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Arquivo de junho, 2015

terça-feira, 30 de junho de 2015 governo | 17:13

Lula não conseguiu dobrar oposição no PT ao governo

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Líder máximo do PT, o ex-presidente Lula jantou ontem com as bancadas do partido na Câmara e no Senado.

Chegou e saiu com um discurso diferente de suas últimas palestras: Não criticou a presidente Dilma Rousseff, mas sim, pediu paz entre seu partido e o governo. Cobrou da bancada, inclusive, uma defesa mais dura não só do próprio PT — abalado pelos escândalos da Petrobras e do Mensalão — como também das políticas e dos projetos governamentais.

Bem, o núcleo oposicionista no PT — pelo menos explicitamente — está no Senado. Especialmente em três senadores do partido: Walter Pinheiro (BA), Paulo Paim (RS) e Lindebergh Farias (RJ).

O iG procurou e conseguiu ouvir os três. Ao que tudo indica, a explanação de Lula não alterou a disposição dos oposicionistas do partido em continuar criticando o governo.

Pinheiro nem sequer foi à reunião. Lindbergh e Paim foram. Rendem loas e homenagens a Lula, mas, quando perguntado se mudaram suas posições, deixam claro que não recuaram nem um milímetro.

Paim enumera os projetos de interesse do Planalto em votação no Senado e que não contam com seu voto. Lindeberh continua pedindo a cabeça da equipe econômica, exatamente como fez, pela primeira vez aqui na coluna.

Veja o que disseram:

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Congresso | 12:34

Lula propõe que Dilma discuta “saídas para o Brasil” com Legislativo e Judiciário

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O presiedente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) tomou café da manhã com o ex-presidente Lula.
O
Segundo ele, Lula “veio em missão de paz” a Brasília e não fez críticas à presidente Dilma Rousseff.

Renan afirmou que boa parte da conversa ficou centrada na reforma política. Lula, segundo ele, se manifestou contra o fim da reeleição, se for mantido o mandato de quatro anos para chefes de Executivo.

O presidente do Senado afirmou que o ex-presidente Lula defendeu que a presidente Dilma Rousseff reuna-se com os poderes Legislativo e Judiciário “na busca de saídas para o Brasil”.

Renan também falou sobre maioridade penal. Disse que o projeto de alteração do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) proposto pelo senador José Serra (PSDB-SP) deverá ser votado ainda hoje.

O projeto tem o apoio do governo federal e do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB).

Nesse tema há uma corrida entre Cãmara e Senado. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), defende a diminuição da maioridade penal, e também pretende aprová-la hoje.

Veja abaixo o vídeo com a chegada de Renan ao Senado, quando falou sobre esses assuntos:

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segunda-feira, 29 de junho de 2015 partidos | 16:25

“Demonstração de divergências não será o fim do mundo” diz líder do PT sobre jantar da bancada com Lula

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O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), admite que a situação é de crise. Mas, em entrevista ao iG, ele afirma que o jantar de hoje do ex-presidente Lula com as bancadas do Senado e da Câmara, em Brasília, será útil ao partido:

“Não existe o governo sem o PT, nem o PT sem o governo, assim como não existe a presidente Dilma sem o presidente Lula”

Mas o vazamento das críticas que costumam ocorrer nessas reuniões não tende a atrapalhar mais do que ajudar?

“A demonstração de divergências não é o fim do mundo”, afirma o líder.

Na entrevista ele fala ainda dos vazamentos das delações premiadas e das reclamações contra o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo:

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domingo, 28 de junho de 2015 Congresso | 05:55

Deputada do funk, militar na tribuna, palhaço e conservadores radicais. Conheça um pouco da Câmara dos Deputados, onde reina Eduardo Cunha

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Vice-líder do Governo na Câmara, o deputado Silvio Costa (PTB-PE) chegou a subir à tribuna para denunciar: o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), pretende estabelecer uma “ditadura do Legislativo” no país, em que ele mesmo, Eduardo Cunha, seria o ditador.

Verdade ou mentira, o fato é que, com a presidente Dilma Rousseff enfraquecida, o Legislativo tomou do Executivo o protagonismo da política no Brasil, neste primeiro semestre.

E Eduardo Cunha foi, de fato, o nome mais importante da Câmara.

Mas nem só com o poder é que se chama atenção na política.

O plenário da Câmara é um ambiente onde convivem 513 deputados e centenas de assessores e jornalistas. E onde, naturalmente, figuras — digamos assim — exóticas também acabam chamando a atenção e assumindo algum tipo de protagonismo.

Para você que não pode estar lá, vai aí um videozinho de 8 minutos apresentando alguns desses personagens:

Eis as biografias dos principais personagens citados no vídeo, conforme o site da Câmara:

 

Capião AugustoCAPITÃO AUGUSTO

Informações do Deputado

 

  • Nome civil: JOSE AUGUSTO ROSA
  • Aniversário: 4 / 10
  • Partido/UF: PR / SP / Titular
  • Telefone: (61) 3215-5273 – Fax: 3215-2273
  • Legislaturas: 15/19
  • Biografia
  • Fale com o deputado

 

Minhas informações na Câmara

 

 

TiriricaTIRIRICA

Informações do Deputado

 

  • Nome civil: FRANCISCO EVERARDO OLIVEIRA SILVA
  • Aniversário: 1 / 5
  • Partido/UF: PR / SP / Titular
  • Telefone: (61) 3215-5637 – Fax: 3215-2637
  • Legislaturas: 11/15 15/19
  • Biografia
  • Fale com o deputado

 

Minhas informações na Câmara

 

BolsonaroJAIR BOLSONARO

Informações do Deputado

 

  • Nome civil: JAIR MESSIAS BOLSONARO
  • Aniversário: 21 / 3
  • Partido/UF: PP / RJ / Titular
  • Telefone: (61) 3215-5482 – Fax: 3215-2482
  • Legislaturas: 91/95 95/99 99/03 03/07 07/11 11/15 15/19
  • Biografia
  • Fale com o deputado

 

Minhas informações na Câmara

 

 

Eduardo CunhaEDUARDO CUNHA

Informações do Deputado

 

  • Nome civil: EDUARDO COSENTINO DA CUNHA
  • Aniversário: 29 / 9
  • Partido/UF: PMDB / RJ / Titular
  • Telefone: (61) 3215-5510 – Fax: 3215-2510
  • Legislaturas: 03/07 07/11 11/15 15/19
  • Biografia
  • Fale com o deputado

 

Minhas informações na Câmara

 

Domingos SávioDOMINGOS SÁVIO

 

Informações do Deputado

 

  • Nome civil: DOMINGOS SÁVIO CAMPOS RESENDE
  • Aniversário: 25 / 3
  • Partido/UF: PSDB / MG / Titular
  • Telefone: (61) 3215-5345 – Fax: 3215-2345
  • Legislaturas: 11/15 15/19
  • Biografia
  • Fale com o deputado

 

Minhas informações na Câmara

 

Silvio CostaSILVIO COSTA

Informações do Deputado

 

  • Nome civil: SÍLVIO SERAFIM COSTA
  • Aniversário: 23 / 12
  • Partido/UF: PSC / PE / Titular
  • Telefone: (61) 3215-5417 – Fax: 3215-2417
  • Legislaturas: 07/11 11/15 15/19
  • Biografia
  • Fale com o deputado

 

Minhas informações na Câmara

 

 

Luiz Carlos RamosLUIZ CARLOS RAMOS

  • Nome civil: LUIZ CARLOS RAMOS
  • Aniversário: 8 / 6
  • Partido/UF: PSDC / RJ / Titular
  • Telefone: (61) 3215-5636 – Fax: 3215-2636
  • Legislaturas: 15/19
  • Biografia
  • Fale com o deputado

 

Minhas informações na Câmara

 

 

BrunnyBRUNNY

Informações da Deputada

 

  • Nome civil: BRUNIELE FERREIRA GOMES
  • Aniversário: 21 / 8
  • Partido/UF: PTC / MG / Titular
  • Telefone: (61) 3215-5260 – Fax: 3215-2260
  • Legislaturas: 15/19
  • Biografia
  • Fale com o deputado

 

Minhas informações na Câmara

 

 

Roberto FreireROBERTO FREIRE

Informações do Deputado

 

  • Nome civil: ROBERTO JOÃO PEREIRA FREIRE
  • Aniversário: 20 / 4
  • Partido/UF: PPS / SP / Suplente
  • Telefone: (61) 3215-5242 – Fax: 3215-2242
  • Legislaturas: 79/83 83/87 87/91 91/95 03/07 11/15 15/19
  • Biografia
  • Fale com o deputado

 

Minhas informações na Câmara

 

 

Glauber BragaGLAUBER BRAGA

 

Informações do Deputado

 

  • Nome civil: GLAUBER DE MEDEIROS BRAGA
  • Aniversário: 26 / 6
  • Partido/UF: PSB / RJ / Titular
  • Telefone: (61) 3215-5362 – Fax: 3215-2362
  • Legislaturas: 07/11 11/15 15/19
  • Biografia
  • Fale com o deputado

 

Minhas informações na Câmara

 

 

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sexta-feira, 26 de junho de 2015 governo | 09:24

“Bancada não pode ser chamada só na hora de votar”, diz líder do PMDB após aprovação do ajuste fiscal

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Em entrevista ao iG, o líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ), faz um balanço positivo da votação dos projetos que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, considerava decisivos para o ajuste fiscal do governo este ano: as medidas provisórias 664 e 665 e a reoneração das folhas de pagamento, aprovada ontem.

Piccani calcula ter preservado 80% do que o Palácio pediu ao Congresso, o que em tempos de crise é bastante.

Ontem, o que o deixou mais irritado foi a derrota em um dos itens do projeto de reoneração das folhas: a proposta de acabar os créditos tributários que fabricantes de bebidas frias (refrigerantes) da Zona Franca recebem na produção de outras bebidas fora da região.

O líder diz que a relação com o governo melhorou desde que o peemedebista Michel Temer assumiu como coordenador político, mas que o partido não pode ser chamado somente quando o Palácio do Planalto precisa de seus votos. E agora ele espera a liberação das emendas ao Orçamento prometidas.

“Nossos pleitos estão lá. Aguardamos o governo.”

E a relação de Michel com o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, que é do PT… Como está?

“Melhorou muito. Esperamos que o Michel continue com autonomia e que não haja retrocesso.”

Assista:

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quinta-feira, 25 de junho de 2015 escândalos políticos | 10:02

Deputado cobra transparência nas contas dos advogados da Lava Jato: “nudez é melhor!”

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Depois que donos e diretores de grandes empreiteiras começaram a ser presos, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) resolveu abrir fogo contra o que considera abusos da Polícia Federal e do Ministério Público na apuração do escândalo da Lava Jato.

Especialmente quando os investigadores focaram suas apurações sobre os advogados.

Ex-governador de Santa Catarina e ex-senador, o deputado Esperidião Amim (PP-SC) comentava no Congresso que tudo bem: é direito da OAB defender a atuação profissional de seus filiados.

Mas — já que boa parte das denúncias giram em torno da movimentação de rios de dinheiro — Amim argumenta que a entidade deveria também cobrar dos advogados a divulgação da origem dos honorários de defesa dos acusados.

Assista (até o final!) a explicação bem-humorada do deputado:

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quarta-feira, 24 de junho de 2015 Congresso | 11:21

Eduardo Cunha deixa governo por um fio para aprovar a reoneração

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Plenario-camara-sessao-extraordinariaO presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), liberou os deputados, especialmente os do Nordeste, para participarem dos festejos de São João em seus Estados, cujo auge foi na madrugada de ontem para hoje.

Ele avisou que a partir das 19h de hoje, quem não estiver presente em plenário levará falta e, portanto, será descontado no salário.

Teoricamente é para garantir o quórum mínimo de votação do projeto de desoneração das folhas de pagamento, que ele marcou para hoje.

Na verdade, em sua nova proposta, o governo volta cobrar tributos de empresas que haviam sido liberadas do pagamento desde o ano passado, daí o projeto estar sendo chamado de “reoneração” das folhas de pagamento.

Não é garantido, no entanto, que os deputados ausentes devido às festas de São João em suas bases eleitorais resolvam comparecer agora apenas pelo medo do desconto.

Ontem, dos 513 deputados, somente 321 apareceram em plenário para a sessão noturna, a mais concorrida do dia. O quorum mínimo para votação é de 257 deputados. O projeto de “reoneração” seria aprovado com o voto favorável de metade mais um dos presentes.

Não são números difíceis de alcançar. Mas com a decisão de Eduardo Cunha de liberar parte dos deputados para o São João, os 321 presentes ontem estão longe de garantir o quórum. Deles, apenas cerca de 200 apoiam o governo. Os demais presentes em plenário eram integrantes da oposição, e se decidirem pela obstrução, podem impedir a votação do projeto. O que só não ocorrerá se o plenário encher hoje.

Mesmo assim, na semana passada, com o plenário cheio, a oposição conseguiu obstruir, graças ao apoio do PMDB e de boa parte da base governista à proposta de que se deveria priorizar a votação de uma moção de repúdio ao governo da Venezuela pelos incidentes envolvendo a visita de senadores brasileiros àquele país. Com isso, não houve tempo para votar a “reoneração”.

Resultado: Os articuladores do governo ainda não estão seguros de que conseguirão aprovar hoje o projeto.

Tudo vai depender da boa vontade e da mobilização do velho PMDB, comandado por Eduardo Cunha e pelo líder da bancada, seu fiel escudeiro Leonardo Picciani (RJ), que a propósito é o relator do projeto.

Picciani e Cunha já conseguiram arrancar do governo a manutenção de desonerações para quatro setores, o que diminuiu o corte de gastos do Tesouro de R$ 12,5 bilhões para apenas R$ 10 bilhões.

Na semana passada, a bancada se recusou a votar por causa das emendas parlamentares ao Orçamento que ainda não haviam sido liberadas. Mas esta semana o governo começou a liberar.

O problema é que muitos dos deputados recém-eleitos ainda não viram seus pedidos liberados. Eles totalizam 243 votos, boa parte dos quais, jovens da chamada “bancada baby face”, com forte concentração de peemedebistas.

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terça-feira, 23 de junho de 2015 escândalos políticos | 08:49

Odebrecht contribuiu para muita gente. Até para Jeb Bush, pré-candidato a presidente dos EUA

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Odebrecht

É grande a aposta no meio político e até no mercado de que Marcelo Odebrecht acabará fechando acordo de delação premiada com o Ministério Público.

E aí será uma loucura. Ninguém duvida que tanto ele quanto o outro grande empreiteiro com quem acaba de ser preso na operação Lava Jato — o Otávio Azevedo, da Andrade Gutierrez — tenham bombas a soltar para todos os lados. Não só para Lula, Dilma e o PT. Essas empreiteiras têm ligações com todos os partidos, com governantes de todas as matizes. Sempre viveram de obras públicas e por isso, provavelmente sabem os podres de muita gente.

E por que se aposta que podem acabar falando?

Porque, ao entrarem na Lava Jato, vão dar margem a todo tipo de pesquisas sobre todo tipo de escândalo e denúncias que já tenham aparecido contra elas.

Por exemplo. Vá ali no Google e digite em inglês: “fundação contribuinte descoberto” (Foundation contributor uncovered).

Você vai encontrar algo como a história acima.

Uma reportagem publicada em 22 de outubro de 1998 pelo “St. Petersburg Times”, segundo a qual uma subsidiária da Odebrecht — a Contractors Odebrecht — foi a fonte de uma doação de US $ 70.000 à agência sem fins lucrativos de Jeb Bush.

Isso mesmo: Jeb Bush, o ex-governador do Estado da Flórida e atual pré-candidato à Presidência da República dos EUA pelo partido Republicano; irmão do ex-presidente dos EUA George W. Bush e filho de outro ex-presidente, o George Bush.

O jornal afirma que se trata de “um dos maiores mistérios que cercam fundação sem fins lucrativos de Jeb Bush”.

A empresa seria o maior doador para a tal Fundação de Jeb Bush, até então. Doou US $ 70.000 em 1995, “U$ 20.000 mais do que ninguém jamais deu e muito acima de $ 5.000 comumente contribuído pelos principais doadores”, afirma o jornal. Que completa:

“A Odebrecht ganhou contratos estaduais e municipais no valor de centenas de milhões de dólares nos últimos anos, de renovação do Aeroporto Internacional de Miami, uma nova arena Miami, pontes em toda a Flórida.”

Ainda segundo o jornal, um funcionário da Odebrecht nos EUA disse que o dinheiro foi dado para um livro escrito por Jeb Bush, quando ele não era oficialmente candidato a qualquer cargo eletivo. Não foi contribuição de campanha, portanto não seria crime.

Não foi. Mas a denúncia tornou-se um problema na segunda campanha de Jeb Bush a governador. A tal fundação passou a ser vista como uma agência sem fins lucrativos que existia unicamente para manter empregadas algumas figuras chaves de sua primeira campanha até que começasse a seguinte.

Enfim, essa coisa de escândalos é assim: vai se levantando o tapete daqui, a poeira dali, o passado… E as encrencas vão se acumulando até que se consiga sair do furacão. Se é que dá para sair.

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segunda-feira, 22 de junho de 2015 Congresso | 18:03

Aécio e Lindebergh batem boca sobre comitivas à Venezuela

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O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) subiu à tribuna para criticar a comitiva de senadores da oposição que esteve na Venezuela semana passada — a qual classificou de “equivocada e, no mínimo, apressada” — e anunciou uma nova comitiva que viajará na próxima quinta-feira.

Presidente do PSDB e um dos integrantes da comitiva da semana passada, o senador Aécio Neves (MG) foi ao plenário para responder a Lindbergh. Ele classificou a comitiva de Lindbergh como “chapa branca”, não aceitou o convite para participar dessa nova viagem e voltou a criticar a atuação do governo brasileiro no episódio.

Assista ao que disseram os dois:

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Congresso | 10:24

Nova força na Câmara, a “bancada baby face” chama atenção do governo como ameaça ao ajuste fiscal

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A composição atual da Câmara está repleta de deputados de primeiro mandato. São 243 no total, com idade média abaixo dos demais parlamentares.

Sempre que o plenário da Câmara enche, em dia de votação, logo as mesas da sala de cafezinho são tomadas por grupos desses jovens, misturando integrantes de quase todos os partidos.

Entre risos e piadas, marcam encontros em baladas e também articulam movimentações em conjunto em relação aos projetos em votação e em relação ao governo e aos líderes de seu partidos.

O Palácio do Planalto já identificou a força deste grupo. Tanto que o coordenador político do governo, Michel Temer, tem mantido reuniões específicas com o que classificou como jovens deputados.

Mas os velhos deputados preferem chamar seus novos colegas por um outro apelido: são os “Baby faces”.

“Eles estão fortes na Casa”, conta um desses deputados mais velhos, lamentando que se trata de um grupo sem ideologia definida, composto em boa parte por filhos de políticos, portanto já com experiência familiar nas barganhas de bastidores, e que, por isso, tende a se manter forte no cenário político durante longos anos.

Foi graças à bancada baby face que a Câmara aprovou, no projeto de reforma política, a diminuição para 18 anos, na idade mínima para eleição de deputados.

“Veja só. Vai ter deputado aqui que mal completou o segundo grau. O garoto não passaria no vestibular em seu Estado, aí o pai banca a campanha, elege o filho e manda para Brasília, onde terá direito, como deputado federal, a cursar uma universidade pública”, reclama outro deputado mais velho.

Na semana passada, a ala “baby face” do PMDB se rebelou contra o fato de o Palácio do Planalto não ter liberado suas emendas ao Orçamento. Depois de reclamar com o líder e ameaçar não votar o último projeto do ajuste fiscal previsto para este semestre, o que diminuiu as desonerações da folha de pagamento, o grupo aderiu silenciosamente à obstrução encampada pela oposição e a votação teve que ser adiada para esta semana.

O jornal “Folha de S.Paulo” revelou que os deputados de primeiro mandato agora têm até um fórum no WathsApp, criado pelo deputado Elmar Nascimento (DEM-BA), que o utilizou para conclamar os colegas: “Nos enganaram e não vão pagar nossas emendas. Precisamos nos mobilizar.”

Esta semana está prevista novamente a votação do projeto de desoneração das folhas de pagamento. Segundo o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o plenário deverá começar a decidir na quarta-feira e, possivelmente, no dia seguinte.

Mas o líder do PMDB, Leonardo Picciani (RJ), não garante a conclusão da votação nesta semana. Ele tem sido procurado por colegas da bancada “baby face” ameaçando novamente não votar por causa das emendas.

Em termos objetivos, a aprovação não é difícil, já que o projeto precisa apenas de maioria simples, se o plenário tiver quorum mínimo para votação. Ou seja, de 257 presentes, metade dos votos mais um são suficientes para aprovar.

Mas sempre é possível fazer corpo mole, como ocorreu na semana passada. Com a proximidade do recesso, a não-votação imediata pode significar que o texto que o governo queria fazer valer já em agosto só entre em vigor em setembro.

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