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Arquivo da Categoria Congresso

quarta-feira, 27 de maio de 2015 Congresso | 09:31

“Eduardo Cunha foi derrotado mesmo tendo chantageado deputados”, denuncia líder do PSol

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Em meio à derrota do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), nesta madrugada, durante a votação do projeto de reforma política, o que mais se via no plenário eram deputados do PT e de partidos menores festejando.

Não tanto pelos temas do projeto em votação, mas mais pela derrota do até então todo poderoso presidente da Casa, que costumava dizer que só se aprovava ali o que ele queria.

Assim mesmo, este colunista teve dificuldades para encontrar deputados do PT e da base do governo dispostos a gravar declarações contra Cunha.

O líder do PSol na Cãmara, Chico Alencar ()RJ), no entanto, não temeu gravar.

Só escorregou ao falar sobre o resultado da votação da proposta de Distritão, defendida por Eduardo Cunha, porque nem ele mesmo acreditava que o presidente da Câmara tivesse perdido pela larga margem de 267 votos a 210 (seriam necessários 308 votos para aprovar a emenda). Depois, em outra emenda, na que propunha o financiamento empresarial de campanhas políticas, Cunha foi derrotado por 264 a 207 votos.

Na entrevista ao iG, Chico Alencar denunciou ter ouvido de colegas que foram chantageados pelo presidente da Câmara. Citou o caso do PCdoB, com alguns deputados que teriam lhe dito que votaram com o presidente da Câmara porque ele ameaçou retaliar com a aprovação do projeto que limita a participação na Câmara e no Fundo Partidário às agremiações que atingirem determinado patamar de votos, a chamada cláusula de barreira.

Veja o que disse o líder:

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segunda-feira, 25 de maio de 2015 Congresso | 17:02

Michel Temer cobra e Dilma determina mutirão sobre a bancada do PT na votação do ajuste

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A presidente Dilma Rousseff determinou aos ministros de seu governo filiados ao PT — especialmente os que fazem parte da reunião de coordenação política toda segunda-feira no Palácio do Planalto — que tentem por fim à rebelião na legenda anunciada semana passada pelo senador Lindbergh Farias (PT-RJ), que em entrevista ao iG chegou a pedir a cabeça do ministro.

O recado de Dilma ao grupo de ministros foi dado hoje pela manhã, logo depois de uma reunião com o vice-presidente da República e coordenador político do governo, Michel Temer.

Temer argumentou que, na qualidade de presidente nacional do PMDB, não tem tanta influência como os ministros e líderes do partido sobre os senadores do PT. E que uma rebelião na bancada do Senado por servir como senha para todos os demais partidos da base governista votarem contra o ajuste fiscal.

Esta semana estão previstas as votações de pelo menos duas da três medidas provisórias do ajuste, a MP 665 e a MP 664. A 665 endurece as regras do seguro desemprego, seguro defeso e do abono salarial. E a MP 664 dispõe sobre o pagamento de pensões previdenciárias como pensão por morte e auxílio-doença, e teve incluído no Senado uma regra mais flexível para o fator previdenciário.

Depois do encontro a sós com Dilma e da reunião de coordenação política com ministros como Aloizio Mercadante (Casa Civil), Ricardo berzoini (Comunicações) e Jaques Wagner (Defesa), Michel temer almoçou com o líder do governo no Senado, o também petista Delcídio Amaral (MS).

Na frente de Temer, Delcídio telefonou para Lindbergh Farias e marcou de conversarem ainda hoje. Delcídio já começou a negociar também com outro rebelado na bancada petista, Paulo Paim (RS). Mesmo que não consiga mudar os votos dos dois — contrários às MPs — o objetivo do Planalto é que eles sejam “encapsulados”. Ou seja, não se propaguem na bancada do PT e, muito menos, na bancada governista como um todo.

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), também foi acionado e correu à tribuna no início da tarde para defender o voto favorável às MPs e passar o recado de que a maioria da bancada se comprometerá a votar com o governo.

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sexta-feira, 22 de maio de 2015 Congresso | 19:58

Em reação aos cortes nas emendas parlamentares, PMDB deve acelerar projeto de redução de ministérios

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PiccianiPigO líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ), é um fiel aliado do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Procurado pelo iG, Picciani declarou a este colunista que não se surpreendeu com o tamanho do corte de gastos no Orçamento de 2015 anunciado pelo governo.

“Os R$ 69,9 bilhões contingenciados estão dentro de uma margem esperada”, disse.

Não era esperado um corte tão grande nas emendas parlamentares — R$ 21,4 bilhões, ou 30,6% do total.

Numa análise preliminar do anúncio feito pelo governo, o líder peemedebista disse ao iG acreditar que “faltou equilíbrio” entre os cortes de investimentos e cortes de custeio com a máquina pública.

Para ele, cortou-se demais nas emendas parlamentares e no PAC, se comparado com o corte nos gastos de custeio.

E isso deve levar o principal partido da base governista, o PMDB, a insistir na aprovação do projeto de emenda constitucional de autoria de Eduardo Cunha que limita em 20 o número de Ministérios na Esplanada. Hoje são 39.

O projeto é uma dor de cabeça para o governo e para o PT. Mas, segundo o líder, deve ter, “nos próximos dias”, instaurada a comissão especial encarregada de prepará-lo para o plenário

Veja o que disse Pcciani:

iG —  O que o sr. achou do corte ?

Leonardo Picciani —  Ainda não fiz uma análise detalhada. Mas, a princípio, os R$ 69,9 bilhões contingenciados estão dentro da margem esperada.

iG —  Então terá uma boa aceitação no Congresso?

Leonardo Picciani —  Ainda precisaremos ver. Ao que parece, foi um corte grande em investimentos, especialmente no PAC e nas emendas parlamentares. Isso pode não agradar muito. Esperávamos um corte maior no próprio governo, na área de custeio da máquina pública.

iG —  Então o corte nas emendas parlamentares não deve repercutir bem no Congresso…

Leonardo Picciani —  Exatamente. Não tanto pelas emendas em si, mas porque faltou equilíbrio. Teria que haver um corte maior nos gastos com a máquina pública, com o excesso de cargos do governo.

iG —  E como se resolve isso agora?

Leonardo Picciani —  Conversando, negociando, discutindo… Na próxima semana vamos ter que sentar com o governo e discutir.

iG —  E qual a sua expectativa?

Leonardo Picciani —  Bem, para nós do PMDB a questão é o corte dos gastos com a máquina. Por isso nós defendemos a redução do número de ministérios. O projeto de emenda constitucional é de autoria do presidente Eduardo Cunha e já teve sua admissibilidade aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Está aguardando apenas a instauração da Comissão Especial.

iG —  Agora esse projeto vai andar mais rápido?

Leonardo Picciani —  Acho que sim. O presidente Eduardo Cunha não quis atropelar o rito, mas  já estava para instaurar a comissão nestes próximos dias. Agora, acho que a tendência é essa discussão esquentar. Corte da máquina ou corte de investimentos? PAC e emendas parlamentares são investimentos. Não digo que não possam ser cortados, mas tem que haver um equilíbrio. Acho que essa discussão vai ter que ser aprofundada agora. E um caminho que nós defendemos é o do corte no número de ministérios.

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Congresso | 10:47

Vem aí a Lei Renan e Eduardo (LRE), também chamada de Lei de Responsabilidade das Estatais

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Jornal do Senado

A foto acima está publicada na edição de hoje do “Jornal do Senado”. O presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), e seu colega presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), relatam à imprenda como foi a reunião que tiveram ontem para discutir o pacto federativo a partir  das sugestões de uma outra reunião ocorrida na quarta-feira, no Congresso, com praticamente todos os governadores do país e que foi marcada por protestos contra a centralização de recursos na União.

Entre as principais decisões da reunião de Renan com Eduardo Cunha está a elaboração de um projeto de Lei de Responsabilidade das Estatais. Uma espécie de lei de Responsabilidade Fiscal para as estatais.

Segundo Renan Calheiros, “como não há nada no Brasil que vincule as estatais e seus investimentos ao controle do Poder Legislativo, vamos fazer um controle efetivo do dinheiro público dessas empresas e também dar um norte, do ponto de vista social, aos investimentos. O projeto vai dizer tudo que é preciso sobre transparência, investimentos, planejamentos e até critérios para indicação de diretores. O protagonismo do Congresso está recomendando que façamos isso com prioridade”.

Em outras palavras: em meio às denuncias de corrupção na Petrobras provocadas pela Operação Lava Jato, em que os próprios Renan e Cunha são apontados como envolvidos, os dois se reúnem e promovem a edição de uma lei para submeter as estatis — incluindo a Petrobras — a um maior controle do Parlamento.

Não vai aí nenhuma crítica. Pode ser até algo muito bom para o país. Como diz o ditado, “Deus escreve certo por linhas tortas”.

Renan Serra PauderneyMas vale à pena olhar com atenção a foto acima. Estão lá secundando os dois chefes do Parlamento o adversário de Dilma Rousseff na eleição presidencial de 2010, José Serra (PSDB-SP), e um dos caciques oposicionistas do DEM na Cãmara, Pauderney Avelino (AM), entre outros.

Na reunião decidiu-se por uma pauta comum da Câmara e do Senado com prioridade a projetos em tramitação nas duas Casas que atendam às reivindicações dos governadores, tais como:

Lucio Vieira Lima

Lucio Vieira Lima

Reforma do ICMS; troca do indexador das dívidas de estados e municípios; redução a zero do PIS-Pasep sobre receitas dos governos estaduais e das prefeituras; além do reinvestimento da Cofins em programas de saneamento básico.

Praticamente tudo o que diminui receitas da União num momento em que as contas do governo federal não fecham.

Dentro da sala, durante a reunião, o clima era tão evidentemente oposicionista que um dos presentes, o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), não resistiu quando falaram da Lei de Responsabilidade das Estatais:

“LRE? Já sei. Vai ser a Lei Renan e Eduardo”.

Gargalhada geral e acabou a reunião.

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quarta-feira, 20 de maio de 2015 Congresso | 15:24

Petista anuncia grupo formado para derrubar ajuste fiscal e até o ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Assista

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O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) acaba de revelar ao iG que um grupo de senadores do PT, de outros partidos da base governista e da esquerda em geral decidiu votar juntos contra a medida provisória 665 que será submetida ao plenário do Senado nesta tarde.

Segundo Lindbergh, o grupo sequer vai condicionar o voto contrário a um compromisso da presidente Dilma Rousseff de não vetar a derrubada do fator previdenciário que consta da próxima MP a ser votada pelo Senado.

“Vamos votar contra a MP 665 e pronto”, explica Lindbergh.

MP 665  foi aprovada pela Câmara com mudanças no seguro-desemprego e no abono salarial. El integra o chamado pacote de ajuste do governo junto com a MP 664, que altera as regras para a concessão de pensão por morte e auxílio-doença. À revelia do governo,  a derrubada do fator previdenciário foi incluída na 664 durante sua votação na Câmara.

A noticia de que senadores governistas votarão contra o ajuste fiscal pode levar o grupo do PMDB liderado por Renan Calheiros a também votar contra o governo. Lindbergh diz que o grupo não teme isto: “Estamos contra a política econômica do governo e queremos mesmo derrubá-la.”

Ele anunciou que o grupo se alia a um manifesto que está correndo entre entidades e membros da chamada sociedade civil, incluindo MST, CUT e nomes como o do ex-governador petista do Rio Grande do Sul Tarso Genro e o ex-presidente do IPEA e teórico petista Marcio Pchmann.

Mais. Na entrevista (veja vídeo abaixo) o senador petista deixa claro que o grupo v~e com muito bons olhos a demissão do ministro da Fazenda, Joaquim Levy.

Encrenca pouca é bobagem. Assista:

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Congresso | 10:25

Apoio ao governo põe Renan Calheiros e líder do PMDB no Senado em rota de colisão

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Eunicio-Temer-e-Renan-by-Fabio-Rodrigues-PozzebomPouca coisa deixa o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), tão irritado quanto a versão que corre na Casa de que a aprovação de Luiz Edson Fachin para o Supremo Tribunal Federal foi uma derrota sua e uma vitória do líder do PMDB, o senador Eunício Oliveira (CE).

Eunício disfarça. Confrontado sobre o assunto, diz que a vitória foi do STF. “Nunca recebi tantos telefonemas de ministros do Supremo defendendo a aprovação de um candidato”, argumenta.

De fato, Eunício até tinha restrições a Fachin, devido às notícias da simpatia do novo ministro pelo Movimento dos Sem-Terra. O senador tem uma fazenda que chegou a ser invadida. Mas, depois que Fachin demonstrou moderação em suas posições durante a  sabatina na na Comissão de Constituição e Justiça, Eunício passou a apoiá-lo. “Ali ele ganhou o Senado”, argumenta pouco antes de ser puxado por uma assessor  e sair para atender telefonema de agradecimento do presidente do STF, Ricardo Lewandowiski.

Já Renan Calheiros — acossado pelos boatos de que trabalhou contra a indicação da presidente Dilma Rousseff para o Supremo — viu-se obrigado, antes de iniciar a sessão de ontem, a reafirmar que como presidente do Senado age com “total imparcialidade” no encaminhamento dos temas em debate na Casa.

Havia versões para todos os lados acerca dos movimentos de Renan. Magno Malta (PR-ES), que votou contra Fachin, disse que após a proclamação do resultado ouviu do presidente do Senado: “Turma sem coragem.”

Já Raimundo Lira (PMDB-PB) insistia: “Sou muito próximo do Renan. E ele nunca me pediu voto neste caso. Não conheço um só senador a quem ele pediu.”

Tendo pedido ou não, o fato é que Renan e Eunício saíram da votação nitidamente com humores diferentes diante da aprovação de Fachin com larga margem de votos no PMDB.

Os dois, por sua vez, não alimentarão versões de que estão em rota de colisão. Não interessa ao líder do PMDB no Senado promover uma briga com o presidente da Casa e  forte cacique no seu partido. E a recíproca também é verdadeira.

Mas a verdade é que o clima no PMDB não anda dos melhores, desde que Renan e o vice-presidente da República e coordenador político do governo, Michel Temer (PMDB), entraram em guerra aberta por causa do comando do Ministério do Turismo. Temer desalojou o ministro indicado por Renan para colocar o ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).

Desde então, os aliados de Renan suspeitam que Temer e o Palácio do Planalto decidiram inflar o poder de Eunício. Uma forma de incentivar o líder a manter o apoio do PMDB do Senado ao governo federal, apesar dos ataques explícitos e cada vez maiores de Renan Calheiros à política econômica.

Já os aliados de Eunício reclamam que Renan tem batido na tecla de que o PMDB não deveria aceitar cargos no governo como forma de chamar atenção para o fato de que o líder acaba de ser presenteado pelo Palácio do Planalto com a nomeação de Marcos Holanda para presidente do poderoso Banco do Nordeste do Brasil (BNB).

 

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terça-feira, 19 de maio de 2015 Congresso | 19:10

Antônio Anastasia é outro tucano a defender as qualidades de Fachin para o STF

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O senador tucano Antônio Anastasia (MG) tem-se declarado um injustiçado pelas investigações da Polícia Federal que o incluíram entre os suspeitos de participarem do esquema de corrupção apontado pela Operação Lava Jato.

Mesmo deixando clara a sua revolta, Anastasia foi à Comissão de Constituição e Justiça assistir à sabatina de Luiz Edson Fachin como ministro indicado pela presidente Dilma Rousseff para o Supremo Tribunal Federal.

Anastasia elogiou tanto Fachin que deixou impressão clara de que votará por sua aprovação, na sessão em plenário que deve ocorrer ainda hoje.

Ouvido pelo iG, Anastasia reiterou os elogios. Mas se negou a revelar o voto. Bem, assista ao vídeo e conclua você mesmo como vota o senador:

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Congresso | 11:59

Governo teme armadilhas de Renan nas votações. Indicado para OEA corre mais risco

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Os articuladores políticos do governo voltaram seus olhos para a pauta do Senado, nesta semana, com uma preocupação: há alguma bomba contra o governo pronta para ser detonada em alguma das votações como forma de dar o recado da insatisfação da base contra o Palácio do Planalto?

O principal foco dessas preocupações chama-se Renan Calheiros (PMDB-AL), exatamente o presidente do Senado e, portanto, o homem mais poderoso na Casa.

Renan tem dado sinais seguidos de sua revolta, mas, entre os assuntos a serem votados esta semana, não deu demonstrações de que irá aprontar surpresas. Isto, no entanto, não foi o suficiente para tranquilizar o Planalto.

Hoje, por exemplo, está prevista a votação em plenário do nome de Luiz Edson Fachin para ministro do Supremo Tribunal Federal. Em condições normais, o governo apostaria em cerca de 50 votos dos 81 senadores pela aprovação. Mas isto se Renan não tiver trabalhado nos bastidores contra. Aí será um resultado apertado tanto para um lado como para o outro, prevê a oposição.

Guilherme Patriota

Guilherme Patriota

E há um outro lugar onde Renan e seus aliados mais próximos podem plantar uma mina explosiva contra o governo: a aprovação de Guilherme Patriota para assumir a chefia da representação brasileira na OEA (Organização dos Estados Americanos), em Washington.

Guilherme é irmão do ex-chanceler e atual embaixador do Brasil na ONU Antonio Patriota. E foi assessor de Marco Aurélio Garcia, assessor especial da presidente Dilma para Assuntos Internacionais.

É grande o temor no governo que ele tenha o nome reprovado apenas para marcar a insatisfação de boa parte dos governistas do Senado. Sabatinado na Comissão de Relações Exteriores do Senado, ele foi aprovado pela apertada margem de sete votos a seis.

Por incrível que pareça, a reprovação de Patriota seria o mal menor pára o governo a esta altura.

Porque também já estão na lista de espera dos senadores temas muito mais bombásticos, como as medidas provisórias do ajuste fiscal.

A MP 665 — que endurece as regras de acesso ao seguro-desemprego, ao abono salarial e ao seguro-defeso — está na pauta do plenário desta semana. A 664, com as regras para a concessão de pensão por morte e auxílio-doença, ainda está sendo concluída na Câmara, onde foi incluída a derrubada do fator previdenciário.

Há um movimento liderado por alguns senadores petistas que ameaçam derrubar a 665 se o governo não se comprometer a não vetar o fim do fator previdenciário. Renan & Cia poderiam tranquilamente pegar carona neste movimento e lançar a culpa da encrenca sobre o PT.

Mas antes dessas duas votações, os senadores decidirão ainda sobre a MP 663, que amplia o limite de recursos que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) poderá emprestar com subvenção econômica da União.

Em qualquer dessas MPs há inúmeras possibilidades de pequenas e grandes vinganças/surpresas da base governista contra o Palácio do Planalto. E as demonstrações de revolta de Renan Calheiros deixam o governo pra lá de preocupado.

Por outro lado, a situação de Renan também não é fácil.

Entre os caíques do PMDB, ele é o que está mais isolado. Está em guerra aberta com o vice-presidente da República e presidente nacional do PMDB, Michel Temer, e vive uma disputa constante por protagonismo com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Perder completamente a interlocução com o governo o colocaria numa situação perigosamente frágil, num momento em que está sendo acossado pelas acusações de envolvimento na Operação Lava Jato.

O mesmo argumento tem sido usado pelos que afirmam que não valeria a pena para Renan trabalhar abertamente contra Fachin, quando mais adiante pode vir a precisar dos ministros do Supremo Tribunal federal, onde inevitavelmente vai para o julgamento da Lava Jato.

Em outras palavras: as votações no Senado esta semana e na próxima prometem emoções puras. Ao governo, à oposição e, até, ao país.

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segunda-feira, 18 de maio de 2015 Congresso | 11:26

Em julho deve sair decisão de Janot sobre primeiros processos contra Renan e Cunha

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Fotos: Agência Brasil

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Você acha que já chegaram ao auge as encrencas dos presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), contra o governo por conta das acusações contra ambos na Operação Lava Jato?

Nada disso. O pior ainda está por vir. A crise deve esquentar mesmo a partir de julho. É neste mês que os funcionários da Procuradoria-Geral da República acreditam que o seu chefe, Rodrigo Janot, deverá divulgar o primeiro lote de denúncias dos processos contra os envolvidos. Incluindo os políticos.

Existe um processo-mãe, onde estão quase todos os acusados, e existem processos menores, contra um ou outro nome, ou contra grupos específicos.

A expectativa é de que Janot divulgue em julho sua avaliação sobre os processos específicos contra Eduardo Cunha e contra Renan. deixando para agosto ou setembro o processo maior. Na bolsa de apostas do Judiciário, o favoritismo é para quem acredita que Cunha e Renan já serão denunciados nos primeiros processos.

Aí será um “salve-se quem puder” na política brasileira.

Na Câmara, o deputado Paulinho da Força, um dos principais aliados de Cunha, já está tentando incluir no projeto de emenda constitucional que fixa mandatos de ministros do Supremo um artigo proibindo a recondução de procuradores-gerais ao cargo.

Paulinho também tem se mexido para levar Janot a depor na CPI da Petrobras. Até não conseguiu. Nem convocar o procurador-geral, nem as assinaturas para a emenda contra a recondução.

O mandato de Janot vence em setembro e as avaliações até agora apontam pelo desejo da presidente Dilma Rousseff de propor a sua recondução, se ele encabeçar a lista tríplice da Procuradoria. Se Dilma não propuser a recondução, pode parecer, para a opinião pública, que ela teme as denúncias do procurador na Operação Lava jato.

Mas os aliados de Cunha tem mandado recados ao Planalto pedindo que Dilma não proponha a recondução de Janot. Se ela o fizer, o fogo contra o governo na Câmara será muito maior do que até agora.

E no Senado… Bem, no Senado é onde, em caso de recondução, Janot teria que ser sabatinado. Se há pressão agora contra a indicação de Luiz Edson Fachin para ministro do Supremo, imagine o que fará o grupo de Renan, José Sarney & Cia contra Janot.

Agora imagine como estará o cenário político depois de julho, caso os dois presidentes do Congresso sejam formalmente denunciados em julho.

Você ainda acha que estamos no auge da encrenca política neste primeiro semestre?

Agora imagine tudo o que pode ocorrer a partir de julho somado a um aperto ainda maior na economia.

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sexta-feira, 15 de maio de 2015 Congresso | 13:48

Relator do ajuste fiscal afirma: “Se Dilma vetar nova formula para aposentadorias, o Congresso derruba o veto. Não há apelo político que resolva”

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Foto: Agência Brasil

Foto: Agência Brasil

O deputado Carlos Zaratini (PT-SP) foi o relator da medida provisória 664, que integra o ajuste fiscal do governo  e altera as regras para a concessão de pensão por morte e auxílio-doença.

Ontem ele renunciou ao cargo de vice-líder do governo na Câmara.

Motivo: durante a votação da MP, na última quarta-feira, acabou sendo aprovada uma emenda do deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) que, na prática, derrubou o chamado do fator previdenciário.

Pela nova proposta, a aposentadoria passa ser paga integralmente, no caso das mulheres, quando suas contribuições à Previdência somadas à idade completam 85 anos. No caso dos homens, quando idade mais contribuições somarem 95 anos. É a chamada fórmula 85-95.

A grande surpresa foi que o relator Carlos Zarattini, mesmo não tendo incluído a proposta em seu parecer, acabou votando a favor da emenda. O líder do governo, José Guimarães (PT-CE), chegou a responsabilizá-lo pela derrota.

Em entrevista à coluna Além da Notícia, Zarattini explica porque colocou o cargo à disposição e dá sua versão para a encrenca.

iG — Muitas pressões, deputado?

Zarattini — Nem tanto. Mais dos líderes da base governista, que acharam que eu não devia ter declarado meu voto em plenário.

iG —O governo acabou sendo derrotado…

Zarattini — Não vejo assim. A votação das medidas provisórias mostrou que a base governista vem se consolidando. A conta tem que ser feita pela votação do texto base. Na MP 664, tivemos cerca de 100 votos a mais na Câmara do que aqueles obtidos pelo governo, semana passada, na votação da MP 665.

iG — Mas o governo foi derrotado na votação do fator previdenciário.

Zarattini — Aí é outra questão. O Congresso tem convicção firmada contra o fator. Tanto que ele foi derrubado em 2009, no auge da popularidade do então presidente da República, o Lula. E o governo teve que vetar. Digo mais: se a presidente Dlma Rousseff vetar agora a fórmula 85-95, simplesmente, o Congresso derruba o veto. Nâo há apelo político que resolva. Tem que colocar algo no lugar.

iG — Mas e como ficam as contas? O sr. foi relator e provavelmente fez as contas.

Zarattini — Não dá para raciocinar de maneira simplista: “Ah! são R$ 40 bilhões em dez anos.” Atualmente, as pessoas não estão adiando suas aposentadorias por causa do fator previdenciário. Veja o meu caso: se eu me aposentar agora, perco 40% da minha aposentadoria. Mas não estou muito disposto a esperar 9 anos, ou seja, me aposentar aos 64, só por causa dessa perda. Talvez seja melhor pegar agora esse dinheiro e ir me virando de outras formas. É assim que o trabalhador pensa. Mas, com a fórmula 85-95, eu precisarei adiar em apenas 3 anos minha aposentadoria para receber integralmente.

iG — E?

Zarattini — E daí que muita gente que se aposentaria agora, vai se aposentar daqui a dois, três ou quatro anos. Há um ganho imediato para os cofres públicos, exatamente nesto momento em que precisamos conter gastos. E há ainda outro ganho para a sociedade, mais adiante.

iG — Qual?

Zarattini — Quando as pessoas começarem a se aposentar, será como um grande plano de demissão voluntária. Talvez o maior PDV da história. Isso vai possibilitar às empresas contratarem mais gente. Ou seja, tem um ganho agora para o Tesouro e um ganho mais adiante para as empresas.

iG — Mas a presidente Dilma e a área econômica, ao que tudo indica, não pensam assim. Vem aí o veto…

Zarattini — O próprio coordenador político do governo, o vice-presidente Michel Temer, já declarou que o governo vai apressar a definição de uma proposta alternativa. A tal comissão encarregada de discutir o assunto deve concluir as negociações em 15 a 20 dias. Então a presidente poderá vetar e apresentar a proposta alternativa antes de o Congresso votar a derrubada do veto.

iG — Por que o sr. renunciou à vice-liderança?

Zarattini — Para deixar o líder José Guimarães à vontade, já que ele reclamou do fato de eu ter declarado meu voto. O Guimarães exagerou, não entendeu a questão política como um todo e responsabilizou a mim pela derrota. Ele e alguns outros líderes governistas, como o Rogério Rosso (PSD-DF). Então eu entreguei o cargo. Mais para ajudar. Não quero atrapalhar o governo, nem seus líderes no Congresso.

Logo após a votação, Zarattini postou em seu site um vídeo comemorando a derrubada do fator previdenciário. Veja:

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