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Arquivo de março, 2015

quarta-feira, 25 de março de 2015 governo | 18:03

Até o PT do Senado reclama falta de diálogo com Dilma. Assista ao vídeo

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O apelo do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, para suspender a votação, prevista para hoje, da lei que altera os indexadores das dívidas dos estados, só foi atendido após uma tensa reunião no gabinete do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Coube ao senador Walter Pinehiro (PT-BA), ex-líder do seu partido no Senado, anunciar o acordo segundo o qual o projeto, aprovado na Câmara na terça-feira, poderá voltar à pauta já na próxima terça-feira.

Pinheiro foi enfático: E será então imediatamente votado, com um texto que não agrada ao Palácio do Planalto, se Joaquim Levy não apresentar à Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, até terça-feira, o detalhamento de todo o ajuste fiscal e mesmo o plano do governo para depois do ajuste. “Desta vez, um plano com começo, meio e fim”.

“Não dá para continuarmos sem saber para onde vamos” disse Walter Pinheiro, para espanto até de seus colegas do PSDB.

“O Walter Pinheiro está mais oposicionista do que eu” brincou o senador Cassio Cunha Lima (PSDB-PB).

O iG foi ouvir o senador petista a fim de saber o motivo de tanto descontentamento.

No vídeo abaixo Pinheiro revela que até mesmo a bancada do PT está sem qualquer diálogo com a presidente da República. “Já se vão três meses que a presidente tomou posse de seu segundo mandato, e até agora ela não conversou com a bancada de senadores de seu próprio partido”, reclamou.

E desfiou suas queixas:

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terça-feira, 24 de março de 2015 governo | 20:09

Em meio à crise, o vice Michel Temer se aproxima de Aécio Neves

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Enquanto a presidente da República, Dilma Rousseff (PT), está às turras com sua base parlamentar, o vice-presidente Michel Temer (PMDB) abre os caminhos possíveis de diálogo com o Congresso. E não só com os partidos que apoiam o governo.

Temer também está sedimentando uma ponte com a oposição. Mais precisamente com o presidente nacional do PSDB, o senador Aécio Neves (MG), adversário de Dilma nas últimas eleições e provável candidato tucano à Presidência em 2018.

O mote da primeira conversa entre Temer e Michel foi a votação das prorrogação até 2019 das regras atuais de reajuste para o salário mínimo. Na tentativa de evitar que essas regras sejam estendidas aos aposentados pela Previdência, Temer propôs a edição de uma medida provisória, adiando o embate final com o Congresso em 120 dias.

Além de buscar o apoio dos líderes dos partidos governistas ao adiamento da votação, Temer resolveu telefonar também para Aécio, que comanda o maior partido de oposição no Congresso.

Acabaram falando não apenas da MP e do salário mínimo. Trataram também da reforma política, especialmente do fim da reeleição. E marcaram um encontro ao vivo e a cores para as próximas semanas.

Quem relata ao iG o telefonema é o próprio Aécio Neves (Resta saber se a presidente Dilma Roussef gosta dessa proximidade entre seu vice e seu principal adversário):

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governo | 16:57

Temer propõe edição de nova medida provisória do salário mínimo para ganhar tempo com o Congresso

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O vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), submeteu aos líderes governistas uma proposta para suspender o impasse entre o governo e sua base no Congresso em torno das regras de correção do salário mínimo. A ideia é editar uma medida provisória sobre o tema, adiando por 120 dias a discussão definitiva da matéria.

Há duas semanas a Câmara aprovou o texto base do projeto de lei que estende, até 2019, as atuais regras de correção anual do salário mínimo. Na votação em plenário, no entanto, o relator, André Figueiredo (PDT-CE), tentou estender a regra de reajuste do mínimo para os aposentados da Previdência Social. Este item ficou para ser votado hoje pelo plenário.

O governo não aceita a indexação do pagamento das aposentadorias às novas regras de reajuste do mínimo. Mas a base governista, especialmente o PMDB, está acenando em peso pela aprovação da indexação.

Temer mandou ontem à noite o ministro da Aviação, Eliseu Padilha, ao Congresso para levantar a situação do projeto. Padilha voltou com um quadro desanimador: a base em peso está propensa a votar contra o governo.

A ideia dos parlamentares peemedebistas, liderados pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), é deixar para a presidente Dilma Rousseff o ônus do veto à indexação aprovada pela Câmara. Seria mais um desgaste da presidente junto à opinião pública.

Diante desse quadro, Temer está propondo aos líderes, com o aval da área econômica do governo, a edição de uma medida provisória sobre o tema. MPs têm que ser depois votadas pelo Congresso. Mas o governo ganharia 120 dias, ou seja, quatro meses, para negociar com sua base as novas regras.

O Palácio dop Planalto submeteu esta manhã a proposta aos líderes governistas, que devem discutir o tema com suas bancadas hoje á tarde.

Temer não tratou do assunto só com os líderes governistas. telefonou também para líderes da oposição e até mesmo o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG). Não obteve garantia de apoio. Mas, pelo menos, iniciou a abertura de canais de negociação entre governo e oposição.

Hoje à noite será possível avaliar se a estratégia do vide de Dilma Rousseff deu certo.

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quinta-feira, 19 de março de 2015 governo | 19:50

PMDB proporá redução do número de ministérios. É o troco para paralisia de Dilma

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A cúpula do PMDB no Senado já tem na ponta da língua a reação ao fato de a presidente Dilma Rousseff postergar a reforma ministerial: os peemedebistas defenderão uma redução drástica no número de ministérios.

A estratégia de cobrar diminuição no número de ministérios serviria para dificultar a distribuição de cargos no primeiro escalão para outros partidos aliados ao governo, como o PROS do ex-ministro da Educação Cid Gomes, e o PSD, do ministro das Cidades, Gilberto Kassab, que disputam espaço com o PMDB na base governista. E também obrigaria o PT a abrir mão de cargos que já detém no primeiro e no segundo escalão.

A decisão foi tomada em um almoço hoje do qual participaram o peemedebista e vice-presidente da República, Michel Temer; o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB/AL); o líder do partido, Eunício Oliveira (PMDB/CE), e o ministro das Minas e Energia, Eduardo Braga, que é senador eleito pelo PMDB do Amazonas.

No almoço, Renan e Eunício disseram que chegou a hora de o partido parar de pleitear ministérios. Segundo eles, a demora da presidente Dilma em definir a reforma só serve para carimbar os peemedebistas como políticos à espera de cargos no governo.

Para os peemedebistas, foi uma deselegância de Dilma com seu vice ela ter declarado que não haverá reforma ministerial, justamente hoje, quando foi divulgada entrevista de Michel Temer ao jornalista Roberto D’Ávila, da Globo News, na qual o vice-presidente afirmava que a reforma realmente poderia vir a acontecer.

Renan relatou que ontem, quando se reuniu com a presidente Dilma, só ouviu pedidos de ajuda na tramitação de projetos do governo, mas não ouviu qualquer aceno de aproximação com o PMDB. Muito menos indicações de qual seria a participação do partido nos ministérios.

Eunício Oliveira contou que está com sérias dificuldades para encontrar alguém no partido interessado no cargo de líder do governo no Senado. Segundo ele, todos os senadores com quem conversou acham que o posto só serviria para se desgastarem junto aos eleitores, sem que tenham de fato autoridade para participar das decisões do governo.

As acusações do ex-ministro da Educação Cid Gomes ontem na Câmara, de que o partido está achacando o governo, só vieram a aumentar o mal estar. E apressar a decisão de reagir à lentidão do governo.

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quarta-feira, 18 de março de 2015 escândalos políticos | 11:44

Só Dilma pode salvar Dilma

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Todas as conversas no Congresso, neste momento, passam por um mesmo assunto: a crise, naturalmente.

E a constatação geral, de governistas e oposicionistas, a essa altura do campeonato, é que a crise tem dono. Ou melhor, dona, a presidente da República, Dilma Rousseff.

Foto: José Cruz/Agência Brasil

Foto: José Cruz/Agência Brasil

Não que Dilma seja inteiramente culpada, ou que tenha culpa pelos escândalos que deflagraram a crise. Aí não há unanimidade. Mas está nas mãos da presidente, e somente dela, a solução.

Por exemplo: o ex-presidente Lula. Há quem tenha cobrado dele que entrasse mais fundo na busca de uma solução. Que aparecesse mais.

Bem, a crise chegou a um ponto tal que Lula ontem deu um telefonema à tarde para o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Mesmo se considerando amigo pessoal do ex-presidente, Renan não quis atender. De fato, até lá pelas 20h, não havia retornado o telefonema de Lula. Renan sabia o que o ex-presidente queria: colocar panos quentes na crise de relacionamento do Congresso (e do próprio Renan) com o governo. Mas o presidente do Senado considera que não é Lula quem pode resolver o problema. É Dilma.

Passou o dia irritado, até quando recebeu — a contragosto dessa vez — o único interlocutor do governo a quem ainda considera: o ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Quando o ministro deixou seu gabinete, Renan resmungou: “Só vem tratar de ajuste, ajuste, corte de gastos.”

O próprio Lula tem dito a alguns de seus interlocutores que não entra mais fundo porque não sabe até que ponto Dilma está disposta a seguir o que ele diz. Já por duas ou três vezes sugeriu mudanças profundas no ministério e, até agora, nada: “A bola está com ela”, disse Lula a pelo menos um desses interlocutores.

A avaliação percorre todos os escalões da política e até setores da oposição, ou no meio do caminho.

É o caso, por exemplo, do deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), que disputou e perdeu por um voto a eleição para líder de seu partido na Câmara, contra o poderio do presidente da Casa, Eduardo Cunha. Lúcio é irmão do ex-deputado Geddel Vieira Lima (PMDB), que foi derrotado nas eleições para o Senado e vive às turras com o ministro e ex-governador da Bahia Jaques Wagner (PT).

“A solução da crise é fácil. É só a Dilma enxugar o ministério, abrir espaço de verdade para os partidos aliados e colocar lá gente que saiba conversar. Não entendo por que ela não fez isso até agora”, dizia Lúcio no Salão Verde da Câmara quando foi interrompido pelo oposicionista Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR):

“Sinceramente. Esse negócio de impeachment não interessa a ninguém. Não interessa ao país. A crise é política e se chama Dilma. E a solução também se chama Dilma. Basta ela vestir as sandálias da humildade e chamar a oposição para conversar que a crise acaba”, argumentava Hauly.

Quando provocado com a argumentação de que o alto tucanato já havia acenado que não quer conversa, Hauly retrucou: “Isso é jogo de cena do PSDB. Como que a gente vai se recusar a conversar se ela chamar publicamente? Ia parecer que queremos ver mesmo o país pegar fogo.”

É. Pode ser. Pode não ser também. Mas uma coisa é certa: de todos os protagonistas da crise, a presidente da República, até pela força do cargo, é quem realmente tem condições de ainda se mexer. Se quiser salvar a própria pele.

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terça-feira, 17 de março de 2015 governo | 12:13

Na falta de coordenação política, ministro da Fazenda assume

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O poder não deixa vácuo mesmo. Como a presidente Dilma Rousseff demora a indicar o(s) novo(s) coordenador(es) político(s) do governo, o Congresso vai aos poucos escolhendo o seu interlocutor no poder Executivo. Nessas horas, a busca costuma recair em quem realmente tenha poder de decisão. E quem tem poder hoje na Esplanada dos Ministérios, além, é claro, da presidente da República? O ministro da Fazenda, Joaquim Levy.

É para ele, portanto, que se voltaram os principais protagonistas do Congresso. A começar pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Depois de armar uma brigalhada com o Palácio do Planalto — recusando o convite da presidente para uma reunião com os caciques do PMDB e devolvendo, na terça-feira (3), a medida provisória 669/2015 que tratava da desoneração da folha de pagamento das empresas — foi com Joaquim Levy que Renan negociou diretamente uma trégua na crise: o ministro da Fazenda aceitou escalonar o reajuste da tabela do imposto de renda e, já no dia seguinte, o PMDB votou em peso pela suspensão do reajuste e contra a derrubada de todos os vetos presidenciais que estavam naquele dia na pauta do plenário.

Desde então, Renan tem dito a quem conversa com ele que Levy é seu melhor interlocutor no governo.

Ontem à noite, Levy foi escalado para outra missão política: reuniu-se com a bancada do PT na Câmara a fim de explicar as medidas provisórias que tratam do ajuste fiscal e ainda precisam de aprovação pelo Congresso.

Os petistas, puxados pelo ex-ministro José Dirceu, têm se declarado publicamente contra o ajuste. Especialmente contra as duas MPs editadas no final do ano passado que tornaram mais rigoroso o acesso a uma série de benefícios previdenciários, entre eles, pensão por morte e seguro-desemprego.

Após a reunião, o líder do governo na Câmara, José Guimarães (CE), anunciou que a bancada votará “100% a favor” das duas MPs. Segundo ele, a reunião “foi dura”, mas Levy convenceu os petistas sobre a neccesidade e a provisoriedade do ajuste.

Antes da reunião com o PT, Levy recebeu ontem mesmo uma outra demonstração pública de fortalecimento, de ninguém mesnos que a própria presidente da República. Dilma Rousseff declarou, em entrevista coletiva de imprensa, que está disposta a negociar tudo, mas que não abre mão do ajuste fiscal, capitaneado por seu ministro da Fazenda.

Em meio a uma saraivada de críticas da imprensa e da opinião pública, este foi um dos poucos acertos recentes da presidente. Espera-se que Dilma não desautorize Levy. Seus coordenadores políticos anteriores — como os ex-ministros Ideli Salvatti e Luiz Sérgio — foram seguidamente desautorizados pela presidente. Assim como Aloizio Mercadante e Pepe Vargas, que agora estão na berlinda.

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