando se tratava de licenciamentos de hidrelétricas”, disparou.

Propina na Petrobras

Dilma tratou também das denúncias sobre um suposto esquema de pagamento de propina na Petrobras. Reportagem da revista Veja no último fim de semana aponta que o ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa teria listado políticos supostamente beneficiados pelo esquema, entre os quais estaria o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos.

Dilma cobrou da campanha de Marina que tome em relação à citação ao nome de Campos as mesmas providências que ela própria tomou diante da reportagem: pedir informações às instâncias cabíveis para, então, definir as medidas a serem tomadas.

Dilma reiterou que pediu informações ao Ministério da Justiça e ao Ministério Público sobre o envolvimento de servidores públicos no esquema. “No caso específico do Eduardo Campos, como fiz com os servidores, acho que o partido e a coligação da Marina deveriam fazer em relação ao Eduardo Campos”, disse.

Ainda em relação às denúncias envolvendo a Petrobras, Dilma voltou a dizer que estranhou o envolvimento de Paulo Roberto Costa, dado o fato de o ex-diretor integrar há anos os quadros da estatal. A presidente disse que nunca desconfiou das irregularidades.

Questionada sobre se pretende manter o mesmo critério de indicações na empresa num eventual segundo mandato, ela disse que seguirá adotando o mesmo modelo usado até agora. “No meu governo, escolhi dentre aqueles que eu considerava os melhores quadros da Petrobras. Vou continuar fazendo. E é isso o que eu acredito que o ex-presidente Lula fez”, disse Dilma.


‘Nova realidade’

Dilma voltou a sinalizar para o mercado que está disposta a fazer mudanças significativas na política econômica, num eventual segundo mandato. A presidente reforçou que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, permanecerá no governo “até o último dia” do atual mandato. O que permitirá uma mudança na área, diz ela, é o surgimento de uma nova realidade no cenário internacional.

“Quando a realidade muda, nós temos que mudar. Eu espero e acredito que isso é uma grande possibilidade, que o mundo melhore sua situação econômica nos próximos meses e anos”, afirmou a presidente. Dilma disse que a crise já se arrasta há três anos e apontou que o Brasil, ao discordar da estratégia seguida, por exemplo, por países europeus, conseguiu segurar indicadores.

Ao acenar para o novo governo, Dilma também falou sobre o fato de ser criticada por ser autoritária e centralizadora. “Nessa coisa de autoritária, de mandona, já cheguei à conclusão de que sou a única pessoa autoritária cercada de homens meigos”, disse. “Tem um viés um pouco machista, mais do que machista, é discriminatório no seguinte sentido: tem certas características num homem que são consideradas normais; tem certas características na mulher que são consideradas normais. Eu tinha que ser doce, eu tinha que aceitar bastante tudo o que me dissessem, aceitando opiniões.”

Dilma aproveitou para alfinetar mais uma vez Marina, ao fazer referência velada às mudanças feitas no programa de governo da candidata do PSB após críticas feitas pelo pastor Silas Malafaia nas redes sociais. “Não se é presidente da República curvando-se às pressões. Podem me fazer um Twitter, eu não me curvo a pressões.”

Autor: Tags: , , ,

quarta-feira, 27 de agosto de 2014 eleições | 12:10

Pastor Everaldo no Programa Opinião, da TViG

Compartilhe: Twitter

Entrevista foi ao ar em 26 de agosto de 2014


Opinião: Pastor Everaldo diz que não compete com Marina por voto evangélico



Candidato do PSC diz ainda que Comissão da Verdade é desastre porque quer “humilhar as Forças Armadas”

O candidato a presidente pelo partido PSC, Pastor Everaldo, diz não se preocupar em perder votos de evangélicos para Marina Silva (PSB). Entrevistado no programa “Opinião”, do iG, ele se define como liberal conservador e fala ainda que a Comissão da Verdade “é um desastre”.

Ainda sobre Marina Silva, Everaldo diz que o evangélico é “um cidadão que pensa e raciocina”. Segundo ele, a principal diferença entre os dois, que são da mesma corrente evangélica, a Assembleia de Deus, está na visão sobre o agronegócio. A ex-ministra do Meio Ambiente é identificada com as causas ambientais.

Leia mais: Marina deve atrair voto útil de evangélicos

Silas Malafaia divulga vídeo de apoio ao Pastor Everaldo

Crítico da Comissão da Verdade, que investiga crimes cometidos por agentes do Estado durante a Ditadura, o candidato dispara: “Querem fazer uma outra fotografia da realidade. Para mim, essa é a comissão da inverdade. Só ouvem um lado e querem humilhar as Forças Armadas.”

Assista à entrevista:

Autor: Tags: , , , ,

sexta-feira, 20 de junho de 2014 eleições, partidos | 13:51

Eduardo Campos no programa Opinião, da TViG

Compartilhe: Twitter

Entrevista do pré-candidato à Presidência da República pelo PSB, hoje no iG:

‘Renan, Henrique Alves e Cunha estarão fora do meu governo’, diz Eduardo Campos

Ao programa Opinião, da TViG, presidenciável sobe tom contra Dilma, defende energia nuclear, transgênicos e transposição do São Francisco, mas minimiza divergências com Marina Silva

Depois de dizer que seu governo não abrigará “velhas raposas” da política como o senador José Sarney (PMDB-AP) e Fernando Collor (PTB-AL), o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos estendeu a afirmação a toda a parcela do PMDB que hoje apoia a reeleição da presidente Dilma Rousseff. A conta, diz o pré-candidato do PSB à Presidência, considera a ala do partido hoje comandada por nomes como o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e o líder do partido na Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Ibope: Dilma tem 39% dos votos, Aécio tem 21% e Campos tem 10%

Leia mais: Tensão com Marina aumenta e socialistas se queixam de prejuízo a Campos

“Esse lado do PMDB (de Renan, Henrique Eduardo Alves e Eduardo Cunha) estará na oposição no meu governo. Pode estar certo disso”, disse Campos, em entrevista ao programa Opinião, da TViG. “Esse PMDB está no governo de Dilma. Não é possível que, depois de 30 anos de redemocratização, a democracia brasileira fique de joelhos diante de uma velha política que constrange todo dia o cidadão que paga impostos. O PMDB que está conosco é o de Pedro Simon, de Jarbas Vasconcelos”, emendou.

Eduardo Campos foi entrevistado pelos jornalistas Tales Faria, vice-presidente editorial do iG; Rodrigo de Almeida, diretor de Jornalismo; Clarissa Oliveira, diretora da sucursal de Brasília; e Luís Nassif, parceiro do iG e integrante da blogosfera iGlr, com o Jornal GGN.

Na entrevista, Campos subiu o tom das críticas a Dilma. Colocou-se claramente como um apoiador do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas reforçou que o mesmo não se aplica a sua sucessora. “Ao cabo do segundo mandato do Lula, eu apoiei a sucessora que ele indicou. Ela não deu certo. Ela frustrou o país e 75% do país quer mudança. Eu tive a coragem de dizer que aqueles com quem eu sempre caminhei – coragem que outros não têm – estão errados. E que não podemos entregar o país a mais quatro anos desse erro”, afirmou o pré-candidato do PSB.

‘Casamento’: Aliança do PSB com Alckmin será desafio para Campos e Marina

“Nossa posição é muito clara: de divergência da condução do país sob a liderança da presidente Dilma. A presidente que nós ajudamos a eleger, que tinha o compromisso de liderar o Brasil, que é exatamente a única presidente no ciclo democrático que vai entregar o país pior do que recebeu.”

Campos descreveu-se como um “socialista” e disse que, atualmente, falta ao Brasil experimentar “o que é socialismo”. “É lutar por educação integral de qualidade. Qual é a grande causa do socialismo hoje no Brasil? É acabar com a escola do rico e a escola do pobre. No dia em que você tiver uma escola pública de qualidade – e pode ter a privada de qualidade também – você estará dando um grande passo em direção ao socialismo.”

Divergências com Marina

Na entrevista, Campos empenhou-se em minimizar as divergências com sua vice, a ex-senadora Marina Silva. Disse não ver problemas na existência de uma “diversidade de pensamento” dentro de sua base de apoio e ressaltou que as discordâncias também existiram em governos anteriores, como os de Lula e Fernando Henrique Cardoso. “Nós formamos uma aliança em torno de um projeto para o país. Se temos divergências, pode ser em relação a alguns pontos. Mas temos uma grande unidade. E o Brasil precisa da nossa unidade para se renovar”, afirmou.

Campos admitiu que tem posição diferente da de Marina, por exemplo, no que se refere aos transgênicos e à participação da energia nuclear na matriz energética do país. Mas afirmou que o Brasil, neste momento, deve priorizar outras fontes de energia renováveis para assegurar o abastecimento. “Eu acho que temos alternativas renováveis suficientes, antes da energia nuclear, para ficarmos com a expressão que temos hoje”, afirmou, prometendo apresentar já em 2015, se eleito, uma proposta de matriz energética que contemple ainda energia hídrica, solar e eólica.

Questionado sobre as discordâncias em relação à projetos como a transposição do Rio São Francisco, Campos investiu na tese de que o fato de Marina ter autorizado o licenciamento ambiental da obra quando era ministra do Meio Ambiente do governo Lula demonstra que ela considera a obra importante, desde que preservados os cuidados com a preservação do rio. “Foi exatamente Marina quem licenciou a transposição, como ministra”, disse.

Política econômica

Campos prometeu preservar o tripé da política econômica, baseado no regime de metas de inflação, câmbio flutuante e metas de superávit primário. Ainda assim, destacou a necessidade de uma política capaz de elevar a produtividade. “Nós precisamos do tripé, para ter as regras claras para os agentes econômicos, mas precisamos de mais do que isso. Precisamos de uma política articulada que leve a produtividade do Brasil à frente, isso passa por infraestrutura, educação, inovação.”

Campos também defendeu a autonomia do Banco Central. Por outro lado, cobrou um “comportamento fiscal” mais austero por parte do governo. “A gente não pode ficar achando que só e unicamente o Banco Central vai dar conta da inflação. Se o governo não tem um comportamento fiscal que ajude a política monetária, se o governo não tem regras claras em setores estratégicos para alavancar o investimento, se não faz seu dever de casa em todas as outras áreas, ficar só o Banco Central como último zagueiro, fica como está hoje, em que os juros do Brasil são os juros mais caros do mundo.”

Autor: Tags: , ,

eleições, partidos | 13:41

Pezão no programa Opinião, da TViG

Compartilhe: Twitter

Entrevista foi ao ar em 16 de junho de 2014

“PT saiu no pior momento do nosso governo. Isso magoou”, diz Pezão ao iG

Ao programa Opinião, governador critica o PT do Rio, defende apoio a Dilma, rejeita esconder Sérgio Cabral na campanha e diz que ordem é prender quem interromper trânsito na Copa

Uma no ferro, outra na ferradura: assim tem agido o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), quando o assunto é PT. Pezão é defensor fiel e solidário da presidente Dilma Rousseff, mas está amuado com o PT fluminense, especialmente o senador Lindbergh Farias, hoje pré-candidato petista ao governo do Rio. Lindbergh não só comandou o desmonte da duradoura aliança com o PMDB no Rio como voltou a atirar pedras contra Sérgio Cabral, de quem Pezão foi vice durante os últimos sete anos – mesma tática que o petista adotou quatro anos atrás, quando tentou sair candidato ao governo.

“Não sou contra candidatura de ninguém, acho natural o PT apresentar uma candidatura”, disse Pezão ao participar do programa Opinião, da TViG. O problema, diz ele, é que “o PT saiu num momento de maior dificuldade do governo. Começou um movimento no auge da crise. Isso magoou”. Criou uma dissidência que abriu feridas difíceis de cicatrizar, reconhece, ao fazer uma campanha “que agride companheiros nossos do interior”.

Pezão foi entrevistado no programa por Tales Faria, vice-presidente editorial e publisher do iG; Rodrigo de Almeida, diretor de jornalismo do iG; Fernando Molica, colunista do jornal “O Dia”; e Américo Martins, superintendente de jornalismo da RedeTV. “O Dia” e RedeTV serão parceiros do iG na realização de debates com os candidatos ao governo do Rio no segundo semestre.

Uma no ferro, outra na ferradura: assim tem agido o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), quando o assunto é PT. Pezão é defensor fiel e solidário da presidente Dilma Rousseff, mas está amuado com o PT fluminense, especialmente o senador Lindbergh Farias, hoje pré-candidato petista ao governo do Rio. Lindbergh não só comandou o desmonte da duradoura aliança com o PMDB no Rio como voltou a atirar pedras contra Sérgio Cabral, de quem Pezão foi vice durante os últimos sete anos – mesma tática que o petista adotou quatro anos atrás, quando tentou sair candidato ao governo.

“Não sou contra candidatura de ninguém, acho natural o PT apresentar uma candidatura”, disse Pezão ao participar do programa Opinião, da TViG. O problema, diz ele, é que “o PT saiu num momento de maior dificuldade do governo. Começou um movimento no auge da crise. Isso magoou”. Criou uma dissidência que abriu feridas difíceis de cicatrizar, reconhece, ao fazer uma campanha “que agride companheiros nossos do interior”.

Pezão foi entrevistado no programa por Tales Faria, vice-presidente editorial e publisher do iG; Rodrigo de Almeida, diretor de jornalismo do iG; Fernando Molica, colunista do jornal “O Dia”; e Américo Martins, superintendente de jornalismo da RedeTV. “O Dia” e RedeTV serão parceiros do iG na realização de debates com os candidatos ao governo do Rio no segundo semestre.

Jandira Feghali: ‘Queimação’ do PMDB do Rio prejudica Dilma

Segundo Pezão, se o gesto do PT prejudica a aliança com o PMDB no Rio, não chega a abalar o apoio a Dilma por parte do ex-governador Sérgio Cabral, do prefeito do Rio, Eduardo Paes, dele próprio e de boa parte dos prefeitos e deputados peemedebistas. “O que vejo são intrigas”, afirma.

Com isso, o governador tenta minimizar os efeitos do movimento criado pelo presidente regional do PMDB, Jorge Picciani, em apoio ao pré-candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, e ao governador Luiz Fernando Pezão. Há dez dias, Picciani lançou o “Aezão” numa churrascaria na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, com a presença do próprio Aécio.

Leia também: PMDB aprova aliança Dilma-Temer, mas voto ‘rebelde’ supera expectativa

Segurança na Copa

Durante a entrevista, Pezão afirmou também que mandou a Secretaria de Segurança Pública do Estado impedir que manifestantes fechem vias públicas durante a Copa. E que a ordem é prender quem interromper o trânsito carioca.

Segundo ele, é preciso adotar o que chamou de “padrão Fifa para manifestações”: protestos são permitidos, diz ele; mas transtornos à população, excessos e depredação devem ser punidos com rigor. O governador afirmou ter pedido ao prefeito Eduardo Paes a adoção de medidas que regulamentarem o direito de manifestações.

“Não preciso esconder Cabral”

Pezão prometeu não esconder o amigo Sérgio Cabral durante a sua campanha à reeleição, apesar de o ex-governador ter deixado o Palácio Guanabara chamuscado por uma sucessão de crises de imagem – entre elas a amizade com o empreiteiro Fernando Cavendish e os episódios de uso do helicóptero do governo para fins particulares.

“Fidelidade e generosidade não prescrevem”, diz Pezão. “Não preciso esconder ninguém. Não contem comigo para fazer um papel desses”. Para ele, Cabral “fez um governo brilhante”, os problemas “foram superdimensionados” pela oposição e, “se teve excessos ele soube corrigir e pedir desculpas”.

O governador disse que vai investir sua campanha na continuidade das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) e no investimento na Saúde, com o avanço de hospitais de alta e média complexidade e na ajuda aos municípios para fazer atenção básica. Pezão também promete levar fibra ótica de qualidade para todas as cidades do Estado, replicando o modelo que adotou quando prefeito na sua cidade, Piraí, em 1999.

Autor: Tags: , , , , ,

eleições, partidos | 13:15

Padilha no programa Opinião

Compartilhe: Twitter

Entrevista foi ao ar em 21 de dezembro de 2013

‘São Paulo está cansado de 20 anos com o mesmo partido’, afirma Padilha

Na estreia do programa Opinião, do iG, ministro e pré-candidato ao governo paulista diz ver “cansaço” da gestão tucana, rebate críticas ao programa Mais Médicos e promete ação dura contra planos de saúde

Escolhido para representar o PT na disputa pelo governo de São Paulo, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, minimiza o risco de enfrentar uma campanha virulenta na disputa pelo maior colégio eleitoral do país no ano que vem. As chances de sucesso da campanha petista ao Palácio dos Bandeirantes se apoiam, segundo ele, no “cansaço” que atinge a gestão tucana e na percepção de que o estado precisa reconquistar sua projeção nacional e internacional.

Padilha é convidado do Opinião, novo programa de entrevistas do iG, que todos os meses trará para o centro do debate uma personalidade da cena política, econômica e cultural do País. Nesta edição de estreia, o ministro foi entrevistado pelo publisher do iG, Tales Faria; pelo diretor de Jornalismo, Rodrigo de Almeida; pela diretora da sucursal de Brasilia, Clarissa Oliveira; e pela editora de Saúde e Educação, Ocimara Balmant.

Padilha evitou comentar a possibilidade de a campanha ser pautada por assuntos como as prisões do mensalão ou as denúncias de corrupção na contratação de obras do metrô paulista. E, com o cuidado de não se colocar formalmente como o candidato petista ao Palácio dos Bandeirantes, disse estar “muito feliz” por ter seu nome apontado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo PT como opção para a corrida estadual.

“Da parte do PT, vai ser uma campanha paz e amor”, disse Padilha. “Existe um cansaço no estado de São Paulo. Um partido que governa há 20 anos um estado como São Paulo, um estado dinâmico, criativo, sempre com mudanças e coisas a oferecer para o Brasil e para o mundo, ou tem uma capacidade de se renovar ou enfrenta esse cansaço.”

Tido como um dos quadros escolhidos por Lula para renovar o PT paulista, Padilha também saiu em defesa do colega Fernando Haddad, que encarou em 2012 sua primeira eleição e assumiu a Prefeitura de São Paulo. Diante das denúncias de corrupção que atingem a administração paulistana, o ministro disse que Haddad fez o que deveria: apurou. “Se ele recebeu algum tipo de denúncia de qualquer malfeito na prefeitura, tem que apurar. Eu não esperava outra coisa do Fernando”, afirmou Padilha, em referência às denúncias envolvendo auditores da prefeitura, que resultaram no afastamento do secretário de Governo, Antonio Donato.

Padilha também empenhou-se em rebater críticas ao programa Mais Médicos, que já começa a ser trabalhado dentro do PT como sua principal bandeira de campanha para o ano que vem. De acordo com ele, as queixas da classe médica em relação ao projeto, por exemplo, vão se dissipar na medida em que o programa se consolidar. “Cada vez mais a população brasileira vai apoiar o programa Mais Médicos. E não só a população, mas também os meus colegas médicos”, diz Padilha.

Ao comentar dificuldades de fiscalização e aplicação do programa – como o fato de alguns profissionais dependerem de intérpretes para se comunicar com a população local – Padilha apoiou-se em sua experiência pessoal. Médico infectologista, ele viveu por quatro anos na Amazônia, prestando atendimento à população local.

“O maior obstáculo é não ter o médico. Eu trabalhei com o povo Zo’é, que corria risco de ser dizimado, devido ao contato com pneumonia, malária… Antes eram 300 índios e já havia menos de 200. Cuidamos desses índios, salvamos vidas, hoje são quase 300 índios de novo”, disse. “E até hoje eu não sei uma palavra da língua Zo’é. Não sei construir uma frase. E isso não me impediu de salvar vidas,”.

Planos de saúde

Padilha também foi enfático ao criticar as operadoras de planos de saúde. No País, elas são mais de duas mil e alegam que as regras estipuladas pela Agência Nacional de Saúde (ANS) tornam a sobrevivência do setor impraticável.

“O Ministério da Saúde e a ANS não vão abrir mão de defender o usuário, o cidadão. Nós instituímos um modelo que chamo de modelo pedagógico para as operadoras de saúde. Antes, tínhamos um mercado não regulado na qualidade do atendimento.”

No embate mais recente, a ANS aumentou o rol de procedimentos que devem ter cobertura obrigatória dos convênios. Na lista entraram os medicamentos orais para tratamento de câncer. São remédios de alto custo e que, segundo as operadoras, devem fazer com que os preços das mensalidades subam consideravelmente. Padilha discorda.

“Estou convencido de que incluir medicação oral não significa mais custos. Pelo contrário. Significa que você vai cuidar do paciente na casa dele, fora do hospital, não vai colocá-lo sob o risco de pegar uma infecção hospitalar. Se a pessoa tem direito pelo SUS, por que não ter pelo plano de saúde?”

Autor: Tags: ,