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Arquivo de setembro, 2014

segunda-feira, 15 de setembro de 2014 eleições | 18:37

Sabatina iG/RedeTV com Aécio Neves

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Essa entrevista com Aécio Neves ainda pode dar muito pano pra manga. Será mesmo que o PSDB ficará na oposição se a Marina vencer?

Se perder, PSDB será oposição a Marina Silva, diz Aécio ao iG e à RedeTV!

Tucano afirma que partido não comporá governo em uma eventual vitória de Marina Silva, que venceria Dilma no 2º turno

O PSDB irá para oposição caso seja derrotado nas eleições presidenciais, mesmo que a vitoriosa seja Marina Silva (PSB), afirmou o candidato tucano e presidente da legenda, senador Aécio Neves, em entrevista ao iG e à RedeTV!.

“Temos duas alternativas: ou ganhamos as eleições e vamos governar o Brasil, e é a alternativa que eu prefiro e vou lutar por ela, ou perdermos as eleições. Se essa for a decisão dos brasileiros, e espero que não seja, vamos para oposição e quem decide um papel de um partido político é o povo”, disse o candidato aos jornalistas Amanda Klein, da RedeTV!, e Tales Faria, publisher do iG.

entrevista foi a segunda da série que ouvirá propostas dos presidenciáveis. Na quinta-feira (11), Dilma Rousseff foi sabatinada.

Assista ao 1º bloco da entrevista de Aécio Neves ao iG e à RedeTV!:

Questionado sobre se a postura seria a mesma no caso de uma vitória de Marina Silva, Aécio respondeu: “Se nós perdermos as eleições, vamos ser oposição. A quem ganhar. Como espero ganhar as eleições, espero ser governo.”

A demarcação de distância em relação a Marina ocorre apesar de Aécio ver proximidade entre o programa econômico do PSDB e o da adversária, afirmando que ela “abraça agora a nossa política econômica, inclusive indo além” ao propor a autonomia formal do Banco Central, algo que o tucano não propôs.

Aécio também reconheceu que sua candidatura perdeu eleitores para a de Marina, mas ressaltou que esse movimento começou a se inverter, e que ele estará no segundo turno. O Datafolha de 8 e 9 de setembro dá 15% das intenções de voto para o tucano, um ponto a mais do que no levantamento anterior, e Marina tem 33%, um a menos.

“Esse quadro [segundo turno entre Marina e Dilma] é impossível de acontecer, porque eu vou estar no segundo turno”, afirmou Aécio. “Eu não tenho dúvida que essa movimentação começa acontecer. Na semana que vem espero que as pesquisas já comecem a apontar nesse sentido.”

Marina vira alvo

Aécio elegeu Marina Silva como principal alvo de seus ataques durante a entrevista, à semelhança do que fez Dilma Rouseff (PT) na entrevista concedida na quinta-feira (11), reiterando o discurso de que é a opção mais segura para os eleitores que querem mudança.

O tucano acusou a pessebista de mudar “ao sabor do vento” – a candidata alterou seu programa de governo sobre casamento gay após críticas da comunidade evangélica, e tem mostrado uma postura mais aberta ao cultivo de organismos transgênicos do que no passado, por exemplo.

O tucano também questinou a exploração da ideia de nova política por Marina, que militou por 20 anos no PT – partido que ela agora acusa de, junto com o PSDB, praticar a velha política – e afirmou ter medo de fracasso de um eventual governo de Marina.

“Temo que sim. Porque não vejo condições de tudo aquilo que está sendo colocado ser viabilizado. Temo muito isso da descontrução dos partidos, das instituições, da negação de tudo. O que nós enfrentaremos pela frente é um momento de extrema complexidade. O Brasil não é para amadores.”

Aécio também atacou a ideia de Marina de governar com os melhores quadros de cada partido. O senador afirmou que o PSDB tem uma “seleção de nomes” na economia e em outras áreas e que não faria sentido governar “com o segundo time”. E acusou a candidata de “vender ilusões” ao não prever como conseguirá apoio parlamentar para seu programa de governo.

“Você achar que pinça um nome aqui, pinça um nome ali e vai construir uma agenda no Congresso Nacional e vai aprová-la, é vender ilusões.”

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eleições | 18:23

Sabatina iG/RedeTV com Dilma Rousseff

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Acho que fizemos uma das mais descontraídas entrevistas com a presidente Dilma Rousseff nesta campanha. Sem amaciar, nem exagerar no aperto. Assista e tire suas próprias conclusões:


“Obras atrasaram por responsabilidade de Marina”, diz Dilma ao iG e à RedeTV!

Na primeira da série de entrevistas com principais candidatos à Presidência da República, presidente atribuiu à adversária problemas no andamento de usinas de Jirau e Santo Antonio e disse que mudança no cenário internacional abrirá caminho para alterar política econômica num eventual 2º mandato

Decidida a endurecer o tom contra a ex-senadora Marina Silva, a presidente Dilma Rousseff jogou sobre a adversária a responsabilidade pelo atraso em obras consideradas estratégicas pelo governo petista. Em entrevista ao iG e à RedeTV!, Dilma disse que projetos como as usinas hidrelétricas de Santo Antonio e Jirau não foram executados como planejado pelo governo “por responsabilidade” da ex-senadora.

Dilma falou aos jornalistas Tales Faria, publisher do iG, e Amanda Klein, apresentadora da RedeTV!, no Palácio da Alvorada, na primeira da série de sabatinas com os principais candidatos à Presidência da República. Ao lembrar os tempos em que dividia espaço com Marina na Esplanada dos Ministérios, ainda no governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a petista reconheceu que houve “divergências”. Na época, a presidente era ministra da Casa Civil, responsável por assegurar a execução de projetos, e Marina comandava o Ministério do Meio Ambiente, a quem cabia liberar licenças ambientais para as obras.

Veja vídeo com entrevista de Dilma Rousseff ao iG e à RedeTV!:

“Houve muitas demoras, sempre por responsabilidade dela”, criticou Dilma. “Houve divergência, sim. A candidata tinha uma reação muito acentuada quando se tratava de licenciamentos de hidrelétricas”, disparou.

Propina na Petrobras

Dilma tratou também das denúncias sobre um suposto esquema de pagamento de propina na Petrobras. Reportagem da revista Veja no último fim de semana aponta que o ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa teria listado políticos supostamente beneficiados pelo esquema, entre os quais estaria o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos.

Dilma cobrou da campanha de Marina que tome em relação à citação ao nome de Campos as mesmas providências que ela própria tomou diante da reportagem: pedir informações às instâncias cabíveis para, então, definir as medidas a serem tomadas.

Dilma reiterou que pediu informações ao Ministério da Justiça e ao Ministério Público sobre o envolvimento de servidores públicos no esquema. “No caso específico do Eduardo Campos, como fiz com os servidores, acho que o partido e a coligação da Marina deveriam fazer em relação ao Eduardo Campos”, disse.

Ainda em relação às denúncias envolvendo a Petrobras, Dilma voltou a dizer que estranhou o envolvimento de Paulo Roberto Costa, dado o fato de o ex-diretor integrar há anos os quadros da estatal. A presidente disse que nunca desconfiou das irregularidades.

Questionada sobre se pretende manter o mesmo critério de indicações na empresa num eventual segundo mandato, ela disse que seguirá adotando o mesmo modelo usado até agora. “No meu governo, escolhi dentre aqueles que eu considerava os melhores quadros da Petrobras. Vou continuar fazendo. E é isso o que eu acredito que o ex-presidente Lula fez”, disse Dilma.


‘Nova realidade’

Dilma voltou a sinalizar para o mercado que está disposta a fazer mudanças significativas na política econômica, num eventual segundo mandato. A presidente reforçou que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, permanecerá no governo “até o último dia” do atual mandato. O que permitirá uma mudança na área, diz ela, é o surgimento de uma nova realidade no cenário internacional.

“Quando a realidade muda, nós temos que mudar. Eu espero e acredito que isso é uma grande possibilidade, que o mundo melhore sua situação econômica nos próximos meses e anos”, afirmou a presidente. Dilma disse que a crise já se arrasta há três anos e apontou que o Brasil, ao discordar da estratégia seguida, por exemplo, por países europeus, conseguiu segurar indicadores.

Ao acenar para o novo governo, Dilma também falou sobre o fato de ser criticada por ser autoritária e centralizadora. “Nessa coisa de autoritária, de mandona, já cheguei à conclusão de que sou a única pessoa autoritária cercada de homens meigos”, disse. “Tem um viés um pouco machista, mais do que machista, é discriminatório no seguinte sentido: tem certas características num homem que são consideradas normais; tem certas características na mulher que são consideradas normais. Eu tinha que ser doce, eu tinha que aceitar bastante tudo o que me dissessem, aceitando opiniões.”

Dilma aproveitou para alfinetar mais uma vez Marina, ao fazer referência velada às mudanças feitas no programa de governo da candidata do PSB após críticas feitas pelo pastor Silas Malafaia nas redes sociais. “Não se é presidente da República curvando-se às pressões. Podem me fazer um Twitter, eu não me curvo a pressões.”

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