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terça-feira, 18 de agosto de 2015 Congresso | 10:32

Eduardo Cunha retoma pauta bomba e estuda aceitação do impeachment para quando Janot o denunciar

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Aliados do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), calculam que a denúncia contra ele não deve sair enquanto o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, não tiver seu nome aprovado pelo Senado.

Ontem, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), anunciou que a sabatina de Janot na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) deverá ocorrer na semana que vem, assim como a votação em plenário da indicação de Janot.

Na avaliação dos aliados de Cunha, seria constrangedor para Janot ser sabatinado no mesmo momento em que forem divulgados pedidos de abertura de processos contra políticos. O presidente da Câmara e o senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) são considerados o alvo da vez do Ministério Público. Assim, a nova expectativa é de que a denúncia contra eles só saia no final do mês.

Enquanto isso, Cunha e seu aliados vão preparando novos lances na sua estratégia contra o governo.

O mais ousado, que estaria em gestação, seria reservar a aceitação, pelo presidente da Câmara, de uma dos pedidos de impeachment contra Dilma Rousseff para a mesma época em que Janot denunciar formalmente Eduardo Cunha.

O líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO), lembrou que o presidente da Câmara pode abrir processo contra Dilma apenas com base na análise dos pedidos que deram entrada na Casa. Segundo ele, Cunha poderia se basear, por exemplo, nos decretos não numerados com abertura de crédito especial em 2014 que autorizam as pedaladas fiscais, sem precisar esperar por uma decisão do Tribunal de Contas da União sobre as contas da presidente.

E, na outra ponta, os aliados de Cunha apostam no aprofundamento da chamada pauta bomba, como forma de neutralizar a agenda anticrise do presidente do Senado.

Esta semana a ofensiva de Eduardo Cunha começa pela votação do novo índice de correção das contas dos trabalhadores no Fundo de Garantia por tempo de Serviço (FGTS). Projeto em tramitação na Câmara propõe que elas passem a ser corrigidas pelo mesmo índice da poupança, ou seja, passaria de 3% ao ano mais a TR para 6% mais TR. O que, segundo o Palácio do Planalto, simplesmente enterraria o Minha Casa Minha Vida. O governo tentará apresentar uma proposta alternativa.

Amanhã, Eduardo Cunha quer colocar em pauta a redução da maioridade penal para 16 anos, o que também desagrada ao governo.

Já as pautas da agenda de Renan, Cunha tem deixado claro que pretende engavetá-las quando forem enviadas à Câmara. Ontem mesmo, ele afirmou: “Ali é muita espuma. Quando baixar a espuma, não sobra nada.”

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segunda-feira, 17 de agosto de 2015 Congresso | 18:05

Renan Calheiros recebe Janot e diz que votação da agenda anticrise começa amanhã

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O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), anunciou agora a pouco que pretende iniciar amanhã a votação da agenda anticrise.

Renan não quis comentar sobre o tamanho das manifestações deste domingo, embora tenha avaliado em conversas reservadas que foram menores do que as anteriores.

Segundo ele, o início da votação da agenda porá fim “às especulações” de que a agenda foi elaborada para salvar a presidente Dilma Rousseff do impeachment.

Pouco antes da entrevista ao iG, Renan havia recebido o procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Segundo ele, foi um encontro institucional em que não se falou da operação Lava Jato.

Renan afirmou em entrevista à imprensa que a sabtaina de Janot na comissão de Constituição e Justiça deverá ocorrer na próxima semana, assim como a votação de seu nome pelo plenário do Senado.

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quinta-feira, 13 de agosto de 2015 Congresso | 15:24

PT será empecilho no Congresso à agenda anticrise de Renan e Levy

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Quem circula pelos bastidores da Cãmara e do senado já sabe: O PT da presidente Dilma Rousseff é quem tem mais críticas, na base governista, a boa parte das propostas da agenda anticrise anunciada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-RJ), e pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy.

Por enquanto, os petistas estão evitando explicitar essas críticas, para não atrapalhar a aproximação entre Dilma e Renan.

Mas em suas conversas reservadas, senadores e deputados do partido informam que, na medida em que os projetos forem entrando na pauta de votações, eles vão tentar alterar ou mesmo derrubar algumas das propostas de Renan e Levy.

O senador Lindebergh Farias (PT-RJ) é dos primeiros a explicitar suas críticas.

Ao iG, Lindbergh afirma que Renan, Levy & Cia se aproveitam da “fragilidade do governo para impor uma agenda extremamente conservadora que atende aos interesses do grande capital e retira direitos dos trabalhadores”.

Assista:

Ou: https://www.youtube.com/watch?v=zo0TxH6oqjw

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quarta-feira, 12 de agosto de 2015 Congresso | 18:44

Levy pede aos senadores prioridade para proibição de leis que criem despesas sem receita, unificação do ICMS, PIS-Cofins e garantias às concessões. Veja documento obtido pelo iG

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Acima, fotos do discurso lido pelo ministro Joaquim Levy na reunião de que está tendo agora com senadores, no gabinete do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Clique em cada uma das páginas que você poderá ler a íntegra do discurso.

Fundamentalmente o ministro defendeu que o Brasil já saiu de uma “rota de maior vulnerabilidade”, e apontou três motivos peos quais diz isso: os déficits da balança comercial e da conta corrente estão diminuindo; a inflação prevista para 2016 e 2017 “já converge para o centro da meta de 4,5%”; e o risco de déficit de energia reduziu-se permitindo o desligamento das termelétricas.

O ministro defendeu a agenda proposta por Renan Calheiros e apontou que alguns pontos pró-crescimento já estão sendo executados pelo Eecutivo.

No item “Ações Legislativas pela estabilidade, crescimento e bem-estar social”, Levy apontou o que são as prioridades na sua visão: a aprovação da unificação do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e a reforma do PIS-Cofins com a introdução do chamado crédito financeiro, “cuja votação deveria se dar ainda em 2015 para as empresas poderem operar no novo ambiente para o PIS em 2016”. Disse Levy:

“A nova sistemática do PIS-Cofins com alíquotas homogêneas entre setores aumentará significativamente a eficiência da economia e ajudará a dinamizar a indústria nacional e a melhor integração dos serviços, inclusive da alta tecnologia. A eventual etensão da nova sistemática do ICMS nos anos vindouros daria um ganho de competitividade permanente para as empresas de mais de 0,5% do PIB.”

Levy também defendeu como prioridade um ponto que não é tanto do agrado da presidente Dilma Rousseff, mas que Renan e os partidos da base que não o PT vêm como importante: a aprovação pelo Congresso de medidas para fortalecer as garantias jurídicas das concessões, “adotando regras mais na linha da evolução internacional do direito administrativo que tendem a ver tais contratos como atos jurídicos perfeitos”.

Ele também pediu que a União seja incluída na proposta de emenda constitucional em tramitação no Congresso que proíbe leis que criem novas despesas para estados e municípios sem que haja a efetiva previsão de receitas.

por fim, o ministro arrematou: “Essa agenda é uma agenda de construção — mais tijolo do que adereços vistosos”.

No documento lá de cima você tem tudo o que o ministro se preparou para pedir ao Congresso que seja incluído na agenda de projetos prioritários pós ajuste fiscal.

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terça-feira, 11 de agosto de 2015 Congresso | 16:43

Renan Calheiros: “O Brasil continuará, durante e depois da presidente Dilma.” Assista

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O iG conseguiu penetrar no gabinete do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), agora há pouco, quando ele iniciou a reunião com os líderes para discutir a pauta de votações da semana.

Renan foi recebido como o novo homem forte da República. Até o líder do PSDB, Cassio Cunha Lima (PB), um defensor ardoroso do impeachment da presidente Dilma Rousseff, admitia que “a história esfriou” depois que Renan e Dilma se reuniram, na última quinta-feira.

Após a reunião, a presidente da República determinou que os ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e do Planejamento, Nelson Barbosa, se reunissem com o presidente do Senado para elaborar uma pauta de projetos para combater a crise e promover o crescimento pós-crise.

Foi elaborada uma agenda de 28 pontos, em que boa parte precisará da aprovação do Congresso.

Numa rápida entrevista ali no gabinete, ao iG e ao repórter da Globo News Gerson Camaroti, Renan afirmou:

“A agenda é um roteiro com propostas para que Brasil administre a crise e sinalize com o reaquecimento da economia. São propostas que colocam interesses do país acima dos interesses do governo.”

Renan disse que ainda não definiu com Levy e Nelson Barbosa os pontos prioritários da agenda de 28 itens que elaboraram. Mas adiantou que já não são mais apenas 28 itens:

“A agenda não está fechada. sugerimos 28 pontos. Outros já foram acrescidos em função de novas propostas.”

Quanto às críticas do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de que o governo está tentando trabalhar apenas com o Senado, Renan argumenta:

“A agenda não é de interesse da presidente Dilma, nem de qualquer governo. A proposta significa que o Brasil continuará durante e depois da presidente Dilma.”

Renan disse que, neste momento, “conversa é fundamental. conversar não arranca pedaço”. E admitiu que vem conversando há tempos com Dilma Rousseff, com quem tem discutido até um novo modelo da coalizão governista no Congresso:

“Nós conversamos em todos os moentos com a presidente. Discutimos, além dessa agenda, a necessidade de um modelo novo de coalizão politica que dê fundamento à aliança que está aí.”

Quanto ao impeachment, o presidente do Senado é taxativo:

“Discutir impeachment e antecipar cenários não está na ordem do dia. Não ajuda o Brasil.”

Assista:

A pauta inicial proposta por Renan:

http://www12.senado.gov.br/noticias/materias/2015/08/10/a-agenda-brasil-sugerida-por-renan-calheiros

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quinta-feira, 6 de agosto de 2015 Congresso | 10:11

Governo recorrerá ao Supremo contra vinculação de salários aprovada na Câmara

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O vice-líder do governo na Câmara, Silvio Costa (PSC-PE), anunciou que o governo irá recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o projeto de vinculação dos salários da Advocacia Geral da União (AGU), de delegados de polícia e promotores municipais aos vencimento dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

O Projeto de Emenda Constitucional (PEC) 443 foi aprovado nesta madrugada por 445 votos a 16 em primeiro turno pela Câmara. Na terça-feira serão votados os destaques ao texto base. Mas o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), já havia avisado na reunião dos líderes que só colocará em votação definitiva o segundo turno do projeto, depois que aprovar outra PEC segundo a qual só poderão ser criados novos gastos para estados e municípios com a devida previsão de receita.

“Quero avisar que o que está sendo aprovado aqui é uma farsa, porque é inconstitucional. O governo vai entrar com uma ação no Supremo e certamente esta PEC será derrubada”, avisou Silvio Costa no microfone do plenário, no final da votação.

Segundo o deputado, o STF não permitira um “engessamento fiscal tão amplo”.

De imediato, o projeto cria um rombo de R$ 2,4 bilhões no ajuste fiscal, podendo chegar algo próximo dos R$ 10 bilhões.

O deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), um aliado de Eduardo Cunha, também aposta que o projeto será derrubado pelo Supremo. Segundo ele, a PEC que o presidente da Câmara pretende aprovar antes de votar em segundo turno o projeto de vinculação dos salários da AGU tornará “mais inconstitucional ainda” o texto aprovado nesta madrugada.

A estratégia de aprovar  o projeto, mesmo acreditando que ele seja inconstitucional, e ainda engavetá-lo foi armada pelos líderes governistas como forma de fugir à pressão de lobistas da AGU, das polícias federal e estaduais, além de diversas outras categorias que também acreditam que se beneficiarão pela PEC 443 e que lotaram as galerias e os corredores da Câmara ontem.

Assim, os líderes de todos os partidos, inclusive do PT,  puderam encaminhar formalmente suas bancadas pela aprovação do texto, sabendo que provavelmente ele não será aplicado.

“Quero aqui falar para as agências internacionais de notícia e para o mercado financeiro: não precisam se assustar com o que está sendo aprovado aqui. Isso é de mentirinha, Não vai valer”, reverlou ao microfone Silvio Costa em meio a risos no plenário.

Rodrigo Maia não resistiu em pegou o microfone:

“Silvio, você precisa falar em inglês para eles entenderem.”

Pano rápido

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quarta-feira, 5 de agosto de 2015 Congresso | 18:17

Equiparação de salários pode furar em R$ 10 bilhões o ajuste fiscal

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Impacto fiscal da PEC 443Vice-líder do governo na Câmara, o deputado Silvio Costa está circulando pelo plenário com um estudo realizado pelo Ministério do Planejamento mostrando o impacto que a aprovação da PEC 443 terá sobre as contas públicas.

Trata-se do Projeto de Emenda Constitucional que equipara o salário dos funcionários da Advocacia Geral da União (AGU) aos do Judiciário. Ontem o governo foi derrotado na tentativa de adiar a votação, que deve ocorrer hoje.

o iG obteve cópia da tabela que integra o estudo. Clique na imagem ao lado e ela será ampliada para melhor leitura.

São simplesmente R$ 10 bilhões, porque até a tarde de hoje já haviam sido juntadas (“apensadas”, no jargão parlamentar) ao projeto original equiparações e reajustes em diversos outros setores.

Veja o que diz o deputado:

Ou: https://www.youtube.com/watch?v=YRvhqCv-3wE

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Congresso | 09:26

Até o PT ameaça votar hoje a favor de projeto da pauta bomba

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“Sabe o que está acontecendo aqui? Falta governo. O governo tem que governar. Se não governa, dá nisso”, dizia, atônito em plenário, o deputado do PT José Mentor (SP), logo após o painel do plenário da Câmara registrar a derrota por 278 votos a 179 o requerimento de adiamento da votação da PEC 443. Trata-se de uma Proposta de Emenda Constitucional que iguala os salários da Advocacia Geral da União (AGU) e de delegados de polícia aos salários do Judiciário.

Presidente da Comissão Especial que relatou o projeto, Mentor dizia que agora não terá como votar contra o texto. “Eu acho a proposta correta. Não dá para continuar como é hoje, com um advogado da União defendendo uma causa do governo contra um promotor que ganha o dobro de salário. Mas entendo que temos problemas de caixa no momento e votei pelo adiamento. Aceitei a promessa do governo de apresentar uma proposta alternativa até o final do mês. O problema é que o governo não conseguiu aprovar o requerimento. Nessas horas o governo tem que governar. Agora vem a votação do projeto e eu vou votar pela aprovação.

Mentor não é o único petista a anunciar que votará por mais gastos do governo, num momento em que a presidente Dilma Rousseff e o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, apelam para o Congresso não aprovar projetos que aumentem os gastos do Tesouro, os tais projetos da chamada “pauta bomba”.

Outro petista a seu lado, no plenário, o deputado Andrés Sanchez (SP) também anunciava: “Vou votar pela equiparação. Não tem como votar contra.”

A decisão final poderia ocorrer ali mesmo, na noite de ontem, mas por temer o efeito cascata do projeto sobre os gastos dos governos estaduais, os líderes resolveram adiar para hoje a votação.

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que recentemente anunciou estar formalmente em oposição ao governo, não conseguia esconder seu sorriso.

Depois de reunir-se com os líderes, anunciou que tentará encontrar uma fórmula para a PEC não atingir os governos estaduais. Ou seja, livrar os governadores, mas não o governo federal.

“O governo perdeu porque não tem base”, repetia, com razão, Cunha, ao se eximir da responsabilidade pelas derrotas do governo no dia de ontem.

Mas, na verdade, ele passou o dia e a noite anterior articulando contra o governo. Havia no ar a expectativa de que, após as movimentações do Palácio do Planalto durante o recesso, Eduardo Cunha iniciasse o semestre enfraquecido. Ele precisava demonstrar força, e demonstrou.

“Tem muita traição. Muita cara de pau nesse processo. Eu não consigo aceitar político de duas caras” reclamava o vice-líder do governo, deputado Silvio Costa (PSC-PE).

Traição? Duas caras? Como assim?

“Ora, Teve líder de partido do governo que esteve ontem (segunda-feira) com a presidente Dilma Rousseff no jantar do Palácio do Planalto e saiu dali para articular contra o governo no jantar na casa de Eduardo Cunha. Isso é inaceitável”, reclamava Silvio Costa.

De fato, Foi nesse jantar, segunda-feira à noite, que Eduardo Cunha começou a definir a estratégia para derrotar o governo. Participaram dos dois jantares os líderes do PMDB, Leonardo Picciani (RJ); do PP, Eduardo da Fonte (PE); do PR, Maurício Quintella (AL); do PROS, Domingos Neto (CE); do PHS, Marcelo Aro (MG) e do PSD, Rogério Rosso (DF). Todos encaminharam formalmente suas bancadas, em plenário, para votarem pelo adiamento da votação. Mas a maioria de seus liderados, curiosamente, votou contra.

“Está difícil segurar a base”, tentava explicar o líder do PMDB. Segundo Picciani, “o problema é que as promessas do governo não estão sendo cumpridas. Fica a impressão de que o Palácio não quer que a sua base de apoio no Congresso de fato participe do governo. Então não há confiança mútua”.

De fato, os deputados do PMDB passaram o dia ontem cobrando as tais 200 nomeações de indicados pelos parlamentares para cargos de segundo escalão, que haviam sido anunciadas pelo ministro Eliseu Padilha e que não teriam ocorrido.

Deu no que deu.

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segunda-feira, 3 de agosto de 2015 Congresso | 05:57

Na volta do recesso, Congresso vota pauta bomba e define a força de Eduardo Cunha

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Ceia CunhaNesta segunda-feira acaba o recesso branco de meio de ano do Congresso Nacional. E a presidente Dilma Rousseff já se apressou em marcar para hoje mesmo, a partir das 19h, um jantar no Palácio da Alvorada com os líderes e presidentes de partidos da chamada base parlamentar do Governo.

Dilma vai discutir com seus aliados como evitar a aprovação da tal da pauta bomba pelo Congresso.

Trata-se daquela pauta de votação preparada para este semestre e que é composta de projetos que aumentam os gastos do Tesouro e dinamitam o ajuste fiscal. Mas sobre a qual o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), diz não ter qualquer responsabilidade.

Cunha declarou-se formalmente na oposição ao governo Dilma, a quem responsabiliza por não impedir que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o arraste para o rol dos denunciados na Operação Lava Jato.

Pois bem. Cunha marcou também para hoje, a partir das 21h, uma ceia com os líderes mais próximos. Vários de partidos de oposição ao governo, mas também seis líderes de partidos ditos governistas, que sairão do Alvorada direto para a Residência Oficial da Presidência da Câmara. São eles: Leonardo Picciani (PMDB-RJ), Eduardo da Fonte (PP-PE), Maurício Quintella (PR-AL), Domingos Neto (PROS-CE), Marcelo Aro (PHS-MG) e Rogério Rosso (PSD-DF). Vão relatar em primeira mão a Eduardo Cunha os pedidos de Dilma à sua base.

Este será o primeiro lance de um embate que é a grande incógnita do Congresso neste semestre: até onde irá o oposicionismo de Eduardo Cunha e qual será sua força na guerra contra o Palácio do Planalto?

Contra Eduardo Cunha há, principalmente, dois fatores:

1) A eventual formalização de uma denúncia contra ele pelo procurador Janot. Caso ocorra, será a primeira vez na história que um presidente da Câmara se vê formalmente denunciado pelo procurador-geral em pleno exercício do cargo. Será forte a pressão por sua renúncia, muito embora seus aliados prometam que ele resistirá;

2) O governo passou este período de recesso se municiando para recompor a base. Além das liberações das emendas de parlamentares ao Orçamento, começa hoje mesmo a comunicar aos aliados as nomeações de cerca de 200 cargos de segundo e terceiro escalão para apadrinhados dos parlamentares.

Um parêntesis: nesta quarta-feita, dia 5, o Ministério Público deve eleger a lista tríplice de indicados para novo mandato de procurador-geral da República. Janot é candidato à reeleição e se encabeçar a lista tem tudo para ser reconduzido pela presidente Dilma.

Continuando. A favor do poderio do presidente da Câmara, Eduardo Cunha tem a tal pauta bomba deste semestre:

No mesmo dia em que formalizou seu oposicionismo ele autorizou a criação das Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) do BNDES e dos Fundos de Pensão que deverão ser instauradas ainda este mês, com a oposição assumindo a presidência ou a relatoria de uma delas. Serão, certamente, uma tremenda dor de cabeça para o governo.

Cunha também já despachou 12 pedidos de impeachment contra a presidente Dilma para serem melhor elaborados pelos seus autores. Cabe ao próprio presidente da Câmara, depois, decidir se os pedidos tramitarão pela Câmara.

Ele também pautou para este mês de agosto a votação de todas as prestações de contas presidenciais — encalhadas há mais de 20 anos — para abrir caminho à votação das contas de 2014 de Dilma, em análise no Tribunal de Contas da União. As tais “pedaladas” !

A pauta bomba também inclui os vetos, que começarão a ser votados já na próxima sessão do Congresso (Câmara mais Senado).

São vetos assinados pela presidente da República a trechos de projetos do Parlamento que apresentavam grande impacto nas contas públicas, como o que altera o fator previdenciário. Eduardo Cunha afirma que há grande possibilidade deste veto ser derrubado.

Também é assustadora para o governo a possibilidade de derrubada do veto ao projeto de reajuste dos salários do Judiciário. coisa entre 53% a 78,5%.

Eduardo Cunha também colocou na pauta, pronto para ser votado (ainda esta semana!), o projeto que estabelece remuneração igual à da poupança para os recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Na prática, isso significa que o rendimento dobraria. Subiria de cerca de 3% ao ano para algo em torno de 6%.

Ou seja, há assuntos em pauta suficientes para explodir o governo, ou para implodir o próprio Eduardo Cunha.

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segunda-feira, 27 de julho de 2015 Congresso | 12:23

Cunha prepara “Agosto Negro” na Câmara, mas governo aposta em Temer e Renan

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O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), jura de pés juntos que comandará a casa dos deputados federais com ponderação em relação ao governo, mesmo tendo se anunciado oficialmente na oposição à presidente Dilma Rousseff.

Você acredita?

Logo depois do anúncio Cunha deu andamento a 12 pedidos de impeachment contra a presidente que estavam parados na Câmara e autorizou a criação de duas Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) — a dos Fundos de Pensão, e a do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Ele também já pautou para agosto as votações de todas as prestações de contas de ex-presidentes da República que estavam encalhadas (desde o governo Fernando Collor de Mello), para poder votar a conta de 2014 do governo Dilma tão logo o Tribunal de Contas da União dê seu parecer sobre as chamadas “pedaladas” da equipe econômica da primeira gestão da atual presidente.

Pois é. O Palácio do Planalto também não acredita que Cunha agirá com ponderação e já estabeleceu como principal meta do coordenador político co governo, o vice-presidente da República Michel Temer, que também é presidente nacional do PMDB, driblar oposicionismo de Cunha.

E os primeiros testes virão logo na primeira semana do Congresso: a votação dos vetos presidenciais ao fator previdenciário e ao projeto que dobra o valor do reajuste do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço.

Os vetos são votados na Câmara e no Senado. Nesse dois casos, as previsões são de extrema dificuldade para manter o veto na Câmara, mas com maior possibilidade de vitória do governo no Senado.

O Senado, assim, presidido por Renan Calheiros (PMDB-AL), tornou-se o fiel da balança entre Eduardo Cunha e o Palácio do Planalto.

Não foi à toa que, durante o anúncio da nova meta de superavit fiscal, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, fez questão de citar o “bom diálogo” que vem mantendo com Renan Calheiros.

Renan e Temer são, portanto, as chaves do governo no PMDB para tentar frear o oposicionismo de Cunha.

Com Renan, a presidente mesmo pretende intensificar encontros e conversas visando amainar suas críticas, ouvir sugestões e atender reivindicações. Neste último item, dentro do possível. Porque, tal como o presidente da Câmara, o presidente do Senado também está sob ameaça de ser denunciado pela Operação lava Jato. E Dilma tem informado a todos que não dispõe de condições de interferir nas denúncias.

No caso de Eduardo Cunha, Temer está concluindo esta semana sua corrida para liberação de cargos e emendas dos parlamentares ao Orçamento, em troca do apoio nas votações na Câmara. Há discussões ainda no governo se vale liberar tudo agora ou ir soltando à medida em que avancem as votações.

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