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Arquivo de junho, 2014

sexta-feira, 20 de junho de 2014 eleições, partidos | 13:51

Eduardo Campos no programa Opinião, da TViG

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Entrevista do pré-candidato à Presidência da República pelo PSB, hoje no iG:

‘Renan, Henrique Alves e Cunha estarão fora do meu governo’, diz Eduardo Campos

Ao programa Opinião, da TViG, presidenciável sobe tom contra Dilma, defende energia nuclear, transgênicos e transposição do São Francisco, mas minimiza divergências com Marina Silva

Depois de dizer que seu governo não abrigará “velhas raposas” da política como o senador José Sarney (PMDB-AP) e Fernando Collor (PTB-AL), o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos estendeu a afirmação a toda a parcela do PMDB que hoje apoia a reeleição da presidente Dilma Rousseff. A conta, diz o pré-candidato do PSB à Presidência, considera a ala do partido hoje comandada por nomes como o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e o líder do partido na Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Ibope: Dilma tem 39% dos votos, Aécio tem 21% e Campos tem 10%

Leia mais: Tensão com Marina aumenta e socialistas se queixam de prejuízo a Campos

“Esse lado do PMDB (de Renan, Henrique Eduardo Alves e Eduardo Cunha) estará na oposição no meu governo. Pode estar certo disso”, disse Campos, em entrevista ao programa Opinião, da TViG. “Esse PMDB está no governo de Dilma. Não é possível que, depois de 30 anos de redemocratização, a democracia brasileira fique de joelhos diante de uma velha política que constrange todo dia o cidadão que paga impostos. O PMDB que está conosco é o de Pedro Simon, de Jarbas Vasconcelos”, emendou.

Eduardo Campos foi entrevistado pelos jornalistas Tales Faria, vice-presidente editorial do iG; Rodrigo de Almeida, diretor de Jornalismo; Clarissa Oliveira, diretora da sucursal de Brasília; e Luís Nassif, parceiro do iG e integrante da blogosfera iGlr, com o Jornal GGN.

Na entrevista, Campos subiu o tom das críticas a Dilma. Colocou-se claramente como um apoiador do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas reforçou que o mesmo não se aplica a sua sucessora. “Ao cabo do segundo mandato do Lula, eu apoiei a sucessora que ele indicou. Ela não deu certo. Ela frustrou o país e 75% do país quer mudança. Eu tive a coragem de dizer que aqueles com quem eu sempre caminhei – coragem que outros não têm – estão errados. E que não podemos entregar o país a mais quatro anos desse erro”, afirmou o pré-candidato do PSB.

‘Casamento’: Aliança do PSB com Alckmin será desafio para Campos e Marina

“Nossa posição é muito clara: de divergência da condução do país sob a liderança da presidente Dilma. A presidente que nós ajudamos a eleger, que tinha o compromisso de liderar o Brasil, que é exatamente a única presidente no ciclo democrático que vai entregar o país pior do que recebeu.”

Campos descreveu-se como um “socialista” e disse que, atualmente, falta ao Brasil experimentar “o que é socialismo”. “É lutar por educação integral de qualidade. Qual é a grande causa do socialismo hoje no Brasil? É acabar com a escola do rico e a escola do pobre. No dia em que você tiver uma escola pública de qualidade – e pode ter a privada de qualidade também – você estará dando um grande passo em direção ao socialismo.”

Divergências com Marina

Na entrevista, Campos empenhou-se em minimizar as divergências com sua vice, a ex-senadora Marina Silva. Disse não ver problemas na existência de uma “diversidade de pensamento” dentro de sua base de apoio e ressaltou que as discordâncias também existiram em governos anteriores, como os de Lula e Fernando Henrique Cardoso. “Nós formamos uma aliança em torno de um projeto para o país. Se temos divergências, pode ser em relação a alguns pontos. Mas temos uma grande unidade. E o Brasil precisa da nossa unidade para se renovar”, afirmou.

Campos admitiu que tem posição diferente da de Marina, por exemplo, no que se refere aos transgênicos e à participação da energia nuclear na matriz energética do país. Mas afirmou que o Brasil, neste momento, deve priorizar outras fontes de energia renováveis para assegurar o abastecimento. “Eu acho que temos alternativas renováveis suficientes, antes da energia nuclear, para ficarmos com a expressão que temos hoje”, afirmou, prometendo apresentar já em 2015, se eleito, uma proposta de matriz energética que contemple ainda energia hídrica, solar e eólica.

Questionado sobre as discordâncias em relação à projetos como a transposição do Rio São Francisco, Campos investiu na tese de que o fato de Marina ter autorizado o licenciamento ambiental da obra quando era ministra do Meio Ambiente do governo Lula demonstra que ela considera a obra importante, desde que preservados os cuidados com a preservação do rio. “Foi exatamente Marina quem licenciou a transposição, como ministra”, disse.

Política econômica

Campos prometeu preservar o tripé da política econômica, baseado no regime de metas de inflação, câmbio flutuante e metas de superávit primário. Ainda assim, destacou a necessidade de uma política capaz de elevar a produtividade. “Nós precisamos do tripé, para ter as regras claras para os agentes econômicos, mas precisamos de mais do que isso. Precisamos de uma política articulada que leve a produtividade do Brasil à frente, isso passa por infraestrutura, educação, inovação.”

Campos também defendeu a autonomia do Banco Central. Por outro lado, cobrou um “comportamento fiscal” mais austero por parte do governo. “A gente não pode ficar achando que só e unicamente o Banco Central vai dar conta da inflação. Se o governo não tem um comportamento fiscal que ajude a política monetária, se o governo não tem regras claras em setores estratégicos para alavancar o investimento, se não faz seu dever de casa em todas as outras áreas, ficar só o Banco Central como último zagueiro, fica como está hoje, em que os juros do Brasil são os juros mais caros do mundo.”

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eleições, partidos | 13:41

Pezão no programa Opinião, da TViG

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Entrevista foi ao ar em 16 de junho de 2014

“PT saiu no pior momento do nosso governo. Isso magoou”, diz Pezão ao iG

Ao programa Opinião, governador critica o PT do Rio, defende apoio a Dilma, rejeita esconder Sérgio Cabral na campanha e diz que ordem é prender quem interromper trânsito na Copa

Uma no ferro, outra na ferradura: assim tem agido o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), quando o assunto é PT. Pezão é defensor fiel e solidário da presidente Dilma Rousseff, mas está amuado com o PT fluminense, especialmente o senador Lindbergh Farias, hoje pré-candidato petista ao governo do Rio. Lindbergh não só comandou o desmonte da duradoura aliança com o PMDB no Rio como voltou a atirar pedras contra Sérgio Cabral, de quem Pezão foi vice durante os últimos sete anos – mesma tática que o petista adotou quatro anos atrás, quando tentou sair candidato ao governo.

“Não sou contra candidatura de ninguém, acho natural o PT apresentar uma candidatura”, disse Pezão ao participar do programa Opinião, da TViG. O problema, diz ele, é que “o PT saiu num momento de maior dificuldade do governo. Começou um movimento no auge da crise. Isso magoou”. Criou uma dissidência que abriu feridas difíceis de cicatrizar, reconhece, ao fazer uma campanha “que agride companheiros nossos do interior”.

Pezão foi entrevistado no programa por Tales Faria, vice-presidente editorial e publisher do iG; Rodrigo de Almeida, diretor de jornalismo do iG; Fernando Molica, colunista do jornal “O Dia”; e Américo Martins, superintendente de jornalismo da RedeTV. “O Dia” e RedeTV serão parceiros do iG na realização de debates com os candidatos ao governo do Rio no segundo semestre.

Uma no ferro, outra na ferradura: assim tem agido o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), quando o assunto é PT. Pezão é defensor fiel e solidário da presidente Dilma Rousseff, mas está amuado com o PT fluminense, especialmente o senador Lindbergh Farias, hoje pré-candidato petista ao governo do Rio. Lindbergh não só comandou o desmonte da duradoura aliança com o PMDB no Rio como voltou a atirar pedras contra Sérgio Cabral, de quem Pezão foi vice durante os últimos sete anos – mesma tática que o petista adotou quatro anos atrás, quando tentou sair candidato ao governo.

“Não sou contra candidatura de ninguém, acho natural o PT apresentar uma candidatura”, disse Pezão ao participar do programa Opinião, da TViG. O problema, diz ele, é que “o PT saiu num momento de maior dificuldade do governo. Começou um movimento no auge da crise. Isso magoou”. Criou uma dissidência que abriu feridas difíceis de cicatrizar, reconhece, ao fazer uma campanha “que agride companheiros nossos do interior”.

Pezão foi entrevistado no programa por Tales Faria, vice-presidente editorial e publisher do iG; Rodrigo de Almeida, diretor de jornalismo do iG; Fernando Molica, colunista do jornal “O Dia”; e Américo Martins, superintendente de jornalismo da RedeTV. “O Dia” e RedeTV serão parceiros do iG na realização de debates com os candidatos ao governo do Rio no segundo semestre.

Jandira Feghali: ‘Queimação’ do PMDB do Rio prejudica Dilma

Segundo Pezão, se o gesto do PT prejudica a aliança com o PMDB no Rio, não chega a abalar o apoio a Dilma por parte do ex-governador Sérgio Cabral, do prefeito do Rio, Eduardo Paes, dele próprio e de boa parte dos prefeitos e deputados peemedebistas. “O que vejo são intrigas”, afirma.

Com isso, o governador tenta minimizar os efeitos do movimento criado pelo presidente regional do PMDB, Jorge Picciani, em apoio ao pré-candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, e ao governador Luiz Fernando Pezão. Há dez dias, Picciani lançou o “Aezão” numa churrascaria na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, com a presença do próprio Aécio.

Leia também: PMDB aprova aliança Dilma-Temer, mas voto ‘rebelde’ supera expectativa

Segurança na Copa

Durante a entrevista, Pezão afirmou também que mandou a Secretaria de Segurança Pública do Estado impedir que manifestantes fechem vias públicas durante a Copa. E que a ordem é prender quem interromper o trânsito carioca.

Segundo ele, é preciso adotar o que chamou de “padrão Fifa para manifestações”: protestos são permitidos, diz ele; mas transtornos à população, excessos e depredação devem ser punidos com rigor. O governador afirmou ter pedido ao prefeito Eduardo Paes a adoção de medidas que regulamentarem o direito de manifestações.

“Não preciso esconder Cabral”

Pezão prometeu não esconder o amigo Sérgio Cabral durante a sua campanha à reeleição, apesar de o ex-governador ter deixado o Palácio Guanabara chamuscado por uma sucessão de crises de imagem – entre elas a amizade com o empreiteiro Fernando Cavendish e os episódios de uso do helicóptero do governo para fins particulares.

“Fidelidade e generosidade não prescrevem”, diz Pezão. “Não preciso esconder ninguém. Não contem comigo para fazer um papel desses”. Para ele, Cabral “fez um governo brilhante”, os problemas “foram superdimensionados” pela oposição e, “se teve excessos ele soube corrigir e pedir desculpas”.

O governador disse que vai investir sua campanha na continuidade das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) e no investimento na Saúde, com o avanço de hospitais de alta e média complexidade e na ajuda aos municípios para fazer atenção básica. Pezão também promete levar fibra ótica de qualidade para todas as cidades do Estado, replicando o modelo que adotou quando prefeito na sua cidade, Piraí, em 1999.

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partidos | 13:33

Aldo Rebelo, no programa Opinião, da TViG

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Entrevista foi ao ar em 02 de junho de 2014

“Parte da imprensa faz campanha contra a Copa”, diz Aldo Rebelo ao iG


Ao programa Opinião, da TViG, ministro do Esporte rebate críticas de Ronaldo, diz que alguém com “responsabilidade pública” não pode falar em “vergonha do País” e avisa que prioridade do governo não são os negócios da Fifa

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, entende que o tom usado para contestar a Copa do Mundo no Brasil vai além do razoável. “Existe uma parte da imprensa que quer fazer mais do que uma oposição. Faz uma campanha contra a Copa. A mim não surpreende, porque a imprensa brasileira sempre teve esse viés”, afirmou. Na visão dele, o noticiário tem sido marcado por uma “hipertrofia” dos atos contra o torneio organizado pela Fifa. “Quarenta professores cercaram o ônibus da delegação no Rio de Janeiro. E a notícia parecia que a cidade do Rio de Janeiro tinha se mobilizado para cercar a seleção brasileira.”

Aldo participou do programa Opinião, da TViG, onde foi entrevistado pelos jornalistas Tales Faria, vice-presidente do iG; Clarissa Oliveira, diretora da sucursal de Brasília; Paulo Tescarolo, editor-executivo de Esportes; e Jorge Nicola, repórter do jornal Diário de S. Paulo e parceiro do iG através da blogosfera iGlr.

Leia mais: Blatter prevê “melhor Copa da história” e deixa reeleição para depois

O ministro também criticou a politização da Copa e disse que a competição é um “empreendimento de todos”. Ele negou que haja uma “oposição” ao Mundial por parte dos presidenciáveis Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), adversários da presidente Dilma Rousseff na corrida eleitoral deste ano. Ao contrário, diz ele, ambos empenharam-se pessoalmente para ajudar a trazer a Copa para o Brasil e assegurar o sucesso do Mundial. “Eu não vejo Aécio, nem Eduardo Campos fazendo oposição à Copa”, disse.

Veja também: Valcke admite que Fifa tem culpa por confusões na reta final da Copa

De acordo com o ministro, a prova disso é que Aécio participou das solenidades que comemoraram a realização da Copa no Brasil, como o anúncio da escolha do país como sede do mundial e a inauguração do Mineirão. Já Campos, segundo ele, empenhou-se pessoalmente para assegurar que Pernambuco recebesse a Copa das Confederações.

Críticas de Ronaldo

Sem disfarçar o incômodo com as sucessivas críticas do ex-jogador Ronaldo à organização da Copa, Aldo Rebelo diz não ver motivos para enxergar no craque uma fonte de inspiração. Embora descreva Ronaldo como um “ídolo”, um “gênio” e um homem que “prestou grandes serviços ao Brasil”, o ministro diz acreditar que uma pessoa com “responsabilidade pública” como ele não deveria declarar que tem “vergonha” do país.

“Ter vergonha do país não é algo que alguém que tem responsabilidade pública possa dizer”, disse o ministro, acrescentando que, ainda assim, não vê motivos para sentir vergonha de Ronaldo. “Acho que a frase foi infeliz. É contraditória porque, ao mesmo tempo, ele diz que a Copa será um grande êxito, uma grande festa. E só o será porque o Brasil contribuiu para que isso pudesse acontecer”, acrescentou o ministro.

O ministro comentou também a afirmação do ex-jogador de que é preciso “descer o cacete” nos casos de vandalismo em protestos, feita em entrevista ao Jornal Folha de S. Paulo. Aldo apontou a necessidade de coibir eventuais “abusos” em manifestações. Mas deixou claro que não endossa a posição do ex-jogador. “Eu já reafirmei meu carinho, respeito e admiração pelo Ronaldo. Mas eu não me inspiro nas frases, nem nas análises dele para avaliar a situação do país.”

“Negócios da Fifa”

O ministro falou ainda sobre o relacionamento com a Fifa e insistiu que a prioridade do governo não está nos negócios gerados pela Copa e sim no interesse público. “Eu não tenho a pretensão de ser professor da Fifa. É uma entidade antiga, que tem suas prioridades, seus interesses, alguns legítimos. E, aqui, nós do governo procuramos defender o interesse público, o interesse nacional. Não somos defensores do interesse de patrocinados nem dos negócios que a Copa do Mundo enseja e proporciona”, disse o ministro, que prosseguiu. “Sabemos que é um grande negócio, que as cotas de patrocínio dão muitos recursos. Mas o Brasil vai preservar esse interesse público”

O relacionamento entre governo brasileiro e Fifa, que teve diversos momentos de turbulência, não é visto como um problema pelo ministro. “A relação é de cooperação. Quando há divergência, nós procuramos enfrentar preservando o interesse publico”.

Aldo evitou, ainda, polemizar sobre as declarações da diretora do Comitê Organizador Local da Copa, Joana Havelange, de que “o que tinha que ser roubado já foi”. “Nós nos responsabilizamos pela nossa atribuição. Não realizamos contratos de patrocínio, não negociamos contratos de patrocínio. Somos responsáveis por uma parte da logística da Copa e da infraestrutura”, disse o ministro.

Olimpíada de 2016

Por fim, o ministro fez uma previsão otimista quanto aos gastos para os Jogos Olímpicos de 2016, que acontecerão no Rio de Janeiro. Segundo ele, o Maracanã, que receberá a abertura da Olimpíada e os jogos de futebol, não precisará ser novamente reformado. “Não creio. É a Fifa que organiza os jogos, embora seja o COI que organize a Olimpíada. E ela vai querer usar os estádios que já foram testados na Copa”, afirmou.

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partidos | 13:21

Berzoini no programa Opinião, da TV iG

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Entrevista foi ao ar em 14 de abril de 2014

‘Dilma não pode se subordinar aos interesses do PT’, diz Berzoini ao iG

Em entrevista ao programa Opinião, novo ministro de Relações Institucionais promete aproximação da presidente com a política, minimiza as tensões com o PMDB e critica oposição

Recém-chegado à Esplanada, o novo ministro de Relações Institucionais, Ricardo Berzoini, admite a necessidade de aproximar a presidente Dilma Rousseff do mundo político, para sanar as dificuldades que hoje atingem a articulação política do governo. Em entrevista ao programa Opinião, da TViG, Berzoini adianta que a presidente vai intensificar as reuniões com partidos neste último ano de governo. Dilma, segundo ele, também se prepara para dar início a uma agenda de aproximação com empresários.

“Existe uma demanda no mundo político por maior proximidade com o mandatário, com o plano Executivo”, diz o ministro. Ele admite que parte dessa aproximação será naturalmente pavimentada pela eleição. Mas manda um recado ao PT, diante da declaração feita ao iG pelo senador Lindbergh Farias (RJ), para quem Dilma não deve “colar” peemedebista Sérgio Cabral. “As decisões da presidente, pré-candidata à reeleição, não podem se subordinar exclusivamente aos interesses do PT ou de qualquer outro partido”, afirma.

Opinião: ‘São Paulo está cansado de 20 anos com o mesmo partido’, afirma Padilha

Berzoini foi entrevistado pelos jornalistas Tales Faria, vice-presidente editorial do iG; Rodrigo de Almeida, diretor de Jornalismo; Clarissa Oliveira, diretora da sucursal de Brasília; e Luis Nassif, que está à frente do jornal GGN e integra o time de parceiros inseridos no iGlr, nova blogosfera do portal.

Na entrevista, o ministro disse enxergar lados positivos e negativos na maneira de governar da presidente, inclusive no fato de demonstrar menos traquejo político que o antecessor Luiz Inácio Lula da Silva.

“Dilma tem um estilo que é de acompanhar muito mais no detalhe o conjunto dos programas em andamento do que o presidente Lula, que tinha muito mais uma cultura de articular e delegar. Na relação com o empresariado, muitas vezes, realizava reuniões que permitiam um sentimento de maior participação. Acho que é bom para o governo essa referência. Acho que a presidente Dilma está disposta a fazer mais desse tipo de encontro, a ampliar esse sentimento de diálogo.”

PMDB

Na avaliação do ministro, a aproximação de Dilma com a política tende a melhorar a relação com o Congresso, num momento em que o Planalto assiste ao aumento das tensões com o PMDB. Berzoini minimiza as preocupações com a sigla aliada e nega que o governo tenha aderido ao toma-lá-dá-cá.
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O programa Opinião, do iG

“A expressão toma lá dá cá é uma tentativa de fazer uma caricatura do que é uma composição política, que existe no Japão, na Europa, nos Estados Unidos, em qualquer lugar do mundo. Você governa numa frente de partidos, você tem que compor para conseguir governar”, diz ele.

Ele reconhece que o líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), surpreendeu por sua “capacidade de organização”. “De certa forma, ele dialogou com uma parte da base e captou um sentimento de insatisfação”, disse.

Crise

Berzoini reforçou o discurso da cúpula petista, ao se queixar da ação da oposição diante das denúncias sobre a Petrobras. “É uma tentativa de criar uma pauta que possa encobrir o conjunto de realizações do governo, diz o ministro. Ele admite, entretanto, que o governo agora precisa retrabalhar a imagem da companhia. “Acho que há uma deficiência de comunicação evidente, que precisa ser superada rapidamente”, completa.

Berzoini também reitera que o PT vai avaliar a possibilidade de instaurar um procedimento interno contra o deputado André Vargas. Mas procurou desmontar a tese de que o envolvimento do colega com o doleiro Alberto Youssef se assemelha ao do ex-senador Demóstenes Torres com o bicheiro Carlinhos Cachoeira.

“Não é desejável que nenhum parlamentar receba qualquer tipo de benesse de ninguém. Mas fora a questão jatinho eu não vi uma relação que denote o mesmo tipo de promiscuidade”, disse Berzoini, numa referência ao fato de Vargas ter usado um jatinho fretado pelo doleiro.

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eleições, partidos | 13:15

Padilha no programa Opinião

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Entrevista foi ao ar em 21 de dezembro de 2013

‘São Paulo está cansado de 20 anos com o mesmo partido’, afirma Padilha

Na estreia do programa Opinião, do iG, ministro e pré-candidato ao governo paulista diz ver “cansaço” da gestão tucana, rebate críticas ao programa Mais Médicos e promete ação dura contra planos de saúde

Escolhido para representar o PT na disputa pelo governo de São Paulo, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, minimiza o risco de enfrentar uma campanha virulenta na disputa pelo maior colégio eleitoral do país no ano que vem. As chances de sucesso da campanha petista ao Palácio dos Bandeirantes se apoiam, segundo ele, no “cansaço” que atinge a gestão tucana e na percepção de que o estado precisa reconquistar sua projeção nacional e internacional.

Padilha é convidado do Opinião, novo programa de entrevistas do iG, que todos os meses trará para o centro do debate uma personalidade da cena política, econômica e cultural do País. Nesta edição de estreia, o ministro foi entrevistado pelo publisher do iG, Tales Faria; pelo diretor de Jornalismo, Rodrigo de Almeida; pela diretora da sucursal de Brasilia, Clarissa Oliveira; e pela editora de Saúde e Educação, Ocimara Balmant.

Padilha evitou comentar a possibilidade de a campanha ser pautada por assuntos como as prisões do mensalão ou as denúncias de corrupção na contratação de obras do metrô paulista. E, com o cuidado de não se colocar formalmente como o candidato petista ao Palácio dos Bandeirantes, disse estar “muito feliz” por ter seu nome apontado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo PT como opção para a corrida estadual.

“Da parte do PT, vai ser uma campanha paz e amor”, disse Padilha. “Existe um cansaço no estado de São Paulo. Um partido que governa há 20 anos um estado como São Paulo, um estado dinâmico, criativo, sempre com mudanças e coisas a oferecer para o Brasil e para o mundo, ou tem uma capacidade de se renovar ou enfrenta esse cansaço.”

Tido como um dos quadros escolhidos por Lula para renovar o PT paulista, Padilha também saiu em defesa do colega Fernando Haddad, que encarou em 2012 sua primeira eleição e assumiu a Prefeitura de São Paulo. Diante das denúncias de corrupção que atingem a administração paulistana, o ministro disse que Haddad fez o que deveria: apurou. “Se ele recebeu algum tipo de denúncia de qualquer malfeito na prefeitura, tem que apurar. Eu não esperava outra coisa do Fernando”, afirmou Padilha, em referência às denúncias envolvendo auditores da prefeitura, que resultaram no afastamento do secretário de Governo, Antonio Donato.

Padilha também empenhou-se em rebater críticas ao programa Mais Médicos, que já começa a ser trabalhado dentro do PT como sua principal bandeira de campanha para o ano que vem. De acordo com ele, as queixas da classe médica em relação ao projeto, por exemplo, vão se dissipar na medida em que o programa se consolidar. “Cada vez mais a população brasileira vai apoiar o programa Mais Médicos. E não só a população, mas também os meus colegas médicos”, diz Padilha.

Ao comentar dificuldades de fiscalização e aplicação do programa – como o fato de alguns profissionais dependerem de intérpretes para se comunicar com a população local – Padilha apoiou-se em sua experiência pessoal. Médico infectologista, ele viveu por quatro anos na Amazônia, prestando atendimento à população local.

“O maior obstáculo é não ter o médico. Eu trabalhei com o povo Zo’é, que corria risco de ser dizimado, devido ao contato com pneumonia, malária… Antes eram 300 índios e já havia menos de 200. Cuidamos desses índios, salvamos vidas, hoje são quase 300 índios de novo”, disse. “E até hoje eu não sei uma palavra da língua Zo’é. Não sei construir uma frase. E isso não me impediu de salvar vidas,”.

Planos de saúde

Padilha também foi enfático ao criticar as operadoras de planos de saúde. No País, elas são mais de duas mil e alegam que as regras estipuladas pela Agência Nacional de Saúde (ANS) tornam a sobrevivência do setor impraticável.

“O Ministério da Saúde e a ANS não vão abrir mão de defender o usuário, o cidadão. Nós instituímos um modelo que chamo de modelo pedagógico para as operadoras de saúde. Antes, tínhamos um mercado não regulado na qualidade do atendimento.”

No embate mais recente, a ANS aumentou o rol de procedimentos que devem ter cobertura obrigatória dos convênios. Na lista entraram os medicamentos orais para tratamento de câncer. São remédios de alto custo e que, segundo as operadoras, devem fazer com que os preços das mensalidades subam consideravelmente. Padilha discorda.

“Estou convencido de que incluir medicação oral não significa mais custos. Pelo contrário. Significa que você vai cuidar do paciente na casa dele, fora do hospital, não vai colocá-lo sob o risco de pegar uma infecção hospitalar. Se a pessoa tem direito pelo SUS, por que não ter pelo plano de saúde?”

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