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quinta-feira, 10 de setembro de 2015 Congresso | 05:59

De quem é a culpa pelo Brasil ter perdido o grau de investimento? Assista ao que dizem os políticos

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Grau de investimentoPara o senador José Serra (PSDB-SP), basicamente o governo caiu numa armadilha: deu importância demais à cartilha das agências de rating, e acabou que ela abaixaram o nível de nossa classificação de risco.

Já o vice-líder do governo na Câmara, Silvio Costa (PSC-PE), há a crise econômica internacional, mas a oposição tem grande parcela de culpa. Ele cita especialmente as pautas bombas do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE) afirma que o Congresso fez o possível. “Mas não é o fim do mundo.”

Enquanto o senador tucano Tasso Jereissati (CE) diz com todas as letras: caberia ao governo conseguir que o Congresso votasse. Portanto, faltou governo.

Com o que concorda o senador Randolfe Rodrigues (PSol-AP). Mas, para ele, o Congresso não pode se eximir de culpa. Afinal, ficou enrolando em torno de miudezas.

E você, o que acha?

Assista aos argumentos de cada um deles:

Ou: http://youtu.be/O5y8hGxigO4

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quarta-feira, 9 de setembro de 2015 Congresso | 19:00

Governo promete reformas estruturais e cortes de gastos para aprovar aumento de impostos

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O líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (PT-MT), anunciou que o governo deve enviar ao Congresso amanhã ou no máximo até sexta-feira, na forma de projeto de lei com tramitação em caráter de urgência, para adoção do sistema de repatriação de capitais brasileiros que esteja irregularmente no exterior.

Segundo Delcídio, o ministro da Fazenda já concluiu e enviou à Casa Civil o texto, que é basicamente o mesmo do projeto que estava em tramitação no Senado.

“Isso é importantíssimo para o equilíbrio orçamentário, porque a repatriação não termina nela própria. Ela dispara o processo de unificação das alíquotas do ICMS entre os estados, com cobrança no destino, o que representa 70% da reforma tributária. Devo ser o relator aqui no Senado”, disse o líder governista.

Ele revelou também — logo após participar de uma reunião com o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, e falar ao telefone com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy — que o governo está estudando uma reavaliação ampla de vários programas, não só sociais, como Minha Casa Minha Vida.

“Tem o Pronatec, tem o Ciência sem fronteiras, vários… O governo vai olhar quais estão performando mais, quais poderão ser delongados, quais precisarão ser mantidos como estão.”

Delcídio afirma que a ideia do Palácio do Planalto é enviar até o final do mês uma proposta ampla de revisão do Orçamento da União, em que constarão não só os cortes como também “propostas estruturais” de reforma, inclusive na Previdência Social.

“Ano a ano ela a Previdência dá um déficit cada vez maior. Vimos agora com o ministro Nelson que só a Previdência representa 40% do que tem o governo tem que pagar.”, disse

Delcídio confirmou também que o governo está estudando novas formas de arrecadar mais. Ou seja, aumento de impostos:

“O governo terá que estabelecer alguma coisa para acrescentar receita. Pode ser uma contribuição. O ajuste em alguma alíquota de impostos já existentes. Mas com caráter transitório. Estamos discutindo com alguns segmentos para avaliar se não podemos tributar alguns segmentos sem transferir para o processo inflacionário. Segmentos econômicos importantes, como o financeiro.”

Delcídio afirma que o governo entendeu que não conseguirá aprovar aumento de impostos no Congresso se não apresentar uma proposta com reformas estruturais.

“Sabemos que o Congresso só vai votar se vierem reformas estruturais. E o governo vais fazer sua lição de casa. Ministro Nelson Barbosa disse que há espaço para cortes, especialmente naquilo que for despesa discricionária.”

Ou: https://www.youtube.com/watch?v=7SHP0lJPTUI

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escândalos políticos | 09:03

Apoio do PSDB à Frente Pró-impeachment exclui adesão ao PMDB

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Antes de anunciar a recém criada Frente Pró-impeachment, os líderes da Oposição na Câmara encontraram-se no Cafezinho do Senado com o candidato derrotado do PSDB à Presidência da República, senador Aécio Neves (MG).

Aécio não encampou o movimento, mas também não foi contra.

Relatou ao grupo seu último encontro com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

FHC queria convencer o senador — e atual presidente nacional do PSDB — a apoiar a tese do impeachment.

É que Aécio não vê com bons olhos o fato de o vice-presidente Michel Temer assumir o lugar de Dilma. As eleições presidenciais ficariam para 2018, quando o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, deverá também pleitear a vaga de candidato pelo PSDB.

Aécio — que torce pela condenação da chapa Dilma/Temer pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) — argumentou com FHC que Temer é presidente nacional do PMDB. E que sua posse no lugar de Dilma seria entregar o poder ao mesmo grupo denunciado na Lava Jato com o PT. Segundo ele, não é interessante ao PSDB juntar-se com essa gente.

E  o senador terminou a história contando que Fernando Henrique então respondeu:

“Podemos apoiar o impeachment, mas não entrar no governo do PMDB. Era como o Getúlio queria fazer na Segunda Guerra. Apoiar os aliados, mas sem entrar.”

Ou seja, este é o acordo interno no PSDB para aderir à tal Frente Pró-impeachment: o partido apoia, mas não quer dizer que vai aderir a um eventual governo do PMDB.

A mesma situação do PT na época do impeachment de Collor: o partido apoiou a posse do vice Itamar Franco, mas não aderiu ao novo governo.

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quinta-feira, 3 de setembro de 2015 Congresso | 11:26

Eduardo Cunha vai derrubar a reforma política aprovada no Senado e retomar texto da Câmara

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Votação da reforma no SenadoO presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), está irritadíssimo com os itens da reforma política aprovados ontem pelo Senado. Assim que o texto for enviado de volta à Câmara, Cunha está disposto a apressar sua nova votação para retomar o texto original dos deputados.

Ontem, ao votar o chamado PLC 75 (Projeto de Lei da Câmara), o Senado derrubou a contribuição das empresas aos partidos políticos, conforme tinha sido aprovado pelos deputados. Esse foi o principal item que irritou o presidente da Câmara.

Mas os senadores também aprovaram uma nova regra que na prática põe fim às coligações partidárias em eleições proporcionais, contra proposta que havia sido aprovada na Câmara.

Além disso, também foram aprovados a abertura de uma janela para mudanças de partido 13 meses antes das eleições; novas regras para participação de candidatos em debates de rádio e TV; restrições ao uso de carros de som e materiais de campanha; limitações às pesquisas; e fim da exigência de domicílio eleitoral para candidaturas.

Para Eduardo Cunha e o relator da reforma política na Câmara, os senadores simplesmente não cumpriram acordo de evitar modificações no texto aprovado pelos deputados, a fim de que, quando retornasse à Câmara, fossem aprovadas as propostas acrescentadas ao texto pelo Senado.

“Se eles não cumpriram o acordo, nós aqui também não temos compromisso com o texto do Senado. Vamos tocar o nosso projeto”, disse Eduardo Cunha a um deputado aliado. Segundo ele, esta é também a posição do relator, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Mas tanto Cunha quanto Maia estão evitando polemizar para que os senadores votem logo a redação final do projeto e o enviem à Câmara. Assim os deputados poderão mexer à vontade no texto e enviá-lo à sanção.

Vale à pena ver o discurso no plenário do Senado (em vídeo abaixo) do relator Romero Jucá (PMDB-RR) para entender o projeto.

No discurso em que inicia a votação, Jucá até cita o acordo com o relator na Câmara, Rodrigo Maia, mas seu parecer acabou sendo derrotado em vários pontos, como o da derrubada do financiamento de empresas e o da janela para mudança de partidos, entre outros.

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quarta-feira, 2 de setembro de 2015 Congresso | 10:45

Relator diz que Congresso pode até aprovar Orçamento de 2016 com deficit

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Relator do projeto de Orçamento de 2016, o deputado Ricardo Barros (PP-PR) afirma que não houve violação da Lei de Responsabilidade Fiscal por parte do governo ao enviar ao Congresso uma proposta orçamentaria prevendo déficit nas contas.

Segundo ele, o Congresso poderá aprovar a projeção de contas do governo para o ano que vem até mesmo prevendo deficit, desde que autorize o financiamento da despesa excedente cm letras do Tesouro Nacional.O financiamento entra como receita e, tecnicamente, a peça orçamentaria sai com despesas e receitas igualadas.

Barros já detectou falhas na mensagem enviada pelo governo, que não teria incluído entre as despesas cerca de R$ 3,4 bilhões, que se somariam ao déficit de R$ 30,5 bilhões anunciado pelo Palácio do Planalto. Tratam-se de R$ 1,9 bilhão que faltariam incluir nas compensações das perdas dos estados com a Lei Kandir, e outros R$ 1,5 bilhão para emendas de parlamentares.

Mas ele diz que essas e outras incorreções — assim como definições de novos cortes para equilibrar o Orçamento — deverão ser enviadas para o Congresso pelo Palácio do Planalto na forma de “mensagem modificativa”, dentro o prazo de um mês.

“Não está havendo problema algum. Apenas o governo esperava contar com a nova CPMF e com, no último momento, não obteve apoio, teve que mandar o Orçamento às pressas”, afirma Ricardo Barros.

Bem, assista ao vídeo com a entrevista do relator e tente entender um pouco de mais essa celeuma na seara política.

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terça-feira, 1 de setembro de 2015 governo | 14:34

Irritados com o governo, Temer e Levy fecham pacto contra crise

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Foto Agencia Brasil

Foto Agencia Brasil

Os dois têm em comum a irritação com o fogo cruzado dos ministros do PT e com a instabilidade no relacionamento com a presidente Dilma Rousseff, além de sofrerem resistências e derrotas desagradávis no Congresso.

Mas o vice-presidente da República, Michel Temer, e o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, ainda se veem como fiadores do que resta de governabilidade ao país no momento.

Foi levando em conta esses fatores que Michel Temer e Joaquim Levy acertaram, numa troca de telefonemas neste final de semana, um pacto de ajuda mútua para resistir à crise econômica e política, seja com a permanência de Dilma Rousseff no cargo, seja sem ela.

O empurrão inicial para o acerto entre os dois, por incrível que pareça, foi dado pela presidente Dilma na semana passada. Ao saber que Temer estava irritado com a proposta do governo de recriar o imposto sem consultá-lo, Dilma pediu a Levy para tentar convencer o vice a colaborar com a aprovação da proposta no Congresso.

Mesmo tendo sido derrotado no governo — pois defendia corte de gastos em vez de novos impostos — Levy ligou para Temer. Relatou que Dilma teria um encontro na sexta-feira com governadores, e que estes iriam ajudar na aprovação da proposta pelo Congresso.

Temer disse que continuava contrário à tese. Levy contou à presidente que, na quinta-feira,telefonou, ela própria, para o vice. Foi uma conversa difícil, em que Michel Temer respondeu que continuava não vendo chances de aprovação no Congresso e, portanto, que nada poderia fazer.

Depois que os governadores negaram ajuda ao Planalto para aprovar a CPMF, como se sabe, o governo resolveu divulgar que desistia do imposto.

Começou a ser discutida no governo, já na noite de sexta-feira, a proposta de enviar o Orçamento de 2016 ao Congresso com defícit, o que obrigaria os políticos a procurarem uma forma de aumentar a arrecadação, talvez com a própria CPMF.

Temer também não gostou dessa proposta e telefonou ao ministro da Fazenda, a fim de convencê-lo a não insistir nessa estratégia. Mas foi surpreendido com a irritação do ministro com o Palácio.

Levy revelou ao vice que sempre defendeu mais cortes e menos impostos, mas que Dilma e os ministros Nelson Barbosa (Planejamento), Aloizio Mercadante (Casa Civil) e Artur Chioro (Saúde) insistiram no aumento da arrecadação.

Que, voto vencido, ele se mantivera leal à presidente, deixando parecer que era dele a ideia da CPMF, inclusive quando ligou para Temer a pedido de Dilma. Mas que agora ele considerava “uma loucura” essa proposta de enviar ao Congresso o Orçamento de 2016 com déficit,.

Levy arrematou suas queixas dizendo a Michem Temer que temia por um rebaixamento da nota do Brasil pelas agências internacionais e que a perda do chamado “grau de investimento” poderia tornar a economia inadministrável.

Temer pediu, então, que o ministro se acalmasse. Disse que o que de pior poderia acontecer ao país, no momento, seria um dos dois anunciar sua desistência. Citou seu apreço pelo ministro e lembrou até de sua declaração nos EUA de que, se fosse presidente, manteria Levy no governo.

Trocaram ainda outros telefonemas no final de semana, discutindo as decisões do Planalto sobre Orçamento e novos impostos.

E foi nessas conversas que o pacto entre os dois se consolidou. Ambos concordando que há mesmo risco de uma crise inadministrável que leve à saída da presidente Dilma Rousseff.

Mas que — com Dilma ou sem Dilma — eles se consideram fundamentais para evitar uma crise maior no país. Levy, pelo apoio que ainda detém em parcelas significativas do empresariado. Temer, também pelo apoio do empresariado e pela penetração no Congresso, especialmente no PMDB.

Resta saber se Dilma vai se sentir confortável com essa proximidade entre Temer e Levy. Afinal, digamos que a presidente é um tanto ou quanto ciumenta.

 

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Congresso | 09:53

Oposição cobra devolução do Orçamento e só aceita acordo com corte drástico nos gastos do governo

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CassioCunhaLima_GeraldoMagela_AgenciaSenado_15.04.201420140415_0001O governo não terá vida fácil no Congresso, durante a tramitação da proposta Orçamentária para 2016, apresentada ontem ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), com um déficit estimado de de R$ 30,5 bilhões.

Isso porque, durante esses anos todos, o Orçamento tem sido aprovado sempre por unanimidade, com acordo entre todos os partidos. É o tipo da proposição legislativa que dificilmente consegue ser votada sem acordo.

E o líder do PSDB no Senado, Cassio Cunha Lima (PB), adianta ao iG as suas condições para esse acordo. Na verdade, as propostas do PSDB neste caso são muito parecidas com o que diz a maioria dos deputados do PMDB.

Só tem uma questão: antes do acordo, Cassio e o PSDB vão tentar, na Justiça, a devolução da proposta do Orçamento 2016 ao Executivo

Cassio — Na verdade, o governo desrespeitou a Lei de Responsabilidade Fiscal ao enviar essa proposta ao Congresso. Ela determina que tem que haver um equilíbrio entre receitas e despesas na administração da coisa pública. Então, estamos estudando formas juríricas de, antes de mais nada, devolver a peça orçamentária ao Executivo determinando que ele faça os ajustes. Cabe ao governo fazer sua proposta de cortes nos gastos. Se não têm competência ou unidade para resolver essa questão entre eles, estão dando mais uma mostra da completa incapacidade de governar.

iG — Mas digamos que não se consiga devolver. Aí vocês terão que trabalhar em cima desse Orçamento que está aí. Qual será a postura do PSDB?

Cassio — Neste caso, não tenha dúvida. vamos propor cortes drásticos nos gastos com a máquina pública. Mas preservando ao máximo as iniciativas em favor daqueles que mais precisam. O PSDB vai defender a manutenção dos programas sociais, corrigindo naturalmente suas distorções, que não são poucas, e atacar os gastos. Cortes no ministérios, nas diárias das autoridades, nas viagens, gastos com telefonia celular, no número de cargos comissionados… Se precisarem de um acordo conosco para votar o Orçamento, vão ter que se preparar para isto. Além de um Orçamento deficitário. Mandaram-nos uma proposta que conta com receitas não asseguradas, como a venda de imóveis da União, e o leilão da folha de pagamento, por exemplo.

iG — O presidente do Senado, Renan Calheiros, costuma dizer que essa crise está revelando um esgotamento do modelo de governança estabelecido na Constituinte de 1988. Aquela que o então presidente José Sarney (PMDB-AP) disse ter votado um Constituição que tornava o país ingovernável…

Cassio — Eu concordo que há uma série de vinculações orçamentárias na atual Constituição que precisam ser revistas. Engessam a administração. Mas a grande questão, no momento, é a política macroeconômica do governo. veja o caso das swaps cambiais. São operações de seguro para quem compra dólar que custaram só este ano ao Tesouro Nacional R$ 115 bilhões (Nota da coluna: o senador José Serra citou este número em discurso, mas o governo fala em cerca de R$ 60 bilhões). Cada ponto percentual de elevação na taxa básica de juros estabelecida pelo Banco Central representa um aumento de R$ 15 bilhões na dívida pública. Só com esse dois itens o governo poderia estabelecer o equilíbrio orçamentário.

iG — O senador José Serra (PSDB-SP) disse isso em plenário. Cheguei a noticiar aqui na coluna. E isso leva a outra questão: todos os pontos que o sr. coloca são muto parecidos com o que diz a maioria do PMDB. Se o serra, por exemplo, fosse relator do Orçamento, e tenho certeza de que o Renan Calheiros teria o maior prazer de indicá-lo , o PSDB não poderia sair como grande artífice da solução econômica para a crise?

Cassio — Concordo que, nas ideias, temos competência e quadros capazes de encontrar uma solução. Mas aqui no Congresso, no final das contas, manda quem tem maioria. E, teoricamente, apesar de sua desorganização, quem tem maioria aqui é a base governista. As oposições somam 20% do Parlamento.

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segunda-feira, 31 de agosto de 2015 governo | 10:45

Líder do governo apresentará projeto de imposto alternativo à CPMF

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O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), anunciou que dará entrada num projeto de criação de novo imposto que pode substituir a CPMF inicialmente proposta pelo Palácio do Planalto, mas que está sendo rejeitada por aliados no Congresso e empresários.

Em entrevista agora pela manhã ao jornalista Eliomar de Lima, do jornal “O Povo”, do Ceará, José Guimarães disse estar elaborando — “já estou com isso quase pronto” — um projeto de lei complementar estabelecendo uma Contribuição Social para a Saúde (CSS).

Guimarães revelou que os governadores do Nordeste, que se reuniram com Dilma na sexta-feira à noite, “não acolheram bem a proposta de recriação do imposto do cheque. Mas o líder não revelou como será cobrada a sua CSS, caso seja aprovada pelo Congresso.

Segundo Guimarães “a grande mídia turbinou o mau olhado” sobre a CPMF, mas ele diz que sua proposta é diferente do imposto sobre o cheque. Será uma taxação sobre a renda, “aqueles que ganham mais”, com destinação para a área de saúde tanto da União, como dos Estados e dos municípios.

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partidos | 09:16

Governo vê Temer se afastando de Dilma no programa de TV do PMDB

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A série de inserções na TV que o PMDB exibirá nesta semana, e que já foi divulgada pelo partido, está causando desconforto e irritação entre os petistas do governo.

A começar pela temática escolhida, que é considerada de duplo sentido, no momento em que as oposições acusam a presidente Dilma Rousseff de ter mentido durante a campanha: “A verdade é sempre a melhor escolha”.

Os filmetes que mais irritaram são aqueles protagonizados pelo vice-presidente da República, Michel Temer, pelo ministro da Aviação, Eliseu Padilha, e pelo ex-ministro Moreira Franco.

O desconforto com Temer ocorreu principalmente em duas de suas várias aparições. Primeiro, quando ele diz: “O PMDB não tem medo da verdade que virá.” Depois, quando Temer afirma: “O Brasil sempre vai ser maior e mais importante do que qualquer governo. Esta é a verdade.

Neste último filmete, Temer também falou que é hora de reunificar a sociedade, um discurso muito semelhante àquela sua declaração segundo a qual é preciso aparecer alguém capaz de unir o país. A afirmação foi entendida por Dilma como uma insinuação de que a atual presidente não tem essa capacidade e de que ele próprio, Temer, talvez seja esta voz de união.

No caso do ministro da Avição Civil, Eliseu Padilha, a irritação foi a escolha da expressão “é preciso grandeza”, quase uma lembrança à expressão utilizada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, quando sugeriu que a presidente Dilma Rousseff devia ter “a grandeza” de renunciar.

E quanto ao ex-ministro Moreira Franco, atual presidente da Fundação Ulysses Guimarães, a irritação tem dois motivos. Primeiro, porque Moreira centrou sua fala na afirmação de que o país “quer mudar e vai mudar”. Numa hora em que se fala de impeachment, digamos que a frase ganha contornos mais ácidos. Depois, porque Palácio tem conhecimento de que, logo ao deixar o comando do Ministério da Aviação, Moreira se tornou um dos maiores opositores ao governo dentro do PMDB.

A interpretação geral entre os petistas do governo, incluindo a presidente, é de que nenhuma das falas foi gratuita, nem foi incluída ao bel prazer do marqueteiro Elsinho Mouco. Tudo, naturalmente, foi milimetricamente discutido pela cúpula do partido.

O tempo exagerado dado ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha, considerado o maior oposicionista do PMDB hoje, também foi entendido como um sinal claro de que o partido está com um pé fora do governo. Na melhor das hipóteses, preparando a sua saída, capitaneada pelo vice-presidente Michel Temer, que será quem vai decidir o momento exato.

Desde que deixou o dia a dia da coordenação política do Planalto e que — mais recentemente — se recusou a articular em favor da aprovação da nova CPMF pelo Congresso, Temer vem dando sinais claros de que é este o o seu caminho.

Veja alguns dos filmetes do PMDB:

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sexta-feira, 28 de agosto de 2015 Congresso | 08:25

CPMF vira piada no Congresso sobre desorganização do governo

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A recriação de algo parecido com a antiga CPMF só pode ocorrer com a aprovação de um projeto de emenda constitucional pelo Congresso.

Para isso, o governo precisaria do voto favorável de três quintos dos deputados em dois turno de votação e, depois, repetir o mesmo desempenho no Senado. Hoje o governo não sabe se consegue o apoio de metade dos 513 deputados para barrar a tramitação do impeachment na Câmara.

Daí porque ninguém no Congresso leve a sério a proposta de recriação de algo parecido com o antigo imposto sobre o cheque. E daí porque o lançamento dessa nova proposta está sendo considerada mais uma lambança do Palácio do Planalto no seu relacionamento com a base parlamentar.

Principalmente na forma enviesada como ela apareceu, entre negativas e confirmações dúbias. Enquanto alguns setores do governo negavam terminantemente a tese, outros confirmavam que ela estava mesmo em estudo.

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), chegou aproveitar o almoço de ontem em sua casa com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, o ministro das Minas e Energia, Eduardo Braga, e o líder do PMDB, Eunício Oliveira (CE) para perguntar diretamente a Levy se realmente havia a ideia de se recriar a CPMF. Renan estava explicando que vê muita dificuldade em aprovar qualquer aumento de impostos no Congresso.

O ministro respondeu que a ideia da CPMF era “apenas uma hipótese”. Que não havia nada maturado no governo.

Mas, naquele mesmo instante, no Senado, a presidente da Comissão de Orçamento, senadora Rose de Freitas (PMDB-ES), ouvia do ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, que era mesmo intenção do governo cobrir o caixa com a volta do imposto do cheque.

E o ministro da Comunicação, Edinho Silva, adiantava reservadamente a alguns jornalistas que a proposta estava realmente em estudo, e que o ministro da Saúde, Arthur Chioro, fora destacado para testar a receptividade, confirmando a proposta.

Antes de Chioro confirmar que o governo poderá propor o novo imposto para financiar a saúde, já tinha virado piada no Congresso a forma desorganizada com que o governo tratava o assunto.

Foi aí que o vice-presidente Michel Temer — irritado com o absurdo de se tentar lançar uma ideia dessas sem consultar a área política — saiu-se com essa: “por enquanto é só um burburinho”.

Um burburinho que ninguém leva a sério no Congresso, mas que ninguém duvida, também, que o governo seja capaz de realmente propor.

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