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Arquivo da Categoria Congresso

quarta-feira, 22 de julho de 2015 Congresso | 05:57

“Há resistências no Senado à recondução do Janot como procurador-geral da República”, revela ao iG o líder do governo. Assista

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Delcidio Amaral - entrevistaNesta terça-feira, mais do que uma entrevista, o iG fez uma conversa informal com o líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (PT-MS).

Foi em seu gabinete no 25º andar do Senado Federal, na torre de 28 andares que é gêmea à da Câmara Federal — e que integra o complexo principal do Palácio do Congresso desenhado por Oscar Niemeyer.

Delcídio mal ouvia o barulho das vuvuzelas acionadas por sindicalistas da Justiça Federal. Eles protestavam contra o iminente veto da presidente Dilma Rousseff ao aumento que o Congresso aprovara para os servidores do Judiciário, com variação de 53% a 78,5%.

Visivelmente cansado, em pleno recesso branco do Congresso, o líder admitiu que teve “um semestre difícil, complicado, onde enfrentamos duras votações”.

Dividimos a conversa em cinco blocos que você pode ver abaixo, nos vídeos captados por Alan Sampaio.

No primeiro, se faz um balanço das principais votações neste semestre. No segundo, Delcídio defende que o governo termine a distribuição de cargos entre os partidos da sua base no Congresso e das emendas dos parlamentares ao Orçamento. No terceiro bloco, o assunto é o risco de impeachment e a queda de popularidade da presidente. No quarto, as críticas no Senado ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot. E, por fim, as prioridades para o segundo semestre: aprovar a unificação da alíquota ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) interestadual e a repatriação de capitais brasileiros depositados no exterior.

Balanço das votações

“Medidas fiscais foram aprovadas com dificuldades. Com 17% a menos do que prevíamos arrecadar. Mas foram aprovadas. E o governo está encontrando outras fontes.”

“Falta votarmos o projeto de desoneração das folhas de pagamento. A tendência do Senado é fazer uma reoneração linear para todos os setores, sem privilegiar ninguém. É pouco provável que comece a valer para este ano. Mais provável, a partir de janeiro.”

“O governo acertou na questão do fator previdenciário aprovado pelo Congresso. Vetou uma parte do projeto, mas manteve a fórmula 85/95 com uma escala móvel daqui a alguns anos.”

“A vinculação do reajuste dos aposentados ao salário mínimo aprovada pelo Congresso é um complicador. Não se sustenta. Nos próximos dias o governo deve anunciar outras alternativas (prazo limite é dia 22).”

Ou: https://www.youtube.com/watch?v=RgeJRS5sYmI&feature=youtu.be

Cargos e liberações de emendas para recompor a base parlamentar do governo

“O governo tem que implementar os acordos acertados com sua base parlamentar.”

“É natural trazer outros partidos para ajudar a governar o país com suas competências, os quadros, os perfis técnicos.”

“A liberação das emendas também é importante. Existem muitos restos a pagar, principalmente de 2013, que têm prejudicado os municípios. Isso traz tranquilidade.”

“Nesses próximos 15 dias o governo vai trabalhar duro nesse sentido.”

Ou: https://www.youtube.com/watch?v=PE1oalAOolk&feature=youtu.be

Dilma e impeachment

“A presidente tem uma percepção clara da situação. Agora ela vai entrar numa fase mais política. Não tenho dúvida.”

“Impeachment é coisa muito grave. Primeiro que não há razão.”

“Será que as pessoas responsáveis já não estão avaliando as consequências econômicas e políticas que isso possa trazer ao país?”

“Existe um pano de fundo que cria esses fatos. São originários da situação de instabilidade causada pela Operação lava jato.”

“O rompimento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi um posicionamento pessoal. Isso foi enfatizado até pelo PMDB.”

Ou: https://www.youtube.com/watch?v=vqgrhsl8Ugo&feature=youtu.be

Janot é problema

“Há questionamentos sobre o posicionamento do Ministério Público e da Justiça Federal.”

Vários parlamentares e juristas questionam a constitucionalidade de medidas que estão sendo tomadas.”

“O nome do procurador-geral tem que ser aprovado pelo Senado. É claro que existem resistências no Senado ao Janot, Mas eu me lembro que se dizia que o (Luiz) Fachin não iria ser aprovado para ministro do Supremo Tribunal Federal, e ele foi.”

“Se o Janot encabeçar a lista tríplice do Ministério Público, com certeza o primeiro da lista será indicado pelo governo.

“O voto aqui é secreto.”

Ou: https://www.youtube.com/watch?v=RGlXIp0cI-A&feature=youtu.be

2º semestre: Unificação do ICMS interestadual e repatriação de capitais

“Prioridade do governo é unificação das alíquotas do ICMS interestadual. Essa é a grande reforma econômica do governo Dilma. É 70% de uma reforma tributária.”

“O projeto de regularização de ativos no exterior é importante porque traz dinheiro novo para o Tesouro. E porque viabiliza a unificação das alíquotas do ICMS, com a criação de dois fundos: o Fundo de Compensação de Estados e o Fundo de Desenvolvimento Regional.”

“Essa proposta da regularização de capitais já foi aplicada com êxito em vários países.”

Hoje as pessoas que têm dinheiro lá fora querem trazer para o Brasil. A Europa está se fechando. Estados Unidos e Brasil acabam de  assinar um acordo segundo o qual o Obama tem acesso às contas de qualquer americano no Brasil, assim como a Dilma tem acesso às contas dos brasileiros lá nos EUA.”

Ou: https://www.youtube.com/watch?v=rmXGpgdFBMc&feature=youtu.be

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quinta-feira, 16 de julho de 2015 Congresso | 00:14

Veja, em debate promovido pelo iG, os argumentos usados pelo PSDB para retardar a votação da repatriação de recursos do exterior

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Eram 18h30 da quarta-feira, dia 15, no Museu do Senado Federal, quando o iG promoveu um debate sobre o projeto de repatriação de recursos de brasileiros nos bancos estrangeiros entre o líder do PSDB no Senado, Cassio Cunha Lima (PB), e o autor da proposta, o senador Randolfe Rodrigues (PSol-AP).

Naquele momento, o plenário discutia se o texto seria votado ainda na quarta-feira. Não foi. O PSDB e o DEM conseguiram obstruir a votação até o final da noite e a sessão caiu por falta de quórum.

A votação deverá ser adiada agora para o início do segundo semestre.

Apesar de o senador Randolfe Rodrigues integrar um partido de esquerda considerado de oposição ao governo, seu projeto caiu no gosto do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que fez de tudo para tentar apressar sua votação.

Levy declarou que a medida pode reforçar o caixa federal em até R$ 20 bilhões este ano. Randolfe cita estudos segundo os quais a arrecadação poderia chegar a R$ 100 bilhões. De fato, um projeto semelhante, na Itália, arrecadou bem mais do que isto, segundo ele contou. Mas não está definido a quanto de fato se chegará.

O governo defende que, dos R$ 20 bilhões, metade sejam destinados a compor o superávit primário, ou seja, o ajuste fiscal. A outra metade iria para dois fundos que restituirão as perdas dos estados com a unificação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e financiarão projetos de infraestrurura em regiões menos desenvolvidas. Uma divisão de recursos que seduziu governadores de diversos partidos, inclusive o tucano Geraldo Alckmin, de São Paulo.

Pelo projeto de Randolfe, quem repatriar dinheiro depositado no exterior pagará 17,5% de Imposto de Renda — que ficam com o governo — e pagará outros 17,5% de multa, que financiarão o Fundo de Desenvolvimento Regional e Infraestrutura e o Fundo de Auxílio à Convergência do ICMS, os tais fundos com recursos distribuídos entre os Estados.

Em troca da repatriação, os contribuintes serão anistiados de qualquer processo administrativo por parte do fisco. Os bancos ficam encarregados da triagem dos recursos para identificar se são provenientes de tráfico e de lavagem de dinheiro. Esses casos seriam denunciados às autoridades. Mas quem cometeu evasão fiscal com dinheiro de origem legal fica perdoado.

Bem, assista ao vídeo do debate abaixo, de apenas 15 minutos. E tire suas conclusões se é ou não uma boa ideia. E se a oposição deveria ou não ter adiado a votação:

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terça-feira, 14 de julho de 2015 Congresso | 08:00

Congresso e Ministério da Fazenda ficarão com metas de superavit diferentes

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A Comissão de Orçamento deve votar hoje a chamada LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) cuja aprovação até o final da semana em plenário é necessária para o início do recesso de meio de ano do Legislativo.

A LDO define as regras para a elaboração do Orçamento da União para o próximo ano. E o projeto deste ano será votado em meio a uma polêmica entre o Congresso e a equipe econômica do governo, e até mesmo dentro da própria equipe econômica.

É que o projeto prevê — conforme defende o ministro da Fazenda, Joaquim Levy — um superavit de R$ 66 bilhões, equivalentes a 1,2% do Produto Interno Bruto (depois transformados em 1,13% com a revisão do PIB elaborada pelo IBGE em maio).

Mas o relator do texto, senador Romero Jucá (PMDB-RO), decidiu baixar o superavit para 0,4% do PIB, em meio a boatos de que estaria sendo incentivado por articuladores políticos do próprio governo. O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, ressuscitou a proposta de se adotar uma banda de variação do superavit.

Mas Levy não aceita discutir nenhuma das duas propostas.

Na reunião de ontem dos líderes com o vice-presidente da República, Michel Temer, o líder do governo no Senado, Delcídio Amaral, tentou puxar assunto sobre a flexibilização da meta. O ministro simplesmente disse que não aceita discutir o tema: vai continuar trabalhando com a meta atual, independentemente do que o Congresso aprovar.

“O Levy insiste em manter a meta. Ele acha que dá para chegar. Em outubro a gente vai ter uma avaliação mais precisa”, disse Delcídio ao iG.

Romero Jucá, por sua vez, também parece irredutível. Veja os argumentos do relator:

Ou: https://www.youtube.com/watch?v=j90qJywwwSs

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terça-feira, 7 de julho de 2015 Congresso | 10:10

Senador diz que Deus “vai morrer” e faz cordel para “Serra traidor”

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Tem de tudo nas notas taquigráficas do Congresso.

Como esta semana o Senado pode votar o projeto, proposto pelo senador José Serra (PSDB-SP), que desobriga a Petrobrás de participar com 30% da exploração de todos os poços do pré-sal, a coluna foi dar uma olhada nas transcrições da sessão temática sobre o pré-sal que ocorreu na semana passada em plenário.

O senador Roberto Requião (PMDB-PR) fez um alentado discurso contrário ao projeto, que chamou de uma proposta de destruição do monopólio nacional de exploração do petróleo.

Corria lá o debate quando o senador Telmário Mota (PDT-RR) pegou o microfone:

Foto: Agencia Senado

Foto: Agencia Senado

“Eu faço minhas as palavras do Senador Requião e, cada vez mais, eu bato palmas para Deus. Como Ele é sábio! E, como é supersábio, vai morrer sábio. As grandes conquistas do homem Ele bota no subsolo.”

Pois é: Deus vai “morrer sábio”, disse o senador !

A propósito, depois Telmário Mota agraciou o plenário com uma poesia:

“Então, Sr. Presidente, quero concluir a minha fala com um frágil cordel que fiz, Sr. Presidente, sentado ali vendo as coisas acontecerem. O cordel é mais ou menos assim:

O Serra, do asilo ao glamour
Foi Secretário, Prefeito, Ministro e Governador
Nesses cargos, ele se destacou
Mas, como Senador, virou um franco-atirador
Assustado pelas pressões, o pré-sal ele matou
O petróleo não é mais nosso
Aos estrangeiros ele o entregou
Mas o Serra se enganou
O povo brasileiro é maior do que qualquer um traidor
Viva o Brasil!”

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sexta-feira, 3 de julho de 2015 Congresso | 09:09

Em disputa por poder no PMDB, Cunha é acusado por Jader Barbalho de aprovar “jabutis que não são gratuitos, na extensão do termo”.

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Reunião do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), no gabinete do vice-presidente da República e coordenador político do governo, Michel Temer, para discutir o projeto de desoneração das folhas de pagamento.

O relator da matéria, designado por Cunha, era o líder do PMDB, Leonardo Picciani (RJ), que estava viajando.

Acertam-se ali algumas alterações para viabilizar a aprovação do projeto, quando Levy pergunta como fazer para o relator incluir o novo texto. Com caneta na mão, Cunha responde:

“Pode deixar que eu mesmo incluo.”

A relação quase simbiótica entre o presidente da Câmara e o líder do PMDB — que foi praticamente escolhido pelo próprio Cunha para o cargo — tem confundido políticos aliados até na discussão da distribuição de cargos no governo.

Circula no Palácio do Planalto que a dupla Cunha-Picciani reivindica indicações para cargos não só em órgãos públicos de seu estado, o Rio de Janeiro, como fazem os políticos da base governista em geral, mas também nos outros estados, o que tem provocado ciumes e algumas brigas.

Só na área portuária, Picciani e Cunha estariam disputando cargos de comando nos portos do Rio, de Santos, do Espírito Santo e de Belém.

Para se ter uma ideia das inimizades que isso atrai, o Porto de Santos tem sido ao longo dos anos uma capitania do grupo de Temer, que além do mais é o presidente nacional do PMDB.

No Espírito Santo, quem disputa com a dupla Cunha-Picciani é a senadora Rose de Freitas (PMDB-ES), presidente da Comissão do Orçamento.

No Pará, a situação tornou-se explosiva. Picciani e Cunha resolveram se juntar ao peemedebista paraense José Priante, e apoiá-lo para emplacar um apadrinhado na área portuária contra indicação do principal cacique do PMDB no estado, o senador Jader Barbalho.

Ex-governador, ex-presidente do Senado e pai do atual ministro da Pesca, o senador Jader Barbalho protagonizou no passado uma guerra sangrenta com o então todo-poderoso cacique do PFL, Antônio Carlos Magalhães.

O senador peemedebista agora resolveu bater pesado esta semana em Eduardo Cunha, durante uma intervenção de colegas de outros partidos no plenário, em que reclamavam da atuação do presidente da Câmara na votação do projeto de maioridade penal. Jader pegou o microfone e atacou projetos aprovados na Câmara que são apelidados de “jabutis”, porque só conseguem ficar pendurados em outros projetos se alguém os colocar lá:

“Eu quero me solidarizar aqui com o Senador Randolfe (Rodrigues, PSol-AP) e com o Senador Lindbergh (Farias, PT-RJ) com relação ao que está ocorrendo na Câmara dos Deputados. A Câmara decidiu ontem sobre um substitutivo e volta hoje a apreciar a matéria original. Eu não quero chegar ao ponto de dizer que o Procurador-Geral da República está certo. Eu não quero emprestar minha solidariedade ao Dr. Janot, mas o que está ocorrendo hoje na Câmara dos Deputados não me causa nenhum espanto, porque já vinha ocorrendo nas medidas provisórias, nos jabutis que vêm para cá. No meu entendimento, esses jabutis não são gratuitos na extensão do termo. Eles não são gratuitos! Então, o que está ocorrendo lá é que o Presidente da Câmara está achando que ele pode ser um ditador e eu vou ter que acabar dando razão ao Dr. Janot.”

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, tem ameaçado formalizar denúncia contra Eduardo Cunha por envolvimento na Operação Lava Jato

Vale sublinhar o que disse Jader sobre os tais jabutis, fazendo um gesto com os dedos: “Não são gratuitos na extensão do termo.”

 

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quinta-feira, 2 de julho de 2015 Congresso | 19:48

Michel Temer prefere alterar o Estatuto da Criança e do Adolescente, em vez de reduzir a maioridade penal

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foto: agencia Câmara

foto: agencia Câmara

Além de presidente nacional do PMDB e coordenador político do governo, o vice-presidente da República, Michel Temer, é também um jurista respeitado.

Em uma curta conversa com este colunista durante passagem pelo Congresso, Michel Temer afirmou que concorda com alterações da legislação que trata de crimes cometidos por menores de 18 anos.

Mas Temer mostrou preferência pelo projeto que modifica o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), com ampliação do período de internação dos menores infratores, sobre o projeto de emenda constitucional votado em primeiro turno na Câmara, que reduz pura e simplesmente da maioridade penal.

O projeto de lei que altera o ECA está em tramitação no Senado. O texto, de autoria do senador José Serra (PSDB-SP),  conta com o apoio do presidente do Senado, Renan Calheiros. Eleva dos atuais três para dez anos o período máximo de internação em casos de crimes hediondos, como estupro e latrocínio. O texto também prevê escolarização, profissionalização e trabalho externo, desde que haja autorização da Justiça.

A emenda constitucional, por sua vez, passa por uma tramitação polêmica na Câmara, devido às pressões exercidas pelo presidente Eduardo Cunha para apressar sua aprovação.

“Não quero polemizar, pois na verdade acho que as duas opções são razoáveis. A sociedade clama por medidas mais fortes. Mas acredito que a alteração no ECA é uma forma um pouco mais evoluída, na medida em que evita levar o adolescente para um estabelecimento prisional”, disse Temer.

 

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Congresso | 11:46

Veja a lista de quem mudou o voto para favorável à redução da maioridade penal, na nova votação de Eduardo Cunha

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Conforme a coluna antecipou, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e seus aliados de fato tentaram votar ontem, novamente, a redução da maioridade penal rejeitada na madrugada. E conseguiram. Não só votar, como aprovar.

Não foi o texto mais duro, como ameaçou o deputado Índio da Costa (PSD-RJ), mas sim uma versão mais ampla. Mas assim mesmo sob protestos generalizados em plenário contra Eduardo Cunha, acusado de atropelar o Regimento Interno da Câmara e de desrespeito com seus colegas.

Certo ou errado quanto ao Regimento, o fato é que Eduardo Cunha trabalhou bastante, de um dia para o outro, para covencer aqueles que votaram contra a redução a mudarem seu voto. E conseguiu.

Novamente sob acusações generalizadas de que teria usado métodos, digamos, heterodoxos.

Na política, como na vida, o que se tem visto — desde a aprovação da reeleição pelo Congresso, do Mensalão e do Lava Jato — é que há sempre alguém disposto a fugir da ortodoxia.

Mas também não dá para generalizar. Muita gente alterou seu voto porque simplesmente mudou de opinião. Simples assim.

De qualquer maneira, a coluna foi verificar os deputados que mudaram o voto de uma noite para a outra. Vai aí a relação, por partido, daqueles que este articulista conseguiu detectar que passaram a votar pela redução, quando na votação anterior votaram contra, se abstiveram, ou se ausentaram:

(Em tempo: são 27 deputados, mas a diferença entre uma votação e outra foi de apenas 20 votos a mais para a redução. Isto porque há caso de deputados que passaram a se abster,  se ausentar e até quem era a favor e mudou para contra)

DEM

Mandeta (MS)

PDT

Abel Mesquita (RR)

Subtenente Gonzaga (MG)]

PHS

Kico Maniçoba (PE)

PMDB

Dulce Miranda (TO)

Celso Maldaner (SC)

Lindomar Garçon (RO)

Cabuçu Borges (AP)

PP

Waldir Maranhão (MA)

Iracema Portela (PI)

PPS

Marcos Abrão (GO)

PROS

Dr Jorge Silva (ES)

Rafael Motta (RN)

PSB

Heráclito Fortes (PI)

Tereza Cristina (MS)

Valadares Filho (SE)

PSC

Marcos Reategui (AP)

Irmão Lázaro (BA)

Takayama (PR)

PSDB

João Paulo Papa (SP)

Mara Gabrilli (SP)

Rogério Marinho (RN)

PTB

Eros Bindini (MG)

PV

Dr Sinval Malheiros (SP)

Evair de Melo (ES)

SOLIDARIEDADE

Expedito Neto (RO)_

JHC (AL)

Se o leitor quiser falar com seu deputado, pode procurá-lo aqui: http://www2.camara.leg.br/deputados/pesquisa

 

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quarta-feira, 1 de julho de 2015 Congresso | 09:33

Apesar da derrota nesta madrugada, defensores da redução da maioridade penal vão tentar virar o jogo.

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Terminada a votação da maioridade penal na sessão da Câmara que terminou esta madrugada, o deputado Índio da Costa (PSD-RJ) fazia um alerta:

“Votei hoje pela redução, no texto mais brando — o substitutivo do deputado Jutahy Magalhães Júnior (PSDB-BA). Mas a agora vamos ter que votar o texto mais duro. E aí, quem é contra a redução da maioridade penal pode ser surpreendido. O texto original, que agora terá que ser votado, é muito mais duro. E o presidente (da Câmara) Eduardo Cunha (PMDB-RJ), assim como todos os defensores da alteração, vão fazer de tudo para não serem derrotados.”

Não é o que pensa o deputado Miro Teixeira (PROS-RJ). Procurado pela coluna, ele declarou que foram os votos do PSDB que garantiram um resultado apertado. Miro afirma que, sem o substitutivo do tucano Jutahy Júnior, o PSDB terá que votar contra.

Já o deputado Paulo Abi Ackel (PSDB-MG), um árduo defensor da redução da maioridade penal ainda acredita que será encontrada uma fórmula para reverter a votação.

O fato é que, durante o primeiro turno de votação da reforma política, a Câmara rejeitou proposta de Emenda à Constituição que introduzia o financiamento empresarial nas campanhas eleitorais. No dia seguinte, Eduardo Cunha submeteu novamente à votação a possibilidade de doações de pessoas jurídicas privadas a partidos políticos para fins eleitorais. Quase a mesma coisa. Alguns deputados mudaram o voto e a proposta acabou aprovada.

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terça-feira, 30 de junho de 2015 Congresso | 12:34

Lula propõe que Dilma discuta “saídas para o Brasil” com Legislativo e Judiciário

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O presiedente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) tomou café da manhã com o ex-presidente Lula.
O
Segundo ele, Lula “veio em missão de paz” a Brasília e não fez críticas à presidente Dilma Rousseff.

Renan afirmou que boa parte da conversa ficou centrada na reforma política. Lula, segundo ele, se manifestou contra o fim da reeleição, se for mantido o mandato de quatro anos para chefes de Executivo.

O presidente do Senado afirmou que o ex-presidente Lula defendeu que a presidente Dilma Rousseff reuna-se com os poderes Legislativo e Judiciário “na busca de saídas para o Brasil”.

Renan também falou sobre maioridade penal. Disse que o projeto de alteração do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) proposto pelo senador José Serra (PSDB-SP) deverá ser votado ainda hoje.

O projeto tem o apoio do governo federal e do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB).

Nesse tema há uma corrida entre Cãmara e Senado. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), defende a diminuição da maioridade penal, e também pretende aprová-la hoje.

Veja abaixo o vídeo com a chegada de Renan ao Senado, quando falou sobre esses assuntos:

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domingo, 28 de junho de 2015 Congresso | 05:55

Deputada do funk, militar na tribuna, palhaço e conservadores radicais. Conheça um pouco da Câmara dos Deputados, onde reina Eduardo Cunha

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Vice-líder do Governo na Câmara, o deputado Silvio Costa (PTB-PE) chegou a subir à tribuna para denunciar: o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), pretende estabelecer uma “ditadura do Legislativo” no país, em que ele mesmo, Eduardo Cunha, seria o ditador.

Verdade ou mentira, o fato é que, com a presidente Dilma Rousseff enfraquecida, o Legislativo tomou do Executivo o protagonismo da política no Brasil, neste primeiro semestre.

E Eduardo Cunha foi, de fato, o nome mais importante da Câmara.

Mas nem só com o poder é que se chama atenção na política.

O plenário da Câmara é um ambiente onde convivem 513 deputados e centenas de assessores e jornalistas. E onde, naturalmente, figuras — digamos assim — exóticas também acabam chamando a atenção e assumindo algum tipo de protagonismo.

Para você que não pode estar lá, vai aí um videozinho de 8 minutos apresentando alguns desses personagens:

Eis as biografias dos principais personagens citados no vídeo, conforme o site da Câmara:

 

Capião AugustoCAPITÃO AUGUSTO

Informações do Deputado

 

  • Nome civil: JOSE AUGUSTO ROSA
  • Aniversário: 4 / 10
  • Partido/UF: PR / SP / Titular
  • Telefone: (61) 3215-5273 – Fax: 3215-2273
  • Legislaturas: 15/19
  • Biografia
  • Fale com o deputado

 

Minhas informações na Câmara

 

 

TiriricaTIRIRICA

Informações do Deputado

 

  • Nome civil: FRANCISCO EVERARDO OLIVEIRA SILVA
  • Aniversário: 1 / 5
  • Partido/UF: PR / SP / Titular
  • Telefone: (61) 3215-5637 – Fax: 3215-2637
  • Legislaturas: 11/15 15/19
  • Biografia
  • Fale com o deputado

 

Minhas informações na Câmara

 

BolsonaroJAIR BOLSONARO

Informações do Deputado

 

  • Nome civil: JAIR MESSIAS BOLSONARO
  • Aniversário: 21 / 3
  • Partido/UF: PP / RJ / Titular
  • Telefone: (61) 3215-5482 – Fax: 3215-2482
  • Legislaturas: 91/95 95/99 99/03 03/07 07/11 11/15 15/19
  • Biografia
  • Fale com o deputado

 

Minhas informações na Câmara

 

 

Eduardo CunhaEDUARDO CUNHA

Informações do Deputado

 

  • Nome civil: EDUARDO COSENTINO DA CUNHA
  • Aniversário: 29 / 9
  • Partido/UF: PMDB / RJ / Titular
  • Telefone: (61) 3215-5510 – Fax: 3215-2510
  • Legislaturas: 03/07 07/11 11/15 15/19
  • Biografia
  • Fale com o deputado

 

Minhas informações na Câmara

 

Domingos SávioDOMINGOS SÁVIO

 

Informações do Deputado

 

  • Nome civil: DOMINGOS SÁVIO CAMPOS RESENDE
  • Aniversário: 25 / 3
  • Partido/UF: PSDB / MG / Titular
  • Telefone: (61) 3215-5345 – Fax: 3215-2345
  • Legislaturas: 11/15 15/19
  • Biografia
  • Fale com o deputado

 

Minhas informações na Câmara

 

Silvio CostaSILVIO COSTA

Informações do Deputado

 

  • Nome civil: SÍLVIO SERAFIM COSTA
  • Aniversário: 23 / 12
  • Partido/UF: PSC / PE / Titular
  • Telefone: (61) 3215-5417 – Fax: 3215-2417
  • Legislaturas: 07/11 11/15 15/19
  • Biografia
  • Fale com o deputado

 

Minhas informações na Câmara

 

 

Luiz Carlos RamosLUIZ CARLOS RAMOS

  • Nome civil: LUIZ CARLOS RAMOS
  • Aniversário: 8 / 6
  • Partido/UF: PSDC / RJ / Titular
  • Telefone: (61) 3215-5636 – Fax: 3215-2636
  • Legislaturas: 15/19
  • Biografia
  • Fale com o deputado

 

Minhas informações na Câmara

 

 

BrunnyBRUNNY

Informações da Deputada

 

  • Nome civil: BRUNIELE FERREIRA GOMES
  • Aniversário: 21 / 8
  • Partido/UF: PTC / MG / Titular
  • Telefone: (61) 3215-5260 – Fax: 3215-2260
  • Legislaturas: 15/19
  • Biografia
  • Fale com o deputado

 

Minhas informações na Câmara

 

 

Roberto FreireROBERTO FREIRE

Informações do Deputado

 

  • Nome civil: ROBERTO JOÃO PEREIRA FREIRE
  • Aniversário: 20 / 4
  • Partido/UF: PPS / SP / Suplente
  • Telefone: (61) 3215-5242 – Fax: 3215-2242
  • Legislaturas: 79/83 83/87 87/91 91/95 03/07 11/15 15/19
  • Biografia
  • Fale com o deputado

 

Minhas informações na Câmara

 

 

Glauber BragaGLAUBER BRAGA

 

Informações do Deputado

 

  • Nome civil: GLAUBER DE MEDEIROS BRAGA
  • Aniversário: 26 / 6
  • Partido/UF: PSB / RJ / Titular
  • Telefone: (61) 3215-5362 – Fax: 3215-2362
  • Legislaturas: 07/11 11/15 15/19
  • Biografia
  • Fale com o deputado

 

Minhas informações na Câmara

 

 

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